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A Comissão de Educação do Senado estuda a mudança nas regras para a contratação de estagiários no Brasil. O Projeto de Lei 473/03, que trata do assunto, de autoria do senador Osmar Dias (PDT-PR), foi tema de audiência pública realizada nesta terça – feira (13) na Casa, informa o site do Senado Federal.O “escragiários” , como muitos se consideram, devem ficar atentos.
A duração do estágio, em relação à quantidade de horas diárias e também período de contratação, é abordada no projeto. Embora não haja consenso entre os senadores espera-se que, se aprovadas, as novas regras permitam o estágio de até 6 horas/dia e dois anos de duração, informa a Folha on line.
Além disso, com a lei, segundo a Associação Brasileira de Estágios (Abres), seriam criadas mais dois milhões de vagas para alunos do ensino médio e um milhão para estudantes do ensino superior.
O presidente do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), Paulo Nathanael Pereira de Souza, afirmou à Agência Senado que de seis milhões de jovens beneficiados por estágios nos últimos anos, quatro milhões foram contratados pelas empresas ao final de seus cursos.
No Brasil o estágio é permitido a partir dos 16 anos, desde que o estudante esteja cursando, no mínimo, o ensino médio.
Na página da Folha, há uma enquete em que os leitores podem indicar qual é o maior problema enfrentado pelos estagiários. Por enquanto, está ganhando a opção “o mau aproveitamento do estágio. Os estagiários, às vezes, são usados como mão-de-obra barata em vez de serem estimulados a aprender sobre a profissão”.
(imagem: www.subsolo.org)
O conteúdo adulto já rende lucros significativos com os produtos e meios de que dispõe, como filmes e Internet. Agora, em uma nova jornada, via celular, o negócio promete proporcionar ganhos de 150 bilhões de dólares em 2011, informa a Info on line .O faturamento do negócio de pornografia no mundo leva não só as empresas especializadas a alavancarem seus lucros. Portais de notícia utilizam a tática de incluir conteúdo adulto em suas páginas para atrair mais acessos e, com isso, maior faturamento também.
A página do jornal espanhol El País, por exemplo, uniu o popular conteúdo a uma ferramenta não menos disseminada na web. O blog Al desnudo, de Eva Roy, traz "El universo del sexo, bajo la mirada de la periodista especializada en cine adulto".
"O que está provocando a adoção do conteúdo adulto é a receita estável que ele gera", disse Scott Smith, diretor de estratégias de internet da empresa de pesquisa Yankee Group à Reuters já em 2001.
A tendência dos portais brasileiros é embarcar nessa onda. O Terra, por exemplo, em horários mais próprios, (a partir de meia – noite, mais ou menos) dá uma conotação mais erótica aos conteúdos que veicula e às fotos que ilustram a capa da página principal.
As novas tecnologias e ferramentas que possibilitam a produção de conteúdo e informação por "amadores" vão nos levar a uma nova idade das trevas. Pelo menos é isso que diz Andrew Keen, fundador e diretor executivo da AfterTV LLC, uma firma de marketing pós-televisão.
Promessas de campanha. Os políticos acostumados a se utilizar dos bordões eleitorais como muletas para se eleger têm agora um obstáculo na Espanha.Lo prometido es deuda é um site Wiki que armazena os discursos, as propostas apresentadas pelos candidatos durante a campanha e que, espera-se, pode servir como uma memória virtual para lembrar os esquecidos políticos e eleitores do objetivo a ser cumprido.
A tecnologia Wiki permite que qualquer pessoa acrescente ou edite dados nas páginas que abriga. Dessa forma a “memória” será construída coletivamente.
Durante poucas horas no ar, Lo Prometido es deuda teve mais de sete mil acessos, 31 pessoas cadastradas e 200 edições de páginas, informa reportagem do El País.com.
“Three bombs exploded in my neighborhood. Two bombs went off at 7.30. They violently shook my flat, as I was watching some TV programme. At 13.20, another bomb exploded in my neighborhood. It shook my flat. I spent the whole day writing and reading in my room”. Esse é o último post de Saad Eskander, 44 anos, o diretor da Biblioteca Nacional do Iraque.O relato se refere ao ataque à rua al-Mutanabi, que fica no centro de Bagdá, em 08 de março.
Eskander relata o dia-a-dia no país no em seu Diário, blog hospedado originalmente pelo site da Britsh Library desde novembro de 2006.
