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Date: Wednesday, 22 May 2013 10:00

RIO - A Justiça Federal suspendeu os editais de incentivo à cultura negra lançados pelo Ministério da Cultura (MinC) em novembro de 2012, por entender que eles representam uma prática racista. Com um valor total de R$ 9 milhões, os editais foram, até agora, a principal novidade da gestão de Marta Suplicy à frente da pasta, que assumiu há cerca de nove meses prometendo políticas de inclusão.

A decisão, do juiz José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão, foi publicada no Diário Oficial de segunda-feira. Ele escreveu que o MinC “não poderia excluir sumariamente as demais etnias” e que os editais “destinados exclusivamente aos negros abrem um acintoso e perigoso espectro de desigualdade racial”.

— Na minha opinião é uma decisão equivocada — afirma Humberto Adami, diretor do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (IARA). — Ela deixa de reconhecer a Constituição Federal, o Estatudo da Igualdade Racial e tratados internacionais de combate à discrimição racial que são assinados pelo Brasil desde 1960, no sentido de combater o racismo e fomentar a inclusão dos afrodescendentes, que historicamente sofrem exclusão.

Os editais suspensos foram: Apoio para Curta-Metragem — Curta Afirmativo: Protagonismo da Juventude Negra na Produção Audiovisual; Prêmio Funarte de Arte Negra; Apoio de Coedição de Livros de Autores Negros; e Apoio a Pesquisadores Negros. O primeiro é de gestão da Secretaria do Audiovisual (SAv) do MinC, o segundo, da Funarte, e os dois últimos, da Fundação Biblioteca Nacional.

— O racismo no Brasil em relação ao negro é uma questão histórica — avalia Antonio Costa Neto, assistente técnico do IARA. — Houve racismo durante a escravidão, posteriormente com a teoria de branquear a população e depois como política pública na educação e também na imigração. Então hoje tentamos desconstruir o racismo através de políticas públicas afirmativas. O magistrado leva em consideração o momento atual, que não admite prática de racismo, mas deve considerar também esses fatos históricos. Se fizermos um recorte racial, há poucos produtores negros com acesso a essas política públicas.

Ministério promete recorrer

Os editais foram lançados em 20 de novembro, quando se comemora o Dia da Consciência Negra. A ideia anunciada por Marta era facilitar o acesso a verbas por parte de artistas e produtores que lidam com a cultura negra, cujos projetos seriam, de acordo com o MinC, pouco acolhidos pelas políticas usuais de patrocínio. Todos eles já haviam encerrado suas inscrições e deveriam anunciar os projetos habilitados no início do segundo semestre.

O processo foi movido como ação popular pelo escritório do advogado Pedro Leonel Pinto de Carvalho, do Maranhão, citando como réus a União Federal, a Funarte e a Fundação Biblioteca Nacional.

— O edital tem uma natureza racista. Por que ele é apenas para pessoas negras e não para brancos ou índios, por exemplo? É uma proposta que gera preconceito — diz Pedro Eduardo Ribeiro de Carvalho, gerente jurídico do escritório de Pedro Leonel.

Para Adami, a medida liderada pela ministra Marta Suplicy se insere no princípio das ações afirmativas.

— É uma ação do poder executivo que visa socorrer um determinado segmento da sociedade. Não deveria causar estranheza, pois todos os dias temos algum segmento da sociedade beneficiado por alguma decisão do executivo, judicário ou legisliativo. Quando empresários recebem isenção de pagamento de tributos, ninguém diz que é inconstitucional. Nesse aspecto, penso que não faltarão argumentos para que a Advocacia Geral da União faça um recurso ao Tribunal Regional em Brasília e que essa decisão seja sumariamente cassada.

Em nota, o MinC informou que vai apresentar recurso à decisão: “O edital da SAv é legal, constitucional e há segurança na regularidade da política. O mesmo entendimento têm as áreas jurídicas da Funarte e Fundação Biblioteca Nacional, que também entrarão com recurso”.

Author: "André Miranda"
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Date: Wednesday, 22 May 2013 03:43

WASHINGTON - A cantora e compositora Carole King, conhecido por sucessos como "(You mak me feel like) a natural woman" e "You've got a friend" receberá o maior prêmio oficial da música popular nos Estados Unidos. As comemorações começaram nesta terça-feira com um concerto em que participaram, entre outros, o músico de jazz Arturo Sandoval e o cantor peruano Gian Marco.

Carole King é a primeira mulher a obter o Prêmio Gershwin da Canção Popular na Biblioteca do Congresso, e os festejos pela ocasião continuarão nesta quarta-feira, quando o presidente Barack Obama entregará o prêmio em uma cerimônia e concerto na Casa Branca em que participarão Gloria Estefan e Billy Joel, entre outros artistas. Carole King disse que é uma grande honra ser reconhecida em um lugar tão histórico com uma homenagem inesperada. Depois de receber o prêmio, King se unirá a um grupo de músicos premiados que inclui Paul McCartney, Stevie Wonder e Paul Simon.

- É outra das importantes mensagens para as mulheres jovens de que as mulheres são importantes, as mulheres marcam a diferença. Que a música popular seja reconhecida pela Biblioteca do Congresso como algo que tem um lugar valioso na história é muito importante para mim - disse King.

No ano passado King disse que gostaria de se aposentar da música quando seu livro de memórias "A natural woman" for publicado. Mas desde então realizou uma turnê pela Austrália e planeja cantar em um show beneficente para apoiar as vítimas dos ataques com explosivos na maratona de Boston.

No concerto do Prêmio Gershwin planeja apresentar uma canção que escreveu com Hal David, chamada "I believe in loving you". A cantora disse que vai lançá-la no próximo mês em homenagem a David, que ganhou o prêmio e morreu no ano passado.

Este mês recebeu um doutorado honorário da Universidade de Música de Berklee junto com Willie Nelson e Annie Lennox. E está preparando um musical na Broadway baseado em sua vida.

- Sigo pensando que seria lindo me aposentar, mas ao que parece ainda não chegou o momento - disse.

King começou sua carreira na música quando pôde alcançar o piano para tocá-lo no Brooklyn, em Nova York.

O piano, disse, desatou uma "conexão mágica" para seu interessei inato pela música. Ficou encantada desde o início.

- Creio que estava atraída por ela e ela por mim. Como foi, não era alga que tratava de manipular. A única coisa que fazia era buscar escutar as músicas - disse.

