» Publishers, Monetize your RSS feeds with FeedShow: More infos (Show/Hide Ads)
O Museu Nacional da Imprensa, no Porto, em Portugal, mantém uma prateleira com livros inscritos no site BookCrossing.
O site BookCrossing é o mais conhecido dentre aqueles que incentivam o “abandono” de livros para que sejam encontrados por outras pessoas. Você registra o livro, que recebe um número único. A pessoa que o encontra, em tese, entra no site e, através desse número, avisa que a edição foi encontrada. Assim, contando com a boa vontade de todos aqueles que encontrarem esses livros, você tem condições de saber por onde eles andam.
Eu e Júlia, que viajamos para lá e tivemos a oportunidade de conhecer as exposições desse museu, aproveitamos para levar dois livros, com o compromisso de enviarmos, do Brasil, outros dois que passariam a fazer parte da estante de BookCrossing. Acabo de colocar no correio os livros Timoleon Vieta Volta Pra Casa, de Dan Rhodes, e O Cabotino, do meu amigo Paulo Polzonoff Jr.
Existem diversos praticantes de BookCrossing espalhados pelo mundo. No Brasil, no momento, são 5803 contra 311 mil nos Estados Unidos. Confesso que a minha experiência e a da Júlia com o BookCrossing não foi muito animadora. Apesar de nossos livros estarem registrados no site, estarem etiquetados com o número único e as explicações, eles foram levados e não tivemos notícia deles.
Talvez por isso boa parte dos participantes prefira combinar o lugar onde vão abandonar os livros com outros praticantes, o que tira um pouco da graça da brincadeira. De qualquer maneira, o que vale é a ideia de fazer os livros circularem e serem compartilhados. Independentemente do site, experimente de vez em quando se desapegar de seus livros.
Posts relacionados
- Jornal Literário Imaginando – O pedido do colega Jackson Franco: “Prezado Alessandro: estamos lançando aqui em Recife o jornal Imaginando imagens em papel. Segue abaixo o link do jornal – agora também – virtual. Acesse-o e se achar interessante, espero que o divulgue”
- Projeto de digitalização salva parte de acervo português único no Brasil – Na estreita rua Luís de Camões, fica um prédio histórico que por vezes é confundido com uma igreja. Há quem se benza diante das cruzes que ornamentam sua fachada, sem perceber que a liturgia ali está ligada à literatura, e não a uma religião. Inaugurado pela Princesa Isabel, o prédio de estilo neomanuelino, em pedra lavrada, no centro do Rio, abriga o Real Gabinete Português de Leitura desde 1887, quando português se grafava com “z”. Sem dúvida, vale a visita. Mas de longe também se pode conhecer uma parte especial de seu acervo, único no País
- Det Kongelige Bibliotek – Biblioteca Real da Dinamarca – Arquitetura incrível
- Stolen Book: site com informações de livros roubados – A informação foi dada pelo Blogtailors: a International League of Antiquarian Booksellers criou um site com informações sobre livros roubados. Via Autores e Livros
- What the Naked Eye Cannot See (20 photos) – Imagens que trazem tudo aquilo que os olhos nus não conseguem ver
- Os Clichês que você NÃO encontra em “A Origem” – Acompanhe aqui a lista elaborada pelo Clichezando dos principais clichês que não aconteceram em Inception
- Salve a Casa do Caio Fernando Abreu – Casa do escritor gaúcho está a venda e um grupo de cidadãos vai tentar salvar o espaço
- Faça uma imagem para a frase “A Leitora Respira” – E apareça em um dos blogs mais legais sobre leitura
Posts relacionados
O artista Koshi Kawachi, de Tóquio, recentemente demonstrou sua técnica de “Manga Farming” usando velhos mangás nos quais faz crescer plantas. Nesta ocasião ele cultivou uma pequena colheita de rabanetes (se minha tradução da palavra “radish” não estiver equivocada) em uma instalação na loja de departamentos Matsuzakaya, em Nagoya. A dica veio do amigo Marco Carvalho e está no blog Pink Tentacle.








Posts relacionados
Abaixo, algumas das listas de dicas para aprimoramento do seu prazer de ler e escrever que publiquei ou linkei aqui no Livros e Afins desde a inauguração do blog. Você vai notar que dois ou três destes links levam a artigos de outros blogs:
- Como aprendi a gostar de ler com 11 atitudes simples de meus pais
- 9 dicas para ler todos os livros do vestibular em 30 minutos diários ou menos
- 21 dicas para conservar seus livros
- 10 dicas para você ler mais livros por ano
- Ler como objetivo e 5 dicas para que isso não seja uma obrigação
- 10 motivos para ler livros clássicos
- 10 motivos para ler livros atuais
- 12 dicas para aprimorar seu hábito de leitura
- Como aproveitar os feriados para ler MUITO mais livros
- 6 questões para saber se você deve guardar ou não um livro
- 8 métodos para ler um livro com mais eficiência
- 14 razões para você publicar sua obra na internet e não em um livro
- 15 exercícios para escrever melhor
- 8 exercícios divertidos para escrever melhor usando o seu livro favorito
- 9 modos simples de evitar erros de português e nunca mais passar vergonha
- 5 métodos infalíveis para que você nunca mais esqueça suas idéias
- 7 conselhos de Gabriel Garcia Márquez para escrever melhor
- A regra de ouro para o empréstimo de livros
- 13 sites de livros grátis
- 6 dicas para uma livraria aprimorar um atendimento fraco
- 16 idéias criativas para guardar seus livros e… 1 pesadelo de qualquer bibliotecário
Espero que seja útil e divertido.
