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Date: Monday, 13 May 2013 12:04

RIO - Confira como participar em 17 processos seletivos que estão com inscrições abertas no país para 2.882 vagas (temporárias ou não), além de formação de cadastro de reserva.

POLÍCIA FEDERAL - O Departamento de Polícia Federal divulgou a reabertura das inscrições e a retificação das normas dos concursos para os cargos de escrivão, delegado e perito criminal. São 600 vagas, com 34 reservadas aos candidatos com deficiência, não havendo formação de cadastro reserva. Os selecionados serão lotados nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima e unidades de fronteira. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o concurso havia sido suspenso para que fossem incluídas vagas destinadas a pessoas com deficiência. A inscrição pode ser realizada pelo site do Cespe/UnB, em links específicos para cada cargo, entre os dias 17 deste mês e 3 de junho. Os candidatos que já a efetuaram e que desejarem alterar a cidade de realização da prova ou a concorrência como candidato com deficiência deverão fazê-lo no mesmo período, pelo site do Cespe/UnB. Aqueles que ainda não realizaram o pagamento da taxa têm até o dia 18 de junho para concluí-la. O cargo de escrivão tem 350 vagas, sendo 18 reservadas para candidatos com deficiência, e requer graduação em curso de nível superior em qualquer área. A remuneração é R$ 7.514,33 e a taxa é R$ 125. Para o cargo de delegado, com 150 vagas, das quais oito são reservadas para candidatos com deficiência, é preciso ter diploma de graduação em direito. A remuneração é R$ 14.037,11 e a taxa é R$ 150. Já para o cargo de perito criminal são oferecidas 100 vagas, sendo oito para portadores de deficiência, distribuídas em 13 áreas, listadas no edital. A remuneração é R$ 14.037,11 e a taxa de participação é R$ 150.

MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO - O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão ampliou o número de vagas do concurso para analista em tecnologia da informação, de 51 para 74. O salário oferecido é de R$ 7.660,62. Do total das vagas, 48 são para ampla concorrência e três para pessoas com deficiência. Todas as oportunidades são para Brasília. Para participar da seleção, os candidatos devem ter diploma de curso de graduação de nível superior em qualquer área de atuação em instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). A jornada de trabalho é de 40 horas semanais. Os interessados podem se inscrever a partir desta segunda-feira, até 7 de junho, no site da Funrio. (Confira aqui o edital de abertura do concurso). A taxa é de R$ 70. Entre as funções do cargo estão: planejamento, supervisão, coordenação e controle dos recursos de tecnologia da informação e desenvolver, implementar, executar e supervisionar atividades relacionadas aos processos de configuração, segurança, conectividade, serviços compartilhados e adequações da infraestrutura da informática da Administração Pública Federal. O concurso é composto de 2 fases: prova objetiva e prova discursiva e avaliação de títulos.

MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - O Ministério Público da União vai preencher 48 vagas de procurador da República, cujo salário é de R$ 24.057,33. As inscrições podem ser feitas até o dia 22 deste mês, no site da Procuradoria Geral da República. A taxa de participação é de R$ 190. Para participar da seleção, os candidatos devem ter nível superior em direito e, no mínimo, três anos de atividade jurídica. As vagas são para os estados de Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, além do Distrito Federal. A seleção será composta de provas objetivas, provas subjetivas, inscrição definitiva e provas orais. A prova objetiva será aplicada na data provável de 4 de agosto.

MINISTÉRIO DA SAÚDE - Foram abertas 265 vagas em cargos de nível superior, com salários que variam de R$ 3.981,41 a R$ 6.722,34. As inscrições podem ser feitas até o dia 17 deste mês pelo site do Cespe/UnB, onde pode ser acessado o edital. Será cobrada taxa de R$ 80 para todos os cargos. As oportunidades são para analista técnico administrativo PGPE I e II, administrador, bibliotecário e contador, com salário de R$ 3.981,41, e também para economista, engenheiro civil e engenheiro eletricista, com remuneração de R$ 6.722,34. As vagas estão distribuídas entre os estados do Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. A seleção será feita por meio de provas objetivas de conhecimentos básicos e específicos e prova discursiva. Os exames objetivos serão aplicados na data provável de 7 de julho, no período da manhã, nas 27 capitais das unidades da Federação.

MINISTÉRIO DAS CIDADES - Estão abertas as inscrições para 130 vagas, todas em Brasília, em cargos de nível médio/ técnico e superior. Os salários vão de R$ 2.153,22 a R$ 4.834,22. Do total das vagas, oito são reservadas para pessoas com deficiência. Os cargos de nível superior são para arquivista, contador, economista, estatístico, técnico em comunicação social e analista técnico administrativo.As vagas de nível médio/ técnico são para agente administrativo e técnico em contabilidade. A carga de trabalho será de 40 horas semanais para todos os cargos. Os interessados podem se inscrever até o dia 27 deste mês, pelo site do Cetro Concursos. A taxa é de R$ 39 para nível médio/ técnico e de R$ 49 para nível superior. As provas objetivas serão aplicadas na data provável de 14 de julho, em Brasília. Ainda haverá prova discursiva para os cargos de nível superior.

ANS - Termina nesta segunda-feira o prazo de inscrições do concurso da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que visa a preencher 81 vagas em cargos de nível médio/ técnico e superior, das quais cinco são reservadas para pessoas com deficiência. Os salários variam de R$ 4.760,18 a R$ 10.019,20. Os interessados podem se inscrever no site do Cespe/UnB. As taxas são de R$ 100 para especialista em regulação de saúde suplementar, R$ 95 para analista administrativo, R$ 85 para técnico em regulação de saúde suplementar e R$ 80 para técnico administrativo. As vagas são para Belém, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Porto Alegre, Ribeirão Preto (SP), Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Para os cargos de analista administrativo e especialista em regulação da saúde suplementar, os candidatos podem ter nível superior em qualquer área. Os salários são, respectivamente, de R$ 9.263,20 e R$ 10.019,20. Os postos de nível médio/ técnico são para técnico administrativo e técnico em regulação de saúde suplementar. Os salário são, respectivamente, de R$ 4.760,18 e R$ 4.984,98. Todos os candidatos serão avaliados por meio de provas objetivas, de conhecimentos básicos e específicos, e discursivas. Ainda haverá avaliação de títulos para os cargos de analista administrativo e especialista em regulação da saúde suplementar. Também será aplicado curso de formação, no Rio de Janeiro, para o cargo de especialista em regulação da saúde suplementar. As provas objetivas, a prova discursiva, a avaliação de títulos e a perícia médica dos candidatos que se declararam com deficiência serão realizadas nas 27 capitais das Unidades da Federação.

DEPEN - O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) realiza concurso que visa ao preenchimento de 138 vagas. Deste total, 100 são para o cargo de agente penitenciário federal, de nível médio, com remuneração inicial remuneração é R$ 3.413,49, acrescida de R$ 1.145,60 de Gratificação de Desempenho de Atividade de Agente Penitenciário Federal (GDAPEF). As outras 38 vagas são na área de assistência penitenciária, sendo quatro para técnico de apoio à assistência penitenciária, com remuneração R$ 2.416,03, acrescida de R$ 580, referentes à Gratificação de Desempenho de Atividade de Assistência Especializada do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça (GDAPEN), e 34 de especialista em assistência penitenciária, cargo que exige formação superior em diversas, que receberá remuneração de R$ 3.413,49, com acréscimo de R$ 1.145,60 também referentes à GDAPEN. Foram reservadas vagas para portadores de deficiência , inclusive para o cargo de agente penitenciário, cargo que tem como requisito a carteira de habilitação categoria B ou superior. As inscrições serão encerradas em 3 de junho. Serão cobradas taxas de R$ 85 para agente, R$ 70 para técnico e R$ 90 para especialista. Para se inscrever, os interessados devem acessar o site do Cespe/UnB. Apesar da sede do Depen ser em Brasília, a seleção é para lotação nas penitenciárias federais de Campo Grande (MS), Catanduva (PR), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO).

EXÉRCITO - O Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx) anunciou a abertura de concurso público para 101 vagas para professores do ensino básico, técnico e tecnológico. Com as gratificações, salários podem chegar a R$ 8.422,77. Para participar da seleção, os candidatos devem ter nível superior. As oportunidades são para professores nas disciplinas de ciências físicas e biológicas, educação artística, física, matemática, português, química, espanhol, inglês, educação física, espanhol e informática. As inscrições devem ser feitas no período de 13 de maio a 17 de junho, pelo site do Decex ou nos colégios listados no edital. A taxa é de R$ 95. Os candidatos devem levar documento de identidade, CPF e ficha de inscrição. O salário base é de R$ 3.594,57, mais gratificação por titulação, sendo R$ 272, 46 para graduação e aperfeiçoamento, R$ 496,08 para especialização, R$ 1.871,98 para mestrado e R$ 4.455,20 para doutorado. Ainda haverá auxílio alimentação de R$ 373 para todos os cargos. As vagas são para os seguintes colégios: Colégio Militar de Belo Horizonte (CMBH), Colégio Militar de Brasília (CMB), Colégio Militar de Campo Grande (CMCG), Colégio Miliar de Curitiba (CMC), Colégio Militar de Fortaleza (CMF), Colégio Militar de Juiz de Fora (CMJF), Colégio Militar de Manaus (CMM), Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA), Colégio Militar de Recife (CMR), Colégio Militar do Rio de Janeiro (CMRJ), Colégio Militar de Salvador (CMS) e Colégio Militar de Santa Maria (CMSM). A seleção será feita por meio de provas escritas, teste didático e avaliação de títulos. As provas serão aplicadas na data provável de 7 de julho.