King escreveu seu primeiro sucesso aos 17 anos, "Will you love me tomorrow", para as Shirelles com seu então marido Gerry Goffin. Seu álbum revelação de 1971, "Tapestry", continua sendo um dos mais vendidos de todos os tempos. É o primeiro álbum de uma solista com o certificado diamante, superando as 10 milhões de cópias vendidas. O disco incluia os hits "It's too late" e "I feel the earth move", assim como "You've got a friend" gravada por James Taylor.

Centenas de artistas gravaram suas músicas, incluindo os Betles, Mary J. Blige, Cher, Phil Collins, Aretha Franklin e Barbra Streisand.

Em parte isso é o que faz King ser tão importante, disse o bibliotecário do Congreso James Billington.

- Quando os Beatles desceram do avião, a primeira pessoa que queriam conhecer nos Estados Unidos era Carole King. Era um fenômeno entre os artistas. Esse é um aval importante.

Em 1990, King e Goffin foram incorporados ao Salão da Fama do Rock and Roll.

Author: "AP"
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Date: Tuesday, 21 May 2013 23:00

RIO - O hype é mentiroso, mas às vezes fala a verdade. Em 2008, emergiu da blogosfera, muito alardeado, um quarteto de Nova York de nome esquisito, misturando punk, rock e afropop. Cinco anos e um sólido segundo disco depois, o Vampire Weekend está agora divulgando seu novo álbum, o excelente “Modern vampires of the city”, distante o bastante do CD de estreia pra ficar claro o amadurecimento, mas perto o suficiente pra reafirmar sua identidade sonora.

Gravado em Los Angeles e Nova York e produzido por Ariel Rechtshaid (Usher e Major Lazer) e o músico Rostam Batmangilj, tecladista e letrista da banda, “Modern vampires” é um álbum cheio de nuances, mais sombrio, orgânico e melódico que os anteriores.

Assim como sugere a capa do disco, a Big Apple é o pano de fundo para o álbum. “Obvious bicylcle” é uma balada harmônica e ácida na qual o vocalista Ezra Koenig se dirige a um amigo desempregado que não precisa fazer a barba porque “ninguém vai perder tempo com você”. “Step” é uma das melhores faixas, e carrega uma amostra do que o cantor da banda, hoje aos 29 anos, pensa sobre esse negócio de amadurecer: “Sabedoria é uma benção/Mas você trocaria isso pela juventude”.

Author: "William Helal Filho"
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Date: Tuesday, 21 May 2013 21:47

RIO - Morreu, nesta terça-feira, o baixista Trevor Bolder, de 62 anos, integrante da banda inglesa Uriah Heep por mais de 30 anos. Segundo um comuniciado divulgado na página oficial do grupo, o músico faleceu após uma "longa batalha contra o câncer". (Veja aqui ele tocando "Sunrise" com a banda em 2009)

Durante os anos 70, Bolder fez parte da banda The Spiders From Mars, que acompanhou o cantor David Bowie. Em 1982 ele gravou um disco com o Wishbone Ash.

"Travis foi um dos maiores de todos, um dos melhores músicos de sua geração, e um dos melhores baixistas que a Grã Bretanha já produziu", escreveu a banda de hard rock em seu site.

Author: "o globo"
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Date: Tuesday, 21 May 2013 21:41

RIO — Mesmo com o lançamento de um novo livro do autor português José Saramago, “A estátua e a Pedra”, na Feira do Livro de Bogotá, que homenageou Portugal nesta edição, o grande destaque foi um curioso dicionário que passou longe do Nobel, feito por crianças colombianas. Com definições perspicazes como “Adulto: pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma”, o livro “Casa das estrelas: um universo contato pelas crianças”, organizado pelo professor e escritor Javier Naranjo, reúne 500 definições para cerca de 133 palavras diferentes.

O peculiar dicionário foi publicado pela primeira vez na Colômbia em 1999 e relançado na feira no final do mês passado. Naranjo, que trabalha em escolas do interior do estado de Antíoquía, no leste do país, contou que reuniu as definições de seus alunos ao longo de dez anos e apenas corrigiu erros gramaticais. Não censurou nenhuma palavra, conta ele à rede britânica de notícias BBC, e deixou a criatividade fluir entre os pequenos.

“Eles têm uma lógica diferente, outra maneira de entender o mundo, outra maneira de habitar a realidade e de nos revelar muitas coisas que esquecemos”, disse o professor.

As descrições transformam o conceitos complexos como “tempo” em — quase — verso de poesia com a definição “coisa que passa para lembrar”. Apesar do aspecto lúdico, os conceitos surpreendem pela clareza e pela observação que os pequenos foram capazes de articular e, principalmente, de sintetizar como nas definições de paz: "quando a pessoa se perdoa" ou escuridão: “é como o frescor da noite”, por exemplo.

Pitadas do dicionário das crianças colombianas:

Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)

Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)

Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)

Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)

Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)

Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)

Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)

Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)

Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)

Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)

Guerra: Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)

Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)

Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)

Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)

Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)

Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)

Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)

Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)

Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)

Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)

Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)

Author: "--"
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Date: Tuesday, 21 May 2013 21:27

RIO - “Nymphomaniac”, o novo trabalho do diretor dinamarquês Lars von Trier, será marcado por técnicas de computação arrojadas. Uma delas vai compilar corpos de atores famosos e dublês de corpo para exibir cenas de sexo explícito e real.

A produtora Louise Vesth, que trabalhou no projeto, explicou que em função do trabalho complexo, o filme não ficou pronto para estrear durante a temporada de festivais de cinema.

"Nós filmamos os atores fingindo ter relações sexuais e depois usamos os dublês de corpo, que realmente fizeram sexo, e na pós-produção vamos sobrepor os dois grupos digitalmente", disse Vesth, em entrevista à revista "The Hollywood Reporter". “Da cintura pra cima será o ator, e da cintura pra baixo será o dublê", completou.

No elenco, pesam nomes como o de Charlotte Gainsbourg, Stellan Skarsgard, Shia LaBeouf e Uma Thurman.

Segundo explicou a produtora, o filme se divide em duas partes, mas que, na verdade, compõem uma história única. Por isso, antes de fazer o lançamento, o diretor precisa acabar as duas partes. Cada trecho da história contará com uma versão “soft” e outra explícita.

A previsão de lançamento para “Nymphomaniac” fica para o dia 25 de dezembro, em que a produção terá uma estreia de gala na Dinamarca, terra natal do diretor.

Na trama, uma ninfomaníaca, chamada Joe, é encontrada num beco espancada por um homem chamado Seligman. Ele leva a garota para casa e começa a contar a própria história, desde o nascimento até os 50 anos.

A produtora disse ainda que o filme tem elementos gráficos experimentais, como imagens de dupla exposição, palavras e símbolos sobre a ação, numa forma de complementar a narrativa.