Posts relacionados
Notável que eu tenha demorado tanto para ler A História Sem Fim, de Michael Ende. Notável também que se fale tão pouco dele e de seu livro. Quase todo mundo viu a versão para cinema, de 1984, de Wolfgang Petersen, que é um filme certamente encantador.
Facilmente, dando uma busca na internet, encontra-se o termo “A História Sem Fim” a associado a outros tais como “marcou minha infância”, referindo-se ora ao filme ora ao livro. É a história do menino Bastian Baltasar Bux que lê um misterioso livro que roubou de uma ainda mais misteriosa livraria. Ele – vivido por Barret Oliver, na época um jovem ator e hoje fotojornalista (fonte) – se vê tomar parte da história que lhe é narrada, salvando um mundo chamado Fantasia que, então, corre o risco de ser destruído por uma entidade chamada O Nada.
O filme
Mas garanto: o filme, embora seja excelente e me trazer boas lembranças, está muito abaixo do proposto por Ende. Tanto que, se o artigo da Wikipedia não estiver errado, ele processou a produção e, embora tenha perdido, conseguiu que tirassem seu nome dos créditos.
Apesar disso, repito, o filme é encantador – se quiser matar a saudade ou tiver curiosidade, há sites com cenas, fotografias e outros materiais.
Não são os efeitos visuais limitados da época que o colocam abaixo do esperado. Não é esse o motivo. Acontece que o roteiro tinha uma terrível tarefa e não conseguiu transmitir toda a força da mitologia criada por Ende. E eu, que costumo relevar quando a tela deixa de seguir a risca o que está na página, preciso admitir. Nesse caso fez diferença.
Ainda que, como os fãs de Ende querem, A História Sem Fim tenha direito a uma produção à altura de sua magnitude – a exemplo do que aconteceu com O Senhor dos Anéis, de Tolkien – é exigir demais de qualquer diretor a reprodução do poder que mora nas páginas desse livro.
Na verdade, isso vale para qualquer livro. Mas nesse caso, façamos um trato e elevemos esse teorema de impossibilidade à terceira ou à quarta potência.
Atreiú e Gmork na cidade abandonada
Como traduzir para os fotogramas o momento quando Atreiú – herói da história que Bastian lê – encontra Gmork, personificação do Nada, disposto a matá-lo, em uma cidade em ruínas?
Não há como reproduzir o diálogo a um só tempo filosófico, claro e simples – lembre que trata-se de um livro para “crianças” – sem se tornar enfadonho no cinema.
Os dois debatem, nessa hora, num diálogo em que rondam a morte e a desintegração – tal como quando Hamlet encontra a caveira de Yorick – sobre o que seria o Nada e como os seres de Fantasia ao serem consumidos por ele, indo ao mundo dos homens, se transformam em mentiras. Diz Gmork:
- Calma, pequeno louco, rosnou o lobisomem. Quando chegar a sua vez de saltar para o Nada, você se transformará também num servidor do poder, desfigurado e sem vontade prórpia. Quem sabe para o que vai servir. É possível que, com sua ajuda, se possam convencer os homens a comprar o que não necessitam, a odiar o que não conhecem, a acreditar no que os domina ou a duvidar do que os podia salvar. Por seu intermédio, pequenos seres de fantasia, fazem-se grandes negócios no mundo dos homens, desencadeiam-se guerras, fundam-se impérios…
Como é o caso do amor à terra natal, quando pervertido pelas tendências nacionalistas. Note que Ende é um dos autores de maior sucesso do pós-guerra na Alemanha.
Esse capítulo em especial é uma espécie de síntese do livro que, além de divertir, é claro, mostra como facilmente deixa-se de acreditar nas fantasias e passa-se a acreditar com ainda maior facilidade em mentiras.
A história de Ende demonstra assim como esses dois processos estão ligados.
Para voltar a esse tema, mas com uma outra abordagem, uma boa pedida é o livro de Salman Rushdie, Haroun e o Mar de Histórias, que foi uma forma de o escritor indiano explicar ao filho por que perdeu a liberdade de expressão.
A música tema
A música tema – que pode ser ouvida neste artigo sobre filmes da década de 80 – é inesquecível, apesar do teclado e dos arranjos característicos daquela época. Tenha um pouco de paciência com a bateria de karaokê porque a letra e a melodia demoram para começar. Muitos, como eu, sonharam voar sobre as nuvens, e sob essa melodia, nas costas do dragão da sorte Fuchur (no filme, chamado de Falkor).
A força das imagens
As imagens de Michael Ende são fortes. Elas se concretizam por assim dizer. O infinito e o eterno têm representações marcantes, dignas de um registro de Borges, escritor obcecado por esses temas.
Veja por exemplo a descrição das Montanhas do Destino:
Nesta região não se aventuravam nem os mais ousados alpinistas. Ou melhor: já fazia tanto tempo que ninguém as conseguia escalar, que ninguém se lembrava mais de quando isto acontecera pela última vez. Pois essa era uma das muitas leis imcompreensíveis de Fantasia: as Montanhas do Destino só podiam ser conquistadas por um alpinista quando aquele que o fizera pela última vez tivesse sido completamente esquecido e quando já não existisse nenhuma inscrição em pedra ou metal que desse testemunho do seu feito. Por isso, quem conseguisse levar a cabo tal proeza seria sempre o primeiro.
Uma idéia simultaneamente bela e angustiante. Aniquila qualquer desejo ou possibilidade de posteridade sem, no entanto, ser niilista. A história é cheia de coisas desse gênero.
