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Date: Friday, 18 Apr 2014 12:58

RIO – Depois de pouco mais de sete meses no espaço, a sonda da Nasa Ladee (sigla em inglês para “explorador do ambiente atmosférico e de poeira lunar”) se chocou na madrugada desta sexta-feira contra a Lua, três dias antes do inicialmente previsto. Lançada em setembro de 2013, a Ladee já tinha completado sua missão primária, colher dados sobre a estrutura e composição da tênue atmosfera do satélite e a poeira levantada de sua superfície, no mês passado, e, desde então, os cientistas da agência espacial americana vinham reduzindo a altitude de sua órbita em busca de mais detalhes sobre o tema.

No último dia 11, os controladores da missão no Centro de Pesquisa Ames da Nasa, na Califórnia, realizaram a última manobra de mudança de altitude da sonda, levando-a a sobrevoar a Lua a apenas 3,2 quilômetros de sua superfície. Nesta segunda fase da missão, um dos maiores desafios era saber se a Ladee sobreviveria ao longo eclipse lunar da madrugada da última terça-feira, já que ele bloqueou a luz solar usada para fornecer energia, carregar as baterias e aquecer a sonda, o que acabou acontecendo. Mas a manobra também pôs a Ladee já em uma trajetória descendente que a levou cada vez mais perto das paredes das crateras e montanhas da Lua, contra uma das quais provavelmente colidiu nesta madrugada.

Author: "Cesar Baima"
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Date: Wednesday, 16 Apr 2014 20:55

AUSTRÁLIA - O vai e vem da moda da barba pode ser guiado pela teoria da evolução de Charles Darwin. É o que sugere um novo estudo realizado em Sydney, na Austrália. Quanto mais homens com pelo no rosto, menos atraentes elas se tornam. Isso dá aos bem barbeados uma vantagem competitiva no momento em que os pelos estão em alta, dizem os cientista. O estudo foi publicado na revista “Biology Letters”, da Royal Society.

No experimento, mulheres e homens foram convidados a avaliar faces diferentes, com quatro níveis padronizados de barba. E o resultado apontou que tanto os rostos barbeados quanto os barbudos foram considerados mais atraentes à medida que eram mais raros. O padrão destes resultados reflete um fenômeno evolutivo: a vantagem competitiva, ou seja, a vantagem de traços raros. Os cientistas da Universidade de New South Wales foram os responsáveis pelo estudo. Eles recrutaram voluntários por meio do Facebook.

- Barbas espessas grandes estão de volta com tudo. A ideia é que, talvez, as pessoas sigam a tendência de copiar o George Clooney e o Joaquin Phoenix, que usam esse visual. Por isso, estamos vivendo o pico de homens barbudos - disse à BBC News o professor Rob Brooks, um dos autores do trabalho.

Esse chamado “pico” teve seu clímax quando pessoas em profissões que não estavam associadas ao queixo peludo - como banqueiros, estrelas de cinema e jogadores de futebol - passaram a aderir a tendência. Segundo o cientista, isso pode estar ligado à ultima crise financeira, em 2008.

- Eu acredito que um dos motivos para que as barbas tenham voltado é o fato de estarmos em um tempo difícil - disse o professor.

No experimento, 1.453 mulheres e 213 homens foram convidados a avaliar a atratividade de diferentes amostras de rostos de homens. À alguns, foi mostrada uma maioria de barbudos; outros, viram rostos barbeados; e um terceiro grupo, viu a estranha mistura de todas as variedades - bem barbeado, barba rala e barba cheia.

Tanto as mulheres como os homens julgaram as barbas completas mais atraentes quando elas eram mais incomuns. Da mesma forma aconteceu com os rostos barbeados. A preferência depende da chamada frequência negativa. Portanto, ela pode contribuir para a mudança da moda, concluiu Brooks.

Author: "O GLOBO"
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Date: Wednesday, 16 Apr 2014 17:28

LONDRES - Você gosta de dormir de conchinha ou geralmente acorda do outro lado da cama, de cara para a parede? Uma nova pesquisa mostra que a posição durante o sono com o parceiro revela muito sobre o relacionamento. E a chave é a distância entre os corpos, de acordo com as 1,1 mil pessoas entrevistadas.

Parceiros que dormem bem pertinho, a uma distância de 2,5 cm, são mais felizes que aqueles que ficam mais de 70 cm separados. Casais que fazem contato físico durante a noite estão em melhores condições que os que não se tocam.

A pesquisa, publicada nesta quarta-feira no Festival Internacional de Ciência de Edimburgo expande o trabalho do psiquiatra Samuel Dunkell.

Segundo ele, pessoas que dormem na posição fetal são mais suscetíveis à indecisão, ansiedade e críticas. As que preferem a posição semifetal são conciliadoras, passíveis de comprometimento e dificilmente tomavam posições extremas. Aquelas em posição “real” (de barriga para cima) tendem a ser confiantes e expansivas. E as que preferem dormir de bruços mostram tendência à rigidez e perfeccionismo.

O estudo constatou que 42% dos casais dormiam de costas um para o outro; 31% com o rosto apontando para a mesma direção e apenas 4% face a face. Cerca de 34% se tocavam durante o sono e 12% passavam a noite a menos de 2,5 cm de distância, enquanto 2% dormiam mais de 70 cm separados.

Daqueles que adormecem juntos, com contato corporal, os que estão face a face tendem a ser mais felizes que os “de conchinha”, com o rosto apontando para a mesma direção ou olhando para direções opostas.

Entre os que não se tocam, o maior número de casais felizes olha no mesmo sentido — sobretudo aqueles que dormem de costas ou de frente para o outro.

Author: "O Globo"
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Date: Wednesday, 16 Apr 2014 13:26

WUPPERTAL - O urso polar Anori brinca na piscina do zoológico de Wuppertal, na Alemanha, nesta quarta-feira. Com a chegada da primavera as temperaturas no país chegam aos 19 graus Celsius, os ursos precisam de mais cuidados — é a época também de acasalamento da espécie.

