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Date: Friday, 17 May 2013 03:00

RIO — No capítulo de “Sangue bom” desta sexta-feira, Amora (Sophie Charlotte) humilha Malu (Fernanda Vasconcellos) após vê-la se declarando para seu noivo Maurício (Jayme Matarazzo). Em “Flor do Caribe”, Ester (Grazi Massafera) interrompe o assédio de Cristal (Moro Anghilieri) a Cassiano (Henri Castelli).

MALHAÇÃO

Rasta e Nélio se aproximam de Ulla e Louise. Lorenzo acerta a compra do apartamento para as filhas. Raquel e Mathias se beijam. Pilha estranha o desânimo de Orelha. Bruno leva Fatinha para casa. Tatá fica decepcionada ao saber que Mathias é o admirador secreto de Raquel. Marta e Olavo flagram Fatinha e Bruno juntos. Nando e Tizinha defendem Orelha, e Morgana fica revoltada. Fatinha enfrenta Marta. Cezar avisa a Orelha que o inscreveu no campeonato de patins. Gil e Olavo não gostam do convite que Ju recebe para posar de biquíni. Marcela se impõe para Lorenzo e Gil. Ju se olha no espelho e começa a chorar. Orelha convida os amigos para ir ao campeonato de patins. Marcela leva Isabela para fazer um teste de gravidez. Vitor e Lia reclamam de ter que continuar namorando escondido. Sal pensa em Lia. Isabela confirma sua gravidez. Morgana observa o treino de Orelha sem que ninguém a veja. Marcela avisa que passará o aniversário de Lia com ela. Sal diz a Alemão que eles sequestrarão Lia durante o campeonato de patins.

FLOR DO CARIBE

Ester interrompe o assédio de Cristal a Cassiano. Juliano cobra de Natália o fato de ela não o ter apresentado para Reinaldo como seu namorado. Alberto convida Cristal para almoçar em sua casa. Cassiano avisa para Amaralina que Alberto deve estar armando contra ele. Guiomar comenta com Cristal e Amparo que Cassiano foi preso no Caribe por Dom Rafael. Alberto oferece sociedade a Cristal no Grupo Albuquerque, se ela conseguir seduzir e conquistar Cassiano.

SANGUE BOM

Bárbara confirma sua predileção por Amora e deixa Malu arrasada. Perácio conhece Filipinho. Xande e Júlia fingem ser namorados na frente de Edu e Cléo. Amora humilha Malu. Lara se arrepende de pedir ajuda para Tito. Áurea convence Vitinho a ficar ao lado de Tina. Júlia explica o que Filipinho deve fazer e começa a filmar. Malu procura Maurício. Fabinho forja um encontro com Plínio e deixa o cineasta desconfiado. Santa pergunta por Fabinho para Verônica. Brenda provoca Rosemere, que decide se vingar da rival. Tito pensa no fora que levou de Renata e Lara, e resolve investir em Sheila. Plínio dá um ultimato em Fabinho. Malu propõe transformar Bento em uma pessoa famosa para dar uma lição em Amora.

CARROSSEL

Na diretoria, Matilde diz a Olívia que o material que captou é pouco. Olívia afirma que não vai filmar mais nada, está exausta. A partida de futebol de início. Os garotos da Escola Mundial fazem o primeiro gol, mas o juiz anula. As meninas chamam o juiz de ladrão e saem correndo atrás dele. Matilde e Olívia decidem ir ao parque para captar imagens da natureza. Elas encontram Renê deitado na grama, ele fica sem graça. Matilde pergunta se o professor está sozinho. Durante o jogo, Mário diz a Jaime que viu Paulo conversando com o garoto do outro time. Mário questiona Paulo e o chama de traidor. O segundo tempo começa e Paulo faz um gol. No parque, Helena se aproxima de Renê com algodão doce. Ao ver Olívia e Matilde, ela fica desconcertada. Olívia pergunta a Renê e Helena se eles estão juntos. Os dois desconversam. Matilde decide colocar Helena para ler o roteiro do projeto, para fazer a abertura do DVD. Olívia fica enciumada. Mário estranha a tristeza de Rabito e chama um veterinário para examiná-lo. Matilde tenta gravar o vídeo com Helena, mas Olívia não para de interromper. As duas começam uma discussão. Renê e Helena saem às escondidas. Está prestes a cair um temporal, Olívia e Matilde saem do parque correndo.

SALVE JORGE

A emissora não divulgou o resumo do último capítulo.

BALACOBACO

Abigail revela que não sabe sobre o paradeiro de Norberto e Isabel se desespera ao pensar em Teresa. A senhora afirma que o vilão é o pai biológico da menina. Gabriela mente sobre a foto para Celina, que fica desconfiada. Adamastor pressiona Laura, sem sucesso, e a produtora decide tentar consertar a situação. Diva e Dóris se escondem, enquanto Cremilda tenta expulsar Osório. Abigail garante que sua filha encontrou com Norberto por vontade própria e afirma que os dois tiveram noites de amor. Isabel desconta sua fúria na mãe e Eduardo decide denunciar a sogra à polícia. Marlene se emociona com a possibilidade de ser avó, enquanto André seduz Luiza. Lucas se prepara para a prova de mestrado e agradece o apoio de Catarina. Violeta/Vitor entrevista Joana e Mauro, instigando a população a ajudar na prisão de Norberto. Mirela destrata Vicente, Celina os interrompe e pede para conversar com o casal. A produtora afirma que a foto é uma montagem e convence a atual esposa de seu ex-marido. Josefina se desculpa com Plínio e pede sua ajuda para descobrir mais sobre o corno de Santa Teresa, seu admirador. O locutor afirma que o ouvinte é casado e questiona se a amiga seria amante dele. Isabel tenta convencer o marido a não denunciar Abigail, mas o acompanha até a delegacia. Eduardo tenta se controlar diante do delegado e sua mulher sofre ao dizer que Abigail ajudou no sequestro da filha. Vencido, Osório retorna como Deodoro e as gêmeas temem que o padrasto encontre com elas. Sem sucesso, ele reaparece para Cremilda vestido como o dono da pastelaria e deixa a trambiqueira confusa. Norma e Breno convencem Patrick a tomar conta de Gaguinha e o ator tenta controlar sua fobia. Celina revela à Mirela que sabe quem pode ser o responsável pela armação. A produtora decide buscar a filha, mas Gabriela se recusa a ir morar com a mãe. Taís sofre ao descobrir sobre o rapto de Teresa, enquanto Arnaud rende Álvaro e Norberto leva a menina para a casa do advogado.

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Date: Friday, 17 May 2013 03:00

Rio - A entrevista do diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine) publicada no GLOBO anteontem teve forte repercussão entre exibidores e distribuidores. O ponto questionado é a afirmação de que a indústria estaria trabalhando com “ocupações fulminantes das salas”, de lançamentos cada vez maiores. Na medida em que a tendência persistir, Rangel disse que a Ancine irá “procurar caminhos para equilibrar” a saturação: “Não queremos um único filme em metade das salas brasileiras”, disse ele.

Para Jorge Peregrino, ex-vice-presidente sênior de distribuição para a América Latina da Paramount e atual presidente do Sindicato dos Distribuidores do Rio de Janeiro, as declarações de Rangel indicam que a Ancine não estaria consciente do impacto mercadológico de uma possível regulação.

— De tempos em tempos, sempre aparece alguém com ideias de regulação desconectadas da realidade — diz Peregrino. — Qualquer tentativa de limitar o número de cópias causaria um choque grande no mercado. E quem mais sofreria com isso seriam os exibidores médios e pequenos, porque a tendência das distribuidores é colocar no cinema as cópias mais rentáveis. O exibidor é empresa privada e pode escolher o que faz.

A assessoria de imprensa da Ancine, contudo, lembra que há uma previsão legal na MP 2228-1/2001, que criou a agência. O Artigo 2º inclui entre os princípios da política nacional do cinema, que é competência da Ancine executar a “garantia da presença de obras cinematográficas e videofonográficas nacionais nos diversos segmentos de mercado”.

Por sua vez, Luiz Severiano Ribeiro Neto, presidente do Grupo Kinoplex, afirma que a ocupação fulminante de “Homem de Ferro 3” não atrapalhou a performance de outro filme, o nacional “Somos tão jovens”.