Numa onda meio “O livreiro de Cabul” (na verdade deve estar mais para "Eu sou o livreiro de Cabul"), a página traz os depoimentos de um homem apegado à cultura e que sofre com o “sumiço” das obras mais importantes do Iraque após a mais recente guerra. Eskander, para publicar, conta com pelo menos uma hora de internet por dia.

Um blog, ainda em estágio embrionário, está no ar. É o viberock, que vai armazenar toda a produção dos estudantes. Posteriormente o conteúdo será organizado e inserido em um site, que também será elaborado pelos alunos.
Textos, vídeos, podcasts e fotos serão as ferramentas utilizadas. O exercício do hipertexto é o caminho.

Quando um crime desse tipo é registrado, um balão é exibido. Ao clicar no ícone têm-se informações como a hora, o local exato e o nome da vítima, além de links para notícias sobre o fato na imprensa. O monitoramento teve início em março de 2007. Até hoje (17/04) foram registradas 114 ocorrências.
O site é resultado de um projeto do Instituto Brasileiro de Pesquisa em Subjetividade & Design — Psiconcept, um grupo de pesquisadores vinculado ao Grupo Place2 do Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo.
Os dados são obtidos pela imprensa ou diretamente do Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), órgão que reúne informações das polícias militar e civil, corpo de bombeiros e guarda municipal na Grande Vitória. Esses dados são inseridos em três atualizações diárias, às 10h da manhã, 16h e 20h .
O GVcrime segue o modelo do Chicago Crime, que também disponibiliza dados sobre a violência urbana por meio do programa do Google. No site americano, há mais modalidades de crimes a serem consultadas, desde os tradicionais homicídios a crimes de transmissão de HIV e atentados a bomba.
O criador da Wikipedia, Jimmy Wales, pretende criar um novo buscador para a Internet e diz que ele será melhor que o Google. A Search Wikia vai utilizar softwares de código aberto, dessa forma os usuários poderão personalizar o buscador.“Isso significa que as pessoas poderão baixá-lo, usá-lo e até alterá-lo para que fique melhor e mais eficiente. A idéia é que o programa tenha a cara dos internautas. As pessoas também poderão julgar os resultados da pesquisa aprovando ou não os links relacionados. O Google não oferece essa possibilidade” diz Wales em entrevista publicada pelo Portal Exame.
Entre os “defeitos” do Google, Wales já citou também a quantidade de spans e coisas inúteis que são linkadas como resultado das buscas e a falta de transparência com que é escolhida a ordem de apresentação dos links.
O homem Wiki já convocou pela Internet voluntários para ajudá-lo na empreitada de criar a nova ferramenta. Um protótipo deve ser apresentado ainda em 2007, mas só deve ficar pronto dentro de um ano.
Embora o Google seja considerado um “fenômeno” cultural e domine o mercado da Internet, ao menos no quesito buscas (lembrando que a empresa detém o You Tube e o Myspace, outras ferramentas revolucionaram a rede), tecnicamente não seria difícil que um outro buscador o substituísse. O custo para que o usuário utilize outra ferramenta é quase nulo, limita – se a lembrar de digitar outro endereço no browser.
Enquanto o novo sonho de Wales não se concretiza, a Wikipedia vive uma relação de amor e ódio com o Google, já que a maioria dos acessos à “enciclopédia livre” chegam por meio do gigante das buscas.
Leia também “A construção do próximo império”, excelente artigo publicado na Revista Galileu.
(Imagem: Revista Galileu)
“Como ser feliz de A a Z”. Livros do gênero abarrotam as livrarias. Mas só por um tempo, porque são vendidos. Passos para alcançar a felicidade há diversos entre as páginas dessas publicações que, a despeito de ajudarem o leitor, certamente ajudam o autor.É comum que os livros de auto-ajuda associem sucesso a felicidade. Cada passo conduz ou a um ou a outro, de forma que eles se complementam. No meio desses “dicionários” que por vezes inovam na linguagem, mas não na mensagem, um livro chama a atenção.
O especialista em Marketing Pessoal Silvio Celestino em “Conversa de Elevador” diz que as pessoas não precisam estar sempre felizes para conseguir o que almejam. Não é um “insight” muito glorioso, mas como já citado, ao menos destoa dos outros livros de auto-ajuda.
