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Date: Friday, 24 May 2013 09:00

Pesquisadores descobriram que as mulheres com altos níveis de cortisol são classificadas como sendo menos atraentes pelos homens do que as que são mais relaxadas. Isto pode ser uma má notícia para as desempenham funções estressantes e estão em busca de um amor.

O efeito ocorreria, segundo os cientistas, porque a face carrega fortes sinais sobre a saúde e a fertilidade da pessoa. Aquelas que têm altos níveis de estresse são geralmente menos saudáveis. Entretanto, os pesquisadores notaram que a força do sistema imune da mulher não afeta a atratividade pelo sexo oposto. Estudos anteriores com homens mostravam que eles tendem a se interessar mais por mulheres menos estressadas e com sistema imune forte.

— Talvez, então, os baixos níveis de cortisol sinalizem a saúde no rosto da mulher — disse ao “The Telegraph”, o biólogo da Universidade de Turku (Finlândia), Markus Rantala, coordenador do estudo. — Uma explicação alternativa é que a atração facial sinaliza o potencial reprodutivo, que é mediado, em parte, pelo hormônio do estresse.

A pesquisa foi publicada no “Royal Society Journal Biology Letters”. Os cientistas vacinaram 52 mulheres jovens com Latvian, contra o vírus hepatite B. Eles, então, recolheram amostras de sangue para medir a sua resposta imune e os níveis de cortisol. Eles pediram a 18 homens heterossexuais para avaliar a atratividade de cada mulher, que teve o rosto fotografado. Aquelas com baixos níveis de cortisol no sangue foram avaliados como mais atraentes.

O cortisol é o hormônio que desempenha uma série de papéis no corpo, incluindo a supressão do sistema imune e auxílio ao metabolismo. Na literatura médica, ele é produzido quando o corpo está sob estresse ou quando o indivíduo está ansioso.

Author: "O GLOBO"
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Date: Thursday, 23 May 2013 12:57

Meio século depois que a pílula anticoncepcional deu às mulheres a possibilidade de controlar a ovulação e separar sexo de reprodução, uma nova revolução sexual bate à porta: o poder de controlar o desejo. Na reta final de aprovação pela FDA, agência americana que regulamenta alimentos e medicamentos, as drogas Lybrido e Lybridos (ou qualquer outra que vença a corrida pela aprovação) prometem um botão de liga e desliga para tirar do caminho qualquer obstáculo ao desejo, como mostra a prévia da reportagem da revista do jornal “New York Times” que será publicada no fim de semana. Apelidada de “Viagra feminino”, a droga, na verdade, age de forma diferente.

A Lybrido aumenta a motivação sexual central e resposta sexual fisiológica, assim como o inchaço do tecido erétil e lubrificação vaginal. E a Lybridos aumenta a motivação sexual também, mas adiciona um agente ativo para combater mecanismos de inibição nas áreas do córtex pré-frontal, segundo a Emotional Brain, empresa do holandês Adriaan Tuiten que há quase dois anos desenvolve os testes das substâncias.

Perda de libido ligada à monogamia

Quando o estudo da droga começou, em 2011, as mulheres americanas, todas em relacionamentos estáveis, candidataram-se para as 420 vagas de voluntárias. Três grupos de testes foram formados: placebo, sildenafil (composto químico da nova droga, similar ao do Viagra) + testosterona ou apenas sildenafil. A falta de desejo e a consequente angústia emocional atendiam aos critérios clínicos para Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo (ou HSDD, na sigla em inglês) e os pesquisadores identificaram a prevalência de HSDD como sendo de 10% a 15% entre mulheres com idades de 20 a 60 anos. Quando se contam as mulheres que não chegam a atingir o limite clínico elaborado, a taxa sobe para cerca de 30%. Para as mulheres de meia-idade ou mais velhas, a menopausa e suas consequências podem desempenhar um papel, embora sua importância seja muito debatida. Para outras, os antidepressivos podem ser apontados como culpados. Mas para muitas mulheres a causa da perda de libido parece estar na monogamia.

— O estudo dessas drogas tem que ser muito bem fundamentado porque a libido feminina tem vários fatores e passa por questões psicológicas fortes. Um medicamento com função vascular atenderá apenas mulheres com esse comprometimento — explica a ginecologista brasileira Elisabete Dobao, que fez especialização na área no Hospital Geral de Massachusetts. — A mulher carrega tudo para a relação: se está se sentindo feia e gorda, pouco desejada ou com problema com filhos, isso estará lá. E uma droga vai resolver o problema daquela mulher que está bem mas sem um “start” para o desejo.

As mulheres sofrem de HSDD muito mais que os homens. Psicólogos evolucionários questionam se esta não seria uma condição biológica, que os homens são feitos de impulsos sexuais mais fortes e se contentam com a mulher que está sempre perto. Ao contrário das mulheres.

Entre as voluntárias dos testes da nova droga, uma estudante de Direito não conseguia recuperar o desejo pelo namorado, com quem estava há cinco anos, mas não queria magoá-lo. Outro exemplo era uma divorciada, mãe de três filhos, que se encontrava com o mesmo desinteresse sexual pelo parceiro atual que pelo primeiro marido. Na época da separação, ela havia atribuído a falta de desejo ao marido e às crianças, mas, agora, começava a ter dúvidas sobre essas explicações.