— A ocupação de um grande número de salas por blockbusters, como aconteceu com “Homem de Ferro 3”, não é recorrente e está de acordo com a demanda do próprio público, levantada através dos canais de relacionamento e resultados históricos — informa. — Essa estreia não prejudicou os filmes nacionais. “Somos tão jovens”, que entrou em cartaz imediatamente após “Homem de Ferro 3”, conquistou a marca de mais de 500 cópias, tendo vendido mais de 465 mil ingressos no primeiro fim de semana.

— Regular é sempre delicado — avalia Paulo Sérgio Almeida, fundador do Filme B, portal na internet especializado em análise e números do mercado cinematográfico no Brasil. — Os governos existem para defender os fracos dos fortes, mas não para simplesmente prejudicar o forte. “Homem de Ferro 3” esteve em cerca de 1.200 salas, mas nenhum longa nacional deixou de entrar em cartaz. Para se aventurar neste tipo de lançamento, filmes precisam ter interesse coletivo e muita comunicação com o público.

Almeida acredita que o número total de salas no Brasil está ainda muito aquém do mercado:

— Em cinco anos, a arrecadação no Brasil simplesmente dobrou. Devemos juntar forças para fazer o mercado melhorar, e não reduzi-lo.

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Date: Friday, 17 May 2013 03:00

RIO - Thiago Fragoso está de volta ao trabalho em menos de dois meses. Este foi o tempo que o ator teve entre “Lado a lado” e “Amor à vida”, nova trama das 21h que estreia dia 20, na Globo. Fará seu primeiro personagem gay e formará um casal com Marcello Antony. Às vésperas da estreia, o ator desabafa: ainda sente dores no corpo e sofre com as sequelas do acidente ocorrido durante uma apresentação do musical “Xanadu”, em janeiro de 2012. Thiago se feriu gravemente quando os cabos que o suspendiam numa das cenas do espetáculo se romperam em cima do público.

— Eu ainda não consegui me recuperar totalmente. Ainda existe uma limitação física. Passei por uma experiência de quase morte, por coisas muito sérias. Sofri ferimento de guerra. Foi quase como se tivesse sido atingido por uma granada — conta o ator, que recebeu três próteses de titânio para reconstruir as costelas.

Na ocasião do acidente, Thiago teve fraturas múltiplas em seis costelas, perfuração no pulmão, dilaceração de músculos intercostais e paravertebrais, lesão no fígado e hemorragia interna.

— Fiquei dois meses sem pegar o meu filho (Benjamim, de 2 anos) no colo. Ele fez 1 ano no dia da minha cirurgia. Foi tudo traumático demais. O acidente afetou profundamente a minha família, mas me amadureceu na marra.

O ator corria maratonas e estava acostumado a fazer 5km em 22 minutos. Agora, demora 40 minutos para percorrer o mesmo trajeto.

— Não sei quando vou poder correr uma meia maratona de novo. Ainda sinto ‘dores de nervoso’ — lamenta.

Apesar de todo esse problema, Thiago optou por não parar de trabalhar. Ele voltou ao ar em setembro do ano passado em “Lado a lado”. E agora praticamenete emenda o trabalho anterior com “Amor à vida”.

— Estou num momento em que poderia olhar e falar: ‘Não quero fazer’. Mas como ator sou seduzido pelos personagens. Se eu não estivesse trabalhando, estaria muito deprimido.

Author: "Zean Bravo"
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Date: Thursday, 16 May 2013 21:16

RIO - A atriz Claudia Raia postou nesta quinta-feira, em sua conta no Instagram, uma foto de sua personagem, Lívia Marini, no último capítulo de “Salve Jorge”, que vai ao ar nesta sexta-feira. Na imagem, a vilã aparece fazendo uma performance sensual dentro de uma taça, coreografia inspirada numa apresentação da dançarina burlesca Dita Von Teese.

No fim da trama, a cabeça da quadrilha do tráfico de pessoas volta a exercer a profissão que tinha antes de enriquecer às custas das traficadas: a de stripper numa boate na Europa.

Author: "O Globo"
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Date: Thursday, 16 May 2013 20:08

RIO - Após dois anos e cinco meses tramitando na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados, o Procultura está pronto para entrar na pauta de votação. Nesta quinta-feira, o deputado federal Pedro Eugênio (PT-PE), relator do Projeto de Lei 1.139/2007, apresentou seu parecer sobre emendas recebidas na matéria, que incorporou também contribuições do Ministério da Cultura. Segundo o presidente da CFT, o deputado federal João Magalhães (PMDB-MG), a votação é prioridade e deve acontecer na quarta-feira, dia 22 de maio.

Projeto criado em 2007, o Procultura deve substituir a Lei Rouanet, que completou 20 anos em 2012. Espera-se que se torne o novo marco regulatório de financiamento, ao estabelecer vários mecanismos de aumento dos recursos para a cultura, podendo elevar os investimentos de cerca de R$ 2 bilhões para R$ 3,5 bilhões – englobando o Fundo Nacional de Cultura (FNC) e o mecenato (investimento de empresas em projeto por meio do programa de renúncia fiscal).

O objetivo do novo projeto é distribuir melhor os recursos tanto no aspecto geográfico quanto nas diferentes linguagens culturais.

Se aprovado na CFT, o projeto vai ser votado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara e segue para análise do Senado.

Author: "O Globo"
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Date: Thursday, 16 May 2013 20:00

RIO — Personagem de “Sex and the city” preferida pelos fãs, Samantha Jones estará na segunda temporada de “The Carrie diaries”. De acordo com o CW, canal exibidor da série no Estados Unidos, os telespectadores descobrirão como ela e Carrie (AnnaSophia Robb) se conheceram e se tornaram melhores amigas. A atriz que fará o papel, interpretado por Kim Cattrall no original, ainda não foi escolhida.

Samantha não é a primeira personagem de “Sex and the city” a ser aproveitada em “The Carrie diaries”. Stanford Blatch, vivido originalmente por Willie Garson, foi mencionado no último episódio da primeira temporada da série, que estreia no Brasil na próxima segunda-feira no Boomerang. Ele foi apresentado como colega de quarto de Bennett (Jake Robinson).

“Eu sei exatamente como quero introduzir cada personagem no show e, com certeza, virão mais”, disse a produtora executiva da série, Amy B. Harris, ao site “The Hollywood reporter”. “Eu sei o que quero para a segunda temporada e quem eu quero que apareça. Sempre achei que Bennett e Stanford eram roommates e é assim que Carrie acaba conhecendo Standford”, completou.

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Date: Thursday, 16 May 2013 19:53

RIO — A maior sensação da internet do último mês, a página “Spotted: PUC-Rio”, do Facebook, ganhará uma versão no mundo real: a festa Spotted Oficial, que vai rolar nesta sexta-feira (17), às 23h, no clube Zozô, na Urca. Com quase 13 mil fãs, a fan page promoverá seu primeiro encontro, que, é claro, terá o mesmo clima de pegação da comunidade virtual. “À medida que a página ficou famosa, várias propostas surgiram. Resolvemos levar essa adiante por achar importante o pessoal se conhecer pessoalmente”, conta um dos criadores da página, que prefere manter o anonimato. Enquanto os DJs Shark (hip hop), Rapha Castro (funk) e Lucas Lins (house) colocam o pessoal para dançar na pista, ações “no estilo Spotted” serão realizadas pelos organizadores da night, por meio de um telão. Então prepare-se para ser flagrado! Os ingressos de primeiro lote custam R$ 30 (feminino) e R$ 40 (masculino) e podem ser comprados pela internet.

MURO COLORIDO

Vale a pena conferir o grafite iradíssimo do artista plástico Toz que está em exposição no muro do MetrôRio, em frente ao Maracanã. A obra faz parte do projeto “Several Players – One Goal” e será exibida em um painel de 19 metros de comprimento na sede da ONU em Genebra.

ARTE URBANA

Também com uma pegada urbana, o artista João Lelo abre sua mostra Faunopédia, nesta quinta-feira, na loja Homegrown, em Ipanema (Rua Maria Quitéria 68). Estão em exibição trabalhos em madeira, desenhos e gravuras.

FESTA BLACK

Com uma pista ao ar livre, a festa de black music LUV vai rolar nesta sexta-feira (17), às 22h, com sets e shows de Xis, B Negão, Marechal e Dexter. A balada será no Clube Boqueirão, no Flamengo. R$ 50, na hora.