Author: "o globo"
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Date: Tuesday, 21 May 2013 20:43

RIO - Numa briga entre Eminem e Mark Zuckerberg, quem sairia vencedor? Se o embate físico é improvável, o confronto nos tribunais está cada vez mais próximo: a editora do rapper, a Eight Mile Style, entrou com processo legal contra o Facebook por violação de direitos autorais.

De acordo com a ação, a empresa de Zuckerberg teria usado uma música muito parecida com uma composição de Eminem sem a devida autorização.

Segundo reportou o "Independent", a música “Airplane” foi tocada durante um evento em abril para lançar o Facebook Home, o novo software mobile da rede social. Segundo a editora do rapper, a música é “substancialmente similar” com a canção “Under the Influence”, do álbum “The Marshal Mathers LP” produzido por Dr. Dre e Eminem.

A editora alega ainda que a agência de publicidade do Facebook “incorporou a dita música na propaganda num esforço de conquistar favores com o Facebook, alcançando o interesse e o gosto pessoal de Zuckerberg”. O criador da rede social é fã do cantor.

Depois do primeiro lançamento da propaganda online, o Facebook mudou a composição de fundo da canção e relançou o vídeo.

De acordo com advogados que representam a empresa do rapper, “a alteração do anúncio de ‘Airplane’ foi uma confissão de que o Facebook sabia que tinha infringido a composição de Eminem”. Segundo a empresa, não se pode simplesmente alterar a música para escapar de uma infração porque a companhia possui os direitos sobre essas derivações.

Por outro lado, o conselho do Facebook se defende através da acusação de que “Under the Influence” é uma “cópia” de uma música de Michael Jackson, o que isenta a rede social da acusação de infringir direitos autorais.

A Eight Mile Style entrou com o pedido máximo por compensação e danos pelo uso indevido da múscia de Eminem, que pode chegar a US$ 150 mil.

Author: "o globo"
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Date: Tuesday, 21 May 2013 19:18

RIO - A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas mudou algumas regras de premiação para a 86ª edição do Oscar. A alteração mais significante afeta a categoria dos filmes de animação.

Anunciada nesta segunda-feira, a alteração define “um máximo de dois recebedores da premiação, sendo que um deve ter o crédito de produtor”. Ainda segundo a nota, no caso de duas pessoas dividirem o crédito de diretor, “uma terceira estatueta será concedida”.

Na prática, a ideia é garantir que os produtores de filmes de animação também sejam reconhecidos durante a premiação, assim como ocorre com os diretores. Entre os filmes dessa categoria, é comum que duas pessoas compartilhem a direção do projeto - e a mudança ocorre para regularizar essa prática.

Desde que a categoria de melhor filme de animação foi criada, em 2001, a estatueta tem ido para os diretores, ao contrário do que ocorre na categoria de melhor filme do Oscar, em que a estatueta vai para o produtor.

Este ano, o prêmio concedido ao filme “Valente”, que sagrou-se o vencedor, foi para os diretores Brenda Chapman e Mark Andrews, que receberam uma estatueta cada um. Com isso, a produtora Katherine Sarafian não recebeu qualquer premiação - mesmo tendo trabalhado no projeto do início ao fim.

Mudanças no cerimonial

Além das mudanças no sistema de premiações, a cerimônia de entrega do Oscar vai ser diferente. Pela segunda vez, o apresentador do cerimonial deste ano, Seth MacFarlane, reafirmou que não vai participar como apresentador da edição de 2014.

Os produtores para a próxima edição do evento, Craig Zadan e Neil Meron, bem tentaram persuadir o roteirista - famoso pela criação da série “Family Guy” - a voltar ao palco no ano que vem, mas ele se negou. Em sua conta no Twitter, ele se disse “traumatizado” pela experiência.

Seth MacFarlane tem uma agenda apertada e não conseguiria encaixar os quatro meses de dedicação exigidos pelo cerimonial na rotina. Atualmente ele está trabalhando na comédia “A million ways to die in the west”, em que ele vai atuar ao lado de Charlize Theron, Amanda Seyfried e Liam Neeson, além de planejar a sequência para o filme de comédia TED, lançado em 2012.

Author: "o globo"
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Date: Tuesday, 21 May 2013 19:05

RIO — Na manhã desta terça-feira, o diretor teatral e dramaturgo Gerald Thomas publicou em seu perfil no Facebook comentários críticos sobre o diretor Zé Celso Martinez Corrêa. Em sua página, Thomas disse que o fundador do Teatro Oficina "conseguiu milhões da Petrobras para editar seus DVDs" e que o encenador "não precisa tirar $$$ de grupos novos" (sic), referindo-se às verbas públicas destinadas à produção teatral que são garantidas pela Lei do Fomento da cidade de São Paulo. Para o primeiro semestre de 2013, o Programa Municipal de Fomento ao Teatro de São Paulo irá destinar R$ 5,4 milhões às artes cênicas.

"Chama 'fomento' justamente para incentivar companhias novas, grupos novos, ideias novas de pessoas que não têm e não sabem entrar nesse complexo sistema de protecionismo! Vamos dar uma chance a eles e ver sangue novo!", escreveu Thomas.

Ele ressaltou que escrevia em resposta ao comentário do diretor do grupo Os Satyros, Rodolfo García Vazquez, que se indignou com o fato de o Teatro Oficina não ter sido contemplado com as verbas da Lei do Fomento:

"Estou pensando no Zé Celso, que perdeu o Fomento! (José Celso, monumento da cultura brasileira, perdeu o Fomento!?!?!?! Como assim?!?!?! Vergonha alheia!!!)", escreveu Vazquez.

Após ler os comentários publicados por Thomas, Zé Celso rebateu as acusações:

— Gerald não tem noção do que está falando. É uma injustiça absurda receber uma porrada dessas como se eu fosse um corrupto — Zé Celso. — Trabalhei junto com outros artistas há dez anos para a implementação da Lei do Fomento, mas só me beneficiei dela uma única vez. Eu tenho 52 anos de Oficina, sou um homem que não tem propriedades, seguro saúde, uso táxi porque sou cardíaco. Vivo modestamente e apenas com o dinheiro da anistia. Hoje sou um homem que vive às custas do fato de ter sido torturado. É esse dinheiro, os R$ 9 mil por mês da anistia, que paga as minhas contas, os meus remédios para o coração. E que ainda uso para tocar uma coisa ou outra no Oficina.

