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ROMA - A decisão da Telecom Italia de separar o seu negócio de rede de telefonia fixa doméstica pode ser uma oportunidade para todo o setor de telecomunicações, afirmou o chefe da autoridade antitruste da Itália, nesta terça-feira.
O Conselho da maior empresa de telefonia da Itália aprovou em 30 de maio um plano para separar os ativos de rede de telefonia fixa em uma nova empresa, um movimento que poderia ajudá-la a levantar dinheiro, e que poderia desencadear uma reforma regulatória.
“A decisão de fragmentar a rede é muito importante e deve ser vista com interesse, a fim de garantir a igualdade de acesso a todos os operadores", disse Giovanni Pitruzzella em seu relatório anual. "O processo de separação da rede pode representar uma oportunidade para o setor."
BANGALORE - O Yahoo afirmou que autoridades americanas fizeram entre 12 mil e 13 mil pedidos por dados nos últimos seis meses, no mais recente posicionamento de uma empresa de tecnologia desde que vazamentos de documentos mostraram a extensão da coleta de informações pelo governo dos Estados Unidos junto a essas companhias.
O Yahoo disse que as solicitações foram feitas entre 1° de dezembro de 2012 e 31 de maio deste ano.
“Os pedidos mais comuns envolviam fraudes, homicídios, sequestros e outras investigações criminais”, disse a empresa em comunicado publicado em sua página no Tumblr.
Outras solicitações obedeceram ao Ato de Vigilância de Inteligência Estrangeira, afirmou o Yahoo, fazendo menção à lei que obriga as companhias a entregar dados para o governo.
As empresas de tecnologia vêm enfrentando pressão para revelar a natureza de sua cooperação com a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) depois que documentos secretos mostraram o envio de informações dos usuários por anos.
Até agora, Apple, Microsoft e Facebook também revelaram o número de solicitações feitas pelo governo dos EUA.
As empresas negaram que a NSA mantenha acesso direto a seus servidores e disseram que os dados só foram entregues mediante ordem judicial.
RIO — Em vez de paus e bandeiras, celulares e internet. É com essas “armas” que a juventude está indo para as ruas manifestar contra o aumento no preço das passagens de ônibus. O ciberativismo, apontado como elemento fundamental na derrubada de regimes árabes e nas ocupações de espaços públicos nos EUA e na Europa em 2011, mostra a sua força em terras tupiniquins. Pelo Facebook, os organizadores do Movimento Passe Livre (MPL) conseguiram a adesão de centenas de milhares de pessoas, sendo que uma boa parcela participou efetivamente dos protestos realizados nesta segunda-feira em diversas cidades do país.
— A internet é uma ferramenta fundamental para a organização das manifestações — diz a estudante Mayara Vivian, uma das organizadoras do MPL. — Funciona como os antigos panfletos nas portas das fábricas.
O evento criado no Facebook para São Paulo contou com mais de 270 mil adesões. No Rio foram mais de 70 mil confirmações. Para o professor de Comunicação da ECO/UFRJ Henrique Antoun, além de facilitar a organização, as redes sociais cumprem papel fundamental na divulgação de informações. Durante os protestos, câmeras e celulares registram o ponto de vista dos manifestantes que circula imediatamente pela internet.
Antoun compara a situação atual com a repressão do Estado no final da década de 1960. Naquela época, estudantes foram às ruas com reivindicações específicas, como o aumento do número de vagas nas universidades e a melhoria das condições das faculdades, e eram duramente repreendidos pela polícia. Até que em março de 1968, o estudante Edson Luís de Lima Souto foi morto, gerando uma onda de passeatas pelo país. Na última quinta-feira, o Facebook e o Twitter foram inundados com vídeos e fotografias de uma manifestação em São Paulo, mostrando policiais atirando balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo contra jovens com as mãos para o alto.
— O movimento ganhou força pela indignação que atravessou as redes sociais com as imagens da repressão policial contra uma reivindicação mais do que justa. A polícia tem o monopólio da violência e deve agir à altura dessa responsabilidade — afirmou.
Porém, Antoun não se apressa em comparar o movimento brasileiro com a chamada Primavera Árabe. Na sua opinião, as manifestações em alguns países do Oriente Médio enfrentavam a censura e o cerceamento à liberdade de expressão.
— Pode se tornar um 'Outono Brasileiro', mas temos que esperar os desdobramentos do movimento. A Primavera Árabe lutou contra o cerceamento à liberdade, que a internet tornava inócuo. Isso não existe aqui — opina.
Mayara ressalta a importância da conjuntura e da construção do movimento pela base. Ela conta que o MPL já atua desde 2005 em diversas cidades, sempre pautando o debate em torno da qualidade dos transportes públicos, com mobilizações de destaque em 2006 e 2011.
— A questão transcende as redes sociais, é resultado de um trabalho de base. Como ferramenta, elas são fundamentais, mas não é o Facebook que organiza o ato — explica.
LEIPZIG, Alemanha — O computador mais poderoso do mundo é chinês. O Tianhe-2 (Via Láctea-2, em tradução livre), desenvolvido pela Universidade Nacional de Tecnologia da Defesa da China, tem capacidade de processamento de 33,86 quadrilhões de operações por segundo, quase o dobro do segundo colocado, o americano Titan, com 17,59 petaflop/s. A lista TOP500 foi divulgada nesta segunda-feira, durante a abertura da Conferência Internacional de Supercomputação, em Leipzig, na Alemanha.
O Tianhe-2 será instalado ainda este ano no Centro Nacional de Supercomputação, em Guangzho. A aparição da máquina chinesa causou surpresa, pois aconteceu dois anos antes do previsto, e marca o retorno da China ao topo da lista, lugar ocupado em novembro de 2010 e junho de 2011, com o Tianhe-1A.
O supercomputador reúne 32 mil processadores Xeon IvyBridge e 48 mil Xeon Phi — ambos da Intel —, resultando em uma combinação de 3,1 milhões de núcleos de processamento. Ele também inclui uma série de componentes desenvolvidos na China, incluindo os softwares e o sistema operacional Kylin.
O supercomputador brasileiro mais bem colocado na lista é o Grifo04, que ocupa a 122ª posição. Ele foi desenvolvido pela Itautec e está a serviço da Petrobras. Com 17,4 mil núcleos de processamento, a máquina é capaz de realizar 250 trilhões de operações por segundo.
LOS ANGELES - O serviço de transmissão de vídeos Netflix está reforçando seu menu de programação original por meio de um acordo de vários anos com a DreamWorks Animation, responsável por filmes como Shrek, Madagascar e Kung Fu Panda.
As ações da Netflix subiam 7,44% às 14h36 (horário de Brasília), enquanto as ações da DreamWorks avançavam 4,16%.
A DreamWorks disse que o acordo, que envolve 300 horas de nova programação, é a base de uma importante iniciativa para expandir sua produção e distribuição para televisão.
O acordo é o maior da Netflix para programação original, disseram as empresas em um comunicado.
Companhias de transmissão on-line como Netflix, Amazon e Hulu estão investindo pesado em conteúdo, enquanto competem umas com as outras por uma fatia do mercado em rápida expansão de filmes e programas de televisão distribuídos via internet.