TEREZA

A banda de rock Tereza fará um show nesta sexta-feira, às 22h, no Studio RJ (Arpoador). A festa Shut Up and Dance, de música disco, esquentará a pista logo depois. Ingresso: R$ 40 (quem colocar o nome na lista paga meia).

APENAS O TEATRO

A peça “Stand up”, do diretor Matheus Souza (o mesmo do filme “Apenas o fim”), reestreia nesta sexta-feira no Teatro Municipal Ipanema. Há sessões às sextas-feiras e sábados, às 21h, e domingo, às 20h. R$ 30 (tem meia).

CULTO ELETRÔNICO

Tem festa nova estreando na Fosfobox, em Copacabana, nesta sexta-feira. A AMEM vai promover um culto à música eletrônica, comandado pelos DJs Rodrigo S. e Strausz. Entrada: R$ 30 para quem confirmar presença no Facebook e chegar até meia-noite.

CAT POWER

A cantora americana Cat Power traz sua voz macia para reverberar na lona do Circo Voador, neste sábado. Ela apresenta seu novo CD, “Sun”. Os portões abrem às 22h e o ingresso custa R$ 90 (para estudantes ou quem levar 1kg de alimento).

BELO LINE-UP

O belo Espaço Franklin recebe, neste sábado, a partir das 22h, a festa Nas Internas, com um line-up de peso: Nepal, Tamenpi, Pathy Dejesus, Rapha Lima e Pedro Piu. Os ingressos do primeiro lote custam R$ 40 (feminino) e R$ 50 (masculino), com vendas online.

DOMINGO BOMBADO

Para bombar o domingo, a balada de dubstep Breakz receberá a amiga Me Gusta para uma festinha ao ar livre no Quiosque Zeronove, no Aterro do Flamengo. Não paga nada para dançar. É só chegar, a partir das 17h!

Author: "Marina Cohen"
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Date: Thursday, 16 May 2013 18:31

RIO - O posicionamento da marca Abercrombie & Fitch de excluir modelagens G e GG irritou o estudante de design de produto Isaias Zvatz, que transformou a raiva em uma iniciativa do bem. O jovem de 21 anos resolveu doar a moradores de rua de São Paulo duas camisas da marca que ganhou de Natal e outras cinco que recebeu após criar a campanha “Abercrombie popular”. Porém, a ação, que tem como objetivo doar peças da grife a quem precisa, recebeu críticas:

- As pessoas têm dito que minha intenção é atingir a marca. A iniciativa não começou com esse propósito, e sim com o objetivo de questionar o que é bonito, o que é popular. Todas as marcas, de alguma forma, agem de maneira semelhante - explica o estudante por telefone.

O jovem criou o tumblr “Abercrombie popular” no último sábado (11) e fez a campanha ganhar força na internet com o compartilhamento de amigos. Dois dias depois, criou a página no Facebook, que já tem mais de três mil seguidores.

Além de suas duas camisas, ele recebeu outras cinco de desconhecidos e doou as sete peças a moradores de rua que ficam no Minhocão, perto da estação do metrô de Marechal Deodoro, na capital paulista. Depois, explicou o projeto e pediu permissão para tirar fotos dos beneficiados. As primeiras imagens do tumblr são de Antônio e Paulo.

O plano de Zvatz era antigo, mas se concretizou após uma declaração de 2006 do presidente da Abercrombie, Mike Jeffries, ressurgir na semana passada, quando a rede anunciou que não fabricaria mais peças em tamanhos grandes.

“Todas as escolas têm as crianças legais e populares e as que não são tão legais. Nós procuramos as legais. (...) Muitas pessoas não servem [em nossas roupas] e não devem servir. Somos excludentes? Com certeza”, disse Jeffries à época ao site “Saloon”.

- Acho que, em pleno século 21, expor um comentário dessa maneira é ridículo. A ideia de popular, de bonito, é muito subjetiva. A beleza tem muitas caras - comenta Zvatz.

No dia a dia, o estudante usa camisas de empresas estrangeiras, mas afirma que nunca gostou da Abercrombie (“Acho meio elitista”) e que comprou apenas uma peça de roupa na vida:

- Gastei R$ 50 em uma blusa, mas, geralmente, ganho as peças de presente. Sempre usei o que as pessoas me davam sem pensar. “É roupa, né? Então tá valendo”. Mas comecei a questionar como as marcas se manifestavam quando ainda estava no colégio - conta Zvatz.

Americano faz campanha semelhante

A declaração de Jeffries, presidente da Abercrombie, também fez o escritor americano Greg Karber se mover. Ele criou o vídeo “#FitchTheHomeless”, em que compra roupas da Abercrombie em um brechó e doa para os sem-teto nas ruas de Los Angeles. O vídeo tornou-se um sucesso: em três dias no YouTube, tem mais de quatro milhões de visualizações.

Author: "Evelyn Soares"
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Date: Thursday, 16 May 2013 18:13

RIO - O ator francês Gerard Depardieu — que há três meses se mudou para a Rússia para fugir dos altos impostos em seu país natal — vai estrelar dois longas-metragem filmados na politicamente instável Chechênia, informa o Hollywood Reporter.

Em um dos filmes, Depardieu será um gângster e vai trabalhar ao lado da atriz britânica Elizabeth Hurley. "Turquoise", dirigido por Philippe Martinez, começa a ser filmado ainda este mês.

A outra produção, "Serdtse Otsa" ("Coração de um pai", em português), seria focada na reconstruição da Chechênia após duas guerras na tentativa de se tornar independente da Rússia. O ator interpretaria o ex-presidente da Chechênia, Akhmat Kadyrov, assassinado por extremistas islâmicos em 2004. Kadyrov era pai do atual líder regional, Ramzan Kadyrov, pró-Rússia.

Essa informação, no entanto, já foi negada pelo empresário de Depardieu. Ele afirma que o longa-metragem será um filme de ação, com o ator no papel de um "personagem checheno positivo".

Desde fevereiro o ator mora na cidade de Saransk, na região da Mordóvia. A cerimônia na qual ele recebeu seu passaporte russo foi luxuosa, com a participação de funcionários locais e cantores em trajes folclóricos tradicionais.

Ainda em fevereiro, ele já havia passado por Grozny, capital da Chechênia, onde participou de um banquete com Ramzan Kadyrov. O líder regional impôs uma paz inquieta sobre a Chechênia, onde militantes ainda lutam para criar um Estado islâmico mais de uma década depois de a Rússia restabelecer o controle sobre a região de maioria muçulmana. Estima-se que duas guerras separatistas ali tenham matado mais de 100 mil pessoas.

Author: "O Globo"
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Date: Thursday, 16 May 2013 17:57

RIO - Bon Jovi anunciou no Twitter nesta quinta-feira que vai tocar em São Paulo em 21 de setembro, no Estádio Morumbi - um dia depois da passagem pelo Rock in Rio. A banda canadense Nickelback fará uma participação.

O show integra a turnê "Because we can", centrada no 12º álbum de estúdio do grupo, "What about now", lançado neste ano. Os ingressos vão começar a ser vendidos em 19 de maio, a partir das 10h da manhã.

Crise de alergia

A dica para os fãs brasileiros é começar a torcer para que não passem pela mesma frustração do público búlgaro. É que uma crise alérgica obrigou o cantor a interromper uma apresentação no país, a primeira da turnê europeia.

Jon Bon Jovi foi perdendo a voz até abandonar o palco durante a música "In there arms", duras horas após o início show, previsto parar durar três. Em seguida, voltou e anunciou que o o frio - fazia entre 5ºC e 10ºC no momento - não tinha lhe feito bem. Ele chegou a cantar "Dead or alive" antes de se despedir das 50 mil pessoas no estádio Vasil Levski.

Author: "O GLOBO"
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Date: Monday, 29 Apr 2013 00:58

LOS ANGELES - A banda The Rolling Stones proporcionou uma noite histórica para poucos fãs, na noite de sábado (27), em Los Angeles. Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood, Charlie Watts e o guitarrista convidado Mick Taylor realizaram um show surpresa para aproximadamente 700 pessoas no Echoplex, um clube de Los Angeles.

O concerto teve uma hora e meia de duração e fez os integrantes da famosa banda inglesa reviverem a época em que tocavam em pequenas casas pela Inglaterra.

A apresentação foi anunciada apenas algumas horas antes de seu início, pelo Twitter oficial do grupo. O ingressos, vendidos por US$ 20 (cerca de R$ 40) com pagamento apenas em dinheiro, na própria bilheteria do local, se esgotaram em 1 hora, segundo o jornal “LA Times” Os espectadores, porém, não puderam entrar no lugar com câmeras ou celulares.