Para o diretor do Oficina, Thomas "está completamente equivocado". Ele afirma que o Teatro Oficina se beneficiou uma única vez de verbas (R$ 300 mil) públicas destinadas pela Lei do Fomento, no ano de 2002. O montante foi usado, à época, para a criação da primeira parte da trilogia "Os sertões", inspirada na obra homônima de Euclides da Cunha. Hoje em dia, as atividades do Teatro Oficina são patrocinadas pela Petrobras, que destina anualmente R$ 1 milhão ao grupo.

— Tentei diversas outras vezes o Fomento, mas nunca fui contemplado. Tentei porque temos custos altíssimos. O dinheiro da Petrobras paga um terço das nossas despesas. Somos 60 atores, uma sede com funcionários.

Em um comentário posterior, mas na sequência da mesma publicação, Thomas escreve: "Isso é um escândalo. Essas pessoas têm décadas de teatro. Ainda não são autossuficientes?”

Zé Celso diz que não, e conta, por exemplo, que teve de encerrar prematuramente a temporada da última montagem da companhia — a peça "Akordes", que estreou no Teatro Oficina em 2012 — por falta de recursos.

— Não pudemos sair do nosso espaço, apresentar a peça em outras cidades, e a temporada acabou porque não tínhamos dinheiro para pagar os atores — diz o diretor. — As pessoas têm as suas vidas e suas contas, não puderam continuar, foram embora, eu entendo. Mas aí vem o Gerald e joga em cima de mim uma acusação dessas? Ele deveria estar do meu lado, se indignar e cobrar das empresas e do estado o fato de um grupo como o Oficina ainda hoje não ter garantia de poder trabalhar permanentemente. Deveria estar lutando para que os investimentos públicos e privados em teatro aumentassem, que essa Lei do Fomento crescesse. Mas não. Ele não faz ideia dos custos que temos para mante uma sede. Nó somos heróis, cara, manter uma companhia por 52 anos no Brasil não é para qualquer um. Deveríamos estar numa situação melhor, mas temos dificuldade de ganhar patrocínios, porque nossos espetáculos são libertários. Tocam em questões políticas, sexuais, não seguem a cartilha dominante. E disso nós não iremos abdicar.

Em julho, o Oficina recebe uma nova leva do patrocínio da Petrobras, que servirá à produção do novo espetáculo do grupo: a peça "Cacilda!!! Glória no TBC", a terceira parte de uma tetralogia dedicada à atriz Cacilda Becker.

— Estamos trabalhando há cinco meses sem dinheiro. Não fazemos teatro por conta de edital. Aqui a gente não para de trabalhar, simplesmente porque eu vivo de teatro, não só economicamente, é uma questão de vitalidade. A minha vida depende do meu trabalho, do teatro.

Author: "Luiz Felipe Reis"
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Date: Tuesday, 21 May 2013 18:11

RIO - Cat Power ameaçou deixar os EUA em uma publicação na sua conta no Instagram nesta segunda-feira. A cantora, que se apresenta esta terça em São Paulo, explica que a decisão foi resultado da insatisfação com os rumos da política do país.

A mensagem, toda em letras maiúsculas, acompanha uma foto da estátua da liberdade. Além de tecer críticas, ela fez um apelo para que todas as pessoas fossem devidamente ouvidas e que a política americana adotasse um sistema de tripartidarismo.

Ao final, a cantora - cujo nome verdadeiro é Chan Marshall - ainda marca mais de 30 usuários do Twitter, entre eles o Daft Punk, a modelo Cara Delevingne, U2, Beyoncé e a apresentadora Ellen Degeneres.

Ela escreve que "o simbolismo da liberdade foi usado como forma de violentar a Terra com mentiras, proteção da riqueza e escravidão vil”.

Após o desabafo épico, a cantora subiu várias imagens relacionadas à morte de Malcolm Shabazz, neto do ativista Malcom X, em 9 de maio, no México. Ela diz que Shabazz foi "brutalmente assassinado" e pede ajuda para trabalhar com crianças e "jovens adolescentes em conflito".

Além do conteúdo politizado, ela incluiu, na série de postagens, uma foto de seu cachorrinho de estimação, "Baby Babba", e do Cristo Redentor, com a legenda "King Kong, venha o mais rápido que você puder". Chan Marshall fez um show no Rio no último sábado.

Author: "o globo"
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Date: Monday, 20 May 2013 15:13

RIO - A casa onde o personagem Luke Skywalker viveu com seus tios ainda está intacta. O cenário de quatro dos seis filmes da série “Star Wars” manteve-se de pé e fiel aos originais graças ao clima na Tunísia, onde foram filmadas as cenas no planeta Tatooine. O cenário é feito de cimento, madeira e alumínio

Os registros foram feitos pela fotógrafa italiana Rä di Martino, e os locais - próximos ao lago Chott el Djerid, no oeste do país - foram transformados em pontos turísticos.

Author: "O Globo"
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Date: Monday, 20 May 2013 11:00

RIO — No capítulo de “Sangue bom” desta segunda-feira, Malu (Fernanda Vasconcellos) ajuda Bento (Marcos Pigossi) a mudar o visual. Em “Flor do Caribe”, Cristal (Moro Anghileri) conta para Ester (Grazi Massafera) que se apaixonou por Cassiano (Henri Castelli).

MALHAÇÃO

Sal acerta os detalhes do sequestro de Lia com Alemão. Isabela conta para Leandro que está grávida, e o marido suspeita de traição. Marcela comenta com Isabela que é possível que Leandro não seja estéril. Vitor combina de fugir com Lia no dia de seu aniversário. Isabela pede para Leandro fazer o exame de fertilidade, e os dois se reconciliam. Mathias convida Raquel para viajar no fim de semana. Vitor e Lia se beijam em público para comemorar o aniversário dela. Cezar se inscreve no campeonato de patins para impressionar Fabíola. Orelha lamenta a ausência de Morgana. Sal, Caixote e Alemão veem policiais fazendo a guarda do campeonato. Raquel discute com Lia, que deixa escapar sua participação na criação do admirador secreto da mãe.

FLOR DO CARIBE

Cristal conta para Ester que se apaixonou por Cassiano. Cassiano avisa à família que dará entrada na ação de reconhecimento da paternidade de Samuca. Juliano avisa a Natália que só voltará a conversar com ela depois que a bióloga assumir o namoro para Reinaldo. Alberto manda flores para Cristal. Ester consegue empréstimo no banco para abrir a empresa com Taís, e coloca a casa da família como garantia. Amparo aconselha Cristal a esquecer Cassiano. Mila se surpreende quando o pai lhe lhe diz para ela ficar morando com Natália. Cristal avisa a Amparo que elas deixarão Vila dos Ventos. Natália expulsa Reinaldo de sua casa. Rafael informa a Amparo que já instalou seu escritório no Rio de Janeiro. Alberto observa Cassiano e Ester dormindo na cabana.

