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-És tu Ernesto, meu amor?
Não era. Era o Bernardo.
Isso não os impediu de terem muitos meninos e não serem felizes.
É o que faz a miopia.
Mário Henrique Leiria
Noivado - in Contos do Gin Tonic

De 5 a 26 de Fevereiro, pode visitar o Concurso Bienal de Fotografia Purificación García, na Galeria Municipal do Palácio de Cristal no Porto. Em Outubro, a não perder, no Museu da Cidade, em Lisboa.
Um vulcão que mete respeito. Relembra-nos o quão insignificantes somos. São impressionantes as imagens.
"O cubismo tenta representar os objectos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas rectas. Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objectos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes."
"Father and son"
o único multibanco que funcionava! … curioso o nome….
O regresso a casa foi longo, perto de Roterdão, mas ainda fomos beber um copo a uma esplanada, e deambular pelos bosques vazios de gente, onde ainda consegui aproveitar um resquício de luz para a foto. Devo admitir que no meio destes arvoredos, a imaginação prega partidas.
já de noite, ... um símbolo muito característico
Já existem poucos, na Holanda, este situa-se em Zwolle, e os remanescentes contam-se pelos dedos. São restaurados e servem de habitação. Exaustos, fomos dormir, porque na manhã seguinte, o caminho era longo. Próxima paragem: Giethoorn.

Nem sei como (re)começar. A última vez que aqui escrevi, era… Agosto. Estamos em Dezembro, é certo, mas na verdade nunca pretendi ter uma periodicidade na publicação dos posts. Devemos escrever porque nos apetece, devemos escrever porque sim, e não pela obrigação de manter níveis de audiências, pelo menos é assim que eu vejo o blog, uma espécie de diário público, é claro, com a necessidade de manter certos travões sociais. Por isso, e a quem me acompanhou durante tanto tempo, as minhas humildes desculpas pela ausência, retomarei o blog com saudade das pessoas que aqui conheci, virtualmente, mas que nunca esquecerei, e tentando ir ao encontro daqueles, que, conhecendo-me pessoalmente, perguntam-me com insistência: Então e o blog, pá??
A ausência tem sido longa, trabalho, exames, e entretanto as férias interpuseram-se e o destino foi: Países Baixos. A Holanda, que quanto a mim é um país visto pela sua grande abertura social e tolerância face ao aborto no segundo trimestre, consumo de drogas e homossexualidade, chocou-me exactamente pelo contrário. Um país repleto de contradições. Se um país é aberto a estrangeiros, então deve integrá-los e não, colocá-los de parte por não falarem a língua nativa. Enquanto nós, os portugueses nos esprememos em gesticulações e estrangeirismos, tentando compreender o outro, o holandês nem sequer tenta compreender. Se se fala o holandês, melhor, senão, azar dos azares, inclusivamente em locais turístico-culturais, altamente recomendados, como o parlamento em Den Haag em que a língua falada era o holandês, sem sequer uma única palavra ser proferida em inglês, a não ser no final um deselegante: “do you have any questions?” Claro que nenhum dos presentes percebeu a explicação, sendo na sua maioria turistas ingleses e americanos. Instaurou-se a revolta entre os presentes. Retirámo-nos estrategicamente, sendo imediatamente seguidos pelos demais turistas estupefactos. Uma inglesa atrás de mim: “ Stan! oh Stan, they are not understanding anything either, I think i will go with them!” heheheh – ah, triste….
Den Haag, Parlamento, edifício antigo, já não se encontra em uso.
Ora aí está uma grande falta de identidade, aliás, típica dos países mais recentes. Também denotei um comportamento pouco tolerante, principalmente por parte das pessoas mais velhas (que são mais que muitas, não fosse a Holanda um dos países mais envelhecidos da Europa), no que diz respeito à cor de cabelo. Ora, euzinha, de cabelo negro, encaracolado, a passear-me pelas ruas, foi uma sensação muito pouco cómoda. Já os mais novos, demonstravam uma atitude completamente a oposta, mais aberta talvez, num misto de curiosidade e deslumbramento. Contam-se pelos dedos da mão as pessoas de cabelo negro que vi pela Holanda, com excepção de Amsterdão.