A filosofia do livro transparece em uma frase: "Sucesso não traz felicidade. Mas, permite a você chorar em Roma, Paris, Milão, Nova York...”.

Anúncio da Associação Nacional de Jornais em referência ao Dia da Liberdade de Imprensa, 03 de maio.
Outra questão, que pode ser considerada tanto à margem como no cerne da questão é a reprodução da manifestação na mídia. Análises quanto à postura da grande imprensa na cobertura devem estar às turras por aí. Eis que a cobertura pelos próprios ocupantes também tem seu espaço.
Durante o seminário “A Constituição do Comum”, realizado em Vitória/ES na semana passada, falou-se na Internet como terreno para dar vazão a esse tipo de cobertura: jornalismo cidadão, participativo, colaborativo, ou denominações afins. Os exemplos de fatos em que esses “jornalistas-cidadãos” atuaram até a pouco estavam restritos a campos (mais uma vez o trocadilho infeliz) fora do país. O ataque na Virginia Tech, o atentado ao metrô de Londres, ao metrô de Madrid, a mobilização dos estudantes chilenos e etc.
Agora, com a ocupação da USP temos um exemplo Tupiniquim. Vídeos no You Tube e blogs se somam num esforço de passar a mensagem das pessoas que vivenciam o fato. Sem lide, sem “imparcialidade”, sem remuneração.
Fim do jornalismo como o conhecemos? Questionamento quase dialético. O G1, em um especial com a cronologia da ocupação mostra como os meios tradicionais podem não só sobreviver como se apropriar dessas novas formas de expressão. Ganham os leitores/ telespectadores (o público do You Tube pode ser chamado de telespectador?) que têm a sua disposição uma gama de informações ainda maior.
Projeto para redução da idade mínima para se candidatar a cargos como presidente e vice-presidente da República e Senador já está tramitando na Câmara. A informação é do Congresso em Foco. A Proposta de Emenda Constitucional 20/07 reduz de 35 para 30 anos a idade mínima exigida e é de autoria da deputada Manuela D’ávila (PCdoB-RS), que tem 25 anos.
De acordo com o Congresso em Foco a deputada adianta que ao fim do seu mandato não terá 30 anos para, caso o projeto seja aprovado, disputar o Senado. Manuela diz que a idéia surgiu da análise da situação em outros países.
Na Argentina e nos EUA, os candidatos à presidência e ao Senado precisam ter 30 anos. Na Franca, são necessários 35 anos para postular uma vaga de senador e 23 para tentar ser presidente.No Brasil, para outros cargos – vereador, prefeito, deputado estadual e federal e governador – a idade varia entre 18 e 30 anos. (Veja aqui).
A PEC “se vira nos 30” está sendo comparada à proposta de redução da maioridade penal, recentemente aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ). A própria deputada faz referência à medida em um texto publicado no Vermelho.org:
A maior parte da população (80%) defende a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Mesmo que, apenas 10% dos delitos no Brasil, sejam cometidos por crianças e adolescentes, média inferior aos 11,6% da média mundial. A maior parte defende a redução desconhecendo que 70% desses crimes são contra o patrimônio e, desde 1950, a média de 8% de crimes contra a vida praticados por menores de 18 se mantém intacta, contrariando o argumento que a juventude mudou.
A opinião sobre a PEC é inversa: a juventude não pode concorrer aos cargos eletivos, ou seja, não tem a capacidade e experiência para tanto.
Para que seja aprovada a proposta da deputada tem que ser considerada constitucional pela CCJ, passar pelo crivo da Câmara, obtendo o apoio de 308 dos 513 deputados e só depois ser encaminhada ao Senado.

O texto é de Elio Gaspari na Folha de S. Paulo hoje (29). O estudo a que ele se refere pode ser conferido no site do Iuperj.
( Imagem: marco negro )
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou na última sexta-feira (20) que até o final de 2007 todas as escolas técnicas terão Internet banda larga e que todas as escolas públicas também vão dispor da ferramenta até 2010, “Porque é por meio do conhecimento que a gente pode permitir que as diferenças sociais desapareçam”, disse o presidente, segundo a Agência do Rádio.
No entanto, recentes estudos, da USP e do Centro de Pesquisas Européias, (leia aqui matéria da Folha de S. Paulo) mostram que a utilização do computador não garante a melhora no aprendizado dos alunos. Escolas, da rede pública e privada, que utilizam a internet não diferem em relação ao rendimento dos alunos em comparação com escolas similares que não possuem computadores e/ou acesso à rede. Efeitos positivos aparecem quando o estudante tem acesso em casa.