SANGUE BOM

Bento explica a Malu por que resolveu aceitar sua ideia de se tornar uma celebridade. Amora conta para Bárbara que Natan ficou envaidecido com a notícia de seu filme. Glória expulsa Perácio e sua família de casa. Plínio e Malu decidem levar Bento para um evento social. Kévin reclama da repercussão que a matéria da revista teve em sua vida. Xande finge estar doente para não ser mandado embora com sua família da casa de Glória. Tio Lili flagra Renata e Tito se beijando. Júlia grava Filipinho interpretando diversos papéis. Silvério aconselha Giane a lutar para ficar com Bento. Malu ajuda Bento a mudar o visual. Fabinho vai à casa de Margot. Natan aparece no restaurante em que Amora está com Maurício. Plínio, Malu e Bento chegam ao evento social.

CARROSSEL

Adriano, vestido de detetive, investiga todos os passos de Rabito. O cachorro entra na banca de jornal e escolhe uma revista feminina canina. Depois, Mário e Cirilo seguem Rabito. O cachorro entra na padaria, para em frente à máquina de frango e Mário oferece ao cachorro, mas ele não aceita. O garoto estranha seu amigo de quatro patas não aceitar a comida. Cirilo continua a investigação, quando encontro Jorge, Bibi e Maria Joaquina. O trio está perdido e Maria Joaquina pergunta a Cirilo se ele sabe o caminho de volta para sua casa. O menino explica e se despede com olhar apaixonado para a patricinha. Quando ele se dá conta percebe que perdeu Rabito de vista. O cachorro foge dos meninos, que vão atrás dele. Mário, Adriano e Cirilo encontram Laura. A amiga observa o cãozinho e revela aos amigos que Rabito está apaixonado. Em sua casa, Mário arruma seu melhor amigo para o encontro com sua namorada, mas estipula um horário para que Rabito volte para casa. Olívia e Matilde assistem ao vídeo para ajudar as crianças na África. A diretora não presta atenção no documentário e fica preocupada com sua aparência. Mário fica preocupado com a demora de Rabito. No dia seguinte, o garoto acorda chateado, pois seu melhor amigo passou a noite fora. Rabito chega na hora do café da manhã, Mário fica irritado e pede para que o cachorro escolha entre ele e sua namorada. Marcelina perdeu seu diário e o procura por toda sua casa. No caminho para a escola, a garota observa todos os lugares que passou e encontra Carmen. As amigas conversam e Marcelina diz o quanto é perigoso alguém achar o seu diário, pois lá estão todos os seus segredos e o nome do menino que ela gosta. Marcelina chega à escola e tem a impressão que todos estão rindo dela e a garota acha que alguém encontrou o seu diário. Ela imagina seus amigos contando seus segredos uns aos outros. A garota entra em desespero. Laura pergunta o que está acontecendo e Marcelina explica. Sozinha, Marcelina revela que seu maior medo é que descubram que ela gosta de Mário.

AMOR À VIDA

Félix se incomoda com o bom relacionamento entre César e Paloma. Paloma conhece Ninho. Félix diz à irmã que ela foi adotada. Paloma decide fugir com Ninho. Paloma descobre que está grávida e eles resolvem voltar para o Brasil. Alejandra sugere um negócio arriscado a Ninho. Paloma fica apreensiva com as previsões de um sacerdote indígena sobre a sua gravidez. Ninho compra passagens para o Brasil. Luana conta a Bruno que está grávida. Glauce manda Luana ficar em repouso durante toda a gravidez. Ninho é preso no aeroporto, e Paloma se desespera. Félix convence a irmã a esconder sua gravidez dos pais. Félix consegue libertar Ninho da cadeia. Paloma foge de casa novamente. Pilar descobre a gravidez da filha, e César tem um infarto. Ninho discute com Paloma, que entra em trabalho de parto. Bruno leva Luana para o Hospital San Magno. Márcia faz o parto de Paloma. Luana e o filho morrem, e Bruno se desespera. Paloma desmaia após o parto. Márcia avisa à emergência e vai embora, deixando Paloma com a filha. Félix encontra a irmã desfalecida e desaparece com a sobrinha, pensando que Paloma está morta. Bruno se culpa pela morte de Luana. Félix abandona a sobrinha em uma caçamba. Bruno encontra a filha de Paloma.

BALACOBACO

Último capítulo.

Author: "--"
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Date: Monday, 20 May 2013 10:00

RIO - O Pará continua sacudindo a MPB, em estilo surround. Após o impacto trazido pela chegada de artistas como Gaby Amarantos e Gang do Eletro e da vibração de nomes como Felipe Cordeiro, Lia Sophia e Dona Onete, é a vez de Marlon Branco, um dos maiores fenômenos das aparelhagens (as equipes de som locais). Ao lado da cantora, atriz, DJ e ativista ecológica Lady Green, o cantor e produtor lança o disco “Treme like”, no embalo da dança que ajudou a criar, há dois anos, com a música “A nova onda” (“Inventei uma dança muito louca: mexe a cabeça, o quadril e vai tremendo... Treme! Treme! Treme!”, diz a letra).

Com 14 faixas, o trabalho independente segue a onda do tecnobrega, tanto nos timbres como no visual dos seus integrantes — além de Lady Green (Élida Braz), Marlon Branco (Adenilson Ribeiro) é acompanhado em suas apresentações por dois dançarinos e um “robô” (o Tremendão), que reproduzem as coreografias do “treme” e o colorido das festas realizadas em Belém e arredores.

— Tenho quase mil músicas inéditas no meu estúdio caseiro, onde gravei o disco. Foi difícil selecionar 14 — diz o hiperativo Branco, que já trabalhou como camelô em Belém.

Autodidata como a sua principal referência, o músico e produtor Waldo Squash (da Gang do Eletro), Branco já vinha acumulando hits nos bailes na capital paraense até o estouro com “A nova onda”, que o projetou de vez como uma das revelações do tecnobrega — ou melhor, do tecnomelody, uma variação desse estilo, com suas letras simples, melodias grudentas e embalagens eletrônicas básicas. São assim músicas como “Chicotada no búfalo” e “Cyber rap”.

— São temas ligados ao cenário das festas de aparelhagem, mas que têm um apelo nacional e, talvez, universal — atesta Lady Green, que, ao lado de Branco, promove, até sábado, um workshop de tecnobrega na UFRJ, incluindo discotecagem, dança e história do gênero. — O Marlon Branco é um talento nato e uma parte importante dessa cena que ainda tem muito para oferecer.