Ação e descrição
Quando Ende descreve, você vê, você enxerga, e tais descrições, dinâmicas, se materializam nos olhos do leitor. Por outro lado, as passagens com mais ação não ficam borradas ou por demais estáticas. As letras têm movimento. E há muita ação.
Todo leitor, como se sabe, é uma espécie de cego e depende do bom trabalho do escritor, que serve de guia, assim como Virgìlio o foi para Dante na Divina Comédia. O escritor não deve deixar seu leitor perdido ou desorientado. Isso é o mínimo. Mas quando o passeio se torna divertido, saímos do terreno dos guias turísticos e entramos no território da Literatura com L maiúsculo, volutas e detalhes em dourado.
Uma curiosidade
Uma curiosidade, para quem ainda não leu o livro, é que os momentos em que as coisas ocorrem no mundo de Fantasia – isto é, quando lemos o que Bastian lê – as letras têm uma cor. Quando ocorrem no mundo de Bastian – e lemos o que ele não lê -, têm outra.
É mais ou menos o que acontece quando encontramos esse livro. Antes, o mundo tem uma cor. Depois, outra. Esse é o poder dos grandes livros. Transformar o mundo.
Não o mundo todo, mas o que está a nossa volta.
A não ser que o Nada já tenha nos tocado.
Serviço: compare preços do livro A História Sem Fim ou de outros livros de Michael Ende.
Posts relacionados
(este texto está sendo republicado; portanto, não repare na falta de atualidade de alguns fatos citados, apenas faça a gentileza de substituí-los mentalmente para os fatos irrelevantes debatidos incansavelmente durante esta semana; dá na mesma)
Jamil Snege é um escritor que aqueles não suficientemente ambientados ao meio literário ou ao meio político talvez desconheçam.
Autor de Como Eu Se Fiz por Si Mesmo e Viver é Prejudicial à Saúde, morreu em 2003 e possivelmente seja mais conhecido por seu talento no marketing político, embora seus maiores méritos fossem os literários.
Ele foi um dos principais responsáveis de famosas campanhas políticas no estado, mas os livros de Snege mostram que, muitas vezes, o talento individual supera em muito a sombra do talento exibido institucionalmente.
Ontem encontrei alguns trechos de uma entrevista dada por ele em um improvável texto – provável porque vi o papelucho onde o trecho estava escrito – redigido para uma missa em sua memória. A homilia, preparada pelo padre Paulo Botas, citava o seguinte, dito originalmente por Snege em entrevista publicada no número zero da literária Et Cetera:
Eu tenho uma dificuldade intrínseca de existir no mundo (…) dada a fragmentação com que vivemos nossas vidas. Somos todos pequenos atores de pequenas aventuras absolutamente irrelevantes. Já não existem grandes revoluções, grandes aventureiros, grandes estadistas. Nossa vida se inscreve hoje nesse gigantesco bric-à-brac do cotidiano. A grande autobiografia, hoje, seria aquela que desse conta da crescente mediocrização a que estamos sujeitos, seja através do embotamento do espírito crítico, da razão ou dos próprios sentimentos.
Imediatamente pensei em uma autobiografia como a de Bruna Surfistinha, mas ela é só o exemplo mais marcante dentre tantas autobiografias irrelevantes que se reproduzem por aí como amebas.
Também lembrei de arremedos de estadistas como Hugo Chávez, a emular o reizinho encarnado por Jô Soares na década de 80 (na época em que Jô Soares fazia algo que sabia fazer), a tentar censurar a imprensa de países vizinhos como o Brasil. Porém, Chávez também é daquele tipo que vem renascendo em profusão abaixo e um pouco acima da Linha do Equador, com discursos que parecem o eco de uma comédia sem graça cujas falas trazem a palavra povo em demasia e com a entonação errada. A entonação de um bobo que quer ser soberano. O tipo de modulação que, pior, ainda consegue enganar número suficiente de pessoas. Os ouvidos do mundo parecem mesmo embotados.
E, infelizmente, recordei também a já esquecida e intensa movimentação que houve em torno do caso Cicarelli, quando falava-se em boicotes tão irrelevantes como o que seria feito à MTV – que emprega a modelo que supostamente “censurou” o YouTube -, quando há coisas mais importantes a serem boicotadas e que talvez há mais tempo precisem de um boicote desse nível. Mas passam batidas.
As palavras também me lembraram que o mundo está repleto de aventureiros de livro dos recordes, competindo para ver quem cospe mais longe. A questão é que o cuspe não nos leva a lugar nenhum.
É isso o que Snege está dizendo.
Mas, na citação seguinte, vê-se que ele, mesmo ele – aparentemente um pessimista -, tem esperança:
Expor as próprias vísceras requer antes de tudo uma grande dose de coragem. Fazê-lo com uma certa ironia, com certo humor, sem, contudo, elidir do ser humano sua dimensão sagrada, exige uma imensa dose de amor pela humanidade.
Aqui e ali, deve haver uma autobiografia assim. Um parágrafo que seja. Uma linha.
Uma palavra que sintetize uma pessoa, todas as outras suas contemporâneas, todas as que a precederam e todas as demais que a sucederão.
Esta palavra é aguardada.
Posts relacionados
Como se você precisasse de 10 bons motivos para ler os clássicos além de eles serem potencialmente divertidos… mas a mania de estar na crista da onda faz com que cada vez mais se leia apenas livros da última década. Porém, há muita coisa boa para ler com mais de cem anos.
Schopenhauer era mais radical e dizia que não se devia ler nada com menos de 50 anos. Claro que reclamava por não ser lido. Afinal, seus livros ainda não tinham chegado a essa idade.