No Centro de Medicina Sexual em Sheppard Pratt, Baltimore, a professora Linneah, de 44 anos, recebeu as pílulas de teste da coordenadora Martina Miller após responder a uma rodada de perguntas sobre seu desejo sexual, considerado baixo, embora ela tenha dito gostar de sexo com o marido e inclusive ter orgasmos com ele. Ou seja, este não era o problema.

— Há alguma coisa que me faz não querer (sexo) e eu não sei o que é — ela admite.

Desejo variável ao longo do relacionamento

O psicólogo Dietrich Klusmann, da Universidade de Hamburg-Eppendorf, na Alemanha, proporcionou um vislumbre no quarto de casais há muito tempo juntos. Com pesquisas que envolveram cerca de 2.500 voluntários, ele comparou o desejo entre homens e mulheres em diferentes estágios do relacionamento. Homens e mulheres em novos relacionamentos reportam desejo equivalente um pelo outro. Mas para as mulheres que estiveram com seus parceiros entre um e quatro anos, um mergulho começa — e continua, deixando o desejo masculino muito maior. Neste mergulho existe um padrão notável: ao longo do tempo, as mulheres que não vivem com seus parceiros mantêm seu desejo muito mais que as mulheres que vivem na mesma casa com os maridos.

Author: "Viviane Nogueira"
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Date: Wednesday, 22 May 2013 19:02

NOVA YORK- Pesquisadores da Universidade de Yeshiva, em Nova York anunciou nesta quarta-feira uma descoberta surpreendente, que pode se transformar em uma forma mais simples e barata de combate a tuberculose multirresistente, aquela em que os tradicionais coqueteis de antibióticos são incapazes de curar. Os cientistas da Yeshiva observaram, por meio de testes em tubos de ensaio, que as bactérias multirresistentes eram destruídas em ambientes com vitamina C.

Cerca de 650 mil pessoas em todo o mundo sofrem com a tuberculose multirresistente. A tuberculose ainda é uma das doenças infecciosas que mais matam no mundo, sobretudo nos países em desenvolvimento. Os autores do estudo afirmam agora que são necessários novos estudos para saber se o tratamento com vitamina C pode funcionar como uma droga contra a tuberculose multirresistente em humanos.

- Este é um grande estudo para levarmos em conta porque há cepas de tuberculose para as quais ainda não há remédio e, no laboratório, pudemos observar que elas podem ser mortas com vitamina C - disse o líder da pesquisa, Ibrahim Abubakar.

De acordo com o pesquisador, a vitamina C consegue turbinar a produção de oxigênio reativo, chamados de radicais livres, que atacam as bactérias que provocam a doença. Frutas cítricas e verduras, como brócolis, são boas fontes da vitamina.

Author: "O Globo"
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Date: Wednesday, 22 May 2013 09:00

LONDRES- Crianças que sofreram maus-tratos são 36% mais propensas a serem obesas na idade adulta. Os autores do estudo, da King Colllege, de Londres, concluíram que a cada sete crianças poupadas ou tratadas das sequelas psíquicas dos maus-tratos, um adulto deixa de ser obeso. Os resultados vêm da análise combinada dos dados de 190.285 pessoas de 41 estudos feitos em todo o mundo, publicada esta semana na revista “Molecular Psychiatry”.

Casos graves de maus-tratos na infância - abuso físico, sexual ou emocional, ou negligência) afetam aproximadamente um em cada cinco menores de 18 anos no Reino Unido. Além das consequências a longo prazo para a saúde mental, há evidências crescentes de que maus tratos na infância podem afetar a saúde física.

- Descobrimos que ser maltratado quando criança aumentou significativamente o risco de obesidade na vida adulta. A prevenção de maus tratos a criança permanece primordial, e nosso resultados destacam os graves efeitos na saúde a longo prazo dessas experiências - disse Andrea Danese, psiquiatra de crianças e adolescentes do Instituto King College de Psiquiatria de Londres e autor principal do estudo.

Embora estudos com animais já tenham demonstrado que o estresse em idade precoce aumenta o risco de obesidade, tal evidência em estudos populacionais ainda era inconsistente. Este novo estudo analisou exaustivamente, de acordo com comunicado da King College, as provas de todos os estudos populacionais existentes para explorar as potenciais fontes de inconsistência.

- São necessárias novas pesquisas para deixar claro se, e como os efeitos dos abusos infantis na obesidade podem ser aliviados depois que os maus-tratos ocorrem. Nosso próximo passo será explorar os mecanismos por trás dessa ligação - disse Andrea.

Author: "O Globo"
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Date: Wednesday, 22 May 2013 04:41

MONTGOMERY, Alabama - Uma misteriosa doença respiratória provocou a hospitalização de cinco pessoas e duas mortes no sudeste do estado americano do Alabama, informaram nesta terça-feira autoridades estatais de saúde.

Sete pessoas foram internadas em hospitais com febre, tosse e falta de ar nas últimas semanas, informou Mary McIntyre, porta-voz do Departamento de Saúde Pública do Alabama.

Dois dos sete pacientes morreram. O Departamento de Saúde Pública do Alabama e o Sistema Nacional de Vigilância de Enfermidades Respiratórias dos Centros para o Controle e Prevenção de Doenças analisam testes de laboratório dos sete pacientes. McIntyre disse que as autoridades esperam ter os resultados preliminares dos testes na quarta-feira ou na quinta pela manhã.

O último dos sete pacientes foi hospitalizado na segunda-feira, informou McIntyre.