MARINHA - A Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) publicou edital referente ao concurso público para ingresso no Corpo de Saúde da Marinha (CSM). São oferecidas 20 vagas para o quadro de cirurgiões–dentistas, em diversas especialidades, e 19 para o quadro de apoio à saúde, destinadas a quem possui graduação em enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição e psicologia. Podem concorrer brasileiros natos, de ambos os sexos, com menos de 36 anos de idade e que tenham concluído o curso superior na área pretendida. Também foi publicado edital para duas vagas no quadro de capelães navais, sendo uma para sacerdote da igreja católica e outro para pastor da igreja batista. O candidato deve ser brasileiro nato, do sexo masculino e possuir mais de 30 e menos de 41 anos de idade. O valor da inscrição é de R$ 45. Nos dois casos, as inscrições terminam no dia 22 deste mês. Os interessados podem se inscrever no site da DEnsM ou nos postos de inscrições da Marinha.

UFRJ - A Universidade Federal do Rio de Janeiro divulgou edital de concurso público para 111 vagas na cidade do Rio de Janeiro em cargos de nível médio/técnico e superior. Os salários variam de R$ 1.912,99 a R$ 3.138,70. Os cargos de nível superior são para médico em diversas especialidades, administrador, enfermeiro (geral, pediatra e psiquiatra), fonoaudiólogo, odontólogo para pacientes com necessidades especiais e odontólogo – pediatria. As vagas de nível médio/ técnico são para técnico de laboratório (análise clínicas), em enfermagem geral e em enfermagem/psiquiatria e em radiologia. Além do salário, os profissionais podem receber incentivo à qualificação que varia de R$ 286,95 a R$ 2.354,03, de acordo com a escolaridade. Ainda haverá auxílio alimentação de R$ 186,50 para cargos de nível médio e médico veterinário e de R$ 373 para os demais cargos, auxílio pré-escolar de R$ 89 por dependente, auxílio transporte e auxílio saúde. As inscrições serão encerradas no próximo domingo, dia 12, pelo site PR4 Concursos. A taxa é de R$ 70 para nível médio e R$ 100 para nível superior. Todos os candidatos serão avaliados por meio de provas objetiva geral e objetiva específica. Ainda haverá prova objetiva discursiva e de títulos para os cargos de nível superior e prova prática para cargos de nível médio e médico – cardiologista. As provas objetivas geral e específica serão aplicadas na data provável de 7 de julho.

MINISTÉRIO PÚBLICO/ES - O Ministério Público do Estado do Espírito Santo divulgou edital de concurso público para preencher cinco vagas de promotor de justiça substituto. O salário é de R$ 22.854,46. Para concorrer, os candidatos devem ter concluído o curso de bacharelado em direito e ter exercido, no mínimo, três anos de atividade jurídica. As inscrições até 24 de maio, pelo site da Fundação Vunesp. A taxa é de R$ 230. A seleção é composta de 5 fases. A primeira compreende inscrição preliminar e prova objetiva eliminatória. Na segunda serão aplicadas as provas discursivas. A terceira será a inscrição definitiva. A quarta é composta por prova de tribuna e prova oral. A última será a avaliação de títulos. A prova objetiva eliminatória será aplicada no dia 16 de junho, em município da Grande Vitória. A confirmação das datas, horários e os locais das provas serão feitas por meio de publicação de edital de convocação divulgado nos sites do MPE-ES e da Fundação Vunesp. O concurso terá 2 anos de validade e poderá ser prorrogado, uma vez, pelo mesmo período.

MINISTÉRIO PÚBLICO/PR - O Ministério Público do Estado do Paraná abriu as inscrições do concurso para nove vagas de promotor substituto. O salário não foi informado. Do total das vagas, 5% são reservadas para pessoas com deficiência e 10% para candidatos afrodescendentes. Os candidatos devem ter bacharelado em direito e ter exercido três anos de atividade jurídica. As inscrições devem ser feitas até o dia 6 de junho pelo site do Ministério Público do Paraná. A taxa é de R$ 200. O concurso terá as seguintes etapas: prova preambular, provas escritas (cinco no total, divididas por grupos), exames de sanidade física e mental, sindicância, prova oral e prova de títulos. A prova preambular será aplicada em 28 de julho.

DEFENSORIA PÚBLICA/DF - A Defensoria Pública do Distrito Federal divulgou edital de concurso público para o preenchimento de três vagas de defensor público, cujo salário é de R$ 19.513,43. Para participar da seleção, nível superior em direito, registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e, no mínimo, dois anos de prática forense. As inscrições devem ser feitas do dia 28 deste mês a 11 de junho, pelo site do Cespe/UnB. A taxa é de R$ 200. A seleção é composta de prova objetiva, provas discursivas, prova oral e avaliação de títulos. A prova objetiva está prevista para o dia 14 de julho e terá 5 horas de duração.

POLÍCIA MILITAR/SC - A PM de Santa Catarina divulgou edital de concurso público para mil vagas de soldado PM 3ª Classe, para ingresso no Quadro de Praças (QPPM). São 940 vagas para o sexo masculino e 60 para o sexo feminino. As vagas estão distribuídas entre as regiões da grande Florianópolis (1ª e 11ª Região de Polícia Militar), Planalto e Vale do Rio do Peixe (2ª e 10ª RPM), Vale do Itajaí (3ª e 7ª RPM), Oeste e Extremo Oeste (4ª a 9ª RPM), Norte/Nordeste (5ª RPM) e Sul (6ª e 8ª RPM). Os candidatos devem ter nível superior em qualquer área, carteira de habilitação, idade mínima de 18 e máxima de 30 anos, e altura mínima de 1,65m para ambos os sexos. O curso terá duração aproximada de oito meses e os alunos soldados PM da 3ª Classe terão direito ao salário de R$ 2.385,86. Quando o curso terminar, o valor será de R$ 2.907,31, mais estímulo operacional e adicional noturno ou adicional de pós-graduação e adicional de tempo de serviço. As inscrições podem ser feitas até o 21 deste mês, pelo site do IOBV. A taxa é de R$ 80. A seleção é composta de prova teórica, exame de avaliação de saúde, exame de avaliação física, exame de avaliação psicológica, questionário de investigação social e entrega de documento e exame toxicológico. A prova teórica será aplicada no dia 2 de junho, às 14h, nas cidades de Balneário Camboriú, Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joaçaba, Joinville, Lages, São Miguel do Oeste e Tubarão.

FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO - A Hemope, vinculada à Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco, abriu concurso público para 111 vagas em cargos de nível fundamental, médio/ técnico e superior. Os salários vão de R$ 651 a R$ 3.668,94. Os cargos de nível superior são para hemo-médico nas especialidades de médico hematologista e médico clínico (diarista), e hemo-técnico científico nas especialidades de farmacêutico/ biomédico, enfermeiro, nutricionista, assistente social, fisioterapeuta e psicólogo. As vagas de nível médio são para hemo-assistente nas especialidades de técnico de enfermagem e técnico de laboratório. Os postos de nível fundamental são para hemo-básico na especialidade de auxiliar de laboratório. A jornada de trabalho varia de 12 a 60 horas semanais. As inscrições devem ser feitas até o dia 15, pelo site da Upenet. A taxa varia de R$ 50 a R$ 150. A prova objetiva está prevista para o dia 9 de junho. Ainda haverá prova de títulos para o cargo de hemo-médico.

DETRAN/MARANHÃO - O Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran - MA) está com inscrições abertas para o concurso público com 160 vagas, sendo 40 para analista de trânsito, cargo que exige nível superior em qualquer área e carteira de habilitação na categoria B, e 120 para assistente de trânsito, cujos candidatos devem ter nível médio e carteira de habilitação na categoria B. Os salários são de R$ 4.300 e R$ 1.400, respectivamente. As vagas são para São Luiz, Caxias, Codó, Imperatriz, Balsas, Bacabal, Chapadinha, Pedreiras, Santa Inês, Timon, Açailândia, Barra do Corda, Grajaú, São João dos Patos, Presidente Dutra e Pinheiro. As inscrições devem ser feitas pelo site da FGV Projetos, até o dia 20 deste mês. A prova objetiva será aplicada no dia 7 de julho, nas cidades de Caxias, Imperatriz e São Luís. O exame será das 8h às 12h para cargos de nível médio, e das 14h às 19h para cargos de nível superior. Ainda haverá prova discursiva para o cargo de analista de trânsito.

TRIBUNAL DE CONTAS DE RONDÔNIA - Tribunal de Contas do Estado de Rondônia vai preencher 26 vagas em cargos de nível médio e superior. Os salários variam de R$ 2.335,29 a R$ 4.397,01. Os cargos de nível superior são para analista de informática, auditor de controle externo nas especialidades de ciências contábeis, direito economia, engenharia florestal, engenharia civil, ciências da computação, e contador. As vagas de nível médio são para agente administrativo. Os profissionais ainda vão receber vale-transporte de R$ 197,10, auxílio saúde condicionado de R$ 159,75, auxílio saúde direito de R$ 540,88 e vale-alimentação de R$ 700. As inscrições devem ser feitas a partir de terça-feira, dia 14, a 3 de junho, pelo site do Cespe/UnB. A taxa é de R$ 50 para nível médio e R$ 90 para nível superior. O processo de seleção terá duas fases. A primeira é de provas objetivas e ocorrerá para todos os cargos. Já a segunda fase, de provas discursivas, será apenas para o cargo de auditor de controle externo. Todas as etapas serão realizadas em Porto Velho. As provas serão aplicadas na data provável de 18 de agosto.