A canção de abertura da noite memorável foi “You got me rocking”. Em seguida, veio uma mistura de velhos sucessos com novas músicas. Os hits “Brown sugar”, “Jumpin’ Jack flash”, “Street fighting man” e “Start me up” entraram no repertório, assim como versões de “That’s how strong my love is”, de Otis Redding; “Little queenie”, de Chuck Berry; e “Just my imagination”, do grupo The Temptations.

Duas horas depois, foi postado no YouTube um vídeo que mostra um pequeno trecho da apresentação.

O show foi uma maneira de promover a nova turnê do The Rolling Stones, “50 and counting”, que começará no dia 3 de maio e celebrará os 50 anos da banda. A pequena excursão percorrerá nove cidades dos Estados Unidos e Canadá.

Author: "O Globo"
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Date: Sunday, 28 Apr 2013 19:02

RECIFE - Protagonista de "Vendo ou alugo", terceiro título da competição do Cine PE Festival do Audiovisual, exibido na noite deste sábado (27), a atriz Marieta Severo subiu ao palco do Teatro Guararapes momentos antes da apresentação do filme de Betse de Paula para receber um troféu Calunga especial pelo conjunto de sua carreira. A homenagem à artista carioca foi o ponto alto do programa da noite, que mostrou ainda o documentário "Orgulho de ser brasileiro", de Adalberto Piotto.

— É um momento muito especial na vida de um artista receber a homenagem de um festival que tem uma tradição tão grande na história do cinema brasileiro. O cinema fez parte da minha formação - disse Marieta, ao receber a estatueta da atriz Nathália Timberg,que também está no elenco de "Vendo ou alugo". — Esta homenagem me dá a sensação de fazer parte da história do cinema. No primeiro filme que fiz, a Nathália interpretou a minha mãe.

No filme de Betse de Paula ("O casamento de Louise"), Nathália e Marieta voltam a interpretar mãe e filha. A trama fala sobre quatro gerações de mulheres de uma mesma família, outrora rica, hoje afogada em dívidas, que precisam se desfazer do imóvel em que vivem há décadas, agora na fronteira de uma favela recém-pacificada, para se livrar do espectro da falência. Marieta vive Maria Alice, uma ex-socialite que ainda vive do passado das colunas sociais, que flerta com um traficante da área (Marcos Palmeira) e que traduz manuais de armas estrangeiras, fuma baseado e fabrica doces eróticos para ajudar nas despesas da casa.

— A Maria Alice puxa fumo, faz doces para festas de despedida de solteiras, é bom poder mostrar para o público uma personagem diferente da dona Nené, do seriado "A grande família", que está em cartaz há mais de 10 anos e por isso faz parte da vida das pessoas — explicou a atriz. — O filme da Betse oferece um olhar completamente sem preconceitos e relaxado de situações politicamente incorretas. Havia um campo abertérrimo para isso.

Author: "Carlos Helí de Almeida"
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Date: Sunday, 28 Apr 2013 18:31

RIO - O rapper Psy afirmou que o sucesso da música “Gentleman” prova que ele não é um cantor de um hit só, de acordo com o site NME.

O sul-coreano, que lançou seu mais novo trabalho no começo de abril, descreveu a semana de lançamento como a “pior de todas” e admitiu ter ficado muito nervoso com a reação das pessoas.

“Mudei essa canção muitas vezes. Não estava animado, estava muito nervoso. Meu objetivo era não ser chamado de cantor de um hit só. Fiquei muito tenso antes da premiere...mas em duas semanas alcançamos 230 milhões de visualizações. Estou muito feliz e aliviado por não ser classificado dessa forma”, contou Psy.

“Lançamos a música no dia 12 de abril, e no dia 13 fiz um grande show na Korea. Aquela semana foi um inferno! Na sexta, tive que entregar a música, no sábado o vídeo e ainda fazer uma apresentação para 50.000 pessoas”, desabafou.

Após seu lançamento, o clipe de “Gentleman” foi proibido por um canal de televisão sul-coreano, que acusou Psy de chutar um alerta de “proibido estacionar”.

“Gangnam Style” tornou-se sucesso viral devido à popularidade de seu clipe que, de acordo com as estimativas, arrecadou US$ 8 milhões no YouTube. O clipe também bateu o recorde do site como o vídeo mais assistido de todos os tempos.

Author: "O Globo"
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Date: Sunday, 28 Apr 2013 15:48

RIO - Paulo Vanzolini, autor de "Ronda", está internado em São Paulo. O músico e zoólgo deu entrada no hospital Albert Einstein, na capital paulista, no último dia 25, dia em que completou 88 anos. A notícia só foi divulgada na manhã deste domingo. Vanzolini apresenta um quadro de pneumonia extensa. Segundo o boletim médico assinado pelo Dr. Maurício Wajngarten, ele está na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e não tem previsão de alta.

Considerado um dos grandes nomes do samba paulista, Vanzolini é autor de clássicos da música popular brasileira, como "Ronda", gravada originalmente por Inezita Barroso e eternizada por Márcia, e "Volta por cima", dos versos "levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima". Ao todo, são mais de 70 composições em seu currículo.

Formado em medicina com doutorado em zoologia pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, o músico desenvolveu as duas carreiras em paralelo, tendo dirigido o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, além de trabalhar na produção dos programas de Araci de Almeida na TV Record, na década de 1950.

Sua obra foi tema de três documentários dirigidos por Ricardo Dias. Os dois primeiros abordam seu trabalho como zoólogo, premiado pela Fundação Guggenheim, em Nova York. O mais recente, lançado em 2009, foi batizado de "Um homem de moral" e trata de sua carreira musical, com depoimentos de nomes como Chico Buarque, Miucha e Paulinho da Viola.

Author: "O Globo"
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Date: Sunday, 28 Apr 2013 12:40

RECIFE – Ao exibir na noite desta sexta-feira (26) a comédia “Giovanni Improtta”, que marca a estreia de José Wilker na direção, na abertura do 17º Cine PE, o ator cearense disse estar pagando uma dívida com o público que o acolheu como ator, no final dos anos 1950. O filme, que ressuscita o personagem da novela “Senhora do destino” (2004), apresentado anteriormente em livro de Aguinaldo Silva, tem estreia prevista para o dia 17 de maio.

– Comecei a trabalhar como ator no Recife, aos 13 anos de idade. Foi aqui que aprendi o meu ofício. Voltar neste momento é uma espécie de prestação de contas – explicou Wilker no palco Teatro Guararapes, em Olinda, ao apresentar seu longa-metragem, ladeado pelos atores Milton Gonçalves, Othon Bastos e André Mattos, e de Cacá Diegues e Renata Almeida, que assinam a produção.

Na entrevista coletiva do filme, realizada no final da manhã deste sábado (27), o ator e diretor de 68 anos relembrou sua passagem por Pernambuco, no início da carreira. Naqueles primeiros anos, Wilker participou do Movimento de Cultura Popular, teatro ilustrativo com objetivos alfabetizantes, criado pelo educador e filósofo Paulo Freire (1921-1997).

– Nasci no Ceará e me mudei para cá ainda criança. Meu primeiro trabalho em teatro foi na Festa da Mocidade, no Parque 13 de Maio. Minha participação consistia em cruzar o palco com uma lata de goiabada nas mãos – lembrou o ator, que disse também dever muito ao MCP desenvolvido por Freire. – Passei dois anos fazendo teatro sem subir em palcos. A gente se apresentava no meio da rua, nos canaviais, no meio da multidão, do povo. Foi uma fase muito importante para a minha formação.

“Giovanni Improtta” está carregado dessa compreensão das particularidades do povo brasileiro, em geral, e o do Rio, em particular. O personagem é um contraventor de linguagem pomposa e equivocada que articula formas mais ou menos ilegais para ser aceito na sociedade formal.

– Improtta é uma figura típica do Rio de hoje, um homem que tenta ascender socialmente mas encontrar resistência todo tipo de resistência.