Enfim. O site Pick The Brain publicou uma lista de como os clássicos podem expandir sua mente. Claro que esses são os motivos do autor desse blog – eu tenho outros e você também deve ter os seus.
A lista está em inglês, mas traduzo muito livremente aqui:
- Aumente seu vocabulário: muitas palavras usadas em livros antigos não são comuns hoje em dia. Um vocabulário maior dá a você mais ferramentas para se expressar melhor, ainda que prefira usar as palavras cotidianas.
- Melhore sua redação: ao ler, ainda que inconscientemente – isto é, sem que você precise se preocupar com isso -, você absorve um pouco do estilo do autor.
- Melhore seu modo de falar: você agora terá um vocabulário melhor, uma redação melhor e, portanto, articula melhor os pensamentos. Se articula melhor o pensamento, articula melhor a fala.
- Tenha novas idéias: os clássicos, por definição, vem do passado, mas – ora – todo mundo está lendo os mesmos blogs, os mesmos best-sellers e as mesmas porcarias escritas no mês passado. As idéias contidas em um clássico são antigas, mas muitas vezes estão esquecidas. Um leitor criativo e crítico, saberá dar o verniz de originalidade e contemporaneidade a elas.
- Tenha perscpectiva histórica: o que é bom hoje, pode ser esquecido amanhã. Mas há uma razão para os clássicos terem permanecido tanto tempo por aí. Não dependa tanto da crista da onda.
- Divirta-se: não deixe que a linguagem antiga seja uma barreira. O melhor motivo para ler um livro é diversão. Há quem discorde, mas – para mim – as outras razões vêm depois.
- Sofisticação: nada mais fútil do que ler pensando apenas em enriquecer sua conversação com alguma citação esnobe, mas, enfim, se é o seu caso, nada como tirar da manga aquela frase famosa de Dom Quixote para arrematar um argumento.
- Ser mais seletivo: com o tempo você vai deixar de querer qualquer livro ruim. Por que perder tempo com porcarias, ou apostá-lo no incerto, se você já sabe o que é bom para você?
- Desenvolva uma voz distinta: se você lê blogs demais e clássicos de menos, tem desperdiçado a chance de ter um estilo que se destaque em relação ao de outras pessoas que trabalham com a palavra escrita.
- Aprenda idéias atemporais: existe uma crença errônea de que o novo é sempre melhor que o antigo e de que as idéias passadas não são aplicáveis ao presente. Muitas vezes, a novidade não passa da deturpação da antigüidade. Ao ler os clássicos, você entra em contato com conhecimentos que estão de acordo com aqueles que os criaram, sem que nada tenha sido suprimido, acrescentado ou alterado.
Posts relacionados
- Em primeiro lugar, busque o prazer de ler: ainda que seja uma leitura densa, dolorosa e triste, há prazer em compartilhar esses sentimentos todos em comunhão artística com o autor e os outros leitores. Descubra como ter a leitura como objetivo e manter o seu prazer.
- Tenha sempre um livro consigo: sempre surge a oportunidade de avançar na leitura de um livro, seja na fila do banco, no ônibus ou em algum outro momento inesperado. Atenção: não vá se tornar uma pessoa anti-social. Às vezes uma boa conversa pode ser melhor para passar o tempo. Para esse item, prefira livros pequenos, fáceis de carregar.
- Cuide de seus olhos: a não ser que você já domine o braille, vai preferir manter seus olhos em ótimo funcionamento. Esteja atento e faça exames periodicamente. Se precisar usar óculos, use. Fique bem informado sobre seus olhos.
- Tenha meios alternativos de leitura: a tecnologia fornece diversas alternativas para atualizar as leituras. Ler na tela do computador pode ser desconfortável, mas já existem formas de ler bons livros, um pouco de cada vez, recebendo pequenos trechos de cinco minutos por em seu email diariamente. Você sabia que até mesmo em seu celular você pode ler livros?
- Aperfeiçoe a sua leitura: de que adianta ler se você mal lembra da história um mês depois? Para ler um livro velho como se fosse novo? Bem, a idéia não é má e reler um bom livro sempre é bom, mas se você quer reter mais de tudo aquilo que lê, escolha uma maneira de fazer isso.
- Aprenda de uma vez por todas como funciona um agregador de feeds: vamos assumir que, se você está lendo este artigo, você lê blogs. Se lê blogs e ainda não sabe usar um agregador de feeds está muito atrasado e está perdendo tempo ao ter sempre que acessar os seus sites preferidos para saber se eles já foram atualizados ou não. Possivelmente, está perdendo até mesmo textos interessantes. E, muito provavelmente, de blogs que falam de livros, literatura ou que fazem literatura propriamente dita. Aprenda de uma vez a utilizar um agregador de feeds.
- Prefira livrarias com bom atendentes: nem sempre os vendedores de livrarias são as melhores pessoas para indicar livros, mas sempre há aquele profissional que se destaca. É aquele que conhece seus gostos e sabe indicar de forma certeira um livro de que você vai gostar. Ou ao menos lhe avisar quando aquela edição que você tanto espera chegou na loja. Em geral, essas pessoas estão nos sebos. Mas há também livrarias com profissionais assim como, em Curitiba, a do Chain e a, infelizmente fechada, do Eleotério.