Author: "Carlos Albuquerque"
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Date: Monday, 20 May 2013 10:00

NOVA ORLEANS - Jesse Eisenberg não vai ao cinema. Não entra em fila, não compra ingresso, não come pipoca na plateia. Indicado ao Oscar por “A rede social” (2010), em que interpretou Mark Zuckerberg, criador do Facebook, o ator já foi comandado no set tanto por David Fincher quanto por Noah Baumbach, M. Night Shyamalan, Wes Craven e Woody Allen, este em “Para Roma, com amor”. Mas o também dramaturgo de 29 anos, autor de uma das peças off-Broadway de maior sucesso neste ano em Nova York, “The revisionist”, em que dividiu o palco com Vanessa Redgrave, sequer mantém uma lista de diretores com quem gostaria de trabalhar no futuro.

— Como não vejo filmes, nem em casa, não tenho a menor ideia do que as pessoas estão fazendo. Escolho meus papéis a partir da experiência que imagino que terei vivendo um personagem. Quando entrei no cinema, há 11 anos, percebi que ver filmes me deixava extremamente nervoso. Para não dizer que me excluí do mundo visual, recebo clipes para ter uma ideia geral dos filmes que farei. Mas nada além disso.

Cabelo desgrenhado, mãos que se mexem sem parar, levantando e abaixando repetidamente as mangas da camisa até o ombro, deixando à mostra braços finos e musculosos, a fala entrecortada, as palavras saindo aos borbotões, como se mais velozes do que o pensamento, Eisenberg pode passar, à primeira vista, como um sujeito esquisito. Nada mais distante de Michael Atlas, o mágico e performer, inspirado em profissionais como David Copperfield, que ele vive no filme “Truque de mestre”, que tem estreia prevista no Brasil para o dia 5 de julho.

O filme, assinado pelo francês Louis Leterrier, com Michael Caine, Morgan Freeman, Woody Harrelson e Mark Ruffalo no elenco, é uma espécie de “Onze homens e um segredo” com um quê de Robin Hood. Os ilusionistas distribuem para a plateia dinheiro de quem tem (e o ganhou de forma questionável). Com cenas filmadas em Las Vegas, Nova York e Nova Orleans, a ambiciosa produção se perde em subtemas místicos e em uma história de amor pouco convincente. O diretor de “Fúria de titãs”, que Eisenberg certamente não viu, não é, afinal, nenhum Steven Soderbergh.

Mas o ator viu seu Atlas como um exercício interessantíssimo, um personagem tão arrogante quanto atraente. Líder do grupo “The horsemen” — seus parceiros no palco são vividos por Harrelson, Dave Franco (o irmão mais novo de James) e Isla Fischer —, ele caiu no colo de Eisenberg em um momento crucial para o nova-iorquino criado em Nova Jersey por pais hippies, cuja mãe trabalhava como palhaço profissional para bancar a casa.

— Quando o roteiro chegou, estava no palco, fazendo pela primeira vez um personagem meu. E estava aterrorizado. A segunda coisa mais assustadora do mundo, para mim, é me ver interpretando um papel que eu mesmo criei. Mas a primeira é não fazê-lo, é não me apropriar do controle de linguagem que criei para aquele ser fictício. Aí me aparece o Atlas, basicamente o performer mais autoconfiante do mundo. Minha primeira reação foi pensar o quão divertido seria ter essa confiança no palco. Ele foi essa fantasia que pude viver enquanto filmávamos, de ser confiante assim no palco. E foi um sentimento maravilhoso.

Eisenberg iniciou sua carreira no teatro aos sete anos, incentivado pelos pais. Aos 14, descobriu sua paixão por autores contemporâneos. Um ano depois estava escrevendo roteiros, enviados religiosamente para Hollywood. Ele chegou a ser contatado por estúdios, mas as mudanças pedidas eram tantas que descaracterizavam suas histórias. A migração para o teatro, meio ideal para suas histórias, foi natural. Seus textos são variações em torno de uma ideia central: o embate de um jovem americano com um ser de uma realidade distante. As tramas se desenrolam a partir do ruir de estereótipos e lugares-comuns e são pouco condescendentes com a cultura ianque.

— Penso nelas como uma trilogia. A primeira que foi encenada, “Asunción”, é sobre um cara que vai dividir o apartamento com uma garota das Filipinas. A atual, “The revisionist”, é sobre um rapaz que vai à Polônia para viver com sua prima de segundo grau. E a próxima, que chega aos palcos em 2014, é sobre um rapaz que divide o apartamento com um estudante nepalês cuja maior ambição é trabalhar em Wall Street, algo que não entra na cabeça do americano.

Respeitada a ordem cronológica, “The revisionist” é a peça primogênita. Mas, para viver Maria, a prima de segundo grau de seu coprotagonista, David, Eisenberg queria ninguém menos do que Vanessa Redgrave. A personagem é inspirada em sua tia-avó Doris, de 101 anos, judia oriunda da Polônia e, de acordo com o ator, sua principal mentora. Após seis anos de espera, a atriz de 75 anos, seis vezes indicada ao Oscar (que levou por “Júlia”, em 1978), leu o texto e respondeu ao chamado com um convite para Eisenberg passar uma tarde em sua companhia, em Londres.

— Eu a tinha visto no palco em “O ano do pensamento mágico”, espetáculo criado a partir do livro da Joan Didion. Saí do teatro com uma certeza: acabei de ver a maior atriz de meu tempo. Passar seis horas ao lado de Vanessa, na casa dela, foi o melhor encontro da minha vida. E falamos muito, especialmente sobre a história da ex-Iugoslávia. Descobrimos que somos fanáticos por detalhes históricos dos Bálcãs. Tinha imaginado que ela falaria de partes da peça que gostaria de mudar, mas em momento algum tratamos do que seria o espetáculo. Ela apenas me disse que queria muito fazer a Maria e mais nada.

Nos ensaios no pequeno Cherry Lane Theater, de 179 lugares, Redgrave, aqui e acolá, trocava o nome do companheiro de palco e o chamava de John, pois o amigo Gielgud, considerado um dos maiores atores shakespearianos de todos os tempos, lhe vinha à cabeça. Eisenberg explodia em vermelho de vergonha. A atriz também o comparou publicamente ao poeta Percy Shelley (1792-1822), “pela mente questionadora, pelo interesse em tudo e em todos, uma qualidade singularíssima para um ator”. “The revisionist” já é uma das principais atrações da Broadway para 2014.