A Netflix vai lançar novos programas da DreamWorks em todos os territórios em que atua. A primeira nova série anunciada nesta segunda-feira deve estar disponível em 2014.
RIO — Para tentar amenizar o efeito das caras tarifas da telefonia móvel, o brasileiro tem recorrido, cada vez mais, aos celulares com dois ou mais cartões SIM. De acordo com a consultoria GfK, as vendas dos aparelhos dual chip aumentaram 63,1% em abril deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, os aparelhos com essa função passaram a ocupar 65,7% do mercado total de aparelhos. Em 2012, esse percentual era de 37,1%. A GfK não divulga o número total da amostra, mas, segundo estudo da IDC divulgado semana passada, o mercado nacional de celulares movimentou 14,1 milhões de aparelhos no primeiro trimestre de 2013. O aumento do interesse pelo recurso tem incentivado fabricantes a investir mais em aparelhos com suporte a múltiplos chips, apostando em uma tendência de alta nos próximos anos.
O sucesso dos dual chip é fruto de uma equação de fatores marcantes no mercado de telefonia brasileiro. O primeiro deles é a predominância de celulares pré-pagos. Segundo os dados mais recentes da Anatel, das 264,5 milhões de linhas ativas no país, 79,84% são pré-pagas. O outro fator é o custo da ligação nos planos pré. No Rio, a média das tarifas das quatro principais prestadoras chega a R$ 1,60 por minuto, por chamada entre operadoras diferentes. A saída do cliente de pré-pago é procurar promoções, com vantagens para ligações entre números da mesma operadora.
Essa foi a opção do estudante de Biomedicina Felippe Fonseca, de 19 anos. Quando era apenas cliente da TIM, gastava cerca de R$ 30 em créditos. Recentemente, comprou um smartphone com suporte a dois chips e acrescentou uma linha da Vivo, também pré-paga. A despesa aumentou para cerca de R$ 38 por mês, mas Felippe acredita que fez um bom negócio, pois acaba fazendo mais ligações a acessando mais a internet, por um custo um pouco maior.
— Mesmo sendo R$ 8 a mais de custo, ainda saio no lucro por ter acesso à internet pelo mês inteiro sem custo, pelo Vivo On. As possibilidades de economizar com ligações dobram ao usar duas operadoras. Falo mais barato com TIM e Vivo e também tenho minutos para outras operadoras. Assim, balanceio os prós e os contras de uma e da outra — afirmou o jovem — Ainda tem a questão do sinal. Quando uma rede não pega, busco outra.
Felippe conta que demorou um pouco mais na hora de escolher seu novo telefone, um Razr D3, da Motorola, mais um da safra de telefones dual chip com especificações mais avançadas. Ao lado do Razr D1, o modelo é a mais recente aposta da empresa no setor. Segundo Rodrigo Vidigal, diretor de marketing da empresa no Brasil, o interesse do brasileiro por tecnologia é um fator importante, que facilita a aceitação desse tipo de produto.
Aparelhos para todos os gostos
Aparelhos com suporte a mais de uma linha começaram a se destacar no Brasil há pelo menos três anos, ganhando força rapidamente. Segundo a GfK, em abril de 2012, o crescimento foi de 254,4%, na comparação com o mesmo mês de 2011. Naquela época, era comum encontrar uma enxurrada de aparelhos mais simples, sem muitos recursos. Mas, com o crescimento do mercado, as empresas estão apresentando modelos mais robustos, confiantes na aceitação do brasileiro.
A Samsung, uma das primeiras a apostar no mercado, afirma que seu celular dual chip mais vendido é o Ch@t 332, lançado em 2010, com câmera de apenas 1.3 Mp, sem tela de toque, nem 3G. Entre os smartphones com dois chips, o Galaxy Y é o destaque, mas também tem especificações mais simples. No entanto, segundo o gerente de produto da área de telecomunicações da empresa, Ricardo Ulhoa, a fabricante pretende ampliar seu público e atender aos usuários mais exigentes. Recentemente, a coreana lançou o Galaxy Gran Duos, que se distancia bastante do feature phone de 2010, com câmera de 8 Mp, processador dual core de 1.2 Ghz e Android Jelly Bean. Sai por cerca de R$ 1 mil, enquanto o Galaxy Y é encontrado por até R$ 500.
— Temos também um público de renda maior que busca a praticidade de unir, em um aparelho, o número de trabalho e o pessoal. Esse consumidor, que não se preocupa tanto com a questão do preço das ligações, procura produtos mais premium, um pouco mais caros, com mais recursos — afirma Ulhoa.
A LG também reforçou a oferta de aparelhos com a tecnologia. Da chamada “linha L” da fabricante, L3 II, L5 II e L7 II têm suporte a dois cartões SIM. Assim como a Samsung, a fabricante também conta com um modelo mais sofisticado, o L7 II, que vem com tela de 4.3 polegadas e câmera de 8 Mp, mas não abre mão do público antigo.
— A empresa também lançará um feature phone compatível com quatro chips, para alcançar ainda mais essa parcela do mercado que busca as facilidades oferecidas pelas operadoras — afirma Raphael Rocha, gerente geral de produtos e estratégias da LG do Brasil.
Vidigal ressalta que o público está muito interessado em smartphones e na renovação destes produtos.
— Muitas pessoas já compraram a primeira geração de smartphones e estão, agora, em busca de um com mais funções — explica.
A consultora em telefonia móvel Bia Kunze, que administra o blog “Garota sem fio”, fala em “demanda reprimida” para os telefones com múltiplos chips. Para ela, a tecnologia é a única saída para o brasileiro, diante de tarifas caras.
— É uma questão de sobrevivência. A taxa de interconexão entre operadoras é muito cara, o que faz com que as tarifas fiquem mais altas. Na Índia, que tem características parecidas com o Brasil, o minuto sai por US$ 0,02, em média. Há uma demanda muito maior que a oferta — analisa Bia.
De acordo com a Nielsen, consultoria que também acompanha o setor, a tendência é de alta. Segundo Thiago Moreira, diretor de telecomunicações da empresa, os últimos números indicam um movimento de substituição dos chamados feature phones por smartphones. O balanço anual da consultoria mostra que, em 2012, as vendas de dual chip cresceram 132% em relação a 2011, enquanto a de smartphones em geral cresceram 104%. No mesmo período, por outro lado, o mercado total de celulares, incluindo os aparelhos simples, recuou 3,3%.
— Os smartphones e os dual chips estão sustentando o mercado, com os consumidores mais exigentes. — afirmou o analista.
MOUNTAIN VIEW — A pornografia infantil é um problema recorrente na internet e, de acordo com a ONG americana National Center for Missing and Exploited Children, o número de casos vem aumentando nos últimos anos. Em 2011, a organização recebeu 17,3 milhões de imagens suspeitas, quatro vezes mais que em 2007. Num esforço para “erradicar as imagens on-line de abuso infantil”, a Google anunciou neste sábado a liberação de US$ 7 milhões para entidades que combatem essa prática.