Anori tem 2 anos e é irmão do urso Knut, urso polar que morreu em 2011 em decorrência de problemas cerebrais e gerou comoção, uma multidão prestou homenagem em seu enterro. Quando nasceu, Knut foi rejeitado pela mãe e seu tratador acampava no zoológico para dar mamadeira ao filhote a cada duas horas. A história ganhou o mundo e, Knut, um fã-clube.

Author: "O Globo"
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Date: Wednesday, 16 Apr 2014 10:00

RIO – Localizada a 7,3 mil anos-luz da Terra na direção da constelação do Centauro, a nebulosa Gum 41 é um berçário estelar no qual a radiação emitida pelas quentes estrelas recém-nascidas fazem brilhar em um tênue tom de vermelho as nuvens de hidrogênio que restaram de seu processo de formação. A olho nu, mesmo um hipotético astronauta que atravessasse estas nuvens teria dificuldades em notar este brilho, mas para os poderosos “olhos” do telescópio de La Silla, do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile, ele é bem aparente.

Na imagem, os cientistas do ESO combinaram diversas observações feitas com a câmera grande angular do telescópio usando filtros azuis, verde e vermelhos, além de um filtro especial desenhado especificamente para destacar a tênue luz emitida pelo hidrogênio energizado pela radiação das estrelas. A Gum 41 é parte de uma estrutura ainda maior, conhecida como Nebulosa Lambda Centauri, que brilha em diversos tons de vermelho também em razão da radiação de estrelas recém-nascidas na região, formando um desenho de uma ave que levou algumas pessoas a darem a ela o apelido de “Nebulosa da Galinha Fugitiva”.

Author: "Cesar Baima"
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Date: Wednesday, 16 Apr 2014 09:00

BRASÍLIA E RIO - A demora na ratificação de tratados internacionais no país pode levar o Brasil a perder a chance de se juntar a um centro de referência mundial em astronomia. Até o momento, o Congresso não ratificou e, portanto, o Executivo não sancionou o acordo para adesão do país ao Observatório Europeu do Sul (ESO), maior consórcio de observatórios astronômicos do mundo.

O acordo, assinado em dezembro de 2010 pelo então ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação Sergio Rezende, prevê o desembolso total de € 270 milhões (cerca de R$ 830 milhões) ao longo de dez anos. No entanto, até o momento não saiu um único tostão dos cofres públicos, já que o texto está parado na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

Apesar da lentidão e da situação de “inadimplência” do Brasil — o primeiro país fora da Europa a concordar em se juntar ao ESO como Estado membro —, desde o fim de 2010 os astrônomos brasileiros foram autorizados a propôr projetos de utilização do conjunto de telescópios e equipamentos instalados no Chile em igualdade de condições com os cientistas dos atuais Estados membros do consórcio. Por outro lado, a não ratificação do acordo poderá impedir a participação de empresas brasileiras nas licitações para a construção de infraestrutura e compra de novos equipamentos pela instituição.

— Por estarem próximas do Chile, as empresas brasileiras têm mais chances de ganhar as concorrências para as obras e as compras do observatório. Estima-se que 75% do valor investido no consórcio retornem ao país na forma de contratos, pesquisas e nova tecnologia — disse o gerente executivo de Comércio Exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Diego Bonomo.

Busca por vida fora da Terra

Bonomo destacou, por exemplo, que os pagamentos prometidos pelo Brasil acelerariam a construção do European Extremely Large Telescope (E-ELT), que será o maior telescópio do mundo e está orçado em € 1 bilhão (R$ 3,07 bilhões). Com um espelho de 39 metros de diâmetro, o instrumento poderá captar 100 milhões de vezes mais luz que o olho humano e será ao menos dez vezes mais poderoso que os principais telescópios hoje em operação. Com ele, os cientistas esperam estudar a atmosfera e encontrar os primeiros sinais de vida em planetas extrassolares, isto é, que orbitam outras estrelas que não o Sol, além de ajudar a responder mistérios sobre a origem do Universo e a natureza da matéria e da energia escuras. Ficar de fora destas importantes pesquisas preocupa a comunidade científica brasileira.

— Não quero nem pensar nessa possibilidade, pois chegamos tão perto. Das quatro comissões que estão na Câmara, o texto já foi aprovado em três delas — disse a presidente da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), Adriana Válio.

Para o astrofísico José Leonardo Ferreira, do Instituto de Física da Universidade de Brasília (UnB), a entrada do Brasil no ESO vai permitir um salto de qualidade do país no que se refere à utilização de grandes observatórios e laboratórios. Ele lembrou, porém, que o governo brasileiro já tem acordos em outros projetos com os Estados Unidos e nações europeias.

— Esse seria mais um passo importante para a comunidade científica brasileira. O Brasil não pode perder esse filão — ressaltou Ferreira.

Missão empresarial

A presidente da SAB explicou que é preciso incluir alguma verba, mesmo que simbólica, no texto do acordo que está na Câmara. Todavia, consultado pelo GLOBO, o Ministério do Planejamento informou que desembolsos só serão previstos no Orçamento quando o acordo, ainda apenas um protocolo de intenções, for ratificado pelo Congresso e sancionado pela Presidência.

Procurado, o relator da matéria na Comissão de Finanças da Câmara, deputado Afonso Florence (PT-BA), não retornou as ligações até o início da noite de ontem.

Enquanto aguarda uma definição do processo, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) está de olho nos potenciais negócios gerados pela adesão do Brasil ao ESO e organiza uma missão de empresários dos setores aeroespacial, construção civil, eletroeletrônico e equipamentos óticos, além de parlamentares envolvidos no processo, a um dos observatórios do consórcio na região de Paranal, no Deserto do Atacama.

Um dos objetivos é ver de perto equipamentos avançados como o Very Large Telescope (VLT). O VLT é formado por quatro telescópios com espelhos de 8,2 metros de diâmetro cada que podem atuar de forma independente ou em conjunto, sendo capaz de ver o equivalente a faróis de um carro na Lua.