- Saiba fazer pequenos reparos em livros: nem sempre vale a pena. Livros são feitos hoje como um produto qualquer e muitos não valem um centésimo da árvore de onde saiu sua celulose. Mas o bom leitor tem sempre uma ou outra edição rara ou feita com aquela arte que mais não há. Para esses, saiba fazer pequenos reparos e como secá-los no caso de molhados. Mas para evitar esses problemas…
- Saiba como guardar seus livros: a melhor maneira de conservar um livro é não o guardando, mas fazendo com que ele circule de mão em mão. O objetivo de um livro é conservar o conhecimento para que esse conhecimento se propague. Guardá-lo em uma estante para o resto da vida é o mesmo que queimá-lo. Mas se você não for capaz de tal generosidade, aprenda a conservar seus livros.
- Tenha ao menos um desafio para cada ano: escolha uma grande obra que ainda não tenha lido e comprometa-se a lê-la.
- Leia menos para ler mais: se você lê até o ponto de ficar cansado ou de passar os olhos sobre a página sem que se lembre ou tenha consciência do que acabou de ler, algo está errado. Você precisa aprender a parar de ler antes que isso aconteça para que seu horizonte de leitura se amplie e para que a leitura sempre esteja associada a uma atividade prazerosa. Lembre-se: para ler mais, leia menos, mas com mais qualidade.
- Saiba onde conseguir livros grátis: livros não são baratos. Você pode conseguir livros grátis na internet com facilidade. Ler na tela ainda é desconfortável, mas esteja ciente das mudanças tecnológicas. É possível que os eBook Readers se popularizem ou, então, alguma outra forma de leitura. Mudanças vão acontecer, não há dúvida. De outra forma, você estaria lendo ainda em papiros e tendo que aprender o funcionamento do livro, essa tecnologia tão recente.
Posts relacionados
A Paula, do Epinion, em seu artigo sobre o Sony Reader, leitor de livros eletrônicos da Sony, tocou em um assunto fora desse tópico, mas que considerei o mais importante desse texto. Mesmo pessoas que habitualmente são vistas com um livro na mão poderão em maior ou menor medida serem consideradas maus leitores.
Pensando nisso, e observando alguns pontos que a Paula assinala em seu texto, listei uma série de conselhos que podem ajudar a ler um livro com real efetividade. Conselhos que, admito, eu mesmo deveria seguir com mais freqüência. Se você observá-los, certamente vai entender o texto e lembrar do que leu com muito mais facilidade:
- Pesquise a vida do autor: antes de começar a ler um livro, principalmente um clássico, dê ao menos uma olhada em um artigo de enciclopédia sobre a vida do autor. Não precisa ser uma pesquisa longa. Saber a época em que ele nasceu, com quem o sujeito andava, quem eram os seus conterrâneos e contemporâneos já vai ajudar bastante.
- Pesquise a época em que o livro foi escrito: mesma coisa. Situe-se no tempo. Se você começar a ler um livro sem ter a noção do que se passava historicamente quando ele foi escrito será como se você começasse um vôo no escuro e sem decolagem. A situação histórica motivou o autor a escrever sua obra de um jeito e não de outro.
- Saiba onde o autor vive e como: se for um autor contemporâneo, pesquise rapidamente sobre o lugar onde ele vive. Vá ao mapa, coloque o dedo sobre a cidade em que ele nasceu. Acredite. Vai ajudar. Você sabe onde fica Lanzarote, nas Ilhas Canárias? Pois é. É onde José Saramago vive hoje.
- Leia uma sinopse: essa é controversa. Há quem não recomende. Deixo para que você opte. Mas em alguns casos, esse instrumento pode ajudar a preparar você para o que vai encontrar durante a leitura. Se você for uma pessoa crítica, saberá quando o autor da sinopse tiver se equivocado completamente. Mesmo nesse caso, a sinopse ajudará em seu entendimento.
- O livro anterior e o livro posterior: o autor teve outras obras? Qual veio antes e qual veio depois. Situar o livro na bibliografia do escritor é outra forma de entender aquilo que se vai ler.
- Com que outras obras o livro se relaciona: em uma época, mesmo que então não se perceba, os livros dialogam entre si e também com livros de épocas anteriores e posteriores. Descubra mais sobre isso e entender e lembrar o que você leu será muito mais fácil.
- Enquanto lê, escreva sobre o livro: tudo aquilo para que se dá um uso, ainda que subjetivo e íntimo, tem mais valor. Temos uma tendência a assimilar apenas as coisas a que damos valor. Escrevendo sobre o livro, ainda que apenas um parágrafo, você notará uma sensível diferença. O que ele significou para você? O que se passava em sua vida enquanto você o lia? Esse livro, agora, faz parte de sua própria biografia. Ele é importante. Desde que comecei este blog, lembro com mais facilidade dos livros que li.
- Anote no livro: essa eu considero a mais importante. Se você não gosta da idéia de escrever nas páginas de um livro, sugiro que compre dois. Um para guardar e outro para anotar.
Sobre essa última, nas palavras da Paula:
… se por algum motivo eu esquecer, basta voltar às páginas do livro e lá estarão todas as minhas anotações, pensamentos, trechos sublinhados…muitas vezes na outrora temível caneta azul. O livro é MEU, eu o tornei meu não só por pagar dinheiros por ele, mas também por colocar um pouco de mim nas suas páginas.
Pronto. Agora que você tomou todas essas medidas, pode começar a ler com a certeza de que lerá com a máxima eficiência.
Posts relacionados
Selecionei alguns livros eróticos para você. Talvez note que faltam obras de que certamente ouviu falar. Procurei listar apenas aquelas com que de fato travei contato e apenas as que tocaram-me não só aquelas partes acariciadas pelos livros habituais – a saber, sensibilidade e inteligência -, mas também outras partes, talvez mais sólidas e menos publicáveis.