O porta-voz disse que não está claro o que tem causado a doença mas alguns dos sete pacientes tinham gripe. As autoridades pediram que funcionários do hospital usem máscaras protetoras quando atenderem paciente que pareçam ter doenças respiratórias.

Author: "AP"
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Date: Monday, 20 May 2013 23:53

Os benefícios de uma dieta mediterrânea já vêm chamando a atenção de cientistas, especialmente para o coração. Agora, uma nova pesquisa aponta que esta dieta previne contra o declínio cognitivo em idosos. Os resultados foram publicados esta semana em artigo na versão online da “Journal of Neurology Neurosurgery and Psychiatry”.

A dieta mediterrânea tem o azeite de oliva como a base da culinária; farto consumo de frutas, nozes e castanhas, vegetais e leguminosas; moderação de peixes e frutos do mar; além de baixo consumo de produtos lácteos e de carne vermelha; e, ainda, o hábito moderado de beber vinho tinto.

— Recomendamos esta dieta porque há uma série de trabalhos sérios provando que ela tem uma atuação na prevenção do déficit cognitivo, protelando uma possível doença de Alzheimer — comentou a neurologista Ana Cristina Cabral, médica do Ambulatório de Demência e Distúrbios Cognitivos da Santa Casa da Misericórdia do Rio.

Chefe do laboratório de doenças neurodegenerativas da UFRJ, Sérgio Ferreira lembra que regiões mediterrâneas da Europa, como Espanha, França, Portugal e Itália, têm reduzida incidência de problemas cardíacos. Mas ele pondera que fatores genéticos destas populações também podem ter influência:

— É difícil separar o efeito do meio ambiente, da dieta e da genética. De todo modo, estes estudos são importantes pelo seguinte: o que vem surgindo com força no meio científico é que talvez o estilo de vida seja a melhor forma de prevenção de déficits cognitivos. A ideia principal é substituir a picanha e o torresmo pelo salmão.

Coração protegido, cérebro idem

O estudo da Universidade de Navarra, na Espanha, comparou os resultados do consumo de uma dieta mediterrânea com os de uma dieta apenas de baixo colesterol, comumente recomendada por médicos na prevenção de doenças cardiovasculares.

Segundo o estudo, há evidências de que o risco vascular aumenta também o risco de declínio cognitivo e demência. Como pesquisas anteriores já apontavam para a dieta mediterrânea como protetora do coração, a melhora cognitiva desta dieta também estaria relacionada, em parte, com a diminuição do risco vascular.

Por isso, os autores acompanharam 522 homens e mulheres entre 55 e 80 anos, sem doenças cardiovasculares, mas com alto risco vascular devido a histórico de doenças ou condições físicas, entre elas diabetes tipo 2, alta pressão arterial, sobrepeso, colesterol alto, fumo e histórico familiar.

Os integrantes foram distribuídos aleatoriamente para grupos que seguiram a dieta mediterrânea ou a de baixo colesterol. Durante 6,5 anos, eles passaram por testes para detectar sinais de declínio cognitivo, com avaliação de memória, linguagem, funções executivas, atenção e pensamento abstrato. Na média, de acordo com os cientistas, os testes foram significativamente melhores para os que seguiram a dieta mediterrânea. Os pesquisadores ressaltam, entretanto, que o estudo ainda é restrito a um pequeno grupo e não pode ser aplicado à população em geral.

Author: "Flávia Milhorance"
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Date: Wednesday, 15 May 2013 15:51

O que é mastectomia preventiva e que tipos de procedimentos são usados nela?

É a remoção cirúrgica de um ou ambos seios para prevenir ou reduzir os riscos de um câncer de mama. Ela pode ser total ou subcutânea. Na total, o médico remove todo o seio e o mamilo. Na subcutânea, ele remove o tecido mamário, mas deixa o mamilo intacto. Os médicos geralmente recomendam uma mastectomia total porque ela remove mais tecido do que uma subcutânea, dando maior proteção contra o câncer em qualquer tecido restante.

Por que uma mulher deve pensar em fazer uma mastectomia preventiva?

Mulheres com alta chance de desenvolver câncer de mama devem considerar a mastectomia preventiva como uma maneira de reduzir os riscos da doença. Entre os fatores que podem aumentar as chances estão: câncer de mama prévio, que aumenta as chances de desenvolver um novo câncer no seio oposto; histórico familiar de câncer de mama, o que faz da operação opção para uma mulher cuja mãe, irmã ou filha teve câncer de mama, especialmente se elas foram diagnosticadas antes dos 50 anos; e alteração de genes causadoras de câncer de mama, ou seja, quando há um resultado positivo em testes para mutações em certos genes que aumentam o risco de câncer de mama (como o BRCA1 ou o BRCA2).

Quão efetiva é a mastectomia preventiva na redução do risco de câncer de mama?

Os dados existentes sugerem que ela pode reduzir em cerca de 90% as chances de um câncer de mama em mulheres com risco médio e alto.

Quais são as desvantagens da mastectomia preventiva?

Como todas as cirurgias, podem ocorrer complicações como sangramentos e infecções. Além disso, a mastectomia é irreversível e pode ter efeitos psicológicos devido a mudanças na imagem corporal e perda das funções normais dos seios.

Que alternativas existem à mastectomia para reduzir o risco de câncer de mama?