“Por trás dessas imagens existem crianças reais, que estão sendo vitimizadas sexualmente e sofrendo ainda mais pela distribuição desse conteúdo”, escreveu em post no blog da companhia Jacquelline Fuller, diretora do Google Giving, divisão de filantropia da gigante de buscas.
Do total, US$ 5 milhões serão destinados a grupos que combatem a pedofilia, incluindo a National Center for Missing and Exploited Children e a Internet Watch Foundation, e outras “organizações heroicas nos EUA, Canadá, Austrália e América Latina”.
Outros US$ 2 milhões vão para a Child Protection Technology Fund, fundo criado para financiar o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas que auxiliem no combate à pornografia infantil. “Isso vai permitir que companhias, entidades e a Justiça colaborem de forma mais efetiva na detecção e remoção dessas imagens, além da identificação dos criminosos”.
“Nós estamos no negócio de tornar a informação amplamente disponível, mas existem certas 'informações' que nunca deveriam ter sido criadas ou encontradas. Nós podemos fazer muito para garantir que elas não estejam on-line — e que quando as pessoas tentarem compartilhar esse conteúdo nojento elas sejam presas e processadas”, escreveu Jacquelline.
BRASÍLIA — As revelações de monitoramento da internet feitas pelos Estados Unidos, que chocaram o mundo, deverão reacender as discussões em torno do Marco Civil da internet no Congresso Nacional. Os artigos mais polêmicos do projeto são os que tratam da neutralidade da rede, de direito autoral e da privacidade dos dados dos usuários — a guarda dos registros de conexão, que muitos consideram um fator de insegurança e risco para os internautas. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse ao GLOBO que o governo precisa ter uma política para dar garantias ao cidadão brasileiro de privacidade no uso da internet.
Representantes do governo, entre eles, os ministros da Justiça, José Eduardo Cardoso, e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, deverão se reunir esta semana para discutir formas de acelerar a adoção de medidas e avaliar que tipo de reforço precisará ser dado a esta política. Paulo Bernardo defende que o projeto de lei de Proteção de Dados Pessoais, que passou por consulta pública e está tramitando no governo, seja concluído e enviado rapidamente ao Congresso.
O deputado Alessandro Molon (PT/RJ), relator do Marco Civil da Internet na Câmara, disse que o projeto está pronto. Ele contou que a presidência da Câmara pediu que os partidos indicassem as prioridades de votação e que o PT apontou o Marco Civil. A expectativa é de que outros partidos também apoiem a regulamentação, porque ela protege o usuário.
— O escândalo dos EUA deverá contribuir para acelerar a votação do Marco Civil da Internet. É um projeto de direitos humanos, de liberdade de expressão, da privacidade e da segurança na rede — disse o parlamentar.
O artigo 12 da proposta do Marco Civil impede que as empresas guardem os dados dos usuários (logs). Mas foi apresentada uma emenda que retirava esse artigo do projeto. Segundo especialistas, ela acaba com a privacidade do usuário, porque permite que os provedores de conexão armazenem os registros dos usuários de internet.
Eduardo Levy, diretor-executivo do SindiTelebrasil, associação das empresas de telecomunicações, comparou a proposta de “guarda de logs” ao sistema usado pelas operadoras para armazenar registros das ligações.
— Elas não guardam conteúdo. Guardamos por cinco anos as ligações feitas do celular. Não sei o que falou, mas sei de onde discou, para quem discou e quanto tempo falou. O equivalente a isto é guardar logs — disse.
Sem regulação, órgãos do governo criam suas regras
Várias iniciativas da sociedade e mesmo de órgãos ligados ao governo vem demonstrando a necessidade de o Congresso agilizar a análise e a aprovação do Marco Civil da Internet. Mas a votação no plenário da Câmara já foi adiada seis vezes. Para o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o Marco Civil da Internet resolve parte dos problemas de segurança na rede. Ele disse que o país tem aproximadamente 100 milhões de usuários de internet, sendo que 90% deles têm conta nas empresas de tecnologia, porque têm um email.
— O caso é de se retomar a discussão, ver se precisa fazer alguma adequação para prevenir coisas como as que aconteceram nos EUA e votar — disse.
Para o presidente da Abert, Daniel Slaviero, a regulação da Internet é urgente.
— O Congresso tem em mãos um projeto amplamente discutido, que prevê regras claras para garantir na internet um ambiente saudável para as empresas, a proteção aos direitos de autor, a necessária privacidade e a imprescindível liberdade de expressão — observou.
A comissão de Ciência e Tecnologia do Senado decidiu começar as discussões sobre o Marco Civil da Internet antes mesmo que a Câmara aprove o projeto e realizar uma audência pública sobre o tema. O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator da proposta na Câmara, disse que é “raríssimo” o Senado começar as discussões antes da Câmara aprovar um projeto, o que demonstra a urgência da sociedade em ter uma lei para o setor.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também não esperou pelo Congresso e aprovou, no fim de maio, mudanças no regulamento do Serviço Comunicação Multimídia (SCM, ou banda larga) que permitem guarda de registros de conexões por um ano. O diretor relator da matéria na Anatel, Marcelo Bechara, disse que a medida atende pedido do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. O que não pode haver é uma quebra de sigilo “indiscriminada”, completou.
— Eu acho que o Marco Civil da Internet é um instrumento que busca trazer valores de cidadania e democracia. Por isso, acredito que os acontecimentos nos EUA tendem a ecoar no Congresso brasileiro — disse.
Molon disse que os parlamentares devem fazer uma autocrítica ao analisar a decisão da Anatel de aprovar a guarda de logs. Ele considera que, enquanto o Congresso não legislar, deixará espaço para que outros órgãos decidam e assumam este papel.
NOVA ZELÂNDIA — A Google deu início neste sábado aos testes do Project Loon, que pretende prover acesso global à internet por meio de equipamentos instalados em balões estratosféricos. Foram lançados 30 balões na Nova Zelândia, que vão oferecer acesso à rede em velocidade 3G para 50 pessoas no país que testarão a tecnologia.
— É difícil levar a internet a muitas partes do mundo — disse Richard DeVaul, diretor técnico do laboratório GoogleX em entrevista à BBC. — A ideia por trás do Loon é que deve ser mais fácil conectar o mundo usando o que existe em comum: o céu.
Os balões utilizados no projeto foram desenvolvidos pela Força Aérea americana nos anos 1950 e usam um filme de poliéster chamado Mylar. Eles são hermeticamente selados para comportar gases mais leves que o ar em alta pressão.
Cada balão tem 15 metros de diâmetro e carrega antenas de rádio, computadores de voo, sistema de controle de altitude e painéis solares para prover energia ao sistema. Eles voarão na estratosfera, a uma altitude de 20 quilômetros, o dobro da utilizada pela aviação comercial.
De acordo com a Google, eles ficarão no ar por cerca de 100 dias, provendo acesso à internet em uma região de 40 quilômetros de diâmetro em torno de cada balão. Empurrados pelo vento, os balões navegarão na direção leste para oeste.
Um dos primeiros a testar a tecnologia foi o fazendeiro Charles Nimmo, que mora na pequena cidade de Leeston. Na casa dele foi instalado um receptor do tamanho de uma bola de basquete que lembra o formato dos pins do Google Maps. No primeiro teste, Nimmo conseguiu acessar a internet por cerca de 15 minutos até o balão que estava provendo o acesso se afastar para fora da área de alcance.