Colaborou Cesar Baima

Author: "Eliane Oliveira"
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Date: Wednesday, 16 Apr 2014 09:00

O Tyrannosaurus rex era o dinossauro mais durão e temido da pré-história. Os braços pequenos sempre foram um mistério, mas cientistas agora mostram que esses membros nunca fizeram falta para o predador, porque ele tinha pescoço e cabeça poderosos.

Esses carnívoros gigantes tinham braços bastante parecidos com as garras de pássaros modernos. Portanto, foi estudando como as aves se alimentam que Eric Snively, da Universidade de Wisconsin–La Crosse (EUA), conseguiu analisar como esses dinossauros caçavam suas presas.

- Analisamos uma série de aves de rapina e documentamos seu comportamento - afirmou à “New Scientist” o pesquisador. - Existe uma forte possibilidade de que os tiranossauros se comportassem da mesma maneira.

Snively colocou eletrodos em dezenas de pássaros de dez diferentes espécies, desde galinhas domésticas a águias americanas. Isto possibilitou que ele identificasse o músculo específico que se movimentava em cada estágio da alimentação.

O pesquisador descobriu que pássaros geralmente levantavam sua cabeça e fixavam a visão na presa antes de atacar. O tiranossauro tinha a maioria dos mesmos músculos, o que sugere que ele poderia se movimentar de forma semelhante.

Author: "O GLOBO"
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Date: Monday, 14 Apr 2014 18:12

ROMA - Na próxima semana Roma comemora oficiais 2767 anos — conforme a tradição os irmãos Remo e Rômulo fundaram a cidade em 21 de abril do ano 753 aC. Neste domingo, no entanto, evidências de uma construção datada de mais de cem anos antes foram encontradas por arqueólogos, segundo o jornal “Il Messagero”.

A parede, feita de blocos de tufo vulcânico, parecia ter sido construída para canalizar a água de um aquífero sob o monte Capitolino, que deságua no rio Spino, um afluente do rio Tibre. Em torno do muro, os arqueólogos encontraram peças de cerâmica e restos de comida.

- O exame da cerâmica foi crucial e nos permitiu fixar cronologicamente a parede entre o século IX e o início do século VIII - disse Patrizia Fortini, responsável pela escavação.

Já se sabia que o estabelecimento de Roma foi um processo gradual e que a data de sua fundação foi inventada por um escritor anos mais tarde. Há evidências de pessoas que chegaram no monte Palatino no século X aC.

A descoberta parece mostrar que a construção em pedra começou mais cedo do que a anteriormente estabelecida. A descoberta foi feita perto do Lapis Niger, um santuário que mais tarde romanos associados com primórdios sua cidade. O site inclui um bloco de pedra que leva a mais antiga inscrição encontrada em Roma.

Author: "O Globo"
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Date: Monday, 14 Apr 2014 14:21

RIO - Um eclipse lunar total, quando a Terra fica entre o Sol e a Lua, acontecerá na madrugada desta terça-feira e poderá ser visto em todo o Brasil. No Rio e outras regiões que seguem o horário de Brasília, o fenômeno começa à 1h54, quando a Lua entra na penumbra da sombra projetada pela Terra no espaço, mas esta fase pouco se pode perceber. Só depois de uns 45 minutos, quando a Lua já estiver pelo menos 70% dentro da zona de penumbra, poderá se notar uma sutil perda de brilho,

Já a partir das 3h, porém, o satélite ingressará na umbra, a área de sombra propriamente dita de nosso planeta, começando a ganhar a característica cor avermelhada até o eclipse atingir sua totalidade, por volta das 4h06, e o auge, aproximadamente às 4h45 e melhor momento para observação. O eclipse também poderá ser visto no Leste da Ásia, Leste da Austrália, EUA, Canadá e restante das Américas, assim como de pontos nos oceanos Atlântico e Pacífico.

O mau tempo no Rio, no entanto, deverá impedir que os cariocas observem diretamente o fenômeno. Mas quem mesmo assim quiser acompanhar o eclipse poderá fazê-lo pela internet. O observatório Slooh irá transmitir ao vivo o eclipse a partir das 3h no horário de Brasília, usando telescópios espalhados da cota da África aos EUA. Quem entrar na página mais cedo, porém, poderá aproveitar ainda para acompanhar a partir das 23h Marte enquanto o planeta vermelho chega ao ponto de maior aproximação da Terra desde 2012.

Author: "O Globo"
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Date: Sunday, 13 Apr 2014 11:00

Fábio Santos sabe que não pode dormir menos que seis horas e 45 minutos ou mais que sete horas e 15 minutos a cada noite, pois fica cansado ou lento demais no dia seguinte. Sabe também que desperta menos vezes na madrugada quando, antes de se deitar, toma um pouco de mel e lê livros de ficção ou espirituais. Ele conhece ainda o número exato de passos que deu durante o dia e estatísticas de como seu humor é afetado pela alimentação. Santos afirma não ser vítima de um transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) qualquer que o obrigue a contar cada aspecto da sua vida. Isso ele deixa a cargo da tecnologia.

O programador de 33 anos é moderador da única comunidade no Brasil do movimento “Quantified Self” (algo como “eu quantificado”), tendência surgida nos Estados Unidos que estimula seus adeptos a mensurar praticamente cada hábito do cotidiano a fim de maximizar o bem-estar - espécie de estratégia hacker aplicada ao corpo.

A ideia surgiu num blog do jornalista americano Gary Wolf, em 2007, e evoluiu, ganhando uma verdadeira rede social presente em mais de 40 países. A expansão do fenômeno se deu simultaneamente à emergência de tecnologias responsáveis justamente por monitorar o corpo, seja através de aparelhos eletrônicos para “vestir”, seja por meio de aplicativos de smartphone.