Author: "O Globo"
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Date: Monday, 13 May 2013 11:53

TÓQUIO - Os preços do petróleo e do ouro recuaram nesta segunda-feira em meio ao fortalecimento do dólar, o que pesou sobre as bolsas asiáticas, mas as ações japonesas tiveram um desempenho melhor diante do recuo do iene para uma nova mínima de quatro anos e meio frente à moeda norte-americana.

Ainda, os investidores estavam cautelosos antes de dados da China. A produção industrial do país cresceu 9,3% em abril ante o ano anterior e os investimentos em ativo fixo avançaram 20,6%, ambos ligeiramente abaixo das expectativas. Já as vendas no varejo subiram 12,8% em abril ante o mesmo período do ano anterior, igualando a expectativa.

Às 7h37 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,81%. As ações de Hong Kong lideravam as perdas com queda de 1,42%.

Já as ações australianas registraram leve alta de 0,08% depois de chegarem a cair 0,3% mais cedo, tendo atingido uma máxima de cinco anos na sexta-feira. As ações sul-coreanas avançaram 0,20%, mas com ganhos limitados pela fraqueza do iene, uma vez que isso corrói a competitividade dos exportadores coreanos.

O iene recuou para uma nova mínima de quatro anos e meio contra o dólar, a 102,15 ienes, mais cedo no pregão asiático. Com isso, o índice Nikkei atingiu nova máxima desde janeiro de 2008 de 14.849 pontos, tendo subido 1,7% antes de fechar com valorização de 1,20%.

O mercado em Xangai teve queda de 0,22%, enquanto a bolsa de Taiwan recuou 0,39% e Cingapura perdeu 0,43%.

Author: "reuters"
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Date: Monday, 13 May 2013 11:46

SÃO PAULO - Economistas de instituições financeiras elevaram a perspectiva para a inflação neste ano a 5,80%, ante 5,71% anteriormente, após sinais de resistência da alta dos preços, mostrou a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira.

Em relação ao crescimento, os analistas mantiveram a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 3% em 2013, assim como a projeção de que a Selic encerrará o ano a 8,25%.

Author: "reuters"
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Date: Monday, 13 May 2013 10:00

RIO — Passado quase um mês de sua implantação em terminais como os de Rio, Santos (SP) e Paranaguá (PR), o programa Porto 24 horas, para aumentar a eficiência do transporte marítimo no país, naufraga em meio à falta de estrutura e segurança para operação noturna. O efeito do programa na operação desses portos é praticamente nulo. Oficialmente, o Porto do Rio está em esquema de plantão 24 horas desde o dia 19 de abril, conforme determinou o governo. No entanto, o movimento após o horário de expediente nos terminais e nos órgãos anuentes ainda é tímido. O GLOBO visitou o local na última segunda-feira e, às 22h, praticamente não havia mais fluxo de carga e descarga. No escritório da Receita Federal, os funcionários concentravam-se em processos administrativos internos, já que a última liberação de carga havia ocorrido por volta das 18h30m. Apesar de estar com as luzes acesas, a sala da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — também em ritmo de plantão — estava trancada. Antes da visita, a assessoria da agência havia alertado para a possibilidade de que não houvesse operação naquela noite.

Em Santos, o maior complexo portuário do país, o funcionamento ininterrupto de órgãos federais como Anvisa, Receita e Ministério da Agricultura tem sobrecarregado as equipes de fiscalização, que reduziram os efetivos durante o dia. Na madrugada do último dia 10, O GLOBO acompanhou os trabalhos no Porto de Santos. A extensão do horário de funcionamento do porto, no entanto, não acabou com as filas de caminhões na via de acesso aos terminais. Os caminhoneiros ficam entre duas e quatro horas parados no local.

A falta de segurança durante a madrugada nos arredores dos cerca de 13 quilômetros de terminais de Santos tem feito empresários e caminhoneiros realizarem cargas e descargas durante a manhã. Segundo a Receita Federal, em 20 dias de vigência do plantão foram recebidas apenas 67 declarações de exportação e 62 de trânsito aduaneiro de importação nos horários noturnos. Durante o dia, foram recebidas no mínimo 1.100 declarações de exportação e 200 declarações aduaneiras de importação.

Segundo Ricardo Lomba, inspetor-chefe da Alfândega do Porto do Rio, o movimento ainda não justifica plantão de 24 horas. Segundo ele, até o fim de abril, a Receita registrou no horário de plantão 93 declarações de trânsito aduaneiro (DTA), dois despachos de importação e nenhum de importação. Para efeito de comparação, em março foram realizadas 1.742 DTAs, 6.718 despachos de importação e 3.119 de exportação:

— Para a demanda que nós temos hoje, acho que não justifica um plantão 24 horas.

Na avaliação de fiscais federais e de entidades sindicais, além do número de funcionários ser aquém do necessário, não há infraestrutura adequada para a fiscalização noturna.

— Precisamos de mais 400 servidores para o plantão 24 horas. Temos 224 funcionários — reconheceu o inspetor-chefe da Alfândega do Porto de Santos, Cleiton Alves Simões.

Nos terminais do Porto do Rio, ainda são poucas as transportadoras que usam a nova janela de horário. De acordo com relatório de um dos terminais, entre 19 de abril e 2 de maio, chegaram ao local 952 contêineres de importados, durante a madrugada (0h às 6h), foram apenas 30 (3,2%). Para Cristiano Prado, da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), é uma questão de tempo para que o plantão seja mais usado pelas transportadoras:

— Acreditamos que num período de um, dois meses, vamos ter mais movimentação noturna.

O ministro da Secretaria Especial dos Portos (SEP), Leônidas Cristino, ratifica a necessidade de um período de adaptação:

— É claro que vai demorar um pouco para o uso efetivo por causa da falta de cultura de alguns anuentes e de alguns operadores.

No Porto de Paranaguá, a medida foi implantada no início deste mês. Claudio Poiares, gerente da operadora Sealogic, confirmou que os serviços federais estão funcionando no horário ininterrupto:

—Não temos queixa quanto aos serviços federais em Paranaguá.

Author: "--"
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Date: Monday, 13 May 2013 10:00

RIO - O brasileiro já está pisando no freio e consumindo menos diante do avanço da inflação nos últimos meses, sobretudo em alimentos e serviços. Pesquisa obtida pelo GLOBO mostra que as classes D e E (formadas por famílias com renda mensal de até quatro salários mínimos), que impulsionaram o consumo no país nos últimos dez anos, diminuíram em 11% o volume de bens não duráveis comprados no primeiro bimestre de 2013, em relação ao mesmo período do ano passado.

Na classe C, a tão comentada nova classe média e que reúne grande parte dos novos consumidores, também houve queda no volume de compras de bens não duráveis, mas menos intensa que nas classes D e E. Segundo a pesquisa, da consultoria global Kantar Worldpanel, Em janeiro e fevereiro, caiu em 3% o volume de itens adquiridos pelo grupo. Nem as classes A e B passaram incólumes: o consumo nessas faixas de renda ficou estagnado.

— O consumidor brasileiro não quer abrir mão de suas conquistas. Produtos de maior valor agregado continuam no carrinho de compras, mas, para que esses produtos caibam em seu orçamento, as famílias passam a comprar menos e a realizar menos visitas aos pontos de venda, principalmente as classes mais baixas — analisa Christine Pereira, diretora comercial da Kantar.

Para mostrar como a população brasileira está reagindo à alta da inflação e dos juros, o site do GLOBO inicia hoje a série de reportagens “Novos hábitos, velhos problemas”. De acordo com a pesquisa da Kantar Worldpanel, a desaceleração aparece principalmente no setor de alimentos. Perdeu força a venda de arroz, feijão, massas frescas, café torrado, manteigas, salgadinhos, cereais, sobremesas e até o clássico casal pãozinho e leite, produtos básicos da alimentação do brasileiro. Todos estão na lista de itens que diminuíram a presença nos lares das camadas mais pobres da população.

— É difícil conseguir economizar com alimentos. Com preços altos, as pessoas começam a substituir por produtos mais baratos ou passam a comprar menos — concorda Irene Machado, gerente de índices de preços do IBGE.

Nas classes D e E, a quantidade de alimentos comprados durante o primeiro bimestre do ano caiu 9% e, segundo a Kantar, foi a responsável pelo recuo de toda a cesta de bens de consumo não duráveis no período.

— Estamos com taxa de desemprego baixa e salários em alta. Isso fornece fôlego para as famílias consumirem, mesmo num contexto de alta de preços. Esse processo realimenta a inflação — afirma André Furtado Braz, economista da FGV. — O papel do consumidor deve ser o de evitar os produtos mais caros ou mesmo diminuir o consumo dos mesmos. Essa postura ajuda a evitar, ou mesmo reduzir, o ritmo dos aumentos.

Mãe de quatro filhos entre 13 e 22 anos, Maria de Fátima Gomes do Nascimento está entre os consumidores que tiveram que repensar os hábitos de consumo da família. Ela afirma fazer malabarismos com seu salário de pouco mais de R$ 2.000 mensais que recebe como diarista além da pensão informal de R$ 200 que ganha do ex-marido. Ela está comprando menos carne, mas não abre mão do café de boa qualidade:

— Comprava pelo menos dois quilos de carne toda semana, mas está muito cara, tive que trocar por frango, que também não está barato — conta Maria de Fátima. — É um absurdo também o pacote de cinco quilos de arroz a R$ 14, não faz sentido. E o café? Não vivo sem, mas tive que diminuir a quantidade que comprava.