* O repórter viajou a convite do festival

Author: "Carlos Heli de Almeida"
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Date: Sunday, 28 Apr 2013 12:04

RIO - Entre maio e setembro, a primavera e o verão europeus concentram os mais importantes festivais de artes cênicas do mundo, como o Kunsten Festival des Arts, que acontece em maio, na Bélgica, o Festival de Avignon, em julho, na França e o de Edimburgo, na Escócia, em agosto. Se a participação brasileira sempre se restringiu a convites episódicos e espaçados, 2013 parece ser o ano da virada. Não só porque “todo mundo está de olho” no Brasil devido aos grandes eventos que chegam ao país em 2014 (Copa do Mundo) e em 2016 (Olimpíadas), mas porque há um estreitamento nas relações entre artistas, produtores e programadores daqui e destes festivais. Será a primeira vez, por exemplo, que o Brasil terá uma mostra dentro da programação aberta de Edimburgo. Idealizada pelo produtor Sérgio Saboya, a série vai exibir, entre 3 e 25 de agosto, seis peças de grupos como Armazém Cia. de Teatro, Amok, Gilberto Gawronski, Cia. Balagan, Cia. Caixa de Elefante e Teatro Máquina.

— É uma oportunidade de chamar a atenção e negociar com os principais programadores do mundo. É um investimento — diz Saboya.

O produtor se refere aos custos de estadia e o aluguel do espaço de apresentações, que serão divididos pelos grupos, enquanto ele arcará com as despesas aéreas.

— Foi o jeito de viabilizarmos essa mostra, que ocorreria também em Avignon, mas passamos para 2014 — diz. — Hoje, tudo o que se refere ao Brasil gera interesse, mas ainda não temos políticas públicas que visem ao intercâmbio entre o teatro brasileiro e os maiores eventos do mundo. Países como a Nova Zelândia ou a África do Sul têm mostras anuais incentivadas pelo governo. É quase didático entender a importância disso.

E Paulo de Moraes, da Armazém, corrobora:

— Apostamos na visibilidade. É a maior vitrine entre os festivais europeus. Uma mostra brasileira chama a atenção e pode abrir mercados.

No entanto, o entourage brasileiro não se restringe a Edimburgo e nem a Portugal, que receberá, entre maio e junho, 39 espetáculos verde-amarelos por conta do Ano do Brasil em Portugal, organizado pela Funarte. Entre os artistas que aproveitam a ponte portuguesa e seguem na Europa está a diretora Christiane Jatahy. Até junho, a peça “Júlia” irá circular por festivais como o belga Kunsten e o austríaco Wiener Festwochen, e em outubro continua em marcha por festivais na França, Suíça, Holanda e Espanha.

— A dimensão do que está acontecendo é incomparável. Foram muitos convites — afirma Christiane. — Sinto que isso é o reconhecimento de uma pesquisa artística que os curadores vêm acompanhando já há um tempo. É importante que as investigações teatrais daqui reverberem lá fora. E cada participação nesses festivais aumenta a chance de novos convites.

Curadores atentos

Companhias como a Hiato, o Club Noir e o Foguetes Maravilha, além de nomes da dança como Bruno Beltrão, também têm agenda na Europa. Diretor artístico do Kunsten Festival, que já recebeu espetáculos de dança e de teatro de Lia Rodrigues, João Saldanha e Enrique Diaz, Christophe Slagmuylder diz que a intenção do evento é estreitar este vínculo. Em 2013, o Kunsten apresenta, além de “Julia”, a estreia mundial de “Crackz”, de Bruno Beltrão, e “De repente fica tudo preto de gente”, de Marcelo Evelin.

— Nossa relação começou com a dança contemporânea brasileira, que considero uma das mais vibrantes do mundo. Tínhamos pouca informação sobre o teatro, mas depois encontramos o mesmo senso de liberdade e flexibilidade nas criações de Enrique Diaz e na nova geração, como o Foguetes Maravilha e a Cia. Hiato. Eles têm muito potencial e serão acompanhados de perto.

Curador do Wiener Festwochen, Matthias Pees também observa um fortalecimento da cena teatral brasileira.

— Assim como a dança, ela se diversificou, e acho que teremos uma presença brasileira cada vez mais intensa — diz.

Author: "Luiz Felipe Reis"
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Date: Sunday, 28 Apr 2013 11:59

TÓQUIO - Cenário de transformações econômicas aceleradas, o Sudeste Asiático já produz um cinema cheio de lirismo, que ganha cada vez mais destaque nos festivais internacionais. As mudanças que vêm transformando a região em centros globalizados — onde florestas tropicais desaparecem para dar lugar a asfalto e concreto — também se refletem em outras manifestações culturais. É uma produção que começa a chamar a atenção, deixando de ser classificada apenas como exótica. A crítica social é uma de suas marcas, no rastro de um pacote histórico dramático que junta colonialismo, guerras, ditaduras e genocídio.

Oito países representados

Na exposição “Welcome to the jungle” (bem-vindo à selva), em cartaz até o dia 16 de junho no Museu de Arte de Yokohama, região metropolitana de Tóquio, 25 artistas de oito países (Cingapura, Malásia, Filipinas, Indonésia, Tailândia, Vietnã, Mianmar e Camboja) abordam o impacto do desenvolvimento sobre sociedades que buscam novas fórmulas de sobrevivência, enquanto tentam preservar sua identidade. As fotos, os vídeos, as pinturas e as esculturas pertencem ao Museu de Arte de Cingapura, dono da maior coleção do mundo de arte contemporânea do Sudeste Asiático. A mostra é apresentada como o início de um projeto que levará a produção artística dessa região da Ásia a outros cantos do planeta.

A selva à qual se refere o título da exposição é cada vez menos selvagem e mais urbana. O preço dessa transição serve de inspiração para uma nova geração de artistas, que assumiu um papel questionador.

Superlotada e pobre, a paisagem caótica da cidade de Manila é o foco do inglês Frank Callaghan, criado nas Filipinas. De dia, a capital do país é feiosa. À noite, as lentes do fotógrafo encontram cenas de tranquilidade e beleza, como um pedaço de floresta esquecido, iluminado pelo brilho da metrópole.

Já o filipino Steve Tirona faz uma sátira a seu país usando como modelo a infame Imelda Marcos, a ex-primeira-dama que montou uma lendária coleção de sapatos com dinheiro público. Embora seja um símbolo da corrupção, sua imagem ainda fascina o público, e é assim que ela posa para o fotógrafo, como estrela de uma tragicomédia, saindo vestida de uma banheira ou impassivelmente estirada sobre um colchão flutuante num mar infestado de tubarões.

— A maioria dos artistas tem um engajamento social, cultural e político, apresentando críticas, observações e, às vezes, chamados para uma ação. Eles raramente fazem apenas arte pela arte — diz o curador da exposição em Yokohama, Khairuddin Hori, do Museu de Arte de Cingapura.

Turistas desembarcam em massa em praias paradisíacas e cidades cercadas por florestas tropicais do Sudeste Asiático, onde até Mianmar, há dois anos um dos países mais fechados do mundo, abriu suas portas para estrangeiros. As raízes históricas são as mesmas, mas trata-se de uma região dividida por religiões, etnias e sistemas de governo distintos. A arte ajuda a entender essa diversidade, falando de repressão, exclusão e solidão.

A artista plástica Titaburi, da Indonésia, aborda a religião de forma ambivalente, por meio de uma série de esculturas em cerâmica. Sua filha serviu de modelo para bustos infantis, cobertos por inscrições em árabe — uma referência às preces das mães muçulmanas por suas crianças. Mas as mãos espalmadas também sugerem a rejeição à imposição religiosa.

— A arte contemporânea do Sudeste Asiático pega emprestadas teorias, histórias e técnicas do Ocidente, mas sua temática está inserida no contexto regional — explica Hori.

Em fevereiro, o Guggenheim de Nova York inaugurou uma exposição que também reúne obras de artistas do Sudeste da Ásia, embora amplie a abrangência geográfica, juntando o Sul do continente (“No country — Contemporary art for South and Southeast Asia”, em cartaz até 22 de maio).

A iniciativa comprova o interesse crescente pelo resultado artístico de um universo em transformação. São interpretações que, em geral, não deixam espaço para visões românticas. Em “Welcome to the jungle”, um vídeo do cambojano Vandy Rattana parece mostrar, a princípio, o cotidiano da área rural de seu país, onde lagos cortam os arrozais. Só que não são lagos naturais, mas crateras produzidas pelas bombas americanas despejadas na fronteira com o Vietnã, durante a guerra. O governo nunca admitiu sua existência. São heranças oficialmente invisíveis de uma tragédia.