— É excitante fazer parte de algo novo — disse Nimmo, em entrevista ao “The Guardian”.
Para participar do projeto, Nimmo se inscreveu no experimento. Ele é uma das pessoas que poderão se beneficiar da tecnologia caso ela se torne um produto comercial. Por viver em uma área rural, o acesso à internet é provido por satélite, que custa cerca de US$ 1 mil por mês.
Segundo a Google, durante os testes o acesso será intermitente, mas espera construir uma frota com milhares de balões que poderá oferecer links confiáveis para a população que vive em áreas remotas. A companhia também planeja utilizar a tecnologia em áreas afetadas por desastres, onde a infraestrutura de telecomunicações for comprometida.
O maior desafio para a equipe do projeto é controlar a direção dos balões. DeVaul explica que a ideia é que os balões se movam para cima e para baixo para alcançar ventos apropriados que possam controlar a direção do movimento.
— Nós não queríamos que eles fossem para onde o vento os levassem, nós queríamos que eles fossem para onde a internet fosse necessária em solo — disse. — Então nós temos que criar um balé coreográfico para a frota.
O mais famoso estádio da Terra é o tema da estreia do GLOBO no mercado de e-books, num projeto pioneiro entre grandes jornais brasileiros. “Maracanã — A saga do mais importante templo do futebol mundial, das obras de 1948 à reforma de 2013” chega às lojas virtuais com uma seleção de reportagens publicadas pelo jornal ao longo destes 65 anos. Em julho, será lançado o segundo e-book O GLOBO, sobre as “novas vidas secas”, um olhar sobre a pior estiagem no Nordeste em 50 anos, a partir da vida e da obra de Graciliano Ramos. O conteúdo em forma de livro digital de uma reportagem especial do jornal.
À venda na Amazon (Kindle) e nas lojas da Apple (iBooks) e do Google (Google Play), o e-book pode ser lido em qualquer equipamento — computadores, celulares, e-readers e tablets. Custa US$ 2,99 ou R$ 5,99 (nos sites com pagamento em real). Clique aqui para comprar.
A trajetória do estádio construído numa aventura quase inacreditável e agora reformado para abrigar sua segunda final de Copa do Mundo, é contada ao longo de 29 reportagens (do início das obras até a reinauguração, este mês), com abertura de Aydano André Motta, editor do e-book. Entre os capítulos, estão os grandes jogos, a desoladora final de 1950, outros eventos no estádio e a magia de craques como Pelé, Zico, Garrincha, Didi, Romário. Com design de Raquel Cordeiro, o primeiro e-book O GLOBO teve como fonte de pesquisa uma novidade que, em breve, estará disponível para consulta dos leitores: o acervo digitalizado do jornal desde sua primeira edição, que foi para as bancas na quarta-feira 29 de julho de 1925.
— O consumo de informação nas plataformas digitais cresce muito em dispositivos móveis e está cada vez mais diversificado. O mercado de e-books acompanha essa tendência. Para O GLOBO, uma marca de informação multiplataforma, é uma nova maneira de entregar conteúdo de qualidade aos leitores. O acervo do jornal, com 88 anos de história, será importante fonte de conteúdo para os e-books — diz Sandra Sanches, diretora-executiva do GLOBO.
Com a coleção de e-books, projeto coordenado pela editora Maria Fernanda Delmas, O GLOBO segue uma tendência mundial. Os livros digitais vêm apresentando novas possibilidades de produção para escritores, editores e jornalistas. O “New York Times” está produzindo os chamados e-singles, ou minilivros, e o primeiro foi o premiado “Snow fall”, uma reportagem especial sobre uma avalanche perto de estações de esqui. Outra iniciativa do jornal são os “T-files”, compilações digitais de artigos e reportagens já publicados na versão impressa do jornal sobre temas e eventos específicos. Entre os e-books do “Washington Post”, está “The original Watergate stories”, que oferece reportagens da época sobre o caso que derrubou o presidente Richard Nixon, com prefácio especial de Bob Woodward e Carl Bernstein. Já o britânico “The Guardian” investiu nos “Guardian Shorts”, reunindo reportagens publicadas e complementos inéditos. O espanhol “El País”, com a série “El País Selección”, publicou mais de 300 e-books.
No Brasil para o 4º Congresso Internacional CBL do Livro Digital, realizado esta semana em São Paulo, o espanhol Javier Celaya, fundador do portal Dosdoce.com, diz ver muito sentido no namoro entre o jornalismo e o livro digital:
— O e-book dá aos jornais a possibilidade de aproveitar seu conteúdo de uma maneira mais aprofundada, com complementos que ficariam restritos no formato papel ou no on-line.
Professora do programa de pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporânea da Universidade Federal da Bahia, Suzana Barbosa acredita que o livro digital permite ao jornalismo explorar múltiplas plataformas.
— Ações desse tipo proporcionam ao jornalismo a possibilidade de diversificar o seu formato, e, a partir daí, novas oportunidades surgem, inclusive profissionais.
‘processo irreversível’
Dados da Câmara Brasileira do Livro (CBL) apontam que, entre 2011 e 2012, os livros digitais avançaram quase 300% no Brasil, passando de 5,2 mil títulos publicados em português para 15 mil. Segundo relatório do Ibope, entre junho e novembro de 2012, mais de 1,4 milhão de livros digitais foi vendido aqui. Levantamento feito pela consultoria digital IDC mostra que a venda de tablets em 2012 cresceu 171% no Brasil, com 3,1 milhões de unidades vendidas.
Carlo Carrenho, consultor editorial e fundador do portal PublishNews, estima que, este ano, a venda total de livros digitais cresça 2,5% a 3% no país:
— É um crescimento bem expressivo, com curva semelhante à que os EUA tiveram quando o Kindle, da Amazon, foi lançado por lá. Por aqui a coisa está engatinhando, mas tem grande potencial devido à paixão dos brasileiros por tecnologia e à facilidade de acesso e de distribuição do formato.
Presidente da CBL, Karine Pansa elogia a união de jornalismo e livro digital. Para o jornalista e executivo na área de mídia digital Caio Túlio Costa, a apropriação dos e-books pelos jornais é um processo irreversível:
— O futuro já chegou, só não está devidamente formatado, pois muitos jornais não estão utilizando essas plataformas ainda por aqui.
RIO — Quando decidiu trocar Madri pelo Rio, o gaúcho Pettersom Paiva sabia que iria morar na casa da família, no Jardim Botânico, mas não fazia ideia de onde instalar a Voopter, start-up de buscas de passagens aéreas que fundara na Espanha. O preço das salas comerciais nas redondezas era muito elevado e, além do mais, ele não precisava de tanto espaço pois trabalharia sozinho. O homeoffice seria a alternativa óbvia, mas o empresário achava a solução pouco estimulante. Resolveu então recorrer àquilo que dera certo para a Voopter no além-mar, o coworking — escritório compartilhado por várias empresas onde o empreendedor fica livre de aborrecimentos como faxina e conta de luz. O melhor: a algumas pedaladas de casa, na Gávea, abria as portas um desses “lugares dos sonhos”, como ele define.