Já a analista de sistemas Luciana Maciel, de 42 anos, ainda não reduziu compras do supermercado, mas cortou alimentação fora de casa. Leva lanche para o trabalho e, no fim de semana, pelo menos uma refeição faz em casa com a família.

— Ficamos assustados com o aumento dos nossos gastos nos últimos meses. Vamos ter que abrir mão de alguns luxos que adquirimos nos últimos anos — lamenta ela, que tem dois filhos, um de 7 e outro de 12.

Ela conta que as mensalidades da escola e das aulas de natação de seus filhos subiram cerca de 10% este ano. Ir à manicure, que era rotina semanal para ela, agora também já está doendo no bolso: subiu de R$ 34 (pé e mão) para R$ 38 no salão perto de sua casa, em Botafogo. Agora, Roberta só vai ao salão duas vezes por mês.

Esse aumento dos serviços aparece fortemente no índice oficial de inflação, o IPCA, e, junto com alimentos e remédios, foi uma das principais pressões em abril, quando o índice subiu 0,55% frente a março. Com isso, a inflação em 12 meses está praticamente no teto da meta estabelecida pelo governo: acumula alta de 6,49%, enquanto o limite perseguido pelo governo é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para baixo ou para cima, isto é, até um máximo de 6,5%. Em abril, a inflação acumulada em 12 meses chegou a superar o teto da meta, indo a 6,59%.

Os reajustes nos preços de alimentos tiveram apenas uma leve desaceleração e passaram de 1,14%, em março, para 0,96% em abril. Em 12 meses, sobem 13,99% e já respondem por mais da metade da inflação acumulada no ano: 1,35 ponto percentual da alta de 2,5% do IPCA entre janeiro e abril. Já os preços dos serviços subiram 0,54% e já acumulam alta de 8,13% nos últimos 12 meses o que, segundo analistas, é preocupante.

Para segurar a inflação, o Banco Central elevou em 0,25 ponto percentual os juros básicos da economia (Selic) pela primeira vez desde julho de 2011, para 7,5%. Os analistas de mercado estimam que a taxa encerre 2013 em 8,25% ao ano. Para o IPCA, a projeção é de 5,59% este ano e de 5,76% em 2014. Depois de alguns ajustes nas últimas semanas, as apostas para a Selic se mantiveram em 8,25% tanto para 2013 quanto para 2014.

Resultados das empresas já são afetados

As empresas brasileiras não reclamam do ritmo de vendas, mas lucraram menos no primeiro trimestre deste ano. O resultado é efeito direto da disputa pela renda ainda disponível das famílias, diante do aumento da inadimplência, e o cenário de inflação elevado que domina os noticiários nos últimos meses. Insumos mais caros e frete alto contribuíram para que os preços nas gôndolas disparassem.

A maior cervejaria do mundo, Anheuser-Busch InBev, reduziu as perspectivas para o crescimento das vendas no Brasil há pouco mais de uma semana quando apresentou o balanço do primeiro trimestre em Bruxelas. Na ocasião, o vice-presidente financeiro da AB Inbev, Felipe Dutra, não titubeou ao comentar sobre as baixas vendas em março.

— O mau tempo continuou em março, mas também vimos alta na inflação de alimentos, o que impacta o rendimento disponível real.

A BRF, proprietária das marcas Sadia e Perdigão, está fazendo a lição de casa: criou linha especial de congelados com formatos específicos para atender aos exigentes novos hábitos, mas nem isso conseguiu impulsionar seu lucro no primeiro trimestre. O grupo só conseguiu resultados maiores porque teve uma ajudinha de repasse de custos, estratégia que, provavelmente, não será repetida.

— Tenho preocupação com o consumidor se perdurarem estes níveis de inflação alta e a renda comprometida com outras dívidas. Existe um rearranjo, uma desaceleração no consumo de bens não duráveis — afirmou o presidente da BRF, José Antonio do Prado Fay.

No balanço do período, a Ambev também deixou clara sua preocupação diante do cenário do mercado nacional de cervejas.

— Nossos resultados do primeiro trimestre confirmaram que 2013 deve ser um ano mais difícil quando comparado aos últimos anos, mas esperamos melhorar nosso desempenho nos próximos três trimestres — disse a empresa se referindo ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

Para Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, o recuo no consumo das classes mais baixas é preocupante, mas revela um paradoxo que o governo só vai conseguir desvendar com investimentos. Segundo Alcides, para ter crescimento sustentável de 3,5% ao ano e com inflação abaixo de até 4,5%, a taxa de investimentos tem de estar no patamar de 25% do Produto Interno Bruto (PIB). Hoje gira em torno de 19%.

— Ao mesmo tempo em que diminuir o consumo preocupa, temos que ver o lado bom. O endividamento está aumentando e esta queda é um sinal de que o consumidor começa a aprender a gastar — analisa o professor. — Além disso, não é possível expandir o crédito como antes e nem dar ganhos de salários que acompanhem este movimento. O governo vai ter que mudar sua política e seu discurso e isto só ocorrerá com aumento dos investimentos. Há males que vêm para o bem.

AMANHÃ: Pesquisa da Febraban mostra que 84% dos entrevistados já ficaram ou estão inadimplentes. Endividamento deve aumentar

Author: "Sérgio Vieira"
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Date: Monday, 13 May 2013 10:00

BRASÍLIA E SÃO PAULO — A presidente Dilma Rousseff convocou ministros, empresários e políticos para se dedicarem totalmente, hoje e amanhã, à votação da Medida Provisória 595, que cria regras para as futuras concessões e autorizações de instalações portuárias. Nos bastidores, o exército de Dilma foi instruído a usar, como argumento para a aprovação da MP, o risco de o país perder R$ 35 bilhões em investimentos na modernização do sistema portuário caso a matéria não passe no Congresso. Mesmo com todo o empenho do governo, líderes aliados estavam céticos em relação à possibilidade de a MP ser votada na Câmara e no Senado antes de perder a validade, quinta-feira.

O total de investimentos previstos com a aprovação da MP é de R$ 54,2 bilhões. Segundo interlocutores de Dilma, se o governo for obrigado a usar o chamado plano B, ou seja, reformar o sistema por decreto e outros normativos, a avaliação é que a burocracia e a demora no processo de licitações desestimularão as empresas, e o valor a ser investido cairá para R$ 19,2 bilhões. A ordem de Dilma, dizem fontes, é evitar comentar a possibilidade de um plano B nas negociações, para que o texto ao menos comece a ser discutido na noite de hoje.

— Vamos entrar com tudo. A briga é para ganhar — disse interlocutor do Palácio, acrescentando que a equipe do governo disparou vários telefonemas pedindo apoio para, entre outros, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e a presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e senadora Kátia Abreu (PSD-TO).

FIESP espalhará faixas em prol da MP

Aliada do Palácio do Planalto nesse processo, Kátia admite dificuldades para a aprovação da MP, cujo fim é a abertura dos portos ao capital privado. Para ela, o Brasil pode perder a oportunidade de uma modernização mais abrangente e profunda em seu sistema portuário — passo fundamental para o país melhorar o comércio internacional e se tornar uma potência econômica. Embora avalie que, com as mudanças feitas na Câmara, o melhor seria o governo resolver o problema por meio de decreto, ela considera fundamental a participação do setor privado nesse processo:

— É obrigação do governo continuar investindo em infraestrutura. Mas precisamos do (investimento) privado para complementar.

Após disparar e-mails aos deputados no fim de semana, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) veiculou propaganda ontem na TV, no horário nobre, e espalhará hoje no aeroporto de Brasília e perto do Congresso faixas — “O Brasil quer a MP dos Portos” — dirigidas aos parlamentares, pedindo a aprovação da MP dos Portos.

— Está claro o esforço do governo em melhorar a competitividade dos nossos portos. Não podemos retroceder. A modernização dos nossos terminais portuários passa pelas novas regras da MP 595 — disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Exportadores: Portos são a única alternativa

Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, não pode haver um plano B, pois, sem reforma portuária, o país enfrentará insegurança logística e jurídica. Segundo a AEB, 70% das exportações são de commodities, e essa produção é enviada por via marítima. Incluindo os manufaturados, 95% das exportações são via portos.

— Ou seja, os portos não são uma alternativa, são a única opção — disse Castro.

Para deputados da base governista, a falta de articulação e diálogo do governo foi grande, e o texto vai à apreciação com 28 destaques que tentam alterá-lo. Sem acordo, a votação pode se arrastar. Somam-se a isso o clima ruim provocado por denúncias do líder do PR, Anthony Garotinho (RJ), sobre “negócios” com a MP e a insatisfação da base.

O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ) avisou que sua bancada estará em Brasília amanhã e que não votará 100% como Dilma está pedindo. Líder do PP, Arthur Lira (AL), também antevê dificuldades, por causa das emendas, da falta de diálogo, das acusações de Garotinho e da ameaça de um decreto. O líder do PSD, Eduardo Sciarra (PR) diz que a bancada é a favor da MP, mas defenderá mudanças. Já líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), disse que ao menos 80 dos 89 deputados estarão presentes para votar hoje. E o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO) não vê chances de aprovar a MP antes que ela perca a vigência nesta quinta-feira.