— Resultado único do desejo do público de ver Vanessa de perto, não tem nada a ver com minha visibilidade por conta de Hollywood. Vê-la, no palco, vivendo um personagem complexo, me deu palpitações. Mesmo quando algo saía “errado”, o “erro” parecia natural, virava verdade. Não há nada mais fascinante do que ver um ator fazendo essa mágica.

Mágica que Eisenberg dividiu com o grande público pela primeira vez, de acordo com a crítica especializada, no pequeno “A Lula e a baleia”, em que vivia um adolescente do Brooklyn em meio à separação dos pais, encarnados por Laura Linney e Jeff Daniels. Mas o público brasileiro o conhece de perto pela voz de uma de suas criações favoritas, a arara Blu, da animação “Rio”. O ator conta que na sequência do filme, “Rio 2”, com estreia prevista para abril de 2014, seu personagem viaja para o interior do Brasil. Eisenberg jamais viu o filme em sua totalidade. Mas, para criar sua ave falante, debruçou-se sobre uma série de desenhos da Cidade Maravilhosa a ele apresentados pelo diretor Carlos Saldanha.

— Antes de “Rio”, meu interesse pelo Brasil contemporâneo era relacionado à eleição de Lula e ao processo político que levou a esse momento histórico. Mas, depois de assinar o contrato, comecei a ler sobre o seu país, sem parar. Vergonhosamente, havia pensado em como o Saldanha tinha sido brilhante ao criar um paraíso tropical belíssimo, ainda que completamente fantasioso. Mas aí fui ao Rio para o lançamento. Cara, é de verdade! Os prédios, as praias, as montanhas. Meu queixo foi abaixo, jamais vou me esquecer da sensação de descobrir que o sonho, neste caso, era real.

Author: "Eduardo Graça"
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Date: Monday, 20 May 2013 10:00

SÃO PAULO - Colegas de cena em “Medianeras — Buenos Aires na era do amor virtual” (2011), cult latino-americano, os argentinos Javier Drolas e Inés Efron descobriram como é o jeito brasileiro de fazer experiências audiovisuais nos sets de “A menina sem qualidades”, série que a MTV lança na próxima segunda, dia 27, às 23h. Foi Felipe Hirsch, diretor teatral aclamado por espetáculos como “A vida é cheia de som e fúria” (2000) e recém-chegado à teledramaturgia, quem comandou os dois, que filmaram em solo paulistano, entre março e abril. Eles formam um casal com um passado assombrado por tensões políticas, que modifica, direta ou indiretamente, a vida da protagonista, a estudante Ana (Bianca Comparato).

A trama vem do romance homônimo da alemã Juli Zeh, sendo que Hirsch trocou as paisagens germânicas de Bonn, retratadas no livro, por uma São Paulo classe média.

— Quando estive em Gramado, em 2011, para acompanhar “Medianeras”, vi alguns filmes brasileiros que tinham uma estética de telenovela diluída em uma hora e meia. Havia neles uma obsessão com o naturalismo, como se faz, em geral, na TV — diz Drolas, que começou a fazer teatro aos 27 anos e hoje, aos 40, é um dos atores mais disputados da Argentina. — Depois de Gramado, descobri o cinema do Brasil de forma mais contundente, vendo longas como “O som ao redor”. Foi essa contundência que encontrei no Felipe, um preciosista.

Inés, de 28 anos, é conhecida por filmes como “XXY” (2007) e “Amorosa Soledad” (2008), mas, como Drolas, é estreante na televisão brasileira.

— A temática da juventude já é conhecida, mas esse roteiro foge do convencional em uma narrativa construída sem linearidade. Felipe me deu aqui uma chance de aprofundar a questão da solidão — afirma Inés, argentina nascida no México que virou atriz aos 19 anos e hoje, quase uma década depois, dá aulas de teatro em Buenos Aires.

“A menina sem qualidades”, que custou cerca de R$ 3 milhões, ficará no ar durante três semanas, de segunda a quinta, num total de 12 episódios. Na série, Hirsch conta a história de Ana, adolescente entediada por um contexto escolar assolado pelo niilismo. Ao aproximar-se de um estudante mais velho, Alex (Rodrigo Pandolfo), a jovem é estimulada a romper com as regras de seu colégio e com padrões sociais de relação. Seus dramas ofereceram a Hirsch uma chance de reflexão sobre um novo Brasil, em expansão econômica.

O jovem e a arte

— Existe um lado meu, o da experiência, que me leva a uma certa desesperança, que me torna pessimista. Mas tenho também um lado com um frescor quase infantil que me leva a acreditar na força da relação do jovem com a arte. Daí a vontade de trazer essa história da Alemanha para uma cidade como São Paulo, com ambientes de classe média alta e novos ricos — diz Hirsch.

O primeiro delito de Ana, estimulado por Alex, é estabelecer um romance com seu professor de literatura e espanhol, o argentino Tristán (Drolas). Ex-preso político em seu país, Tristán está enfrentando uma crise em seu casamento com Bianca, vivida por Inés. Em meio a conflitos afetivos, Tristán é arrastado para um jogo de sexo, poder e manipulação.

— Em um contexto de aparente liberdade, a questão do jovem é saber o que fazer com ela. Entre as séries que a televisão exibe no Brasil atualmente, eu assisto a “Girls” e a “Mad Men”, mas queria fazer algo diferente dessa influência. Queria algo que dialogasse com a tradição dos romances de formação — diz Hirsch, que escalou Inés estimulado por um trabalho dela nos palcos.

Em 2012, a atriz estrelou “Kollwitzstrasse 52”, espetáculo teatral dirigido por Esmir Filho no MIS de São Paulo.

— No palco, parecia que a Inés era capaz de parar o tempo. É inacreditável que o Brasil tenha demorado tanto para descobrir a atriz que ela é.

Author: "Rodrigo Fonseca"
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Date: Monday, 20 May 2013 04:30

LAS VEGAS - Taylor Swift ganhou oito dos 11 prêmios a que concorria no Billboard Music Awards. Entre eles, a cantora foi eleita a mais destacada artista de música country, além de levar melhor canção com "We are never getting back together" e melhor álbum por "Red", ambos na categoria country. Justin Bieber levou três prêmios, incluindo o de melhor artista masculino. Maroon 5 e fun também foram indicados para 11 prêmios e receberam seus troféus em um programa transmitido antes da cerimônia. Gotye e Rihanna levaram quatro prêmios cada uma.

Bruno Mars e sua banda abriram o show com sua nova música, "Treasure". Nicki Minaj, que tocou com Lil Wayne, ganhou seu primeiro prêmio como artista de rap na transmissão de vídeo antes da cerimônia, batendo Drake, Flo Rida, Pitbull e Psy.