Também evitei repetir autores. Assim, talvez algum de que você goste esteja por aqui, mas possivelmente falte aquela que é a sua obra preferida. Paciência, é apenas uma lista, algumas sugestões, e não um ranking. Se quiser acrescentar alguma coisa, é pra isso que a caixa de comentários existe. Fique à vontade.
Texto
- História de O – Pauline Reage
O livro inteiro é bom. No entanto, gosto mais de seu início que da metade que vem a seguir, talvez pela radicalização não do peso erótico, mas da idéia de entrega amorosa. Não consigo ver um relacionamento como a possibilidade de anulação do outro. E, a última vez em que li o livro, foi essa a idéia que ficou. - A Casa dos Budas Ditosos – João Ubaldo Ribeiro
Talvez a única forma de acreditar que foi João Ubaldo Ribeiro quem escreveu o livro é aceitar a versão de que ele é a transcrição de uma gravação anônima recebida pelo autor. A forma natural com que a suposta autora vê o sexo, nas suas mais perversas variantes, muito me agrada. - Filosofia na Alcova – Marquês de Sade
A educação e a transformação que ela causa, quando bem aplicada com as bases do prazer, são dois temas que muito me interessam.
Quadrinhos
- Valentina 65-66 – Guido Crepax
Um amigo já disse que ninguém desenha uma bunda como Crepax. Eu poderia indicar as diversas adaptações da literatura erótica feita por Crepax. Mas indico o seu personagem mais clássico. - A Arte da Palmada – Milo Manara
Outro autor que gosta de fazer adaptações da literatura. Seu estilo é mais natural, no entanto. - O Espinafre de Yukiko – Frederic Boilet
Alguns dizem tratar-se de mangá, mas acho que não. De interessante, o fato de ele usar a fotografia como base de seus desenhos. - Omaha, a Stripper – Reed Waller e Kate Worley
Os fãs dos furries vão gostar. Os personagens são meio animais, meio humanos.
Fotografia
- Roy Stuart – Roy Stuart
Em alguns momentos ele é elegante. Em outros, estranho. Em outros, bizarro. Tudo depende do limite de cada um. - Vlastimil Kula – Vlastimil Kula
Adepto da sutileza. Em vez de investir na luz que tudo revela, aposta na sombra, que mostra sem entregar a guloseima de bandeja aos olhos. - Fetish Girls – Eric Kroll
Até onde eu sei, Eric Kroll viajava pelo mundo para fotografar as mais variadas preferências sexuais. Este é um de seus mais celebrados trabalhos.
Revista
- Bizarre: The Complete Reprint of John Willie’s Bizarre, Vols. 1-26 – John Willie
Se o seu negócio são garotas amarradas, botas, couro, ilustrações old fashion e donzelas em perigo, este é o seu livro.
Serviço
Compare o preço de livros sobre sexo, literatura erótica e amorzinho gostoso.
Posts relacionados
Claro que o escritor Gabriel Garcia Márquez não se dirigia exclusivamente a quem escreve em um blog.
Muito provavelmente nem pensava nessas pessoas.
Mas certamente este sete conselhos servem para qualquer um que trabalha com a palavra, inclusive você.
- Uma coisa é uma história longa e outra coisa é uma história alongada.
- O final de um artigo deve ser escrito quando você estiver indo pela metade.
- O autor lembra mais facilmente como um artigo termina do que como ele começa.
- É mais fácil agarrar um coelho que um leitor.
- É necessário começar com a intenção de que se escreverá a melhor coisa jamais escrita, porque logo essa vontade diminui.
- Quando alguém se aborrece escrevendo, o leitor se aborrece lendo.
- Não force o leitor a ler uma frase novamente.
Encontrei no site Animarse a Escribir. Além dos conselhos de Gabriel Garcia Márquez, há as dicas de outros escritores. Se houver algum problema grave com a tradução um tanto livre que fiz, não deixe de me avisar.
Posts relacionados
- Por que parei de dizer que pratico Yôga – Porque quando você diz a palavra Yôga é como se você dissesse uma palavra mágica que faz com que as pessoas entendam tudo o que você disser a seguir de maneira errada. Fato.
- Ferreira Gullar e a sinergia – Autor se referiu a poesia de alguém como algo que tem “sinergia”. What?
- The Deader The Better – Curta metragem inspirado nos clássicos de filme de terror b
- Por que crucificaram os Ultramen – Quando eu vi o post, pensei que fosse fake. Mas aí cliquei no link do vídeo. Deve ser o mesmo tipo de relacionamento que nós temos com as religiões orientais
- Thom Yorke aconselha novos músicos a não se prenderem às grandes gravadoras – “Quando a indústria corporativa morrer, não será uma grande perda para o mundo”, disse o vocalista do Radiohead
- Blog com papéis de carta de pessoas/marcas/empresas famosas – Muito legal. Compartilhado pelo @felipemiguel
- Dez regras sobre humor – É uma lista bem humorada
- Para Deputado, os não-nascidos valem mais que as mulheres vivas – Mais um pouco e voltaremos a queimar as bruxas
- A cena do estádio em “O Segredo de Seus Olhos” – Não bastasse o enredo, o roteiro, as atuações e os diálogos, há essa cena impressionante. Saiba como ela foi feita
- E-readers da Positivo: com Aurélio e sem rede, o Alfa está chegando – O leitor da Positivo trabalha com os formatos ePub (um formato aberto que está entre os mais usados no mercado), pdf, html e txt
Posts relacionados
Encontro no livro Do Universo à Jabuticaba, de Rubem Alves, uma citação de Kolakowski:
A filosofia do bufão é a filosofia que, em cada época, denuncia como duvidoso aquilo que parece inabalável. Declaramo-nos a favor da filosofia do bufão – aquela atitude de vigilância negativa frente a qualquer absoluto. Declaramo-nos a favor dos valores anti-intelectuais inerentes numa atitude cujos perigos e absurdos conhecemos muito bem. É uma opção por uma visão de mundo que oferece possibilidades para uma reorganização vagarosa e difícil daqueles elementos que, em nossa ação são so mais difíceis de serem organizados: bondade sem que isto signifique tolerar tudo, coragem sem fanatismo, inteligência sem apatia, e esperança sem cegueira. Todos os outros frutos da filosofia são de importância secundária.