Author: "Eliane Oliveira"
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Date: Monday, 13 May 2013 02:35

BRASÍLIA — O presidente da Alemanha, Joachim Gauck, desembarcará hoje no Brasil, em São Paulo, para participar, junto com a presidente Dilma Rousseff, da maior reunião empresarial entre os dois países. Para o governo e o setor industrial brasileiro, o encontro, que vai durar dois dias, promete ser bastante promissor como oportunidade de novos investimentos. Um levantamento exclusivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que as empresas alemãs vão investir, até 2015, R$ 13 bilhões em projetos industriais, o que representa 7% do total de investimentos da indústria, com exceção de petróleo e mineração. Há, portanto, espaço para ampliar a participação dos alemães no país, especialmente nas áreas de química, equipamentos e tecnologia.

O Brasil também quer melhorar o perfil das exportações para o mercado alemão, com o qual é deficitário. Somente no ano passado, a balança comercial entre os dois países teve um saldo negativo de US$ 7 bilhões contra o Brasil, que compra, principalmente, manufaturados. Na virada do milênio, 79% da pauta de exportações brasileiras eram de industrializados e apenas 19% de básicos. A proporção de manufaturados foi caindo progressivamente de lá para cá. Em março deste ano, o Brasil exportou 59% de produtos básicos e 40% de industrializados.

Alemães têm € 27 bi investidos aqui

Segundo o embaixador da Alemanha no Brasil, Wilfried Grolig, o estoque de investimentos diretos no país totalizam cerca de € 27 bilhões, valor que significa 45% do total investido na América Latina. Ele destacou que, diante desses números, São Paulo é hoje o maior polo industrial fora da Alemanha.

Grolig citou, ainda, dados do Escritório Federal de Estatísticas daquele país que mostram que, em 2012, foram importados menos produtos brasileiros em relação a 2011. Houve uma queda de 5,7%, enquanto as exportações para o mercado brasileiro subiram 4,7%. Na comparação 2011/2010, as vendas brasileiras para a Alemanha cresceram 18,6%, enquanto as importações cresceram 7,5%.

— Essas oscilações são normais. Porém, independentemente das direções não afetam de forma drástica o comércio bilateral. No ranking dos parceiros comerciais da Alemanha, o Brasil ficou, em 2011 e 2012, em 20º lugar nas exportações e na 21ª posição nas importações. Esses dados mostram como o Brasil é um grande parceiro — disse o diplomata.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, a presença do setor privado alemão no Brasil é importante para alavancar a inovação. Abijaodi acrescentou que, ao todo, existem 1.400 empresas germânicas no Brasil, que empregam 250 mil funcionários. Elas representam 10% do PIB industrial do país.

— Queremos investimentos que garantam o acesso das empresas e da população à tecnologia. Isso só aumenta a geração de empregos e a competitividade — enfatizou Abijaodi.

— Os alemães são investidores tradicionais e, o mais importante, é um tipo de investimento que traz tecnologia, um investimento em produção — reforçou Soraya Rosar, gerente executiva de Negociações Internacionais da CNI.

Se depender das empresas alemãs, esse cenário tende a continuar por muito tempo. Segundo o presidente da Basf para a América do Sul, Alfred Hackenberger, na última década o grupo investiu no Brasil, só em pesquisa e desenvolvimento, cerca de € 500 milhões.

— Nossos investimentos na região estão crescendo, já que os países emergentes são países-chave para a Basf.

Author: "Eliane Oliveira"
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Date: Monday, 13 May 2013 01:55

RIO — No momento em que fazer o dinheiro render em aplicações financeiras está difícil com a taxa básica de juros (Selic) em patamar baixo, a alta da inflação nos últimos meses tornou a vida do pequeno investidor ainda mais complicada. Nos produtos financeiros mais populares, o investidor está perdendo poder de compra. Descontados custos como taxa de administração e Imposto de Renda (IR), o retorno real neste ano está negativo em 0,62% nos fundos de renda fixa e em 0,52% nos DI. Na prática, isso significa que o dinheiro investido no fim do ano passado compra agora menos produtos e serviços.

Segundo especialistas, existem ao menos cinco opções no mercado para proteger o dinheiro contra a corrosão da alta de preços. São produtos como fundos de inflação e Certificados de Depósito Bancário atrelados ao IPCA (o chamado CDB IPCA), que rendem o índice de preços oficial do país e mais juro prefixado, o cupom. Existem ainda outras opções, que estão se popularizando aos poucos: as debêntures de infraestrutura e fundos imobiliários. Mesmo as ações de empresas que têm facilidade em repassar o aumento de preços podem ser uma arma, como Ambev, BR Malls e CCR.

Bancos pequenos têm cdbs atraentes

Especialistas lembram que mesmo com os recentes sinais de desaceleração da inflação, o IPCA caminha para uma alta de 5,71% neste ano e de 5,76% em 2014, segundo as expectativas do mercado no boletim Focus, do Banco Central.

Segundo o professor de Finanças do Ibmec-Rio Alexandre Espírito Santo, para superar essa inflação, os CDBs IPCA são uma opção porque rendem uma taxa fixa de juros e mais o índice de preços. Esses títulos não são, contudo, encontrados com facilidade em bancos grandes, mas sim nas pequenas instituições. No banco Sofisa, por exemplo, um CDB com vencimento em dois anos remunera o IPCA mais 3,55% ao ano.

— O investidor precisa se informar sobre o tempo que precisará deixar o dinheiro aplicado e sobre os custos de manutenção de contas nesses bancos pequenos, o que pode atrapalhar o rendimento — afirma Espírito Santo.

Os riscos desses produtos estão relacionados à quebra das instituições financeiras, como ocorreu com o Cruzeiro do Sul e BVA. Recentemente, porém, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) elevou de R$ 70 mil para R$ 250 mil o ressarcimento aos clientes de bancos falidos.

Fundo imobiliário tem aluguel reajustado

Outra forma comum de proteção, os fundos de inflação renderam, em média, 11,88% nos últimos 12 meses, um dos melhores retornos da indústria, segundo a Associação Brasileira dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Os fundos são oferecidos pelos principais bancos. O mais acessível é o da Caixa Econômica Federal, com investimento mínimo de R$ 50 e taxa de administração de 2% ao ano. O Banco do Brasil oferece um fundo com aplicação inicial mais alta, de R$ 5 mil, mas com taxa de administração mais competitiva, de 1,5% ao ano.

O administrador de investimentos Fábio Colombo lembra que os investidores que optarem por esses fundos devem encará-los como uma forma de diversificar de olho no longo prazo.

— Como tem uma parte prefixada, esses fundos têm momentos em que ficam com retorno negativo. Pode ser um mau negócio no curto prazo — alerta Colombo.

O investidor José Alves Bento é um dos que buscam vencer a inflação. Ele tem fundos de renda fixa. Para se proteger da inflação, prefere as ações. Ele conta que tem papéis de concessionárias de rodovias, cujas tarifas de pedágio são reajustadas anualmente pela alta de preços.

— O fraco desempenho da Bolsa, com a crise, não garante que vou ter lucro. Mas invisto pensando no longo prazo. E como existe uma tolerância maior com a inflação, é uma opção se proteger no longo prazo — diz José Alves.

Nas aplicações menos populares entre pessoas físicas, debêntures de infraestrutura — títulos de dívida do setor privado— começam a chamar atenção. Com a edição da Lei 12.431, de junho de 2011, os papéis ficaram isentos de IR para aplicadores pessoas físicas. E, o melhor, são obrigatoriamente corrigidos pela inflação.

Segundo Bruno Carvalho, da XP Investimentos, as debêntures têm aplicação mínima a partir de R$ 1 mil e prazo de vencimento de quatro anos ou mais. Ele garante que a liquidez da aplicação tem crescido diariamente.

— O título pode ser vendido antes do vencimento no mercado secundário. Claro que não tem a liquidez das ações de Petrobras e Vale, mas a oferta e a procura têm crescido bastante.

Os fundos de investimento imobiliário, por sua vez, costumam ser indicados contra a inflação porque seu patrimônio — lojas, escritórios, residências — têm contrato de aluguel reajustado pelo IGP-M, índice de preços calculado pela Fundação Getulio Vargas. Esses fundos também não têm IR. É preciso ler o regulamento do fundo para conhecer os riscos e verificar se o emissor do fundos garante a recompra das cotas.

Author: "Bruno Villas Bôas"
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Date: Monday, 13 May 2013 01:52

RIO — Segundo melhor dia de venda do varejo depois do Natal, o Dia das Mães lotou os corredores dos shoppings neste fim de semana. No sábado, a procura pelos tradicionais presentes de última hora ainda era grande. No domingo, o movimento maior era nas praças de alimentação. Este ano, além de roupas, acessórios e perfumes, tablets, smartphones e acessórios como capinhas de celular também entraram para a lista dos presentes mais procurados pelos filhos.

Mesmo com o grande fluxo de clientes, a expectativa da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) era de fechar as vendas de todo o país com um crescimento de apenas 5% em relação ao Dia das Mães do ano passado.

— A economia não está tão bem como a gente esperava neste primeiro semestre. Ainda assim, essa é a segunda melhor data do comércio e nossa expectativa é positiva — disse o presidente da entidade, Nabil Sahyoun.

Nos shoppings cariocas, os lojistas estavam ainda mais otimistas. O Botafogo Praia Shopping esperava um crescimento de 12% nas vendas em relação às do Dia das Mães de 2012 e o RioSul, 9% a mais que no ano passado.