Santos, por exemplo, é usuário da pulseira Fitbit Flex, uma tira de borracha com sensor embutido que conta passos, estima o gasto calórico e analisa a qualidade do sono. Todos esses dados são sincronizados com um site na web, de onde podem ser extraídos e “analisados”. O programador já experimentou relacioná-los, por exemplo, com os do site Moodscope, que classifica o humor do usuário por meio de algumas interações e provê estatísticas que ajudam a saber, por exemplo, o que costuma deixá-lo triste ou irritado. Quando vivia nos EUA, ele também pagou US$ 99 para que a empresa 23andMe - criada pela ex-mulher de Sergey Brin, fundador da Google - lhe desse informações sobre seu genoma.

- A quantificação dos hábitos acaba trazendo para a superfície a necessidade de mudanças no comportamento. Eu quero acompanhar meu comportamento para chegar ao bem-estar, e isso afeta vários aspectos da vida - explica ele, que mora no Rio, onde está baseada a comunidade brasileira.

Fenômeno sai do nicho

São 70 os participantes ativos da comunidade carioca, e já houve oito encontros presenciais e dezenas de reuniões virtuais entre eles para a troca de experiências. Segundo o moderador, a maioria está interessada em formas de otimizar a atividade física e perder peso, mas o grupo já discutiu até técnicas para sanear o orçamento.

O número restrito de membros mostra que o “Quantified Self” é um nicho, mas a disseminação de aplicativos, pulseiras e relógios inteligentes acabou espalhando o fenômeno para além dos geeks, os nerds tecnológicos.

Milhares de usuários do aplicativo gratuito para iPhone e Android Nike+ Running provavelmente não fazem ideia do que significam os conceitos “life-log” ou “body hack”, mas também monitoram suas corridas. E a gigante Samsung acaba de lançar no Brasil a Gear Fit, uma pulseira estilosa com tela sensível ao toque que analisa de passos a batimentos cardíacos.

Sylvia Pozzobon, de 28 anos, tem mais de 10 mil seguidores no Instagram por causa de seu vício em corridas. E é por meio de aparelhos eletrônicos que a empresária aprimora o desempenho nas provas de que participa. Seu preferido é o relógio Forerunner 420, da Garmin, com GPS integrado. Depois de cada treino, Sylvia transfere os dados de geolocalização para o Google Maps e estuda os trechos onde mais acelerou, além de comparar os resultados de outros dias etc.

- O aparelho me permite verificar em tempo real minha velocidade. Quando faço uma corrida, consigo programar com precisão a hora de acelerar, para ficar inteira até o fim - conta ela, que também já usou a pulseira fitness Fuel Band, da Nike, e diversos apps.

O pesquisador brasileiro Jeffer Sasaki testemunhou a popularização dos monitores de atividade nos EUA durante seu doutorado na Universidade de Massachusetts Amherst, entre 2008 e o ano passado. Estudioso da fisiologia do exercício, aparelhos como esses já faziam parte do seu cotidiano, mas eram, então, restritos a laboratórios. Quando a Fitbit lançou o monitor Zip Wireless para o consumidor final, seu grupo de pesquisas resolveu checar sua eficácia. O trabalho final deve ser publicado em breve no “Journal of Physical Activity and Health”.

- Fiquei surpreso com o resultado, pois o aparelho mostrou precisão bastante similar à de equipamentos profissionais - sustenta.

Camiseta tecnológica

O especialista crê que a tendência é que equipamentos como esse evoluam para versões menos visíveis, mais interativas e com upload de dados constante. Uma camiseta poderá vir com tecnologia de monitoramento. Ele também aposta que os fabricantes vão explorar mais a inteligência artificial, para que os equipamentos identifiquem as atividades praticadas - no Fitbit, por exemplo, ainda é preciso dizer quando você está correndo ou andando de bicicleta.

O mercado está aquecido. A NPT, start-up incubada na Universidade de São Paulo, desenvolveu há dois anos e meio o cardioEmotion, kit que avalia os níveis de estresse e ansiedade do usuário. Por R$ 710, os consumidores adquirem um sensor para colocar no dedo ou na orelha e um software. O equipamento observa a variação da frequência cardíaca e atribui uma nota de zero a dez, em que zero é o nível máximo de estresse. Depois de avaliar o usuário, o programa propõe jogos que ajudam no autocontrole, diz Marco Coghi. Segundo ele, além dos consumidores tradicionais, psicólogos utilizam a ferramenta nos pacientes.

Mas, à luz dos recentes escândalos de espionagem americana, não estariam os adeptos da quantificação do corpo expondo demais a própria privacidade?

- Ainda não temos resposta para isso, há questões complexas envolvidas. Mas acho que privacidade, no modelo tradicional, já não existe. O que eu tento fazer é escolher empresas que se mostrem responsáveis com meus dados e uso seus serviços a meu favor - afirma Fábio Santos.

Para quem não quer se preocupar com isso, o programador conta que é possível metrificar os hábitos com utensílios tão arcaicos quanto caneta e papel. Basta olhar para a história: no século XVIII, Benjamin Franklin criou uma tabela para monitorar diariamente seu comportamento de acordo com 13 virtudes “essenciais ao caráter”. Mas isso foi antes, muito antes da era digital. Hoje, o inventor americano, um dos homens mais tecnologicamente integrados do seu tempo, provavelmente também estaria ligado a uma boa porção de aparelhos.

Author: "Rennan Setti"
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Date: Saturday, 12 Apr 2014 19:15

BERLIM - Seis dias após o início das reuniões, representantes de governos aprovaram, neste sábado, o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em Berlim. Neste domingo, os participantes do encontro devem assinar o documento feito por cerca de 200 cientistas nos últimos quatro anos e que estabelece metas para controlar o aquecimento global.

De acordo com o documento das Nações Unidas, é possível estabelecer um limite máximo de 2 graus Celsius no aquecimento global nas próximas décadas se medidas forem tomadas para controlar as emissões de gases do efeito estufa.

O texto aponta que o acúmulo de emissões de CO2 entre 1750 e 1970 ficou em torno de 900 bilhões de toneladas. Mas quando eles mediram as emissões de 1750 e 2010, registraram um acúmulo de dois trilhões de toneladas de CO2. Além disso, entre 2000 e 2010, as emissões cresceram 2.2% ao ano, comparado a 1.3% no período de 1970 e 2000.