Não é mera coincidência haver logo ali um espaço de coworking (seu nome é O Templo, a propósito). Impulsionada pela multiplicação de start-ups no Rio, emerge uma cadeia de empresas especializadas em oferecer serviços a elas. Além de escritórios compartilhados, surgem aceleradoras, bancas de advogados, firmas de contabilidade, investidores-anjo, agências de design e uma penca de eventos com foco em companhias inovadoras com viés tecnológico.
— O Rio tem um ecossistema de start-ups que cresce muito, mas o mercado não está saturado e tem muitas necessidades. Vemos nisso uma oportunidade — afirmou a diretora-executiva da Mola, Danielle Cunha, justificando a abertura das operações da aceleradora espanhola na cidade, em abril.
A firma do balneário de Palma de Maiorca (alguma semelhança com o Rio?) já ajudou a desenvolver 56 companhias na Europa e está dando suporte à start-up paulista do setor de logística Sontra Mercado Transporte, que recebeu US$ 50 mil. Mas a aceleradora quer apoiar quatro firmas do Rio até o fim do ano e trazer quatro espanholas para o país.
A Mola se junta a outras aceleradoras baseadas no Rio, como Lab22 (que não se define como tal, mas atua como uma), 21212 e Papaya Ventures. Outras estão por vir: a Aceleratech, de São Paulo, está prestes a abrir escritório na ESPM-RJ.
— As start-ups saem de aceleradoras e incubadoras ainda precisando de fôlego antes de conseguir um espaço próprio. Isso é uma oportunidade para empresas que oferecem escritório compartilhado. Estamos tentando atrair firmas nessa situação — analisa Lenora Tourinho, gerente de marketing do espaço de coworking WeCompany, que funciona no Shopping Downtown, na Barra da Tijuca.
Atualmente, segundo Lenora, trabalha no espaço da WeCompany um integrante da Zoop, que desenvolveu tecnologia que acopla no smartphone um leitor de cartão de crédito. A start-up foi premiada com US$ 100 mil na etapa latino-americana do concurso QPrize, da Qualcomm Ventures.
A WeCompany foi aberta em agosto passado e oferece aos clientes internet, salas de reunião, armários e linhas de telefone digital, além de pequenos mimos como cafezinho e varanda aberta. Os planos individuais custam a partir de R$ 149 (por 10 horas) e os integrais saem até por R$ 3,6 mil (equipe com quatro pessoas).
— Como não sou daqui, meu networking no Rio é muito pequeno. Estando imerso em um espaço de coworking eu consigo indicações de advogados, contadores etc. É um pequeno universo, e não sinto falta de nada que possa haver em um escritório próprio — disse Pettersom Paiva, da Voopter, estabelecida no Templo, na Gávea.
Ele relativiza um dos possíveis ônus de trabalhar em escritório compartilhado:
— Seria, de fato, um problema se uma empresa concorrente passasse a funcionar no mesmo lugar, mas acho difícil isso acontecer. Nesse mercado, as empresas atuam em segmentos muito particulares.
Os escritórios cariocas de Direito têm pouco expertise na seara tecnológica, mas a afluência de investidores e start-ups endinheiradas para a cidade está levando os causídicos a reparar no filão. Por ter entre os sócios um advogado que trabalhou em start-ups no Brasil e nos EUA, o Miguel Neto e Herrera Advogados é um dos poucos que se apresenta como especialista na área.
Segundo o sócio Felipe Herrera, o segmento é especialmente espinhoso por exigir conhecimento tanto do ramo societário quanto do tributário. Mas a especialização compensa, ele diz , pois a demanda é generosa: muitos investidores da área de tecnologia, sobretudo estrangeiros, enfrentam dificuldade para entender a legislação brasileira e acabam precisando de apoio.
— Há muita insegurança jurídica, e as alíquotas e os impostos são muito altos. Não sei se podemos dizer que há uma corrida de escritórios para a área, mas várias bancas estão se infiltrando nesse nicho —afirmou Herrera, que costuma frequentar eventos sobre start-ups na cidade.
Além das bancas de advogados, empresas de outras áreas migram esforços da economia offline para o universo digital. Desde 1997, a Tangerina oferece consultoria para firmas que buscam encontrar um modelo de negócios e posicionar melhor suas marcas. Naquela época, a expressão start-up sequer existia por essas bandas, e os clientes eram de ramos tradicionais. Mas os serviços da Tangerina parecem ter caído como uma luva nas necessidades das jovens empresas tecnológicas deste século.
— Hoje, as start-ups são maioria entre nossos clientes. São empresas que precisam amadurecer, então o que oferecemos atende diretamente esse público. Fazemos tudo o que uma aceleradora faz, mas cobramos por isso — definiu Marcelo Macedo, desenvolvedor de negócios da Tangerina.
RIO - A 4G Americas divulgou na quinta-feira informações do primeiro trimestre de 2013, revelando que os EUA e o Canadá registraram crescimento anual de 58 milhões de conexões HSPA (3G) e LTE (4G). Com esse avanço, a banda larga móvel representa 49% de todas as conexões móveis da região, de acordo com a Informa Telecoms & Media. Em termos globais, a LTE registrou crescimento anual acima de 400% até o final de março 2013, terminando o trimestre com mais de 90 milhões de conexões e mais de 100 milhões de conexões em maio.
Hoje, 178 redes comerciais LTE (4G) estão em operação em 72 países, comparado com aproximadamente 74 redes comerciais em 40 países apenas um ano atrás — ou seja, mais de 100 novas redes LTE (4G) em 12 meses. A tecnologia LTE (4G) foi amplamente adotada nos EUA e no Canadá, onde o número de assinaturas ultrapassou o marco de 49 milhões; além disso, a região da América do Norte representa 54% de todas as conexões LTE (4G) globais, de acordo com dados de março de 2013.
A banda larga móvel HSPA (3G) e LTE (4G) registrou forte crescimento global, com 348 milhões de novas assinaturas, representando 87% das 400 milhões de novas conexões globais para a tecnologia 3GPP (protocolo que reúne as tecnologias 2G, 3G e 4G).
“Com as inovações em tecnologia e os compromissos comerciais de implementar a tecnologia LTE (4G), os EUA e o Canadá lideram o mercado de banda larga móvel. Do outro lado, a liderança regional da LTE (4G) ainda é frágil e requer a alocação de frequências adicionais pelos governos da região para evitar a falta de espectro”, comentou Chris Pearson, presidente da 4G Americas.
A dinâmica do mercado de banda larga móvel, as previsões de um mundo conectado no futuro e possíveis fatores que poderiam desestabilizar o mercado móvel estão apresentados em um infográfico bastante informativo, disponível neste link.
“A região das Américas está num ponto de transição tecnológica muito interessante”, ponderou Kristin Paulin, analista sênior da Informa Telecoms & Media. “Nessa região, a LTE (4G) ultrapassou o marco de 49 milhões de assinaturas durante o primeiro trimestre de 2013, e passou o marco de 50 milhões em maio. O crescimento de assinaturas GSM (2G) na América Latina chegou ao seu pico durante o quarto trimestre de 2012, e hoje o crescimento de assinaturas é impulsionado pela HSPA (3G) e, em menor grau, pela LTE (4G)”, completou Paulin.