Alguns médicos podem aconselhar monitoramento constante (mamogramas periódicos, avaliações regulares que incluam exame clínico dos seios por um profissional de saúde e autoexames mensais) para aumentar as chances de detectar o câncer em estágio inicial.

Author: "--"
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Date: Wednesday, 15 May 2013 13:44

RIO- A retirada radical dos seios - ou a mastectomia dupla como foi feita pela atriz Angelina Jolie - como forma de prevenção só é indicada em casos muito específicos, em que parentes em primeiro grau apresentaram a doença e ainda quando o teste genético aponta mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2. Ainda assim, há algumas alternativas que devem ser discutidas com o médico responsável pelo tratamento.

Ricardo Caponero, presidente do Conselho Técnico Científico da Federação Brasileira das Instituições Filantrópicas de Apoio de Saúde da Mama (Fenama) e médico do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que a retirada das mamas é um procedimento indicado para depois dos 35 anos e quando a mulher já tem filhos. Aos 25 anos, seria feita uma ressonância magnética anual do seio; aos 30, remédios seriam adotados. A mamografia, nestes casos, pode não acusar a doença, porque a mama nesta idade é muito densa. O câncer de mama hereditário não responde ao tratamento hormonal.

- A cirurgia consiste na retirada da glândula mamária maior, que é infiltrada na gordura do seio. Ou seja, visualmente, retira-se o seio - diz Caponero. - No entanto, como a glândula mamária se estende do umbigo à axila, os riscos diminuem em 92%, mas não são eliminados.

Os ductos da mama saem pelos mamilos, então retirá-los ou não é questionável. Mas, quando mantidos, os mamilos são extraídos e recolocados, ficam sem nervos e perdem sensibilidade. Segundo Caponero, hoje a tendência é não retirá-los, embora a decisão seja conjunta entre médico e paciente.

Há remédios que diminuem o risco de desenvolvimento de câncer de mama embora esta redução seja somente entre 47% e 60% — entre eles estão tamoxifeno, raloxifeno e exzmetano.

Author: "Viviane Nogueira"
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Date: Wednesday, 15 May 2013 13:40

A decisão de Angelina Jolie de fazer uma mastectomia dupla para reduzir suas chances de ter câncer de mama provocou debate em todo o mundo e suscitou dúvidas sobre como proceder em casos semelhantes. A atriz americana, que sofreu vendo a mãe, Marcheline Bertrand, lutar contra um câncer de ovário e morrer aos 56 anos, fez um exame específico, o sequenciamento completo dos genes BRCA1 e BRCA2, que acabou sendo decisivo para a cirurgia. Com o resultado em mãos, os médicos de Angelina estimaram um risco muito alto para ela: 87% de chances de desenvolver câncer de mama e 50% de ter a doença no ovário.

Estudos mostram que as mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 estão associadas ao alto risco de câncer de mama e ovário. Estima-se que, desde 1996, cerca de 1 milhão de pessoas fizeram o mesmo exame de sangue de Angelina, pelo qual ela pagou US$ 3 mil. No Brasil, o teste pode ser feito em laboratórios particulares e custa entre R$ 3 mil e R$ 9 mil. O exame não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e não é coberto por planos de saúde. Para a realização do teste, não é necessário jejum. O resultado demora até 30 dias úteis. Especialistas alertam:

— É preciso muito critério nesse caso. Este é um exame que não pode ser feito indiscriminadamente, e só deve ser indicado por um médico geneticista que tenha pesquisado se existe histórico familiar ou pessoal de câncer de mama e ovário entre uma faixa etária baixa ou se há muitos casos da doença entre parentes diretos — explica José Luiz Bevilacqua, cirurgião oncológico e mastologista do Hospital São Luiz, em São Paulo.

São casos muito específicos, como o da técnica de enfermagem Élida Aparecida dos Santos, de 54 anos. Há um ano, ela descobriu uma neoplasia atípica durante uma mamografia. Ainda não era um câncer, e o tratamento poderia ser feito com medicamentos e acompanhamento a cada seis meses. Mas, com um histórico familiar que não favorecia — a irmã mais velha teve câncer de mama aos 55 anos —, ela optou pela retirada das mamas em dezembro passado, mesmo com o exame negativo para mutações BRCA1 e BRCA2.

— Eu não conseguiria conviver com um câncer, emocionalmente seria pior para mim — explica ela, que diz que as redes familiar e social e as sessões de terapia foram fundamentais para a decisão.

Quando acordou, Élida não teve o impacto de se ver sem os seios, já que na mastectomia preventiva a colocação do silicone é feita imediatamente. O baque foi a cicatriz. No período pós-cirúrgico, ela conta que ficou uma semana toda enfaixada, dois meses sem mexer os braços e sem sentir absolutamente nada.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que em 2012 houve 52.680 casos de câncer de mama, sendo o mais incidente em mulheres. Tumores na mama lideram o ranking de mortes entre as mulheres. Em 2010, foram 12.852 mortes. Segundo tipo mais frequente no mundo (só perde para o tumor de pulmão), o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama são altas, provavelmente por causa do diagnóstico tardio. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%.

Author: "--"
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Date: Wednesday, 15 May 2013 13:37

RIO- Considerada uma das atrizes mais lindas do mundo, Angelina Jolie anunciou nesta terça-feira, num artigo no “New York Times”, ter tomado uma das decisões mais duras que uma mulher pode tomar. Ela decidiu remover os próprios seios depois que um teste genético indicou que ela tinha alto risco de ter câncer de mama.