Presentes baratinhos

Já o BarraShopping registrou um fluxo de clientes apenas 2% maior, mas o número total de participantes em sua ação promocional cresceu 50%. Na Zona Norte, no Boulevard Rio Shopping, em Vila Isabel, o movimento aumentou 8% em relação à semana passada.

Apesar do movimento intenso, contudo, muita gente ainda circulava pelo shopping de mãos vazias durante o sábado à tarde. Caso da pequena Heloísa, de 11 anos, que sabia que ainda ia precisar rodar bastante pelo RioSul até encontrar o presente da mãe. No fim da tarde, ela e o pai, Ari Gusmão, não sabiam o que comprar.

Entre os que já tinham comprado os presentes, a opção foi por itens mais baratos. Essa foi a opção dos noivos Rodrigo Dieguez e Diana Chaves, que gastaram, cada um, cerca de R$ 150 com os presentes de suas mães. Ele comprou uma luminária. Ela, por perfumes.

Author: "O Globo"
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Date: Sunday, 12 May 2013 21:42

LISBOA — O governo de Portugal disse neste domingo que seus credores União Europeia (UE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) concluíram a última revisão do resgate ao país, indicando que não há obstáculos para que o país receba a próxima parcela de 2 bilhões de euros do pacote de ajuda.

A revisão, que estava praticamente selada em março, encontrou um obstáculo no início do mês passado, quando o Tribunal Constitucional rejeitou algumas das medidas de austeridade deste ano. Mas o governo apresentou um plano para compensá-las, junto com medidas mais amplas para redução do déficit até 2015 no valor de 4,8 bilhões de euros.

Representantes dos credores estavam em Lisboa na semana passada para se debruçar sobre os cortes de gastos. "O gabinete se reuniu hoje para ser informado sobre a conclusão dos trabalhos relacionados à sétima revisão e confirmação das condições necessárias para selá-la", disse o governo em comunicado.

O ministro das Finanças, Vitor Gaspar, apresentará os termos finais em reuniões de ministros de Finanças da União Europeia e da zona do euro que começam em Bruxelas na segunda-feira. Por colocar seu plano de redução do déficit de volta aos trilhos, Portugal também espera conseguir aprovação plena da UE nesta semana para uma ampliação dos vencimentos de seus empréstimos de resgate, que são destinados e tem ajudado o país a recuperar acesso total ao mercado de dívida.

Na semana passada, Portugal emitiu seu primeiro título de dez anos desde o resgate, o que trouxe os yields de sua dívida para os menores níveis desde 2010. Ainda assim, permanecem as preocupações sobre a profunda recessão do país e crescente oposição às medidas de austeridade impostas em troca do resgate.

Author: "Reuters"
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Date: Saturday, 11 May 2013 14:32

RIO —O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, que está no cargo desde 2006, pediu demissão há cerca de dois meses e pode deixar o posto até meados do ano. A notícia, publicada neste sábado na “Folha de S.Paulo”, foi confirmada por fontes do governo. A Fazenda não comenta. Nelson Barbosa não foi localizado para falar de sua saída.

A presidente Dilma Rousseff foi informada do pedido de demissão de Barbosa. Ele é considerado um dos formuladores da política econômica do governo e sua relação com o ministro da pasta, Guido Mantega, já vinha sofrendo alguns desgastes.

Uma das mais recentes tarefas de Barbosa foi a elaboração da proposta de reforma do ICMS, que tem alíquotas muito díspares entre os estados brasileiros. Era uma das prioridades do governo a unificação e a redução das tarifas para evitar a guerra fiscal e reduzir o chamado Custo Brasil. A votação está travada no Congresso por falta de acordo. São Paulo é um dos principais opositores do texto por temer perda de receitas.

Nelson Barbosa é considerado um defensor da elevação dos investimentos públicos para conter os efeitos da crise econômica, o chamado efeito anticíclico.

Há rumores de que o substituto de Barbosa pode ser o secretário do Tesouro, Arno Augustin, que também goza de excelente reputação com a presidente Dilma. Mas fontes indicam que ainda existe uma remota possibilidade de Barbosa ser convencido a permanecer no posto.

Além de secretário executivo da Fazenda, Barbosa é também professor adjunto do Instituto de Economia da UFRJ, desde 2002. No Ministério, desde 2006, passou pelas secretarias de política econômica, acompanhamento econômico, política macroeconômica e análise de conjuntura. Também já atuou como assessor da presidência do BNDES e no Banco Central.

Author: "O Globo"
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Date: Saturday, 11 May 2013 14:13

AYLESBURY, Inglaterra — Os principais bancos centrais do mundo não foram pressionados durante reunião do G7, grupo das principais economias do mundo, para fazer mais para impulsionar a economia mundial, disse neste sábado o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi.

Antes da reunião do G7, o ministro das Finanças britânico, George Osborne, havia dito que os ministros iriam “analisar quais ativismos monetários poderiam ser feitos para apoiar a recuperação”. Mas Draghi disse que o BCE — que cortou as taxas de juros para uma baixa recorde na semana passada — não foi pressionado para tomar medidas adicionais.

—Não houve qualquer pedido para fazer mais — disse ele a jornalistas após a reunião. — É bastante claro que todos os bancos centrais têm feito muito, cada um dentro de seu próprio mandato. Então (a reunião) foi apenas para tomar nota do seguinte: todos nós temos sido realmente ativos.

O BCE também procura saber se ele pode fazer mais para promover empréstimos para pequenas empresas na zona do euro através de títulos lastreados em ativos (ABS), mas Draghi disse que o banco central estava em melhor posição para ajudar outras instituições europeias, em vez de assumir um papel de liderança.

— Qual é o papel do BCE nisto? Acho que é principalmente catalítico, porque o BCE trabalha em conjunto com o Banco Europeu de Investimento e com a Comissão (Europeia), e eu acho que haverá muito para esses atores agirem, em vez que o BCE — disse Draghi.

Author: "Reuters"
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Date: Saturday, 11 May 2013 13:06

DUBAI e NOVA YORK — Uma das vítimas do assalto cibernético de US$ 45 milhões é a firma indiana de cartões ElectraCard, informaram duas pessoas próximas às investigações.

A ElectraCard processa cartões pré-pagos de viagem para o Banco Nacional de Ras Al Khaimah PSC (RAKBANK), um dos dois bancos do Oriente Médio que, segundo promotores americanos disseram na quinta-feira, foram roubadas na ação.

Os promotores disseram que uma quadrilha internacional fez dois ataques coordenados contra caixas eletrônicos de todo o mundo, roubando US$ 5 milhões em 21 de dezembro de 2012 e US$ 40 milhões em 19 de fevereiro deste ano. Os criminosos tiveram acesso ao dinheiro depois de hackear duas empresas de processamento de cartões, uma indiana e outra americana.

Os promotores não haviam identificado as empresas pelo nome, mas uma autoridade dos EUA e um empregado do RAKBANK em Dubai disseram neste sábado que uma delas é a ElectraCard, que teria sido vítima no ataque de dezembro.

Author: "O Globo, com Reuters"
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Date: Saturday, 11 May 2013 11:27

RIO - Pesquisa recente apontou que excesso de peso, dores de pescoço e nas costas e ansiedade atingem quase 20% dos executivos brasileiros. Além desses males, outros problemas de saúde, como insônia, rinite, hipertensão, níveis de colesterol e triglicerídeos altos e alergia de pele, são apresentados, não só por profissionais de média e alta gerência, como em todos os níveis. O estresse seria o grande responsável pelo desencadeamento de várias dessas doenças, afirmam os especialistas.

Mas como evitar ou minimizar os sintomas desses males? Ter uma alimentação balanceada, dormir bem, praticar atividades físicas e desenvolver outros interesses que não tenham ligação com o trabalho são algumas das orientações do clínico e cardiologista Antonio Carlos Till, diretor-médico do Vita Check-up Center, para manter a saúde em dia. Confira abaixo os conselhos do médico:

Mantenha uma alimentação saudável - balanceada, rica em verduras, legumes, frutas, fibras e carnes brancas e ingestão de carboidratos em quantidade moderada. Esse hábito auxilia na conservação do peso normal, facilitando um bom sono e evitando doenças como diabetes, infarto e hipertensão arterial.

Faça atividade física e não se esqueça dos alongamentos - O objetivo não é tornar-se um atleta, mas manter uma atividade física aeróbica regular contribui para o controle do peso, para o fortalecimento da musculatura, para a redução da gordura corporal e previne doenças cardiovasculares e o diabetes, além de aumentar a disposição física e colaborar para o controle do estresse emocional.

Não fume - Não ter esse hábito melhora a qualidade de vida, pois previne diversos tipos de câncer, de doença cardiovascular e até mesmo de disfunção erétil.

Modere o consumo de bebidas alcoólicas - O álcool não é um bom companheiro, já que pode influenciar negativamente a qualidade do sono, alterando o comportamento emocional, diminuindo a capacidade física. E, quando em excesso significativo, as bebidas alcoólicas levam à lesão hepática e ao déficit significativo do desempenho intelectual.

Durma bem - O sono influencia o desempenho intelectual e a capacidade de memória e é fundamental para repor as energias. Trate esse item com atenção, procurando reservar sempre um bom intervalo de sono com qualidade. Dessa forma, antes de dormir, evite alguns hábitos como fazer refeições volumosas; consumir álcool em quantidades além das indicadas; trabalhar, principalmente em computador; ver TV, especialmente telejornais; discutir e/ou conversar temas que fomentem ansiedade e/ou preocupação; exercitar-se fisicamente. Criar um ambiente adequado a uma boa noite de sono, com baixa luminosidade, temperatura ideal e pouco ruído também é boa opção para dormir com qualidade.