No primeiro trimestre de 2013, estima-se que existiam mundialmente 6,5 bilhões de conexões móveis, sendo 90% usando tecnologias 3GPP. Foram criadas mais de 400 milhões de novas conexões 3GPP por ano, incluindo 348 milhões de novas conexões banda larga móvel para as tecnologias HSPA (3G) e LTE (4G), durante os doze meses terminando em março de 2013.
Foram criadas 331 redes comerciais HSPA+ (3G evoluído) em 130 países, das quais 194 com 21 Mbps; 5 com 28 Mbps; 132 com 42 Mbps. Além disso, foram criadas 178 redes comerciais LTE (4G) até hoje, sendo 230 redes comerciais LTE (4G) previstas até o final do ano.
Mais de 300 operadoras estão comprometidas com a implementação da tecnologia LTE (4G) e assinaturas LTE (4G) registrando mais de 400% de crescimento anual.
Na América Latina, as tecnologias móveis totalizaram 693 milhões de conexões, com as tecnologias 3GPP tendo participação de 96% (668 milhões). Foram criadas 51 milhões novas assinaturas 3GPP durante o ano terminando em março de 2013, sendo 44,7 milhões novas conexões HSPA (3G), com a tecnologia atingindo 14% de participação do mercado de conexões sem fio, e 15 milhões de novas conexões HSPA (3G) adicionadas apenas durante o primeiro trimestre de 2013. A banda larga HSPA (3G) adicionou 134,5 milhões de conexões para os 12 meses terminando em março de 2013, com 50% de crescimento anual. Existem 66 redes HSPA+ (3G evoluído) em 33 países hoje.
RIO - De acordo com estudo realizado pela IDC, o mercado brasileiro de telefones celulares atingiu a marca de 14,1 milhões de aparelhos vendidos no primeiro trimestre de 2013, o que significa um crescimento de 15% em relação ao mesmo período de 2012.
Do total de aparelhos vendidos durante o primeiro trimestre de 2013, 5,4 milhões são smartphones e 8,7 milhões são ‘feature phones’.
“O bom resultado alcançado no trimestre é atribuído a fatores como o aumento do mix de produtos por parte dos principais fabricantes que, atentos aos mercados emergentes, começaram a oferecer aparelhos voltados para diversos bolsos e necessidades, acelerando a competição entre eles e gerando uma redução de preço para o consumidor final”, diz Leonardo Munin, analista de mercado da IDC Brasil.
O estudo da IDC mostrou que o preço médio do smartphone passou de US$ 439 no primeiro trimestre de 2012, para US$ 384 no primeiro trimestre de 2013. “Vale lembrar que no primeiro trimestre de 2013 ainda não estava em vigor a ‘MP do Bem’ para smartphones”, reforça o analista da IDC, completando que a medida deverá reduzir os preços destes dispositivos em até R$ 199. “Na média, a redução será de R$ 69”.
Além do movimento crescente de vendas através do varejo físico e on-line apresentado durante os últimos períodos de análises, o primeiro trimestre de 2013 também ficou marcado pela retomada de compra de aparelhos por parte das operadoras junto aos fabricantes. Esse segmento representou 50% das vendas nos últimos três meses do ano passado, saltando para 60% no primeiro trimestre de 2013.
Já em abril de 2013, o estudo mostrou que o mercado de celulares no Brasil apresentou um crescimento de 5% frente a março de 2013, alcançando a marca de 5,8 milhões de unidades vendidas neste período. “Esse crescimento ocorreu devido ao abastecimento de produtos por parte dos fabricantes aos seus canais de vendas, visando às vendas do dia das mães em maio”, afirma Munin. Do total de 5.8 milhões de aparelhos, 48% foram smartphones, e 52% foram feature phones.
Até o fim do ano, a IDC espera que sejam comercializados pouco mais 28 milhões de celulares inteligentes no Brasil, o que representaria 45% de penetração de mercado para este tipo de aparelho e um crescimento de 79% frente ao ano de 2012.
No mundo
No cenário mundial, a venda de smartphones também vem crescendo. De acordo com a IDC, a expectativa é que os dispositivos inteligentes representem mais de 52% do mercado de celulares em 2013. Em 2012, esse tipo de aparelho tinha menos de 42% de penetração. Ainda segundo a consultoria, mais de 950 milhões de smartphones devem ser vendidos este ano, o que representaria um crescimento de 33% frente ao ano passado.
“Podemos dizer que os motivos desse crescimento em todo o mundo começam pela queda nos custos, passando pela melhoria na qualidade dos produtos e ofertas de serviços das operadoras. Mas, principalmente, porque os smartphones são vistos e utilizados em países emergentes como a primeira opção de computação, muito em função de seu menor preço, se comparado com outros dispositivos com funções semelhantes”, acredita o analista.
O estudo da IDC concluiu ainda que os países emergentes tem sido, e continuarão sendo, peças fundamentais para esse forte crescimento das vendas de smartphones. “Em 2013 os países emergentes devem fechar o ano representando 65% das vendas dos celulares inteligentes no mundo, um crescimento de 45% frente a 2012, e praticando um preço médio de U$ 307. Já os países desenvolvidos devem fechar o ano com um crescimento de 14% frente a 2012, com o smartphone com um preço médio de US$ 491”, conclui.
SEATTLE - A Microsoft disse nesta quinta-feira que abrirá 500 pontos de venda especiais nas lojas da Best Buy nos Estados Unidos para oferecer com exclusividade tablets e computadores que operam com o sistema Windows, assim como outros de seus produtos, em um esforço para revitalizar as vendas.
A maior companhia de software do mundo, que conta com sua própria cadeia de lojas, disse que a iniciativa contaria com mais de 1.200 vendedores treinados pela Best Buy, maior cadeia mundial de artigos eletrônicos, e pela Microsoft para ajudar os clientes.
O novo sistema operacional Windows 8 vendeu mais de 100 milhões de cópias desde seu lançamento em outubro, mas a venda de novos tablets e PCs que operam com o software, e seu próprio tablet Surface, não estão tão fortes como se esperava. Uma versão atualizada chamada Windows 8.1 deve ser lançada no final deste ano.
Parte do problema era o fato de que a Microsoft teve dificuldades em obter a atenção dos consumidores nas grandes lojas como a Best Buy devido à profusão e à popularidade do iPad da Apple e dos tablets que rodam com o sistema Android do Google.
RIO – Uma pesquisa realizada pela Intel Brasil apontou que nos últimos dez anos o preço dos computadores caiu 61,2%. Para se ter uma ideia do que isso representa, basta comparar esse percentual com o do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a taxa oficial de inflação no Brasil, que contabilizou um aumento de 81,04% no custo de vida dos brasileiros no mesmo período.
A queda no preço dos computadores foi puxada por iniciativas públicas e privadas e foi uma das maiores entre os eletroeletrônicos na última década. De forma geral, eletroeletrônicos — TV, som e informática — foram uma das categorias com maior queda no preço na última década: 52,62% de decréscimo na média. O computador fica ainda abaixo desse índice graças a uma série de fatores que incluem a isenção de impostos sobre os produtos de informática; aumento da fabricação local de componentes; queda do dólar; aquecimento da economia local e o próprio aumento da escala do mercado brasileiro, que hoje disputa as primeiras posições mundiais em consumo de PCs.