Para manter o limite de aumento da temperatura nos 2 graus Celsius, as emissões na atmosfera até 2100 devem estar entre 430 e 480 partes por milhão.

- A narrativa, a linguagem, os pontos de vista do IPCC ainda marginalizam as visões dos países em desenvolvimento - criticou à BBC o professor Chukwumerije Okereke, da Universidade de Reading, no Reino Unido.

Okereke foi o autor principal do capítulo quatro do relatório, sobre desenvolvimento sustentável e igualdade.

Author: "O GLOBO"
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Date: Friday, 11 Apr 2014 15:09

HOUSTON (EUA) - A Agência Espacial Americana (Nasa) vai testar um equipamento semelhante um um disco voador, que poderá levar pessoas a Marte. Trata-se de uma sonda planetária conhecida como “Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade” (LDSD, na sigla em inglês), que permitirá um pouso suave no planeta.

Em junho, os moradores da pequena ilha havaiana de Kauai terão a visão incomum do equipamento “despencando” para a superfície do oceano, depois dele ser transportado até uma altura de 55 quilômetros por meio de uma combinação de foguetes e balões de alta altitude.

No auge do treinamento, o O LDSD vai alcançar a velocidade Mach 3,5. A partir daí, discos infláveis e um paraquedas gigantesco - que aumentará consideravelmente o arrasto atmosférico - permitirá a redução do ritmo de queda para Mach 2.

O objetivo do projeto é permitir o pouso de cargas maiores sobre a superfície de Marte - um planeta cuja fina atmosfera (apenas 1% mais densa que a da Terra ) faz a aterrissagem ser extremamente difícil.

- Pode parecer óbvio, mas a diferença entre o pouso e choque é a hora de parar. Para Marte, nós só temos duas opções: foguete ou arraste aerodinâmico - explicou à revista New Scientist o chefe do laboratório de propulsão da Nasa, Allen Chen.

A técnica testada pela agência já havia sido utilizada em 1976, quando a missão Viking implantou paraquedas e foguetes para soltar com segurança um par de sondas no planeta. No entanto, como os atuais robôs ficaram mais pesadas e complexos, os cientistas estão tendo dificuldade em assegurar uma descida segura.

Por que um projeto tão complexo?

A Nasa já havia desenvolvido uma estrutura tecnológica gigantesca para lançar o foguete que levou o veículo-robô Curiosity - de aproximadamente uma tonelada - à Marte. Na ocasião, a aproximadamente 20 metros do solo, um guindaste desceu o robô, que abriu seis “patas” com rodas e iniciou sua aventura no planeta.

No entanto, para missões humanas - que devem suportar pesos superiores a 100 toneladas -, o esforço terá de ser significativamente maior, já que o mecanismo de guindaste não funciona. Por isso a agência alega que será preciso desacelerador o supersônico a ser usado.

A Nasa acredita que o novo sistema de “disco voador” poderia suportar cargas entre 1 e 10 vezes mais pesado do que Curisioty. Os testes prosseguirão nos próximos dois anos.

Author: "O GLOBO"
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Date: Friday, 11 Apr 2014 11:00

RIO - Com cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo vivendo com menos de US$ 1,25 por dia, o Banco Mundial tem como objetivo acabar com a “pobreza extrema” até 2030. Mas uma nova pesquisa afirma que os números globais da pobreza podem estar subestimados em até 30%, e reivindica estatísticas mais sólidas no futuro.

O banco de dados do Banco Mundial é amplamente usado pela comunidade internacional e desempenha um papel importante nas estratégias internacionais para reduzir a pobreza. Os críticos argumentam que suas estimativas são falhas porque a medição da pobreza usando o critério “dólar por dia” é arbitrário e não é suficientemente ancorado em qualquer especificação das necessidades básicas humanas.

Pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, estudaram a população do Estado insular de Vanuatu, no Oceano Pacífico, levando em conta não apenas as suas finanças, mas também as condições de moradia, higiene, água, informação, nutrição, saúde e educação para traçar um panorama mais amplo sobre a pobreza e desigualdade no país.

O estudo, publicado esta sexta-feira na revista “Journal of Sociology”, conclui que o Banco Mundial relata uma imagem “amena” da linha de pobreza, já que sua definição é muito estrita.

A equipe foi reforçada por pesquisadores pela Universidade Nacional da Austrália, da Universidade de New South Wales, da Unicef e do Escritório Nacional de Estatísticas de Vanuatu.

Os resultados surgem em meio à controvérsia relacionada ao método internacional “dólar por dia”, usado para monitorar o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas e os rumos dessa agenda pós-2015.

De acordo com o modo “dólar por dia”, 5% das crianças de Vanuatu vivem na pobreza. Mas uma proporção muito maior (17%) estão nesta mesma situação, se ela for definida pelo que seria o padrão do país em alimentação e em necessidades básicas. Já a pobreza absoluta, em que as crianças são privadas de duas ou mais necessidades básicas humanas, atinge 16% das crianças.

Segundo Christopher Deeming, pesquisador de Bristol, a mesma situação ocorre em todo o mundo:

- Se o Banco Mundial usasse uma linha de pobreza baseada nas necessidades básicas, em vez da atual linha artificial, que só é uma medição monitária, o número de pobres no mundo cresceria substancialmente, talvez até 30% - avalia. - Esperamos que estes resultados sejam levados em conta no futuro para garantir uma análise mais robusta sobre os desafios sociais e econômicos enfrentados pelos países em desenvolvimento.

Author: "O Globo"
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Date: Friday, 11 Apr 2014 09:00

RIO – Há 24 anos na órbita da Terra, o telescópio espacial Hubble continua a se mostrar um instrumento de grande serventia para inovadores usos e descobertas. Desta vez, cientistas desenvolveram uma nova técnica que permite usar suas observações para medir com precisão a distância de estrelas e outros objetos a até 10 mil anos-luz da Terra, “esticando” em dez vezes a régua astronômica do método de paralaxe.