Infográfico: O câncer de mama temido por Angelina Jolie

A coragem de Angelina e de Ivna

A mastectomia dupla é um dos procedimentos indicados para mulheres em altíssimo risco de câncer. Angelina, cuja mãe morreu de câncer de ovário aos 56 anos, herdou a mesma mutação no DNA. Seu risco de desenvolver câncer de mama foi estimado em 87%. O de ovário chegava a 50%. A atriz americana revelou então que preferiu não expor seus seis filhos ao risco de perder a mãe precocemente. E tirou os seios. Ela começou os procedimentos médicos em fevereiro e terminou a última cirurgia reconstrutora em 27 de abril. Optou por fazer primeiro a cirurgia mamária porque o risco era maior. Contou que veio a público para ajudar outras mulheres que passam pela mesma situação a decidir o que fazer com suas vidas.

Rita Lee enfrentou o mesmo drama

Angelina tem mutações no gene BRCA1. Este e o BRCA2 causam entre 5% e 10% dos tumores de mama e entre 10% e 15% dos tumores de ovário. Todas as pessoas têm estes genes, associados à supressão do crescimento descontrolado das células. Um percentual pequeno, porém, apresenta mutações hereditárias que aumentam significativamente o risco de desenvolver câncer. Em média, a chance é de 65%, contra 12% para mulheres sem mutações. Testes genéticos podem indicar o risco específico de uma mulher. Médicos podem oferecer a cada paciente qual a melhor opção. Para muitas, a mastectomia é vista como a melhor forma de evitar o surgimento de tumores. Foi o caso também da cantora brasileira Rita Lee. A roqueira, que perdeu a mãe para o câncer de mama, também fez uma mastectomia dupla preventiva, em 2010, por orientação dos médicos.

No caso da mastectomia, mesmo com plásticas reconstrutoras, há sempre cicatrizes e perda da sensibilidade, com consequências físicas e emocionais, já que os seios estão profundamente ligados à feminilidade. A mastectomia dupla começou a ser discutida em meados da década de 90, quando as mutações nesses genes foram associadas pela primeira vez às formas hereditárias de câncer de mama. Nos EUA, muitas das mulheres com mutações detectadas optaram por esse procedimento. No Brasil, a medida é considerada extrema pelos médicos.

— Entre 5% e 10% dos tumores de mama têm base hereditária, e esta não é a única estratégia, a retirada dos seios preventivamente tem que ser muito discutida; há a retirada dos ovários que pode ser menos radical e diminui à metade o risco de câncer de mama, já que o estrogênio, hormônio feminino, tem papel importante no desenvolvimento deste tumor — explica o médico José Bines, pesquisador do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O teste genético é recomendado quando há casos de parentes de primeiro grau com câncer, como irmãs, mãe ou filha; ou casos de câncer antes dos 50 anos na família. Não há uma diretriz clara para isso no Brasil, e em geral depois de passar por um geneticista, a mulher tem um acompanhamento psicológico e muitas conversas com o mastologista até chegar à decisão final.

— Um risco de 87% (como o de Angelina) é quase uma certeza de câncer — diz o médico do Hospital Israelita Albert Einstein Ricardo Caponero, presidente do Conselho Técnico Científico da Federação Brasileira das Instituições Filantrópicas de Apoio de Saúde da Mama (Femama). — A retirada dos seios reduz em 92% os riscos de tumor, enquanto que medicamentos diminuem entre 47% e 60%.

Para a diretora da Sociedade Brasileira de Mastologia, Mônica Travassos, no caso de Angelina os fatores de risco correspondiam a esta decisão.

— A mastectomia é indicada para os casos de fator hereditário — diz a especialista. — Mas não necessariamente todas com este histórico precisam da cirurgia, outros fatores de risco devem ser levados em conta.

Author: "Viviane Nogueira"
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Date: Wednesday, 15 May 2013 09:00

RIO. O sistema imunológico da mulher envelhece mais lentamente do que o do homem, segundo um ”. Este fenômeno contribuiria para que elas vivam mais do que eles.

Os pesquisadores analisaram o sangue de voluntários saudáveis japoneses de ambos os sexos, todos entre 20 e 90 anos de idade. Em todos eles, o número total de glóbulos brancos diminuiu com a idade. O número de neutrófilos - que integram o sistema imunológico - diminuiu em ambos os sexos.

Os linfócitos, também presentes no sistema de defesa do organismo, foi reduzido com o tempo nos homens - enquanto aumentava nas mulheres. Ainda jovens, eles têm mais linfócitos com elas. Depois, essa quantidade torna-se equivalente.

A diferença de idade nos sistemas imunológicos entre homens e mulheres é um dos muitos processos alterados com a idade. O professor Katsuiku Hirokawa, da Universidade Médica e Dentária de Tóquio, explicou:

- O processo de envelhecimento é diferente por várias razões. As mulheres têm mais estrogênio do que os homens, o que parece protegê-las de doenças cardiovasculares até a menopausa. Os hormônios sexuais também afetam o sistema imunológico, especialmente em certos tipos de linfócitos. Como as pessoas envelhecem em diferentes ritmos, os parâmetros imunológicos poderiam prover uma indicação de sua verdadeira idade biológica.

Author: "O Globo"
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Date: Monday, 13 May 2013 20:28

NOVA YORK - Uma vacina anticocaína tem sido usada com sucesso em primatas não-humanos e está a um passo da aprovação para uso em terapias de dependência química. A vacina (dAd5GNE) combina elementos de vírus do resfriado comum com o GNE, partícula que imita a cocaína, e impede a alta de dopamina associada à droga.