Author: "Claudia Sarmento"
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Date: Sunday, 28 Apr 2013 11:43

RIO - Em 1981, o jornalista e escritor James Kaplan se viu na primeira fila do Carnegie Hall para assistir a um show de Frank Sinatra. Aos 30 anos de idade, adolescência passada no rock’n’roll, ele se deparou com um cantor de 65 anos, que povoava as memórias de sua infância. E esperava dele pouco mais que um espetáculo caricato, em estilo Las Vegas.

— Mas Sinatra estava no topo de seus poderes aquela noite. Ele cantou maravilhosamente e estava incrivelmente magnético, foi uma dessas oportunidades únicas na vida. Vi um performer sem comparação — conta Kaplan, que, por uma dessas ironias do destino, acabaria sendo autor de uma biografia do astro, “Frank, a voz”, que a Companhia das Letras acaba de publicar, três anos após o lançamento nos Estados Unidos.

Depois de passar do jornalismo para a literatura, Kaplan ajudou o ator Jerry Lewis, grande amigo de Sinatra, a escrever um livro de memórias, que saiu em 2005. Por intermédio dele, conheceu músicos que tocaram com o cantor. E surpreendeu-se ao ouvi-los falar mais sobre o gênio musical de Frank do que sobre as fofocas acerca de seus rumorosos casamentos, bebedeiras, farras e ligações com a Máfia.

— Quanto mais eu pensava nele, mais Sinatra simbolizava para mim a América no século XX. Sua vida e carreira tocaram virtualmente todos os aspectos da História e da cultura americanas do século. Ele conheceu presidentes, conviveu com o crime organizado e foi popular em ramos muito diversos do show-business — disserta Kaplan, que, então, foi ler os livros que havia sobre Sinatra. — Poucos deles eram biografias, e essas quase sempre se concentravam nos escândalos da sua vida. Se você lesse algumas dessas biografias, praticamente não ia saber que esse homem foi um cantor. A música era tão central em sua vida que era importante tentar transmitir isso aos leitores, de uma forma não técnica. Eu queria escrever um livro que rimasse com Sinatra, que tivesse sua personalidade. Um livro apaixonado, uma biografia que não fosse seca ou acadêmica. E havia vários erros nos livros sobre ele que eu queria corrigir.

SEGUNDO VOLUME A CAMINHO

Àquela altura, muitas eram, segundo Kaplan, as ideias descabidas que se fazia sobre o cantor.

— Um dos mitos é o de que cantar era algo natural para Sinatra. Ele passou a vida inteira praticando e estudando canto. Estudava as letras das canções tão profundamente que, na hora de cantá-las, ele já as habitava. Sinatra trabalhava duro para controlar a respiração... É claro que ele tinha um grande talento natural, mas não teria chegado a lugar nenhum sem o esforço — atesta o escritor. — Outro mito, propagado especialmente pelas biografias sensacionalistas, é o que ele era meramente um ítalo-americano de cabeça quente, uma pessoa desagradável. Ele poderia ser extremamente encantador quando queria. Alguns de seus amigos mais próximos me garantiram que Sinatra não era apenas uma pessoa. Talvez fosse uma centena.

Logo no começo da pesquisa, Kaplan viu que um livro apenas não daria conta da dimensão do personagem. Daí que, com suas mais de 700 páginas, “Frank, a voz” cobre apenas o período que vai até 1954. Ele prepara um segundo volume para contar o restante da história, que espera lançar no segundo semestre de 2014.

— No período coberto pelo livro, ele parecia o Ícaro da mitologia: teve esse maravilhoso voo até o céu, esse declínio precoce e essa volta inacreditável com o Oscar (em 1954, de ator coadjuvante, pelo filme “A um passo da eternidade”). Parecia ser o ponto natural para dar uma pausa, a fim de partir para uma segunda parte igualmente incrível, em que ele gravou grandes álbuns com Nelson Riddle, ganhou fortunas e atingiu a fama em escala mundial.

Em “Frank, a voz”, tem-se um retrato da criação de um dos primeiros ídolos pop da história.

— Sinatra apareceu no momento certo — diz Kaplan. — Seu ídolo era Bing Crosby, que surgiu e floresceu durante a Depressão, quando ninguém tinha muito dinheiro. Quando ele se tornou um superstar, em 1943, a crise econômica tinha acabado, e de repente havia esse grupo de jovens, de adolescentes, com dinheiro para gastar. Suas canções românticas falavam com essa América preocupada com a Guerra e os soldados que estavam longe. Sinatra se tornou objeto de veneração histérica desses adolescentes.

Por falar em pop, os relatos sobre o tumultuado e escaldante romance de Sinatra com a atriz Ava Gardner no livro nada ficam a dever aos de qualquer Chris Brown e Rihanna que apareçam.

— Quando você mistura todos esses ingredientes afrodisíacos, como música, poder, fama, dinheiro, temperamento e escrutínio público, é bem provável que essa história aconteça de novo — confirma o escritor. — O que eu posso dizer sobre Sinatra e Ava Gardner é que eles tinham uma enorme paixão um pelo outro. O que tornou tudo muito complicado foi que o caso coincidiu com a ascensão dela e o declínio dele.

O segundo volume da biografia, promete, será “mais sombrio” que o primeiro.

— Sinatra volta aos velhos níveis de arrogância e mau comportamento. Mas ainda encanta as pessoas, inclusive no Brasil, onde fez aquele show histórico (em 1980, no Maracanã).

Author: "Silvio Essinger"
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Date: Sunday, 28 Apr 2013 11:42

RIO - Mais um livro sobre Frank Sinatra? Sim. Só que este, assinado pelo jornalista, roteirista e romancista James Kaplan, não é apenas “mais um”. Para os leitores que só agora estão interessados em saber quem foi Sinatra, é o começo perfeito. No mínimo para saber como era Sinatra em seus primeiros 40 anos. Depois de lê-lo, bastará ouvir todos os discos e ver os poucos filmes que valem a pena.

Já para quem conhece os livros anteriores, “Frank, a voz” é a soma das qualidades dos melhores já escritos sobre o homem e sua música. Reunidas num só volume (mais de 700 páginas), essas qualidades trazem de volta, numa narrativa em forma de romance (mas não romanceada), uma das mais complexas personalidades do mundo dos espetáculos, sem se descuidar do principal: o cantor e suas canções. Pena que se limite ao tempo que vai do nascimento, em 1915, à volta por cima, em 1953. Como se o que aconteceu dali até a morte, em 1998, nada acrescentasse à história do homem, do mito, da “voz do século XX”, como acabaria reconhecido.

Nenhum livro anterior, ao tratar do mesmo período, se preocupa tanto em unir os dois lados da moeda. Por exemplo, “The song is you”, de Will Friedwald, é uma admirável biografia musical que percorre com Sinatra os estúdios de gravação sem citar qualquer episódio da vida íntima. Esses episódios, narrados com sensacionalismo por Kitty Kelley em “My way” e por Anthony Summers e Robbyn Swan em “Sinatra: The life”, são revividos por Kaplan com o devido equilíbrio jornalístico. E mesmo assim revelam muito das relações amorosas de Sinatra com a esposa (Nancy Barbatto) e com os casos da época (Lana Turner, Lauren Bacall e outras menos famosas). Para terminar com o fim do casamento com Ava Gardner, que coincide com o que o autor chama de “fênix”: o Oscar, os discos da fase Capitol e a superação de um tempo em que o próprio Sinatra se julgava acabado.

Outra qualidade do livro é o modo como Kaplan reconhece a relação de Sinatra com seus músicos, principalmente o orquestrador Nelson Riddle (criador do seu som), o compositor Jimmy Van Heusen (o mais gravado por ele) e o pianista Bill Miller (seu acompanhador por mais de 40 anos). Igualmente, há várias associações de canções com momentos importantes na vida do cantor, caso de “Young at heart”, que ocupa na discografia papel semelhante ao de “A um passo da eternidade” na filmografia.

Cotação: Bom

Author: "João Máximo"
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Date: Sunday, 28 Apr 2013 11:10

RIO - Não há o que Ney de Souza Pereira — o homem — não tenha dito sobre Ney Matogrosso — a obra. Nas duas milhões de páginas que citam o artista, na internet, habitam um sem-número de entrevistas em que ele relembra ter: namorado Cazuza (“Foram três meses de relacionamento com labaredas de dois metros de altura”); cheirado cocaína (“Odiava. Nunca entendi, achava aquilo uma mentira”); namorado mulheres (“É muito mais difícil as pessoas aceitarem que eu transo com mulheres do que com homens”); ido para a cama com 15 pessoas (“Ninguém trepa! Você deita em cima daquele topo, aí vai caindo lá pra baixo”); perdido amigos para a Aids (“Fiquei sem referência, parecia que tinham quebrado todos os espelhos à minha volta”); ter permanecido imune à doença (“Não me peça explicação porque eu não sei dar. Eu tenho certeza que tive contato com o vírus”).