Muito usado também para fazer medições em terra, o método de paralaxe usa a trigonometria básica para calcular distâncias com base no fenômeno que faz com que a posição aparente de um objeto em relação a um fundo ainda mais longínquo mude quando observado de dois pontos de vista diferentes. Assim, sabendo a distância exata entre os dois pontos de vista, a “base” do triângulo, e medindo a mudança aparente na posição do objeto, é possível saber a que distância ele está também.

No caso da astronomia, o método de paralaxe consiste em observar as mudanças aparentes de posição das estrelas em momentos com seis meses de diferença, quando a Terra está em pontos opostos na sua órbita em torno do Sol. O problema é que as distâncias astronômicas já são muito grandes quando comparadas ao diâmetro da órbita terrestre, cerca de 300 milhões de quilômetros. Além disso, quando mais longe estiver a estrela, menor será a variação na sua posição aparente. Isso faz com que mesmo a posição aparente de Alfa Centauro, o sistema estelar mais próximo do Sol, varie em apenas um segundo de arco, ou o equivalente à largura de uma moeda de dez centavos vista a pouco mais de três quilômetros de distância.

Com a nova técnica baseada na grande resolução de imagens fornecida pelo Hubble, no entanto, os cientistas foram capazes de medir as mudanças na posição aparente de estrelas de um tipo conhecido como “variáveis cefeidas” de até cinco bilionésimos de grau, ou o equivalente a ler a placa de um carro estacionado na Lua. Além disso, as variáveis cefeidas têm um brilho conhecido, o que faz com que já sejam usadas há mais de um século como “velas padrão” na escala que nos ajuda a medir as distâncias dentro da nossa galáxia, da mesma maneira que as supernovas do tipo Ia, que também têm um brilho conhecido, representam o degrau seguinte, ajudando a medir as distâncias intergalácticas. Juntando tudo isso, os especialistas esperam poder calcular com ainda mais precisão a velocidade de expansão do próprio Universo e como ela aparentemente está sendo acelerada pela misteriosa energia escura.

- Esta nova capacidade do Hubble deverá nos dar mais pistas sobre a natureza da energia escura, o misterioso componente do espaço que está esticando o Universo a um ritmo cada vez mais rápido – diz Adam Reiss, pesquisador do Space Telescope Science Institute, responsável pelas operações científicas do telescópio espacial e um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Física de 2011 justamente pela sua descoberta, em 1998, de que a velocidade de expansão do Universo está se acelerando a partir da análise de observações de supernovas do tipo Ia em galáxias distantes.

Author: "Cesar Baima"
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Date: Friday, 11 Apr 2014 09:00

RIO – Há exatos 102 anos ontem, o transatlântico Titanic, então o maior navio já construído, partia do porto de Southampton, no Reino Unido, para sua viagem inaugural rumo a Nova York. Ele, no entanto, nunca chegou ao seu destino. Na noite do dia 14 de abril de 1912, o Titanic se chocou com um iceberg a cerca de 600 quilômetros da costa da Ilha de Terra Nova, no Nordeste do Canadá, e afundou, deixando um saldo de mais de 1,5 mil pessoas mortas.

Desde então, especulações apontam que o navio teve o “azar” de navegar justamente em um ano que registrou um número excepcional destas montanhas flutuantes de gelo, mas pesquisadores da Universidade de Sheffield, também no Reino Unido, acabam de colocar um fim a estas teorias. Segundo artigo publicado na revista “Weather” esta semana, os registros mostram que 1912 teve sim uma quantidade significativa de icebergs, mas nada extremo, sendo muito mais perigoso cruzar aquelas águas atualmente.

- Observamos que 1912 foi um ano com perigo maior de icebergs, mas nada excepcional no longo prazo – diz Grant Bigg, professor da Universidade de Sheffield e líder da pesquisa. - 1909, por exemplo, registrou um número pouco maior de icebergs e, mais recentemente, o risco tem sido muito maior. Entre 1991 e 2000, oito dos dez anos registraram mais de 700 icebergs e cinco excederam o total de 1912.

Segundo Bigg, a preocupação com a repetição de um desastre como o do Titanic é ainda maior diante do fato de a crescente diminuição da cobertura de gelo sobre o Oceano Ártico estar abrindo rotas de navegação nunca antes utilizadas e aumentando a quantidade de icebergs no mar.

- À medida que o uso do Ártico crescerá no futuro devido à redução da cobertura de gelo, o risco de icebergs vai aumentar em águas antes não usadas para navegação – diz. - E embora as calotas polares estejam também perdendo massa, o risco de icebergs possivelmente vai aumentar no futuro, e não diminuir.

Author: "O Globo"
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Date: Wednesday, 09 Apr 2014 19:52

RIO – Um aparente facho de luz saindo da superfície de Marte capturado à distância por uma das câmeras do veículo-robô Curiosity, da Nasa, despertou mais uma vez especulações sobre a possibilidade da existência de vida inteligente no planeta. A imagem, feita na última quinta-feira, foi pinçada dos arquivos da missão no domingo por Scott C. Waring, responsável pelo site “UFO Sightings Daily”, que prontamente afirmou que o “estranho brilho” era produto de iluminação artificial. Logo, a foto passou a circular pela internet e redes sociais, com os adeptos de teorias conspiratórias apontando-a como nova prova de que a agência espacial americana esconde do público o que sabe sobre os extraterrestres.

Novamente, porém, a explicação da Nasa para o que pode ter causado o brilho na imagem, divulgada nesta terça-feira, é bem mais prosaica e nada tem a ver com alienígenas. Segundo os cientistas da agência, ele provavelmente é o simples reflexo do Sol em rocha distante ou resultado da interferência de raios cósmicos nos sensores da câmera do Curosity.

- Nas milhares de imagens que recebemos do Curiosity, vemos pontos brilhantes praticamente toda semana - afirma Justin Maki, pesquisador do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL) e líder da equipe que construiu e opera a câmera de navegação do veículo-robô que captou a foto. - Eles podem ser causados por choques de raios cósmicos (nos sensores) ou pela luz do Sol refletindo na superfície de rochas, que são as explicações mais prováveis.