- A vacina ‘come’ a cocaína no sangue como um Pac-Man, antes que a droga chegue ao cérebro - explicou po residente do departamento de medicina genética da Universidade Médica Weill Cornell à revista “Wired”. - Com a vacina, mesmo que a pessoa recaia no vício, a cocaína não surte efeito.

A cocaína funciona se ligando a um transportador de dopamina, impedindo a reciclagem do hormônio do prazer em duas áreas do cérebro, que produzem então o efeito da droga. A vacina estimula o corpo a tratar a cocaína como um intruso e a montar uma resposta imunitária contra a droga.

De acordo com os resultados do estudo, primatas não-humanos que receberam a vacina apresentaram níveis bastante reduzidos da ligação de cocaína com o transmissor da dopamina, cerca de 20% — bem abaixo dos 47% necessários para ‘dar barato’.

- Uma vacina anticocaína exigirá doses de reforço nos seres humanos, mas nós ainda não sabemos quantas vezes essas doses de reforço serão necessárias - disse Crystal. - Acredito que para aquelas pessoas que querem desesperadamente quebrar seu vício, uma série de vacinas vai ajudar.

Author: "O Globo"
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Date: Monday, 13 May 2013 18:50

NOVA YORK - Um novo estudo com os genomas de mais de 13 mil homens identificou quatro novas variantes genéticas associadas ao aumento de risco de câncer de testículo, o mais comumente diagnosticado em jovens atualmente. A descoberta foi publicada na edição on-line da revista “Nature Genetics” por pesquisadores da Escola de Medicina Perelman, da Universidade da Pensilvânia.

- À medida que continuamos a lançar uma rede mais ampla, poderemos identificar os fatores de risco genéticos adicionais, que apontam para novos mecanismos de doença - disse a médica Katherine L. Nathanson, professora associada da Divisão de Medicina Translacional e Genética Humana. - Algumas regiões cromossômicas, o que chamamos de loci, são amarradas à suscetibilidade de câncer testicular, e representam um caminho promissor para estratificar pacientes em grupos de risco, para uma doença que sabemos que é altamente hereditária.

Em três estudos do genoma de associação (GWAS), os pesquisadores analisaram 931 indivíduos afetados e 1.975 controles e confirmaram os resultados de um adicional 3.211 homens com câncer e 7.591 controles. A meta-análise revelou que o risco de tumor de células germinativas testiculares (TGCT) foi significativamente associada a marcadores em quatro loci 4q22, 7q22, 16q22.3, e 17q22, nenhum dos quais foram identificados em outros tipos de câncer. Além disso, esses loci representaram um risco mais elevado do que a grande maioria dos outros loci identificados para alguns tipos de cancro comuns, tais como mama e próstata.

O câncer de testículo é relativamente raro, mas sua incidência dobrou nos últimos 40 anos, sendo um tumor hereditário. Se um homem tem um pai ou um filho com este tipo de tumor, há um risco de quatro a seis vezes maior de desenvolver a doença, comparado a um homem sem histórico familiar. Isso aumenta para um risco de oito a dez vezes maior se o homem tem um irmão com câncer testicular.

Author: "O Globo"
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Date: Monday, 13 May 2013 17:46

NOVA YORK - A doença cardíaca precoce persegue a família de Rick Del Sontro, 43 anos e, por isso, ele não fuma, fica longe de carnes vermelhas, e se exercita com regularidade, até completou um Ironman. Mesmo assim, quando sua irmã Robin Ashwood, 47 anos, apareceu com a doença em estágio avançado, ele foi ao cardiologista e viu no raio-X das artérias que, como seu avô, sua mãe, seus quatro irmãos e duas irmãs, ele também tinha doença cardíaca.

- Eu comprei o sonho de que se fizesse as coisas certas, comesse as coisas certas, ficaria O.K. - disse ele ao jornal “The New York Times”.

Agora ele e toda a família entraram no projeto de estudos do governo americano que usa o sequenciamento genético para encontrar fatores que aumentem os riscos de doenças cardíacas por trás dos suspeitos de sempre — colesterol e pressão altos, fumo e diabetes.

O objetivo é ver se a genética pode explicar porque as doenças cardíacas afetam pessoas aparentemente saudáveis. A esperança é que a família de Del Sontro seja a Pedra de Rosetta para as doenças cardíacas, já que suas artérias são misteriosamente propensas a entupir e isto poderia revelar o que acontece com milhões de outras pessoas.

- Ainda não sabemos quantos caminhos existem para as doenças cardíacas - disse o diretor do estudo Leslie Biesecker. - Este é o poder da genética. Testar e dissecar isso.

Há muito tempo se sabe que o histórico familiar de morte precoce por doença cardíaca dobra o risco de ter a doença, independente de outros fatores. O histórico familiar é definido por ter um pai ou irmão com o diagnóstico antes dos 55 anos ou uma mãe ou irmã nas mesmas condições antes dos 65 anos.

Os cientistas estão estudando a composição genética de cada membro da família Del Sontro em busca de mutações reveladoras ou aberrações na longa sequência de três milhões de substâncias químicas que compõem o DNA humano.

- Com a família certa, você pode precisar de apenas uma família - disse Robert C. Green, da Escola de Medicina de Harvard, que estuda genética e não faz parte do estudo.