Cuide de sua aparência - Procure manter uma boa postura corporal, o peso controlado e proteja sua pele. Não se exponha ao sol em excesso e faça exercícios.

Mantenha suas vacinas em dia. Adultos também se vacinam. Muita gente desconhece a importância da prevenção contra tétano, as hepatites e outras doenças evitáveis.

Administre o estresse - Ele é inevitável em nossas vidas, mas pode ser gerenciado, o que minimiza seu impacto. Periodicamente, tenha um momento de lazer com os amigos e curta a família. Namore, passeie, viaje, vá ao cinema e ao teatro, e, porque não, jogue conversa fora com os amigos.

Desenvolva outros interesses - Matricule-se em um curso de fotografia, em um clube de vinhos, faça uma aula de dança. Estude algo que sempre você teve curiosidade. Enfim, ponha sua cabeça e seus sentidos em áreas diferentes do trabalho. Leia sobre assuntos diversos dos profissionais. Um bom romance ou uma boa história faz bem à cabeça, ajuda na qualidade de nosso sono.

Faça check-up de saúde com regularidade - Conhecer o corpo ajuda na precaução de doenças e permite tomar atitudes que podem prolongar e melhorar a qualidade de vida, o que ajuda na relação consigo mesmo e com aqueles que nos amam.

Author: "O Globo"
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Date: Saturday, 11 May 2013 11:24

Já pensou se a sua cozinha pudesse ser deslocada para qualquer canto da casa? Pois bem. Alguns designers já andam pensando nisso. Um deles é do brasileiro Ricardo Antonio, criador do Pret-a-Porter, modelo inovador que aposta na funcionalidade e não exige obras para instalação, podendo ser utilizada, inclusive, ao ar livre. Em um único módulo estão concentradas a pia com torneiras, o fogão, os escorredores de pratos e os talheres e a bancada. A peça foi apresentada na edição 2013 do Salão do Móvel de Milão.

Outra proposta vem da Universidade de Artes e Design de Genebra, Suíça. Sob a direção de Leopold Banchini e Daniel Zamarbide, um grupo de estudantes desenvolveu a Mobile Kitchen, cozinha montada sobre duas rodas de bicicleta, que mais se assemelha a um carrinho de cachorro-quente e pode se deslocar para lá e para cá. A escola foi convidada a repensar as possibilidades de criação de uma área dentro de um importante edifício moderno da cidade. Em vez de comprometer o prédio construindo algo novo, a instituição optou por desenhar elementos móveis. No total, são cinco variações de modelos que utilizam o recurso de energia fotovoltaica, capaz de colocar a peça para funcionar.

Conheça alguns detalhes destas cozinhas em nossa fotogaleria!

Author: "O Globo"
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Date: Saturday, 11 May 2013 10:00

RIO – A inflação resistente e os juros que começam a subir fizeram soar o alerta nas empresas de telefonia. Com medo do aumento da inadimplência dos consumidores, companhias como Vivo, Oi e TIM já separaram R$ 484,73 milhões nos primeiros três meses deste ano para arcar com um possível calote de seus clientes. O número, chamado de provisão para devedores duvidosos (PDD), representa um avanço de 10,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as três companhias haviam reservado R$ 438,54 milhões. A Claro não foi incluída no levantamento porque é empresa de capital fechado e não tem obrigação de publicar seu balanço financeiro.

O crescimento é explicado ainda, segundo economistas e as próprias companhias, pelo aumento nas vendas de celulares mais caros, como smartphones e tablets, como iPad, da Apple, e o Galaxy, da Samsung. Com aparelhos mais potentes, o consumidor aderiu com força aos planos pós-pagos (de conta): as três teles registraram alta de 16% no número de clientes, para 37,082 milhões. Já no caso dos usuários pré-pagos (de cartão) o avanço foi de 1,5%, para 156,675 milhões.

— Para as teles, esse é um ano de cautela em relação ao endividamento. O ano começou com uma expectativa de crescimento da economia e dos salários. Agora, o avanço é menor do que o esperado. As famílias, já endividadas, viram o aumento dos preços comerem os ganhos reais dos salários. Em 2012, havia uma desaceleração da economia e juros em queda. Neste ano, a economia continua crescendo menos, mas com os juros em alta. E os juros em trajetória de alta aumentam a preocupação com o calote — diz Carlos Thadeu de Freitas, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e ex-diretor do Banco Central (BC).

Em abril, o IPCA, índice que baliza as metas de inflação do governo, subiu 0,55% em relação ao mês anterior. Nos 12 meses, acumula avanço de 6,49%, praticamente no teto da meta do governo, de 6,50%. Com essa pressão nos preços, o BC elevou no mês passado os juros básicos, a Selic, em 0,25 ponto percentual, para 7,50% ao ano. Economistas projetam novas altas nas próximas duas reuniões, para 8,25% anuais.

— Todas as empresas estão preocupadas. É algo geral. Com o aumento nos juros, as empresas preventivamente aumentam suas provisões. As classes C e D, que entraram com força no mercado consumidor, foram fisgadas pelas ofertas e ações de marketing das teles — afirma Claudio Goldberg, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Calote pode afetar 4G

No caso da Vivo, a maior empresa do setor, a provisão aumentou 11,7% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 203,1 milhões. Em seu balanço, a companhia — que viu sua base de pós-pago subir 17,4% (para 19,518 milhões) e a de pré-pago cair 2,9% (para 56,4 milhões) no período — diz que continua “mantendo rígido controle sobre as ações de cobrança e aprimoramento contínuo da concessão de crédito para manter os níveis de inadimplência controlados”.

Um analista do setor que não quis se identificar destacou que tradicionalmente as provisões aumentam nos primeiros três meses do ano em relação ao último trimestre do ano, devido ao Natal e o pagamento de impostos e taxas:

— Na Vivo houve uma alta de 38,5% neste início de ano em relação ao quarto trimestre. Do fim de 2011 para o início de 2012, o avanço foi menor, de 32,3%. E o mesmo ocorreu na TIM, que passou de uma queda de 9,3%(do início de 2012 ante o fim de 2011) para uma alta de 38,9% (neste ano em relação ao fim de 2012) — destacou.

Na TIM, a provisão somou R$ 72,631 milhões, alta de 28,2% ante o mesmo período do ano passado. Em seu balanço, a companhia explica que “esse desempenho é explicado principalmente por um aumento no mix de pós pago sobre o total da base de clientes”. Até março, houve alta de 13% em seus usuários de conta, para 10,9 milhões.

— É um cenário que está preocupando. E isso vai afetar o crescimento dos pacotes de 4G, que são mais caros, assim como os aparelhos celulares — diz o executivo de uma das teles.

Na Oi, foram provisionados R$ 209 milhões, valor 4,5% maior em relação ao início do ano passado. Assim como ocorreu nas outras teles, a Oi teve alta de 19,6% no número de clientes pós-pagos (para 6,664 milhões) e de 3,6% nos pré-pagos (para 39,905 milhões). Em relação ao trimestre anterior, houve avanço de 33,1%. A Oi diz que o percentual de PDD em relação a receita líquida está estável em 3%.

Author: "Bruno Rosa"
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Date: Saturday, 11 May 2013 01:54

BRASÍLIA – O governo federal está fomentando a criação de Fundos de Investimento em Participações (FIP) que possam entrar como sócios dos grupos econômicos que vencerem os leilões de concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos programados para os próximos meses. Ontem, o presidente da Empresa de Projetos e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, disse que não só a BNDESPar — conforme o presidente do banco já havia anunciado — mas também fundos de pensão, o FI-FGTS e investidores estrangeiros em geral poderão se unir para compor uma sociedade com os concessionários.

Para que isso seja possível já nos primeiros leilões de rodovias, em setembro, os FIPs deverão estar prontos antes desse prazo. Em conversa com jornalistas, Figueiredo disse ontem que esses fundos deverão ter princípios de governança corporativa, entre outros, previamente definidos, para que, ainda na fase de concorrência, os consórcios saibam se vão poder contar ou não com determinado FIP como parceiro.

Segundo o presidente da EPL, essa medida ampliará a atuação de um universo de menos de dez empresas brasileiras a concorrer em diversas concessões para cerca de 60 empresas de porte médio que poderiam “ascender”.

— Elas precisam de alguém que dê estrutura, ampliamos a capacidade de empresas de entrarem no negócio.

Figueiredo confirmou que a taxa interna de retorno (TIR) do projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) deverá mudar, conforme noticiou O GLOBO, assim como a TIR das concessões de ferrovias, à luz do que ocorreu com as rodovias nos últimos dias. Para as rodovias, que são projetos menos arriscados, a TIR subiu de 5,5% para 7,2%, essa taxa está em 6,32% para o trem-bala e 6,5% para ferrovias.

Além da TIR, outras adaptações também deverão ser feitas até a data do leilão da operação do trem-bala, em setembro. Segundo Figueiredo, também a possibilidade de alavancagem do projeto tenderá a ser elevada de 70% para 80%.

Author: "--"
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Date: Saturday, 11 May 2013 01:48

É possível votar até quinta-feira a MP dos Portos?