A pesquisadora Maresa Sprietsma, do Centro de Pesquisas Econômicas Européias aponta que a utilização do computador até piora a qualidade do ensino de português e matemática, devido ao mal uso do PC, que muitas vezes torna-se um meio de dispersão da atenção dos alunos. Para o pesquisador da USP Naercio Menezes Filho, que desenvolveu o estudo, "talvez esteja faltando em muitas escolas um professor que oriente o aluno a usar o computador, enquanto em casa essa tarefa está sendo feita pelos pais".
O ponto a ser observado, apesar de óbvio, é que não importa a disponibilidade técnica para melhorar a educação, o investimento em pessoal e em capacitação continua sendo fundamental. Mas, mais uma vez com um tanto de obviedade, o mesmo vale para a ausência de equipamentos e excesso de capacitação. Os dois pesquisadores afirmam que embora o computador por si só não melhore o aprendizado, pode ajudar nessa tarefa.
A Internet nas escolas é outra aliada, se bem utilizada. Mas, então vejamos o que será feito desses instrumentos em 2010. Eu, pelo menos, já consigo visualizar uma professora enlouquecida, que se quer sabe como funciona um computador, tentando convencer uma sala com 40 pestes, quero dizer, crianças, a sair do MSN e olhar para o quadro.
As palestras são abertas ao público e vão ocorrer no Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN) da Universidade Federal do Espírito Santo. Confira a programação:
Dia 26/04
8h30min – Inscrições e credenciamento
9h – Abertura
– O Código de Ética e a atividade do jornalista - Suzana Tatagiba, presidente do Sindijornalistas-ES
9h30min – Mesa-redonda: A espetacularização da notícia e as relações de poder
– A banalização da violência e a mídia - Márcio Castilho, jornalista e pesquisador do tema violência e comunicação
– Da pauta à produção: a cobertura da violência - Ana Paula Mill, jornalista
– O direito à informação e a relação com as fontes - Carlos Eduardo Ribeiro Lemos, juiz da 5ª Vara de Execuções Penais
Coordenadora: Juçara Brittes, professora doutora do Departamento de Ciência da Informação da Ufes.
Dia 03/05
8h30min – Inscrições e credenciamento
9h – Mesa-redonda: A ética e a rotina profissional dos jornalistas
– Jornalismo, espaço público e sociedade - Fábio Luiz Malini de Lima, pesquisador e professor da Ufes
– A opção editorial e a cobertura jornalística - André Hees, jornalista e editor-executivo do jornal A Gazeta
– Desafios para o novo código de ética dos jornalistas - Suzana Tatagiba, presidente do Sindijornalistas-ES
Coordenadora: Marcilene Forechi, professora do Departamento de Comunicação Social da Ufes
Em 1455, quando Gutemberg inventou a imprensa, os tipos, que permitiriam a reprodução da escrita com mais agilidade e em maior quantidade, talvez não imaginasse o quão longe as palavras impressas poderiam chegar, e que até mesmo poderiam dispensar a impressão.Mas a utilização do método de Gutemberg ajudou a popularizar as informações em uma escala bem maior do que o século XV propiciava. O livro tornou-se então um objeto comum às cabeceiras das camas. Talvez os criados-mudos tenham sido inventados só para dar suporte aos livros, por isso tinham que ficar em silêncio, como em uma pequena biblioteca.
Já que os criados-mudos não poderão parabenizar os livros em seu aniversário, cá está o Grito Sufocado. 23 de abril é o Dia do Livro e dos Direitos do Autor, a data foi criada em 1996 pela Unesco, no mesmo século que deu uma nova dimensão à escrita à polêmica envolvendo os direitos autorais, com a popularização da Internet, os livros baixados e lidos no PC. No entanto, os companheiros dos criados-mudos ainda estão aí, sobrevivendo aos Zeros e Uns.
Talvez seja só uma questão de ajustar os conceitos aos novos tempos. Certamente que em breve um livro não será apenas um volume transportável, composto por, pelo menos, 49 páginas, sem contar as capas, encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária (ou foi concebido como tal) ou a parte principal de um trabalho literário, científico ou outro, como diz a Unesco.
Parabéns a todos os escritores, em livros, blogs, ou papéis de pão!