Mais à frente, Rubem Alves nos fala do bobo da corte:
Em tempos antigos, segundo consta, quando os reis se reuniam com seus ministros graves e sérios, havia o Ministro do Riso, chamado bobo da corte. Essa expressão “bobo da corte” é enganosa. Porque a palavra “bobo”, na linguagem comum indica um tolo, que não entende o que se diz e que fala coisas sem sentido. Mas o “bobo da corte” é uma pessoa com a inteligência afiada para cortar as tolices das falas solenes das reuniões dos ministros. O bobo da corte é aquele que mostra a nudez e a vergonha do poder. Assim, como medida de proteção, ele tinha direitos que não eram dados a nenhum dos ministros sérios. Ele tinha permissão para fazer piadas sobre o próprio rei.
“Não é com o ódio que se mata, mas com o riso.” (Nietzsche).
Assim, acho justo prevenir o leitor: não confunda Kolakowski com Kalashnikov. Este é russo e aquele é polonês. Alguns governos confundem.
Posts relacionados
Fiz este post para que as pessoas que estão desesperadas ou ansiosas com o desaparecimento do livro frente aos eBooks, e Readers ou seja lá que nome dão ao aparelho.
Nem o livro como você já o conhece vai desaparecer nem o eBook deixará de fazer sucesso. Haverá espaço para os dois.
Em tempos de mp3 e outras tecnologias, ainda há espaço para empresas importantes lançarem toca-discos. As tecnologias passadas e as novas convivem. É sinal de sofisticação:
Trata-se do Crosley Oval USB Turntable. Ele é compatível com PC ou Mac e vem com software que converte, sem complicações, os discos de vinil em arquivos de música digital. A turntable tem duas velocidades, 33 1/3 e 45 RPM, para que você possa converter até aqueles velhos compactos 45.
(via Digital Drops)
Posts relacionados
O livro Voyage to the Heart of Matter, de Emma Sanders, apresenta o Large Hadron Collider, o grande colisor de hadrons, em versão popup.
O recurso narrativo, em que as imagens saltam das páginas, graças a dobraduras e recortes habilmente preparados pelo artista, ajuda a explicar a estrutura que, até pouco tempo atrás, era bastante polêmica, chegando a ser chamada de “máquina do fim do mundo”.
A autora levou dois anos para recriar em papel e páginas a estrutura e contou com a ajuda do especialista em pop-ups Anton Radevsky.
Veja o vídeo:
(via Make)
Posts relacionados
Perguntei no Facebook e no Twitter como – sendo tão impopular como demonstram os Trending Topics do Twitter, com os termos CALA BOCA GALVAO em primeiro lugar – Galvão Bueno conseguiu ocupar o posto de locutor esportivo mais importante do país.
Para quem chegou agora, os termos CALA BOCA GALVAO (assim mesmo, em caixa alta), estão há dias entre os mais tuitados. Até pouco tempo, os usuários de outros países achavam que se tratava de uma campanha para salvar passarinhos ou um novo clipe da Lady Gaga.
Sobre a suposta impopularidade de Galvão Bueno, o amigo Alexandre Montagna deu uma resposta interessante:
Já sabemos através de “pesquisas” – e através de observações – que a maior parte das manifestações são de quem NÃO gosta de algo. A média era mais ou menos assim: quando 1 pessoa gosta de algo, fala bem deste algo para mais 1 ou 3 pessoas; por outro lado, quando 1 pessoa NÃO gosta de algo, compartilha seu desgosto com outras 6 ou até 36. São números da década de 80-90 e perfeitamente discutíveis, pois são de “pesquisas”. Mas considerando ela como cabível e próxima da realidade, percebemos que, com a internet, os números de reverberação para o desgosto podem chegar a 1000 ou mais, pois é muuuuito mais fácil espalhar uma informação hoje. Eu mesmo, sou um contribuinte do primeiro grupo. Gosto do Galvão (apesar de seus balões) e acho familiar e nostálgico começar um jogo da Seleção com aquela tradicional e aconchegante frase “Bem, amigos da Rede Globo!” e outras frases ditas pela voz que conhecemos há tanto tempo. Outro ponto sobre o assunto: muita gente que gosta do Galvão (e outras que nem mesmo o conhecem) também contribuiu para mantê-lo na lista dos Trending Topics do Twitter, então os TT’s não querem dizer algo no ‘grosso modo’. Para auferir conclusões com os TT’s, devemos interpretá-los nas nuances, pois até mesmo o escritor Paulo Coelho brincou com uma frase que foi extremamente retuitada e certamente foi uma contribuição de peso para manter o “CALA BOCA GALVAO” no topo dos tuítes. Entretanto, duvido muito que o Coelho desaprove o Bueno para ser o locutor dos jogos da Seleção. Em minha opinião, está mais para bom humor do que real reprovação através de humor cáustico. Finalmente, minha conclusão é que quem se sobressai e se mantém famoso por muito tempo SEMPRE é impopular. Até a coitada da Sandy, com sua vida na boa e na paz, tem legiões de membros em comunidades tipo “Eu odeio a Sandy!” Durma-se com um barulho desses.