Na música, Ney Matogrosso também teve carreira tão intensa quanto na vida. Nos anos 70, integrou o Secos & Molhados, grupo performático que, junto com os Mutantes, salpicou rock e transgressão na MPB. Em carreira solo, tocou ao lado do violonista Raphael Rabello, do clarinetista Paulo Moura, do pianista Arthur Moreira Lima. Gravou canções com Caetano Veloso, Chico Buarque e Pedro Luís. Com sua voz aguda e feminina de contratenor, cantou Cartola, Tom Jobim, Villa-Lobos. Aos 71 anos de idade, 40 de carreira, 38 discos gravados, prepara-se para mais uma etapa. “Atento aos sinais”, turnê iniciada em março, em São Paulo, desembarca no Rio a partir de sexta-feira, com três shows no Vivo Rio. Em cena, além de interpretar Itamar Assunção, Criolo e Vitor Ramil, o cantor usa mais de uma dezena de figurinos.

Ney Matogrosso já foi comparado a Josephine Baker pela imprensa francesa, descrito como uma mistura de Carmen Miranda, David Bowie e Jack Nicholson pela americana. Já subiu no palco usando penas de pavão, unhas de tigre, chifres de carneiro, cocares, paetês, pérolas e, claro, pele (a própria, praticamente nua). Rita Lee assim descreveu a primeira vez que o viu em ação, ainda na época do Secos & Molhados: “Um ET elegante vestindo um kabuki mucho louco com uma voz assexuada, cantando uma ciranda portuguesa.” Sobre um palco, como bem definiu o nome de sua turnê em 2008, sempre foi inclassificável.

Mas e fora dele? O que Ney Matogrosso — a obra — tem a dizer sobre Ney de Souza Pereira — o homem? Quanto do artista que atravessou o desregramento sexual da década de 70, a oferta infinita de drogas dos anos 80 e a perda dos amigos nos anos 90 sobrevive no senhor solteiro, sereno, que mora com dois gatos, numa cobertura de três andares no Leblon?

— Se não houvesse o Ney Matogrosso, talvez eu me ressentisse de não atuar artisticamente. Eu não estaria completo — responde ele, durante uma das três conversas com a Revista O GLOBO, na última semana. — No começo, eu era muito agressivo no palco. Se não fosse, seriam comigo. Hoje subo nele de uma maneira amorosa.

Nascido em Bela Vista, no Mato Grosso do Sul, Ney é o segundo de cinco filhos de uma família de classe média. Aos 6 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde morou no bairro de Padre Miguel, até voltar ao seu estado natal — dessa vez morando em Campo Grande — cinco anos depois. Fã de Elvis Presley, chegou a ter topete igual ao do músico na adolescência. Mas seu pai, militar da Aeronáutica, impediu-o, desde cedo, de dar vazão ao lado artístico.

— Eu pintava, fazia retratos. Pedi um curso para o meu pai, que disse que não queria filho artista — lembra. — Fiz teatro escondido. Costumo dizer que eu dei sorte de ter nascido filho de militar, porque isso já me colocou como transgressor. Sempre contestei as decisões dele.

A juventude seguiu conturbada. Aos 17 anos, após a primeira e única troca de socos com o pai, resolveu sair de casa. Alistou-se na própria Aeronáutica (que aceitava recrutas com sua idade) e, uma vez aceito, pediu transferência de Campo Grande para a Base Aérea do Galeão, no Rio. Pelos dois anos seguintes, aprenderia a dar tiro (“Era Colt 45, mas nunca me interessou a arma”) e, sobretudo, a tomar as rédeas de si mesmo:

— Eu era muito duro. Na adolescência, tinha vergonha das minhas mãos. Vivia com elas no bolso. Eu também não tirava a camisa, por vergonha. Até que fui para o quartel, tendo que tomar banho com 20 camaradas ao mesmo tempo. Percebi que ninguém ali via o monstro que eu me achava.

Também no quartel, Ney presenciaria, pela primeira vez, uma troca de beijos entre dois homens. Estavam abraçados, sentados sobre uma mureta, durante uma madrugada quente.

— O único exemplo de homossexual que eu tinha visto era o de um travesti em Campo Grande — diz. — Na Aeronáutica, vi que essas coisas rolavam, e que eu não tinha que me transformar. Gosto de ser homem.

Até então, Ney havia tido relações sexuais e namoros com mulheres (perdera a virgindade aos 13 anos, com uma prima distante, na fazenda de seu avô). Decidiu que tentaria com um homem, mas só quando surgisse uma ocasião especial.

— Eu queria que alguém me motivasse a ponto de realizar — explica.

A ocasião surgiu aos 21 anos, quando trabalhava no Hospital de Base de Brasília, fazendo lâminas de exames. Foi, ao mesmo tempo, um alívio e uma decepção:

— Pensei: “É isso? Esse tempo todo sofrendo, penando num vale de lágrimas, para isso?” Não ficou escrito na minha testa, marcado a ferro. Perdi tanto tempo me debatendo por uma coisa que era simples, normal.

A decepção veio logo depois:

— Fui da libertação ao inferno. Eu achava que relação entre homens era de igual para igual. Aprendi que não faz diferença: é o velho ciúme. Depois, por muito tempo, não quis namorar ninguém.

Aos 25 anos, decidido a ser ator, voltou para o Rio. Trabalhou com artesanato, tomou daime, viveu uma vida religiosamente desregrada. Quatro anos depois, por intermédio de sua amiga Luhli (da dupla Luhli e Luciana), professora de canto e compositora, foi apresentado ao jornalista João Ricardo, que buscava um homem de voz aguda para capitanear sua banda, Secos & Molhados. Até então, Ney havia cantado apenas num coral de 60 pessoas em Brasília (onde o maestro elogiara-lhe a voz) ou em boates, de forma amadora. Ele não sabe ler música.

O encontro ocorreu em 1971, em São Paulo. João Ricardo gostou do que viu (um rapaz de 53 quilos que se movimentava no palco como se fosse um animal indomado) e do que ouviu (uma voz de contratenor sem igual em qualquer outra banda brasileira). Dali a dois anos seria lançado o primeiro disco. O Secos & Molhados se tornaria um sucesso instantâneo, vendendo 700 mil cópias. Para preservar o anonimato — um dos únicos bens conquistados nos 31 anos de vida — Ney de Souza Pereira decidiu subir ao palco com a cara escondida atrás de uma forte maquiagem.

— Ouvia falar que artista não tinha vida privada, não andava na rua. Eu tinha 31 anos, não queria perder minha liberdade. Minha inspiração foi a maquiagem usada pelos atores do teatro kabuki — ressalta.

Havia, ainda, uma segunda razão:

— Percebi que, escondendo o rosto, eu sentia uma coragem e uma liberdade física que jamais supus ter. Quando subia ao palco, pensava em personagens. Eu queria ser um inseto. Eu botava uma peruca de crina de cavalo e e me sentia um ser dos Andes. Depois do gostinho, não voltei atrás.

Nascia, ali, o artista Ney Matogrosso.

Aquela formação do Secos & Molhados teve vida curta. Em 1974, Ney desentendeu-se com João Ricardo, que decidira rever os critérios de divisão do dinheiro. Após gravar o segundo disco, abandonou a banda.

— Ele tem essa coragem de ser ele mesmo, de não se submeter. Teve que pagar uma multa colossal — lembra Luhli.

Lançou-se, então, em carreira solo. Do Secos & Molhados, manteve a postura libidinosa e o figurino onírico — que se tornariam, junto com a voz aguda, sua marca registrada.

— Na época da ditadura, os militares tinham metralhadoras, e eu tinha minha libido como arma. É um prazer enorme poder brincar com a libido, poder trocar de roupa no palco, na frente das pessoas. Mas sempre tive a preocupação de não ser vulgar. Isso foi o limitador — diz.