Mas a cerimônia de premiação realizada no palco ao ar livre do MGM Grand Garden Arena em Las Vegas deu mais importância às atuações do que aos troféus recebidos. Selena Gomez cantou seu novo hit sedutor, "Come & get it", enquanto Chris Brown dançou ao redor do palco ao tocar "Fine China", embora sua voz tenha falhado durante a performance. A dupla Macklemore & Ryan Lewis também cantou seu grande hit, "Thrift shop", que ganhou o prêmio de música rap.

Prince recebeu o prêmio de artista ícone e Madonna foi nomeada a melhor artista em turnês.

Carly Rae Jepsen ganhou o troféu por ser o melhor artista de músicas digitais. One Direction ganhou três prêmios, incluindo a categoria de melhor grupo.

Jennifer Lopez, Pitbull, Christina Aguilera, Ed Sheeran, David Guetta e Kacey Musgraves também se apresentaram durante o show na noite de domingo. Os apresentadores incluíram Shania Twain, Psy, Celine Dion, Miley Cyrus e Cee-Lo Green.

Author: "Reuters"
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Date: Sunday, 19 May 2013 22:30

RIO - Conhecido pelo vocal de “One more time” e “Too long”, hits históricos do Daft Punk (no álbum “Discovery”), o produtor e cantor Romanthony morreu no último dia 7, em sua casa em Austin, no Texas. A morte só foi confirmada neste domingo, pela irmã do músico Mellony Moore, via Facebook. A causa da morte não foi confirmada.

Romanthony, cujo nome verdadeiro era Anthony Moore, começou sua carreira como produtor em Nova Jersey, no início dos anos 1990, com o lançamento dos singles “Make this love right” e “Let me show you love”. Seu primeiro álbum, porém, saiu em 1997, com o título “Romanworld”. Dois anos depois, ele lançou “Instinctual”, álbum que influenciou outros músicos à época.

Amigos e colaboradores postaram no Twitter, neste domingo, mensagens de condolências à família do produtor e tributos ao talento do músico. O DJ alemão Boys Noize escreveu: “É muito triste :( Romanthony e eu estávamos trabalhando numa música incrível juntos. Ele disse que era a melhor música que ele havia escrito”.

Author: "--"
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Date: Sunday, 19 May 2013 18:52

LOS ANGELES - O filme "Star Trek - Além da escuridão" foi para o topo das bilheterias de fim de semana na América do Norte. A mais recente viagem da nave estelar Enterprise arrecadou US$ 70,6 milhões em cinemas dos EUA e Canadá.

A nova edição 3D da franquia "Star Trek" ultrapassou o poderoso "Homem de Ferro 3", que foi para o segundo lugar. A sequência do super-herói da Marvel arrecadou mais US$ 35,2 milhões neste fim de semana.

"Star Trek - Além da escuridão" é estrelado por Chris Pine como o Capitão James T. Kirk e Zachary Quinto como Spock. O filme arrecadou US$ 13,5 milhões nas sessões da noite de quarta e quinta-feira, somando um total de US$ 84,1 milhões arrecadados até este domingo.

Em terceiro lugar, o drama "O Grande Gatsby" arrecadou US$ 23,4 milhões de sexta a domingo, de acordo com estimativas do estúdio. O filme em 3D tem Leonardo DiCaprio é uma adaptação cinematográfica do clássico romance de F. Scott Fitzgerald.

Author: "Reuters"
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Date: Saturday, 18 May 2013 23:00

RIO - Autor de “O apanhador no campo de centeio” e um dos reclusos mais famosos dos Estados Unidos, J.D. Salinger (1919-2010) será mote de um documentário, cujos detalhes são mantidos em segredo tanto quanto ele próprio o fazia com sua vida privada.

“Salinger”, o filme, foi escrito ao longo de nove anos por Shane Salerno, que também dirige e produz o longa, bancado por ele mesmo. O projeto é uma virada na carreira de Salerno, mais conhecido pelo trabalho como roteirista de blockbusters tradicionais como “Alien vs. Predador”.

Mas a promessa de descobrir detalhes da vida de um dos escritores mais respeitados da América provou ser uma atração enorme para Hollywood. “Salinger” foi comprado pelo magnata do cinema independente Harvey Weinstein depois de ter viso uma exibição privada na manhã do Oscar deste ano. Mesmo que, na amostra, não tenha visto todas as revelações que o filme promete, ele fechou negócio imediatamente.

Salerno e sua equipe também estão lançando um programa de TV baseado no documentário e já fecharam acordo com a editora Simon and Schuster para publicar um livro chamado “A guerra particular de J.D. Salinger”.

Como Salerno não dá entrevistas, há especulações febris sobre detalhes de casos de amor e rumores de manuscritos inéditos de Salinger. Uma das poucas pistas veio quando Salerno anunciou o negócio do livro. “O mito que as pessoas criaram e acreditaram nos últimos 60 anos em torno de J.D. Salinger é de alguém muito puro para ser publicado, muito sensível para ser tocado. Substituímos esse mito por um ser humano extraordinariamente complexo e profundamente contraditório. Nosso livro oferece uma completa reavaliação e reinterpretação de seu trabalho e de sua vida”, disse Salerno.

Author: "--"
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Date: Saturday, 18 May 2013 22:30

RIO - Britney Spears acaba de lançar sua nova música: “Ooh La La”, a primeira desde sua colaboração com Will.i.am, vocalista do Black Eyed Peas, em “Scream & Shout”, e que integra a trilha sonora do filme “The Smurfs 2”.

Produzida pelos colaboradores de “Femme Fatale” (setimo álbum de Britney, lançado em 2011), a faixa marca o retorno da cantora a um som mais próximo da linha pop-chiclete.

“Sempre amei os ‘Smurfs’ quando era criança e agora meus meninos são os maiores fãs deles”, disse a cantora. “Queria surpreendê-los com uma canção no filme.”

Antes do lançamento da trilha de “The Smurfs 2”, Britney vai voltar ao estúdio para gravar seu oitavo álbum de estúdio com o rapper Will.i.am. “Vamos começar na próxima semana”, disse ele à Billboard nesta quinta-feira. “Antes mesmo de começar, tivemos sessões produtivas, nas quais construímos uma relação de confiança e de conforto. Nunca trabalhei assim antes, nem mesmo no BLack Eyed Peas.”

O longa “The Smurfs 2” será lançado nos Estados Unidos em 17 de julho e tem entre as estrelas a cantora Katy Perry.

Author: "O GLOBO"
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