Embora, como Alexandre Montagna mesmo reconheceu, a informação não venha de pesquisas confiáveis, basta acompanhar o Twitter por 10 minutos para perceber que as pessoas gostam de usá-lo mais para reclamar de algo do que propriamente fazer um elogio a seja lá o que for. E o quanto essas reclamações encontram eco entre aqueles que dela se condoem.
Assim, é sempre saudável, antes de aderir ao comportamento de manada, refletir sobre aquilo que você realmente pensa.
Por outro lado, não se pode discutir sobre o quanto o CALA BOCA GALVÃO se tornou um impressionante fenômeno de mídia:
Posts relacionados
Para participar do sorteio do livro A Princesa de Gelo, de Camila Läckberg:
- Siga meu perfil no Twitter: @alessandro_m
- Tuíte ou retuíte a seguinte mensagem: Para participar do sorteio do livro A Princesa de Gelo siga @alessandro_m e dê RT http://migre.me/Ooqm
Vou sortear o livro na quarta-feira, dia 16 de junho de 2010, por volta das 18h, através do site sorteie.me.
Sobre o livro:
A autora Camilla Läckberg acaba de receber a coroa de nova rainha do crime. Seus livros vêm desafiando os leitores pelo mundo todo com tramas originais e mistérios além da imaginação. Traduzida em mais de dez idiomas, a jovem Camilla Läckberg é presença constante nas listas de best-sellers. Por onde passa, esse fenômeno da literatura policial arrebata milhares de fãs. Seu reinado começa no Brasil com este A Princesa de Gelo, primeira aventura de Erica Falck, uma biógrafa que encontra seu passado mergulhado num lago gelado de sangue. A história leva o leitor a acompanhar os passos de Erica e descobrir por que grandes segredos permaneceram tanto tempo escondidos e como o silêncio pode matar a alma. Uma trama que mostra por que Camilla Läckberg é considerada a nova Agatha Christie.
Posts relacionados
Ao ver que o Estatuto do Nascituro está indo tão longe, me pergunto sobre até que momento os nossos legisladores – municipais, estaduais e federais – continuarão a cuidar questões éticas e morais de nossa vida quando, individual e coletivamente, demonstram não ter a menor competência nessas áreas.
Cotidianamente.
- Estatuto do nascituro, aprovado, proíbe aborto em qualquer hipótese: ao que parece ainda não passou pelo Congresso e o presidente da república ainda pode vetá-la
Cito o texto linkado:
Pois bem, o tal Estatuto define o nascituro como portador de direitos desde “a concepção”. (…)
Essa definição não apenas dificulta uma futura legalização do aborto por decisão da mulher, como acaba com as duas possibilidades legais hoje existentes. Provalvemente, terá também repercussões para as pesquisas com células-tronco de embriões.
A autora do projeto, a deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), defende sua posição alegando que “a criança não pode pagar pelo erro dos pais.”
Embora essa declaração tenha a grandeza de um embrião (um pouco menor, quem sabe) e a sabedoria do senso comum a escoltá-la, sou obrigado a concordar com a deputada: o erro dos pais, porém, foi obviamente o voto nas últimas eleições. O erro, aliás, das últimas gerações.
Seria mais produtivo se os nobres deputados votassem leis de real impacto, então, sobre os tais erros.
Por exemplo: pessoas efetivamente alfabetizadas, bem educadas, saudáveis economica e fisicamente cometem menos erros, seja escolhendo a hora certa de engravidar seja escolhendo melhores políticos para governar e legislar.
No entanto, em vez de cuidar de questões macro, abrangentes e efetivas, nossos deputados e senadores preferem cuidar do útero de nossas mulheres. Com um pouco de imaginação, podemos chamar isso de estupro ético.
O próximo passo é cuidar dos intestinos, talvez. Do que entra e sai deles, quem sabe. Acredite. Não estamos longe disso.
Na prática, a situação, então, continuará a mesma: a mulher que puder continuará pagando por uma boa clínica para fazer seu aborto e aquela que não – aquela que mais precisaria da assistência do estado – continuará pagando por uma má clínica ou apelando para recursos ainda mais medievais. A situação até piora se considerarmos os casos de estupro ou má-formação. A mulher sempre será a maior mártir dos falsos moralismos.
E os caros legisladores estarão sossegados, pois cumpriram o seu papel, cuidando para que as coisas continuem como sempre foram. Piorando um pouquinho sempre que possível.
Posts relacionados
Obviamente não é um livro para ser lido. É uma banqueta que, quando dobrada, tem o aspecto de um.
Mas não deixa de ser uma boa idéia para livrarias, bibliotecas públicas ou mesmo para colocar próxima a sua prateleira, a fim de folhear mais confortavelmente algum volume enquanto escolhe qual será sua próxima releitura.
Encontrei no blog Book Patrol. O projeto é do designer Darris Hamroun e se chama Take a Seat.
Posts relacionados
Encontrei no English Russia algumas páginas de uma antiga edição de O Hobbit, de Tolkien.
O post faz alguma confusão, dizendo que se trata de uma edição de O Senhor dos Anéis. Mas numa rápida olhada é possível identificar o nome, mesmo em cirílico. Além disso, na capa, pode-se ver o personagem principal, Bilbo, e o dragão Smaug, um dos principais antagonistas da narrativa.
Gostei bastante da arte da impressão e das gravuras que ilustram a publicação.
Coloquei aqui apenas 6 imagens, mas recomendo que vá ao site pois lá há quase 40.


