Author: "O Globo"
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Date: Saturday, 11 May 2013 17:00

Piolho tem a ver com sujeira?

Não. Piolho se alimenta de sangue, não da sujeira do cabelo.

Por que adultos não pegam piolho?

Pegam sim, mas o contato entre as cabeças de crianças é maior, facilitando o contágio.

Piolho transmite doenças?

Não. Mas feridas na cabeça causadas pela coceira podem acarretar infecções.

Piolho entra em cabelo com química de alisamento ou tintura?

Sim.

Chapinha ou secador quente matam o piolho?

Não, só estouram os ovos e aumentam a infestação.

Vinagre, cachaça e outras químicas do tipo matam o piolho?

Não há nada na literatura científica que comprove a cachaça, já o vinagre é aliado das mães por facilitar a retirada das lêndeas.

Crianças alérgicas têm mais piolho?

Não há nada comprovado, mas alérgicos suam mais no couro cabeludo, e parasitas adoram ambientes quentes.

Author: "O Globo"
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Date: Saturday, 11 May 2013 17:00

TEL AVIV - De olhos fechados o bebê sabe onde está sua mãe, e o reconhecimento acontece através de um sentido mais do que subestimado: o olfato. Nos recém-nascidos o olfato é o sentido mais desenvolvido, a cavidade nasal dos fetos começa a funcionar já na 9ª semana da gravidez. Na 13ª, os nervos olfativos – que vão formar o nariz – já estão conectados ao cérebro. A partir daí, o nariz será o ponto mais rápido do novo ser humano até seu cérebro. Tanto que, para os pesquisadores, muito do que nós consideramos livre arbítrio é, na verdade, escolha inconsciente das nossas narinas.

Estas conclusões foram apresentadas no evento “Ciência sobre o bar”, que acontece desde 2010, no qual dezenas de professores e pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciência, em Israel, fazem palestras informais gratuitas em bares, abertas para quem quiser ir e aprender alguma coisa. Os temas das “aulas” são os mais diversos possíveis, desde robótica a genética, passando por astrofísica e nanofísica. Este ano, diversos pesquisadores escolheram falar sobre a influência do olfato para a vida humana.

— O olfato é nosso Santo Graal. Não sabemos, por exemplo, coisas básicas como a estrutura das moléculas de cheiro que compõem os odores que nós identificamos — explica o pesquisador israelense Noam Sobel, doutor em neurociência pela Universidade Stanford e diretor do laboratório de Olfato do instituto israelense. — O nariz humano abriga seis milhões de receptores de odor, divididos em 400 subgrupos, mas não sabemos se eles são agrupados aleatoriamente ou com propósitos específicos. Ou como esses receptores reagem às diferentes moléculas de cheiro, agrupadas em um número quase infinito de maneiras para formar os odores que nós conhecemos.

Experiências mais intensas com cheiro

Sem cheiro, experiências como comer, passear na rua ou beijar a pessoa amada ficam extremamente diminuídas. Odores também podem se associar profundamente a acontecimentos da infância, e cientistas já provaram que memórias associadas ao cheiro são mais intensas. Segundo estudo do Instituto Weizmann publicado na revista “Current Biology”, em 2009, a primeira vez que uma criança é exposta a um odor está ligada a uma experiência ou objeto e deixa um sinal indelével no cérebro. Os estudos provaram que o hipocampo, a estrutura cerebral que envolve a memória, está ligado intrinsecamente à amígdala, que envolve a emoção.

— Por alguma razão, a primeira associação com o cheiro fica gravada na memória — diz Sobel, que realizou o estudo junto com as especialistas Yaara Yeshurun e Yadin Dudai. — Esse fenômeno fez com que pudéssemos prever o que seria lembrado uma semana depois através apenas da atividade cerebral das crianças.

Troca de feromônios entre mãe e filha

A designer Aline Poly começou a estimular o olfato da filha Manoela, de 1 ano e 7 meses, colocando perfume em um livro com ilustrações de flores. Depois, ensinou a filha a reconhecer o aroma de alecrim e das flores de verdade, mas o campeão mesmo é o cheiro da mãe, que a menina reconhece até no escuro.

— Ela ainda mama, e às vezes, de madrugada, esfrega o nariz na minha roupa de olhos fechados até encontrar o peito — conta Aline.

A ligação entre a mãe e o bebê se dá através da troca de feromônios (hormônios que permitem o reconhecimento de animais da mesma espécie) dentro do útero e pela amamentação. Segundo pesquisadores, a dieta das mães não só é fundamental para o desenvolvimento do olfato de seus filhos como as escolhas futuras das crianças quanto ao que vão comer e beber. Um estudo feito com ratos na Universidade do Colorado identificou que o olfato dos filhotes é modificado de acordo com as dietas das mães. A própria estrutura do cérebro dos animais de laboratório sofria modificações de acordo com os odores do líquido amniótico, também afetado pela dieta. Como a memória dos fetos, principalmente quando associada a odores, é fortíssima, fica difícil mudar esse padrão no futuro.

— Se a mãe bebe álcool, seu filho pode ser mais atraído ao álcool no futuro porque o feto em desenvolvimento acredita que tudo o que vem da mãe é seguro. Se ela come comida saudável, a criança identifica o cheiro dessa comida e vai preferi-la —afirma Josephine Todrank, que conduziu um estudo de dois anos na Universidade do Colorado, divulgado em 2010, com colaboração de Giora Heth, do Instituto de Evolução da Universidade de Haifa, em Israel.