Como base de comparação no mesmo período, o preço do carro novo teve um aumento de 6,23% no mesmo período, mesmo com aumento no volume de vendas e queda no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
“A queda de preço do computador, aliado à maior diversificação dos produtos no mercado brasileiro e a um esforço conjunto de todo o ecossistema tornaram o projeto de inclusão digital do Brasil um estrondoso sucesso, pois nunca o computador foi tão acessível para as camadas mais baixas da população”, comentou Fernando Martins, presidente da Intel Brasil. “Dez anos atrás, ter um computador em casa era o sonho de muitas famílias na classe C. Hoje, este sonho nunca esteve tão próximo da realidade.”
A queda no preço significa que até mesmo computadores com a mais recente tecnologia estão disponíveis a um preço acessível para a população. Enquanto em 2003 um computador com configuração básica, equipado com processador Intel Celeron de 1.3 GHz, 128 MB de memória e sistema operacional Windows XP, custava entre R$ 1.890 a R$ 2.300 no grande varejo, atualmente já é possível adquirir computadores modernos, com tela sensível ao toque e rodando Windows 8 por preços que começam a partir de R$ 1.300,00.
Segundo Martins, essa drástica redução no preço dos computadores é possível porque com o aumento do número de pessoas com renda para consumir tecnologia, é possível reduzir o preço ao consumidor. “Atualmente, o consumo de produtos eletrônicos e de tecnologia cresce no Brasil porque tais itens estão bem no alto da lista de prioridades de consumo das famílias”, afirma.
Mais acessibilidade atrai as classes C e D
A mesma pesquisa analisou famílias das classes ABCD em que as pessoas já utilizam computadores, seja no trabalho, em LAN Houses, ou na casa de familiares e amigos. Cerca de 24% dessas famílias ainda não possuem computador e para elas esse equipamento é a compra mais adequada por atender de forma completa às necessidades de todos os familiares.
Entre as famílias que ainda não possuem computador em casa, 46% dela pretendem comprar um dentro de 18 meses. Dessas, 52% consideram comprar um notebook e 48% consideram a compra de um desktop; enquanto apenas 8% pensam no tablet como o primeiro dispositivo computacional e 5% consideram um smartphone como primeira compra.
O computador figura como prioridade nas compras de eletrônicos dessas famílias, e seis em cada dez entrevistados declararam sua intenção de comprar um computador ainda em 2013.
“O que torna o computador atraente para as famílias na classe C e D não é somente o preço, que nunca esteve tão acessível, mas também a capacidade do computador de mudar a realidade das famílias, por meio do acesso à informação, educação, lazer e cultura”, afirmou Martins. “O investimento realizado em um computador retorna de muitas maneiras, tornando a compra uma prioridade para o brasileiro médio”.
BRASÍLIA — Até 2018, as operadoras de telefonia móvel terão que instalar urnas para a coleta de celulares e acessórios de telefonia móvel no comércio de todas as cidades com mais de 80 mil habitantes no país. No total, serão 366 municípios segundo informações do SindiTelebrasil, associação que reúne as empresas de telecom. Elas também darão destinação ecologicamente correta a todos os resíduos depositados pelos consumidores nessas urnas e nas lojas do setor.
Estes são alguns pontos que fazem parte do Acordo Setorial para a aplicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos apresentado na quarta-feira pelas empresas e pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) ao secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Ney Maranhão.
A instalação das urnas seguirá um cronograma, após seis meses da assinatura do acordo, o projeto começa a ser implantado no Rio, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo.
Em 12 meses, todas as capitais do país terão que contar as urnas de coleta; no segundo ano, será a vez das cidades com mais de 500 mil habitantes, e no quinto ano, todas os municípios com mais de 80 mil habitantes serão atendidos pelo projeto.
RIO — O Rio venceu quatro cidades da América Latina na disputa para sediar a versão internacional da conferência TED em 2014, informou nesta quinta-feira o responsável pelo evento, o suíço Bruno Giussani. A próxima TED Global acontecerá nas areias da Praia de Copacabana entre 6 e 10 de outubro do ano que vem, após três anos na Escócia.
O curador não quis dizer quais outras cidades concorreram, mas nenhuma delas fica no Brasil. Segundo Giussani, as negociações entre TED Global e prefeitura do Rio iniciaram no começo de 2012, alguns meses antes da palestra que Eduardo Paes fez no TED em março daquele ano. A organização do TED bateu o martelo em favor do Rio três semanas atrás, após três visitas à cidade.
— Escolhemos o Rio não só porque a cidade é internacional e vai sediar eventos como Olimpíadas nos próximos anos. Buscávamos um lugar que tivesse infraestrutura para abrigar uma conferência do porte da TED Global. Que fosse farta em hotéis, por exemplo, permitindo às pessoas chegar a pé no evento. É assim que fazemos em Long Beach (EUA), Vancouver (Canadá) e no Reino Unido. Além disso, contamos com grande apoio da prefeitura do Rio — afirmou Giussani, por telefone, de Edimburgo, Escócia, onde acontece esta semana a edição de 2013 do TED Global.
Segundo o curador, a ideia é eleger o Copacabana Palace como hotel oficial do evento — ou seja, o palco deve ser montado nas proximidades do estabelecimento.
Giussani reconheceu que o Rio tem problemas — como seus aeroportos, que “poderiam ser bem melhores” — mas disse que esses são desafios de todas as cidades que passaram por rápido crescimento.
Ingresso da edição deste ano custou US$ 6 mil
O fato de o TED Global acontecer logo ali em “Copa” não significa, porém, que o evento será acessível aos cariocas. Apenas mil ingressos devem ser vendidos e certamente custarão caro (o valor ainda não foi decidido): o privilégio de estar na plateia de Edimburgo este ano saiu por US$ 6 mil. Mas Giussani promete que quem não tem condições de pagar valor tão alto terá alternativas para acompanhar as apresentações em vídeo.
— Só não sabemos como essa alternativa será — admitiu o organizador, refutando de imediato solução proposta pelo repórter: — Não achamos boa ideia colocar um telão na praia debaixo do sol!
O TED Global do Rio terá 70 palestras, todas traduzidas em tempo real para o português e o espanhol. O formato será o tradicional das TED Talks, com no máximo 18 minutos. Bruno Giussani disse que os palestrantes ainda não foram escolhidos mas assegurou que brasileiros estarão entre eles.
— Embora a conferência seja no Rio, os temas não serão apenas relacionados ao Brasil, mas um painel eclético de ideias que surgem em todo o Hemisfério Sul, seja na América Latina, na África ou na Ásia — disse o curador, que fez carreira em jornalismo na Suíça. — Temos nos esforçado, nas últimas edições, para incluir palestrantes de vários lugares do mundo. Este ano, por exemplo, tivemos a neurocientista brasileira Suzana Herculano-Houzel, que falou ontem (quarta-feira) sobre como conseguiu calcular o número de neurônios no cérebro humano.