Author: "Cesar Baima"
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Date: Wednesday, 09 Apr 2014 13:00

TORONTO - Mesmo uma criança que senta na carteira atrás de algum amigo na escola sabe que a localização pode ser estratégica. Mas, agora, um novo estudo, que usa o Senado americano como laboratório, dá amparo científico ao instinto. A pesquisa mostra como a localização de uma pessoa influencia com quem ela vai interagir ou procurar apoio e, assim, pode determinar suas chances de sucesso.

Para os poderosos, no entanto, a localização não faz muita diferença. Afinal, são os outros que os procuram.

Os pesquisadores elegeram o Senado como palco para as observações porque ele serviria como “uma janela que mostra como as pessoas procuram apoio às suas iniciativas”, explicou Christopher Liu, professor de Gestão Estratégica da Universidade de Toronto.

O Senado também foi importante para o estudo devido à riqueza de seu arquivo. Os pesquisadores analisaram parcerias para a autoria de projetos de lei criadas entre 1979 e 2001. Elas foram comparadas com o local em que, segundo os registros, sentavam no plenário. O trabalho analisou a possibilidade de um parlamentar aderir ao projetos dos vizinhos de mesa.

Liu comprovou que os senadores eram mais propensos a apoiar os projetos de quem estava ao seu redor. No entanto, os mais antigos - e, por isso, mais poderosos - não eram dependentes de sua localização no plenário para angariarem apoio a suas iniciativas.

Embora o estudo tenha ocorrido dentro de um espaço particular, suas conclusões valem para empresas que tentam entender a importância de onde estão instalados os seus funcionários, e como incentivar a interação entre eles.

O estudo foi publicado esta semana na revista “Strategic Management“.

Author: "O Globo"
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Date: Wednesday, 09 Apr 2014 11:39

RIO - Entre 1951 e 2010, o número de dias com tempestades elétricas subiu em média 79% em 14 das principais cidades do Brasil na comparação com o registrado no início do século XX. E, embora grande parte desse aumento esteja sendo alimentada pelo próprio crescimento desordenado das cidades - que traz a reboque a formação das ilhas de calor urbanas e a piora da poluição do ar -, a elevação da temperatura da superfície dos oceanos Atlântico e Pacífico, possível reflexo do aquecimento global, também deixa mais carregado o céu do país. É o que indica a segunda parte de estudo inédito de Osmar Pinto Júnior, coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Elat/Inpe), que identificou a alta nos dias de tempestades e publica os resultados hoje no “International Journal of Climatology”.

De acordo com o levantamento de Osmar, dependendo da região do país, da época do ano e do tipo de anomalia na temperatura dos oceanos, o aumento nos dias com tempestades elétricas pode chegar a 650%. É o caso do outono/inverno no Nordeste em meses sob forte influência do El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento da água na superfície do Pacífico. Já no Sudeste, sob as mesmas condições e no mesmo período do ano, a alta fica em 45%, enquanto no Norte atinge 30% (no Sul não foi verificada uma relação com o El Niño). Na primavera/verão, por sua vez, um El Niño forte eleva em cerca de 300% as chances de tempestades elétricas no Nordeste; em 30%, no Sudeste; e em 17,5%, no Sul, mas não provoca alterações identificáveis com confiança no Norte.

Monitoramento não é ‘capricho’

Quando é a água do Atlântico que fica mais quente, porém, Osmar teve mais dificuldades em encontrar uma tendência confiável na incidência de tempestades elétricas para as regiões Sul e Sudeste do país. Segundo a pesquisa, o aquecimento da porção Sul do oceano aumenta em 40% o número de dias com raios na primavera/verão; e em 65%, no outono/inverno no Nordeste, enquanto no Norte essa alta fica em cerca de 30% e 20%, respectivamente. Já a elevação da temperatura de superfície do Atlântico Norte parece influenciar apenas o Nordeste, e no sentido inverso, diminuindo em quase 40% as chances de tempestades elétricas na primavera/verão; e em 60%, no outono/inverno da região.

- São fortes as evidências de que ambos os oceanos têm influência sobre a quantidade de tempestades elétricas no Brasil - comenta Osmar. - E, embora essa influência varie muito de acordo com a região e a época do ano, creio que o estudo serve como mais um alerta para as consequências do aquecimento global na temperatura dos oceanos e no clima. Hoje isso já é provável e, se for confirmado, pode ter grandes repercussões na circulação do ar e nas tempestades sobre a América do Sul. Por isso, precisamos monitorar com cuidado o que está acontecendo, principalmente no Atlântico Sul. Até 30 anos atrás, esse tipo de pesquisa era visto como um “capricho” de cientistas, mas hoje percebemos cada vez mais que o planeta se comporta como um todo. O que acontece em um lugar pode afetar o clima e a vida de pessoas muito longe.

Osmar lembra ainda que o Brasil já é o país onde mais caem raios no mundo. Todos os anos ocorrem entre 50 milhões e 60 milhões de descargas elétricas, algumas das quais atingem pessoas, causando aproximadamente 130 mortes, a maior parte em áreas rurais, além de prejuízos estimados em pelo menos R$ 1 bilhão. Por isso, o pesquisador do Inpe já trabalha em uma terceira etapa de seu estudo, na qual pretende avaliar como as ilhas de calor urbanas e a poluição estão alterando a incidência do fenômeno nas grandes cidades brasileiras. Segundo ele, embora a tendência seja que a quantidade de dias com tempestades elétricas continue a crescer, tal elevação deve atingir o que chama de “ponto de saturação”, a partir do qual o que aumentará são as áreas afetadas e sua intensidade.

- Em São Paulo, hoje, já não vemos um acréscimo significativo no número de dias com tempestades, mas elas estão sendo sentidas cada vez mais nos municípios vizinhos. Também a intensidade das tempestades parece estar maior, com o aumento do número de raios mais fortes - adianta Osmar, que espera ter, em um ou dois anos, dados mais específicos para esclarecer a questão.