Manteve a estética extravagante até lançar “Pescador de pérolas”, em 1987. O disco, intimista, foi um divisor de águas em sua carreira. Ney se fez acompanhar dos músicos Raphael Rabello, Paulo Moura e Arthur Moreira Lima, respectivamente os grandes nomes do violão, da clarineta e do piano de então:

— Até esse disco, eu só sabia fazer as coisas escandalosamente. Fui me testar, ver se eu era um cantor de verdade ou apenas o que falavam de mim.

A partir dali, voou em céu de brigadeiro. Como músico, ganhou três discos de ouro e outros três de plantina. Como iluminador, dirigiu a luz de shows de Chico Buarque, Nana Caymmi e Nelson Gonçalves. Como ator, estrelou o curta-metragem “Depois de tudo”, de Rafael Saar, e o longa “Luz nas trevas”, de Helena Ignez e Ícaro Martins. Foi retratado no documentário “Olho nu”, de Joel Pizzini, exibido este ano no Festival de Brasília.

Em paralelo, Ney entrou de cabeça numa campanha em prol dos portadores de hanseníase. O convite surgiu ao acaso, quando recebeu uma ligação por engano, endereçada ao ator Ney Latorraca.

— Volta e meia sou chamado de Latorraca na rua. Aceno de volta — diz, resignado.

Dias antes, Latorraca (o original) havia declarado, numa entrevista, que, quando morresse, deixaria a herança para os portadores de hanseníase. Ao ouvir a história pelo telefone, Latorraca (o Matogrosso) se surpreendeu:

— Perguntei: “Mas ainda existe isso no Brasil?” Comecei a dar trela para o assunto.

Esteve com José Serra, ministro da Saúde do governo Fernando Henrique (“Ele foi indiferente. Fiquei chocado. São mais de 40 mil pessoas infectadas por ano”), e com Lula, que instituiu uma pensão indenizatória para os pacientes que foram internados à força em asilos.

— Essa doença tem que ser banalizada, vulgarizada, para que acabe o preconceito, que é gigantesco — afirma. — Abraço e beijo todos. Para pegar a doença, tem que ter um contato regular.

Idealizador de duas caixas de CDs com a obra de Ney Matogrosso, o produtor Rodrigo Faour diz que, além da qualidade musical, Ney tem uma segunda característica menos lembrada: a integridade.

— Nunca conheci uma pessoa do tamanho dele que atenda ao telefone, que não coloque problema onde não tem. Ele me ensinou que você pode curtir, mas não pode acreditar no sucesso.

Quanto à música, teoriza:

— Ele não gosta de cantar o que já deu certo. Um show dele é como se fosse um espetáculo de teatro, um texto que ele prepara para o público. E o ator não quer fazer sempre o mesmo texto.

Insônia, personal trainer e astrologia

Ney tem, desde sempre, dificuldade para dormir. Quando está em turnê, leva fita crepe na mala, que usa para tapar eventuais entradas de luz nas janelas dos hotéis. Já tomou hipnóticos, que descartou, por demasiado fortes. Hoje faz uso de uma pílula de Frontal antes de se deitar.

— Na semana passada fiz um exame do sono em São Paulo. Passei a noite com eletrodos no peito e na cabeça. Fico achando que é vício, da época do Hospital de Base de Brasília.

No Rio, acorda por volta de nove da manhã. Recebe um personal trainer de segunda a sexta-feira, que o ajuda a treinar num sótão adaptado com aparelhos de ginástica. Almoça e janta em casa, pouco sai à rua. Diz ler muito (seu último livro de cabeceira é “Havia gigantes na Terra — Deuses, semideuses e antepassados humanos: a evidência do DNA alienígena”, de Zecharia Sitchin).

— É a teoria de um camarada da Nasa de que os seres da mitologia existiram — explica. — Leio sobre geologia, biologia, astrologia, astronomia. Não gosto de romance.

A decoração de seu apartamento segue uma lógica mais afetiva que estética. Uma poltrona está arranhada pelas unhas dos gatos Nego e Zula. Outra, coberta por uma bandeira de Pernambuco. Na sala, há uma estante com taças. No escritório, alguns livros velhos de botânica e arte. Três toalhas coloridas, com motivos de flores, repousam sobre uma cadeira perto da piscina; há cristais e pedras por toda parte. A maioria dos quadros nas paredes chegou ali presenteada pelos próprios pintores. Assim foi com três obras de Gilvan Nunes; assim foi com um retrato pintado em 1978 pelo goiano Siron Franco.

Televisão, assiste pouco. Música, só quando liga o rádio do carro. Sua festa de 70 anos, em 2012, foi sem som.

— Ele diz que música é trabalho. Queria que as pessoas conversassem — conta o amigo e diretor Joel Pizzini.

Quando vai para o sítio que tem em Saquarema, gosta de escutar o barulho da noite:

— Acendo uma vela e fico ouvindo a noite se instalar. Vai virando uma sinfonia. Já passei quatro horas com o gravador ligado, na mão, só ouvindo, com a sensação de estar dentro de uma coisa viva.

Não tem iPod. Seu aparelho de rádio é antigo e pequeno, com uma única entrada para CD. Vez por outra revisita seus discos.

— Dia desses, parei para ouvir de novo um que gravei com músicas do Cartola. Gostei. Achei os arranjos chiques — avalia.

Não atrela o que canta ao seu estado de espírito:

— Posso fazer um trabalho sobre o amor sem estar apaixonado. E um trabalho alegríssimo, estando triste.

Nunca entrou no Facebook. Soube que existe um perfil falso seu no Twitter, com quatro mil seguidores.

— Fica esse camarada lá falando o que bem entende — reclama.

Ney teve um relacionamento estável de 1980 a 1993, ano da morte de seu parceiro. Chegaram a morar juntos por sete anos. Desde então, teve alguns namoros, que não revela. Mas não se diz solitário:

— Não gosto de tumulto. Recebo e vou à casa de amigos. Mas gosto de ficar sozinho. Sempre estou fazendo alguma coisa, regando as plantas, costurando.

Seu pai morreu quando já tinham feito as pazes.

— Ele foi a figura mais importante da minha vida. Graças a ele sou a pessoa que sou — costuma dizer. — Depois das brigas tivemos conversas. Ele disse como se arrependia da forma que tinha criado os filhos homens. Fui o único filho que beijou ele a vida inteira. Se existe essa questão de carma, nós queimamos o nosso. O amor que passou a existir nos libertou.

Perdeu também sua gata Rita, dois anos atrás, de um problema súbito no pâncreas:

— A Rita dormia comigo, andava atrás de mim pela casa, que nem cachorro. Era o meu amor. Como eu havia perdido muitos amigos, pensei que fosse uma pessoa preparada para a morte — lembra. — Não era. Fiquei apático, não saía para a rua.

Ney se diz um ser noturno, um “vampiro”. Ao cair da tarde, deixa a casa na penumbra e observa o acender de luzes nos apartamentos do Leblon (seu prédio, de 14 andares, é mais alto que os demais do entorno). Diz que a cidade, nesse momento, lembra um presépio.

Continua magro, com 61 quilos. Aparenta menos que os 72 anos que completará em agosto. No seu último check-up, o médico diagnosticou que seu organismo é como o de uma pessoa de 50 anos.

— Não sei que idade eu tenho. Não me sinto um velho na cabeça e na vida — garante.

Usa roupas básicas: uma camiseta, um jeans, uma bota de couro. Chegou a passar produto contra queda capilar — que logo abandonou, por preguiça. Nunca tomou Viagra.

— Tenho medo de tomar. Você tem que conviver com essa coisa de broxar, faz parte da vida. Antigamente eu era entregue ao sexo, se não trepava, não dormia. Nunca me arrependi disso — lembra. — Hoje não diria que estou apaziguado, mas não tenho mais a ansiedade. Não sinto tesão se não tem carinho.

A primeira entrevista de Ney Matogrosso aconteceu 40 anos atrás, quando do estouro repentino do Secos & Molhados. Ficou aflito, até ouvir a pergunta inicial:

— Entrei em pânico. Mas uma coisa dentro de mim disse: “Fala a verdade.” Acredito que tenho o direito de ser a pessoa que eu sou.

É o que tem feito desde então. Numa cena do filme “Olho nu”, ele declara: “Não busco Deus fora. Busco dentro de mim.”

— Gostaria de ser lembrado como uma pessoa que defendeu a liberdade de expressão, de ser, de existir — complementa. — Como alguém que ousou lutar contra a hipocrisia das coisas.

Author: "Roberto Kaz"
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