RIO - Um hacker australiano conhecido como SuperDaE liberou, na terça-feira, um arquivo de mais de 1,7 terabyte, contendo informações relacionadas aos futuros projetos das gigantes Sony, Microsoft e Nintendo. O material, no entanto, está criptografado e o site onde o arquivo está hospedado saiu do ar após a publicação dos arquivos, possivelmente pelo aumento do fluxo de acessos. SuperDaE ficou conhecido no mundo digital após ter revelado uma série de informações sobre o Xbox One, antes da própria Microsoft, quando o console ainda se chamava “projeto Durango”. Ele também é responsável por vazar dados de projetos das produtoras de games Valve, Blizzard e Epic.
De acordo com uma reportagem do site Gizmodo Australia, SuperDaE — cujo nome real não é conhecido e supostamente tem 17 anos — teve os computadores apreendidos pela polícia local e pelo FBI, após ter tentado vender as informações obtidas ilegalmente no eBay, em fevereiro. No fim de maio, após ter sido acusado pela polícia e FBI de diversos crimes, como porte de armas e drogas, ele armou seu servidor FTP para publicar todos os dados confidenciais, caso fosse preso e não conseguisse fazer login em seu computador. Na prática, trata-se de uma armadilha digital, engatilhada para disparar as informações assim que SuperDaE ficasse sem acesso à internet, o que aconteceu na última terça-feira.
Segundo o site Kotaku, o pacote inclui kits de desenvolvimento para os novos Playstation 4, Xbox One e para o já lançado Wii U, da Nintendo. O site afirma que também vazaram informações sobre jogos não lançados, como “Company of Heroes 2” e “WWE 14”. Ainda não se sabe, contudo, o que exatamente está armazenado no repositório. Antes do vazamento, em uma entrevista pelo Twitter, o jovem afirmou que os servidores continham “arquivos suficientes para mudar a indústria do videogame para melhor”.
RIO - À primeira vista, quando entramos no site do Plizter (www.plizter.com), pensamos estar no Pinterest — a interface é bem parecida, e o diretor executivo e fundador da start-up carioca homônima, Rafael Pereira Passos, assume que o design de redes sociais baseadas em fotos inspirou em parte o serviço. Mas ele é bem diferente de uma tela de cortiça virtual onde se pode afixar imagens de produtos, pessoas e eventos.
— O conceito do Plizter é que cada usuário crie uma espécie de shopping virtual em seu próprio perfil, reunindo os produtos e lojas que seleciona (ou “plizta”, no jargão do site) para formatar seu estilo — explica Passos.
O internauta pode se cadastrar no Plizter ou usar suas credenciais do Facebook para criar uma conta. Logo que entra, um passo a passo o orienta. Passando o ponteiro do mouse sobre os produtos aparece o botão “Pliztar”. Um produto “pliztado” vai para o perfil do usuário e é mostrado também a quem o segue no site. É possível seguir e ser seguido por marcas e contatos no Facebook, por exemplo.
Os produtos podem ser filtrados por preço, marca, ou categoria (as existentes no momento são moda masculina e feminina, decoração, games, tecnologia e “incrível”), e há uma caixa de busca no canto superior esquerdo.
— Robôs de software pesquisam automaticamente sites de e-commerce e atualizam constantemente os produtos exibidos na página — diz Passos. — Já temos mais de 500 mil produtos disponíveis de 300 lojas cadastradas. Nossa expectativa é alcançar 1,5 milhão de usuários até o fim do ano.
Com escritório no Recreio e dez funcionários, a start-up pôs o Plizter no ar há pouco mais de duas semanas. No momento ela se concentra em ganhar escala, para depois investir em ações de monetização. O capital inicial veio de três investidores anjo. O montante não é revelado, mas está na faixa de R$ 200 mil a R$ 700 mil.
— Nosso plano para monetização é através de parcerias com marcas e campanhas que iremos fazendo ao longo do ano — afirma o executivo. — E recebemos uma porcentagem das vendas através de plataformas de afiliação de lojas.
Embora nitidamente de inspiração social, os links do Plizter levam diretamente às páginas de e-commerce, sendo diferente de outras iniciativas de social commerce que oferecem a experiência de compra diretamente numa mídia social (caso do Meu Shopping no Facebook). Mas uma vantagem do esquema é que ele tem um ambiente próprio para o compartilhamento de produtos, não necessariamente povoando o mural do Facebook com as ofertas (embora elas possam ser passadas para o Face e o Twitter também — basta clicar na foto do item fora do botão de “pliztagem” e aparecerá uma janela com opções).
SAN FRANCISCO — Fundada em 2005 pelo ex-engenheiro da Nasa Timothy Childs, a TCHO nasceu com o propósito de implantar métodos aplicados na indústria de tecnologia na produção de chocolate. No controle da fábrica, um aplicativo para iOS. Com iPhones e iPads, os funcionários da empresa verificam a temperatura das misturas, acompanham a linha de produção e ligam e desligam o maquinário.
— Nós queremos trazer o sabor que os nossos avós conheceram para a nova geração, fazer chocolate como as empresas de tecnologia fazem seus produtos. Isso é uma fábrica como qualquer outra, mas em vez de chips, fazemos chocolate — afirma Louis Rossetto, diretor executivo da TCHO, conhecido na indústria tech por ter fundado a revista Wired.
Instalada num galpão com cerca de três mil metros quadrados no píer 17 da baía de San Francisco, a planta tem capacidade de produzir três mil toneladas de chocolate anualmente. A TCHO faturou US$ 5 milhões em 2012 e, em pouco mais de sete anos de existência, já recebeu diversas premiações, incluindo o de melhor barra de chocolate das Américas, concedido pela International Chocolate Awards.
Rossetto explica que a qualidade do produto final é controlada desde a plantação do cacau. Diferente de outras empresas, que tratam o insumo agrícola como uma commodity, a TCHO montou parcerias com produtores peruanos. A iniciativa foi tão bem sucedida que ganhou apoio da ONU e foi replicado no Equador, na República Dominicana e em Gana. O Brasil, diz Rossetto, também é candidato a receber o projeto.
— Tudo o que fazemos, da plantação de cacau ao ponto de venda, é com o foco de entregar a melhor experiência ao consumidor — diz Rossetto.
Parceria com produtores rurais
Batizado de TCHOSource, o programa de parceria leva tecnologia de ponta às plantações de cacau. As condições climáticas que afetam o plantio, assim como os processos de fermentação e secagem das sementes são monitorados e avaliados para determinar a qualidade do produto e o sabor do chocolate.
Ryan Holmes, responsável pela confecção dos chocolates, explica que essas variáveis determinam o paladar do grão e, consequentemente, do produto final. Na TCHO, os sabores são alcançados sem a adição de flavorizantes. Na composição, apenas cacau, açúcar, leite e baunilha.
— As sementes ressaltam sabores diferentes dependendo do solo, chuva, temperatura de fermentação, entre outras variáveis. Nós monitoramos todas essas condições para determinar o sabor do chocolate. O ideal seria monitorar cada árvore individualmente. Pode ser que façamos isso um dia — afirma.