Acho bastante positiva a iniciativa do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, em ter chamado a sessão na segunda-feira. Isso mostra, por si só, a disposição do Parlamento de fazer o debate de uma matéria tão importante. Eu acho que (os deputados) vão atender o chamado. A MP tem a ver com nossa eficiência, competitividade e a melhoria da nossa logística. Precisamos avançar muito. É um tema que está aí todos os dias, para as pessoas verem a dificuldade que temos no escoamento da nossas safras.

Já há um plano B, se a MP não passar?

É claro que a presidenta Dilma não deixará uma situação como essa sem resposta, pela responsabilidade do governo, mas até o dia 16 trabalhamos com a hipótese de discussão e aprovação da medida. É um marco claro, organizado, tem regras definidas, traz segurança jurídica, melhora nossa competitividade. Então acreditamos que o Congresso vai ter essa sensibilidade.<SW>

Haveria impacto no projeto de ferrovias, que desaguam nos portos, se a MP dos Portos não passar?

Em ferrovias, necessariamente, não. Mas obviamente que as ferrovias que estamos projetando apontam para um escoamento em regiões diferentes das tradicionalmente utilizadas. Hoje, quase a totalidade do escoamento de grãos é feito em Santos (SP) e Paranaguá (PR). Como a construção da Norte-Sul pelo PAC e as concessões previstas, você dá outra dimensão para o escoamento de safra, você vai precisar de uma estrutura portuária maior. Temos o risco de ter os investimentos em ferrovias, que acontecerão, e depois ter um problema de não termos portos para escoar a produção. Temos portos organizados, mas não a quantidade do que precisamos.

Os deputados Anthony Garotinho (PR-RJ) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ) apontaram interesses econômicos na MP. Como a senhora vê isso?

Eu não quero comentar o debate dos deputados. Nosso compromisso é com a modernização do sistema e sua eficiência. Precisamos dar vazão à capacidade portuária. Já temos na Antaq (agência que regula os transportes aquaviários) mais de 100 pedidos para instalação de terminais de uso privado.

O governo só aceita o relatório do senador Eduardo Braga (PMDB-AM)?

O governo dialogou muito com o Congresso. O senador fez mudanças importantes, que melhoraram o texto. O relatório é resultado de uma concertação. Mais do que isso, comprometemos a essência da medida. Isso está limitado pelo objetivo da matéria.

Author: "Danilo Fariello"
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Date: Saturday, 11 May 2013 01:45

BRASÍLIA – O governo trabalha em uma ofensiva gigantesca para mobilizar a sua base parlamentar e aprovar na próxima semana a Medida Provisória 595, que reformula a Lei dos Portos. A presidente Dilma Rousseff telefonou ontem para vários ministros recomendando que eles entrassem em contato com seus correligionários para que os deputados apareçam na Câmara já na segunda-feira, quando espera que a MP seja votada na Casa.

A medida precisa passar ainda pelo Senado até quinta-feira, quando perderá a validade. Em caso de derrota do governo, um plano B já está em elaboração para reformar os portos por meio de medidas administrativas, mas neste caso com metas bem mais tímidas do que as previstas, de atração de R$ 54,2 bilhões em investimentos, com a liberalização proposta pelas mudanças na lei dos portos.

— Mais da metade dos investimentos previstos no programa são da iniciativa privada para terminais de uso privado. Então, se a MP não passa, teremos com certeza uma grande possibilidade de esses investimentos não se realizarem, o que é ruim para o país e ruim para o sistema portuário — disse ao GLOBO a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

Cunha ‘a pão e água’

Na ofensiva para aprovar a MP, o governo busca, principalmente, dissuadir os deputados que acompanham a posição do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), visto como o grande catalisador do movimento de insatisfação com o governo e que despertou a ira da presidente com declarações publicadas ontem no jornal “Valor Econômico” sobre a falta de articulação política do Executivo.

Uma emenda parlamentar em que estão reunidos diversos pleitos por mudanças na MP foi apresentada por Cunha na sessão da última quarta-feira. Dilma afirmou a aliados ontem, após tomar conhecimento das declarações do líder, que a partir de agora pretende tratá-lo “a pão e água”. Cunha reforçou ontem os sinais de que manterá sua posição de não mobilizar o partido para votar na segunda-feira.

— Segunda-feira não há possibilidade de votarmos, nós vamos obstruir. Terça-feira faremos uma reunião de bancada e decidiremos o que faremos na votação — disse Cunha, deixando claro o nível de tensão.

A tarefa prioritária dos ministros até segunda-feira será convencer os parlamentares de seus partidos a desembarcar em Brasília ainda no primeiro dia da semana. Cunha liberou os deputados do PMDB para chegar apenas na terça-feira. A lista de presença do plenário da Câmara na segunda-feira será conferida com lupa pelo Planalto, para avaliar qual o tipo de alinhamento dos deputados da base.

Para garantir os votos do PMDB, Dilma telefonou ontem ainda pela manhã para o vice-presidente Michel Temer e pediu que ele acionasse os ministros do partido com a mesma finalidade. A ação já havia sido adotada pela presidente na semana que passou, mas sem sucesso. Também foram procurados ministros que representam o PDT, o PP e o PSB, para que cobrem de suas bases o apoio na bancada que, na prática, justifica a posição nos ministérios neste governo de coalizão.

— Vai ser uma disputa. Os ministros precisarão ter paciência para ligar, pedir o voto dos deputados, e ouvir as reclamações e pedidos de cada um, já que a insatisfação é grande — diz um assessor do Palácio do Planalto.

O líder peemedebista nega que os problemas do governo no Congresso se encerram com a aprovação ou não da MP dos Portos na próxima semana. Para ele, as dificuldades na articulação política do Palácio são sistêmicas.

— Tudo aqui vai ficar importante. Votação de medida provisória aqui é como jogo de futebol do Campeonato Brasileiro, tem dois por semana — ironiza.

Plano B

Em caso de derrota, o governo vai recorrer a uma saída alternativa, fazendo adaptações à regulamentação dos portos por meio de decretos e normas de regulação para tentar fazer, pelo menos, as 32 licitações de arrendamentos já vencidos ainda neste ano. Essa saída, porém, necessariamente terá menor envergadura do que o projeto original lançado no fim do ano passado.

Para Bernardo Figueiredo, presidente da Empresa de Projetos e Logística (EPL), se a medida provisória caducar, a estratégia do governo para fazer investimentos no setor portuário, mesmo que de maneira menos ágil, seria por “vias administrativas”, como por exemplo, alterar decretos, entre eles, o que limita a construção de novos portos a quem tenha carga própria para movimentá-lo.

— Não existe plano B para fazer o que o país precisa, o que pode ocorrer é perder-se a chance de fazer isso de forma mais moderna, que gere mais produtividade. Vamos ter que identificar a forma de fazer os R$ 54,2 bilhões sem MP — disse Figueiredo. — A MP abriria mais a possibilidade de usar um instrumento que é o Terminal de Uso Privativo (TUP).

Author: "Danilo Fariello"
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Date: Saturday, 11 May 2013 00:35

RIO – Em meio a uma crise de confiança que se arrasta há um ano no mercado, quatro das seis empresas “X”, de Eike Batista, fecharam o primeiro trimestre deste ano com prejuízo. Outras duas companhias ainda não divulgaram balanços. OGX Petróleo, MMX Mineração, MPX Energia e CCX Carvão apresentaram somadas perda de R$ 1,12 bilhão nos três primeiros meses do ano. É um prejuízo sete vezes maior que o registrado pelas quatro empresas no mesmo período do ano passado, de R$ 160,6 milhões, segundo levantamento do GLOBO na base de dados da consultoria Economatica.

O destaque de prejuízo no trimestre foi a petroleira OGX, cujas perdas quase triplicaram, para R$ 805 milhões, por causa de despesas com poços secos e problemas de operação. Outra forte perda veio da MPX, de R$ 250 milhões, também o triplo na comparação com igual período do ano anterior. Já a MMX, que tinha lucrado R$ 49 milhões nos três primeiros meses de 2012, apresentou um prejuízo de R$ 55 milhões neste primeiro trimestre em razão do aumento de custos. E a CCX Carvão perdeu R$ 17 milhões.

A OGX tem cinco campos com declaração de comercialidade. Desses cinco, dois estão em produção: Tubarão Azul, na Bacia de Campos, e Gavião Real, na Bacia do Parnaíba. O campo de Tubarão Azul é o mais importante na carteira de projetos da empresa.

Até o fim de 2012, quando sua produção média diária era de 10 mil barris de petróleo, era o único campo em operação da companhia. Este ano, porém, problemas com equipamentos praticamente interromperam a produção em Tubarão Azul. Os problemas começaram em março e, em abril, dois dos três poços ficaram parados. O terceiro funcionou só por 16 dias.

Poços voltam a operar

Com isso a produção média mensal da OGX caiu de 16 mil barris diários em janeiro para 13 mil barris diários em abril. A queda só não foi pior porque entrou em produção em janeiro deste ano o campo de Gavião Real (Parnaíba). Em abril, ele atingiu 12,2 mil barris por dia. Ou seja, Tubarão Azul teve uma média pífia de 900 barris diários.

Nesta sexta-feira, executivos da empresa afirmaram que a produção em Tubarão Azul será normalizada em junho. Para o segundo semestre, está prevista a entrada em operação de Tubarão Martelo, em Campos.

— Um poço está produzindo, no outro o reparo deverá estar concluído em meados de maio e depois começa o trabalho no terceiro poço — disse o diretor financeiro da OGX, Roberto Monteiro, em teleconferência.

Author: "Bruno Villas Bôas"
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