Bom, arrogâncias e friezas à parte, trata-se de um pais verde, limpo, rico ( sim, os preços são os mesmos, ou mesmo mais baixos que em, Portugal, num país com um salário mínimo de 1264€) que não prima muito pelas altas temperaturas. A temperatura máxima era, em pleno verão, 22-23ºC, e as mínimas desciam, vertiginosamente com o cair da noite, e chuva, muita chuva que era aliás a única constante. A primeira paragem, foi a praia de Zandvoort.
Este povo deve ser maluco, estava um frio de rachar, para não falar no vento, e lá estavam eles, contentíssimos, na praia, estendidos ao sol, e a banhos!
Em cima: Praia de Zandvoort.
Em Baixo: Casamento em Zandvoort.
Próxima paragem: IJmuiden, cidade de emigrantes, dormir uma noite, e no dia seguinte, rumo a Amsterdão. A caminho, deparámo-nos com uma rapariga, a olhar desolada para o carro, cor de rosa. Pena a fotografia ter sido tirada de dentro do carro. A imagem era cinematográfica.
Para Amsterdão, fomos de autocarro, e de seguida barco.
O catamarã está na foto abaixo, já à chegada de Amsterdão.
A chegada a Amsterdão foi demarcada pela existência milhares de bicicletas. Bicicletas, bicicletas e mais bicicletas! E são tantas que caem nos canais com facilidade, ou são atiradas… Anualmente, retiram-se centenas de bicletas que capitulam na água.
As bicicletas são o meio de transporte predilecto, gozando de prioridade face aos carros e aos peões. De facto, o país é todo ele plano, com pistas especiais para as ditas, facilitando em muito a utilização deste meio de transporte. Os holandeses, não ligam muito aos carros. Raras eram as “bombas”, que já estamos habituados a ver por cá. Por outro lado, uma boa bicicleta ,constitui um investimento. Roubos, também os há. É precido estar de olho na nosssa “bina”, acorrentá-la, porque há sempre o perigo de não a encontrar no retorno.
Depois de atravessar a Central Station,
Chegámos à Praça Central
Dam Square, Amsterdão.
to be continued…
Naguib Mahfouz no seu melhor, com especial colaboração de… mim! Ao participar na sua tradução (do árabe, por Adel Daroga), os mistérios do Beco foram sendo revelados, com histórias de rir, e de chorar, de pessoas comuns, de temas actuais, que nos transportam a um Beco qualquer bem perto de nós!
Sobre o livro:
Durante a Segunda Guerra Mundial, num beco antigo da grandiosa capital que é o Cairo, desenrolam-se as pequenas tragédias e aspirações banais dos protagonistas deste romance, como o doce barbeiro Alhilu, apaixonado pela ambiciosa Hamida; a mãe de Hamida, uma casamenteira que arranja noivo a Senia Afifi, a senhoria de grande parte dos moradores do beco; o cinquentão Alwan e as suas fantasias; Quercha, o homossexual dono do café; e Radwan Husseini, com a sua sabedoria, religiosidade e eterno optimismo, entre outros.
O Beco dos Milagres é um dos livros mais célebres e amplamente traduzidos de Naguib Mahfouz. Como foi dito ao ser anunciado o Prémio Nobel da Literatura em 1988, «muitas das suas obras têm um carácter marcadamente realista e são elas que o consagram como o melhor romancista árabe».
Sobre o autor:
Naguib Mafhouz nasceu no Cairo em 1911. Formado em Filosofia, trabalhou como funcionário público até se aposentar aos sessenta anos. Faleceu em 2006. A sua obra é de uma versatilidade impressionante, abarcando estilos como o romance histórico, o realismo e a literatura do absurdo. Prémio Nobel da Literatura em 1988 – o primeiro árabe a ser distinguido com este prémio –, foi ameaçado de morte por extremistas islâmicos no ano seguinte. Em 1994 foi vítima de um atentado no Cairo, incidente que teve uma influência fortemente repressiva na sua escrita.
Críticas de imprensa:
«Naguib Mahfouz é o melhor escritor numa das línguas mais faladas no mundo, o árabe, e um narrador de primeira ordem em qualquer idioma.»
Vanity Fair
«Os becos, as casas, os palácios, as mesquitas e os seus habitantes são evocados de forma tão brilhante por Mahfouz como as ruas de Londres o foram por Dickens.»
Newsweek