Author: "Cesar Baima"
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Date: Wednesday, 09 Apr 2014 10:00

RIO – Um dos telescópios mais poderosos do mundo, o VLT, do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile, produziu uma bela imagem do que parece ser um “anel de diamante” no céu. A “joia”, no entanto, é apenas uma ilusão, fruto do alinhamento cósmico de uma nebulosa planetária, conhecida como Abell 33, a cerca de 2,5 mil anos-luz da Terra, e uma estrela no caminho, designada HD 83535.

Nebulosas planetárias como a Abell 33 são de grande interesse para os astrônomos porque, diferentemente do que o nome indica, elas não têm nada a ver com planetas, representando na verdade os estágios finais da evolução de estrelas com massa parecida com a do Sol. Astros deste tipo geralmente terminam suas vidas como anãs brancas, pequenos corpos muito densos e quentes já incapazes de produzir as reações de fusão nuclear características das estrelas e que, por isso, esfriam ao longo de bilhões de anos.

Acontece que, no processo para se tornarem anãs brancas, estrelas como o Sol expelem suas camadas externas para o espaço, formando as nebulosas. No caso da Abell 33, esta nebulosa ficou com formato quase perfeito de um círculo, o que é muito pouco comum, já que, normalmente, elas acabam com formas irregulares devido a vários fatores como, por exemplo, a própria rotação da estrela. Junte-se a isso a posição da HD 83535 no céu, no entanto, e temos este “anel de diamante” cósmico.

Author: "Cesar Baima"
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Date: Tuesday, 08 Apr 2014 16:24

CUSCO - Marcada para julho deste ano, a expedição do francês Thierry Jamin para encontrar uma cidade Inca perdida no meio da Amazônia peruana pode colocar tribos indígenas isoladas em risco. O temor é que as tribos sejam expostas a doenças da civilização para as quais elas não possuem anticorpos e muito menos medicação.

Jamin é conhecido por sua pesquisa sobre a civilização Inca na Amazônia peruana e a busca pela cidade perdida de “Paititi”, que poderia estar em algum lugar dentro de uma área de 215 mil hectares protegida pelo Santuário Nacional de Megantoni, no sudeste de Cusco, antiga capital do Império Inca.

- As descobertas magníficas realizadas por meu grupo nos vales de Lacco, Chanchamayo e Cucirini, no norte de Cusco, nos conduziram a uma zona precisa situada no Santuário Nacional de Megantoni - disse Jamin ao “Guardian“. - Vários nativos da floresta (os Machiguengas, que habitam justamente a parte da Amazônia peruana ao sudeste de Cusco) afirmam que existem “ruínas monumentais” no topo de uma estranha montanha quadrada. Acho que estamos muito perto de oficializar a existência deste grande sítio arqueológico.

De acordo com o site oficial de Jamin, a expedição terá duração de um mês e meio, entre junho e agosto, e será guiada pelos Machiguengas, que irão abrir trilhas e preparar o terreno em mais de um terço do percurso.

A lenda de “Paititi”

No leste dos Andes, ao sudeste do Peru, norte da Bolívia e sudoeste do Brasil, existiria um reino encantado, para onde o herói Inca Inkarri teria fugido para se refugiar depois de ter criado Cusco. A história teria sido passada dos indígenas aos conquistadores espanhóis com relatos de que ali habitaria um povo sem pescoço e cujos rostos ficariam situados no centro do peito. Seus templos e palácios seriam repletos de ouro puro e seu chefe, o “Príncipe Dourado” ou “Eldorado”, teria uma aparência resplandescente, coberto com ouro e valiosas joias.

O fato de os tesouros do Império Inca nunca terem sido encontrados após a invasão espanhola aumentaram o mistério em torno da lendária cidade, e fizeram de “Paititi” o “maior enigma arqueológico da América do Sul”, segundo Jamin. Desde o século XVI, dezenas de arqueólogos e pesquisadores tentam encontrar a cidade.

Apesar da grandeza arqueológica que envolve a possível descoberta, alguns especialistas questionam a expedição, já que ela poderia colocar em risco os Kugapakoris. Uma das principais razões para a criação do Santuário Nacional de Megantoni, há dez anos, foi exatamente a proteção desses índios, que tiveram pouco ou nenhum contato com a civilização e são extremamente vulneráveis a doenças infecciosas.

O santuário é dividido por zonas. Em algumas delas são permitidas atividades de pesquisa, mas a maior parte é formada pela Zona de Proteção Integral, e as investigações científicas só seriam permitidas em “circunstâncias excepcionais”.

Jamin afirmou ao “Guardian” que quer manter em segredo o caminho de sua expedição e que não iria divulgar as zonas de estudo e nem os locais exatos que suas pesquisas anteriores apontam como possível localização de “Paititi”. Ele disse ainda que, ao contrário do que afirmara, iria viajar pelo rio Ticumpinia, e não pelo Tímpia.

Lelis Rivera, da ONG Cedia (Centro de Desenvolvimento do Indígena Amazônico), que ajudou na criação do santuário, alertou que a presença de pessoas de fora “poderia ser perigoso para as pessoas que vivem lá”, e que entrar na Zona de Proteção Integral é “completamente proibido” pela lei peruana.

- As pessoas que vivem atualmente na região superior do Timpía ou no Ticumpinia são extremamente vulneráveis ​​à transmissão de vírus - é a natureza de viver em isolamento social e imunológico - disse Christine Beier, antropólogo considerado um dos maiores especialistas do mundo no povo Nanti, que vive em isolamento voluntário perto de Lima. Ele é um dos colaboradores da Cabeceras Aid Project, uma ONG que leva ajuda médica para comunidades isoladas e que vivem problemas de contaminação pelo contato com a civilização

Jamin diz que já pediu autorização para o Ministério da Cultura e também irá contatar o Ministério do Meio Ambiente do Peru, que supervisiona a gestão das áreas protegidas do santuário. No entanto, o Ministério da Cultura afirma que não recebeu qualquer pedido de Jamin ou outro membro de sua equipe.

Author: "O GLOBO"
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