Dicas:

Alimentação

Comer de forma saudável n a gravidez e durante o período de amamentação pode garantir que o bebê tenha um bom olfato desde cedo.

Álcool

Evitar bebidas alcoólicas na gravidez e durante a amamentação também traz benefícios.

Perfume

Lavar o seio com sabonetes muito perfumados pode mudar o cheiro natural da mãe durante a amamentação e prejudicar o olfato do bebê.

Ambiente

Preste atenção aos odores aos quais a criança está exposta: aromas suaves como lavanda, canela ou baunilha podem acalmar; cheiros mais fortes costumam deixar o bebê irritado.

Brinquedos

Livros e outros brinquedos com cheiros de frutas e flores podem ajudar a estimular o olfato.

Colaborou Viviane Nogueira

Author: "Daniela Kresch"
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Date: Saturday, 11 May 2013 17:00

RIO - A catadora de piolho Ana Paula Braga costuma dizer que o inseto foi a terceira praga do Egito e de lá para cá nada funcionou para exterminá-lo, por isso ela não usa remédios, cata a cabeça fio a fio e cobra R$ 70 por hora, atendendo em domicílio. Isso mesmo, catar piolhos virou uma ocupação, dada a falta de tempo e o desespero dos pais que enfrentam a temporada de infestação nessa época do ano.

INFOGRÁFICO: Conheça o ciclo de vida, hábitos e particularidades do piolho

TIRE SUAS DÚVIDAS: Os mitos e verdades sobre a infestação de piolhos

— Quando o tempo esfria o confinamento é maior, os alunos voltam das férias e um passa o piolho para o outro — explica o infectologista Edimilson Migowski, da UFRJ.

Se uma criança passa para a outra e ir à escola é uma obrigação, como evitar a reinfestação do inseto depois de livrar a cabeça do parasita? A dica da catadora Ana Paula é precisa:

— Tem que ir para a escola de cabelo preso. Notou que a amiga fica pressionando o lápis na cabeça, estilo pensando, fica longe porque o piolho está ali.

Nove meses de piolho

No ano passado Lucca, de 7 anos, filho da publicitária Ana Paula Nogueira, passou nove meses com piolho. Ela cortou o cabelo dele, passou vinagre, loções, shampoos, alfazema, infusão de ervas. E nada.

— Até Neocid (inseticida) com óleo Johnson eu usei, o pediatra quase me matou. A única coisa que adiantou foi um kit à base de chá verde da Nova Era, a escola toda usou — conta.

Nesses nove meses de luta contra os piolhos só o marido de Ana Paula não pegou, mas ela e a empregada também se viram às voltas com os insetos.

— Eu catava a cabeça do Lucca e achava 32, 27, não era uma coisa de dois, três piolhos não. Eu catava tudo e no dia seguinte lá estava o pilho. Quando eu peguei pintei o cabelo de louro, e o bicho sumiu.

Apesar da experiência de Ana Paula ter funcionado, especialistas dizem que o piolho não só resiste a tinturas e outras químicas de cabelo, como aos remédios desenvolvidos para matá-los, à base de deltametrina e permetrina. Por isso a batalha está cada vez mais difícil.

— O tratamento é catar, não tem jeito. Existem algumas substâncias que matam a maioria dos piolhos mas não acabam com todos — recomenda a pediatra Samura Barreto.

O mesmo diz a pediatra Maria Cristina Serra Valente, mestre em saúde da criança e da mulher pelo Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz, que defende o pente fino de metal, único que remove lêndeas.

— A retirada mecânica é o mais importante. A revectina, que é o remédio oral, pode ser usado a partir de 15kg, mas bem orientado pelo pediatra — explica. — Para crianças menores, as loções de tratamento podem dar alergia, mas os shampoos podem ser usados em alguns casos.

Morte por asfixia

O médico Eduardo Gomensoro, da empresa Farmoquímica, espera a liberação da Anvisa de um tipo de dimeticona (mesmo princípio ativo de remédios contra gases) em forma de silicone para comercializar um medicamento que asfixiaria piolhos e lêndeas.

— A vantagem é não reagir no organismo, o efeito é físico. O piolho tem orifícios em todo o corpo e este remédio cobriria tudo como um papel filme — explica.

Enquanto não há solução, o problema vai sendo tratado com pente fino e conscientização. Em Botucatu (SP), um projeto do biólogo Newton Madeira, da Unifesp, explica a pais, professores e alunos de escolas públicas o que é o piolho e principalmente que não tem a ver com sujeira, porque infestações sucessivas e preconceito já estavam prejudicando o aprendizado das crianças.

— Elas ficavam assustadas e tristes, tinha pai que jogava até gasolina, mas depois das cartilhas tudo melhorou.

Author: "Viviane Nogueira"
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Date: Saturday, 11 May 2013 17:00

RIO- O impacto social provocado pela evolução das telecomunicações, particularmente da internet, consagrou de vez o casamento entre medicina e a comunicação à distância, cujo efeito é a telemedicina. Com objetivo levar a intervenção médica aonde ela não pode estar, as tecnologias de ponta que integram a especialidade, nascida no auge da Guerra Fria, têm hoje muito mais utilidade que cuidar de astronautas. No próximo Encontros O GLOBO Saúde e Bem-Estar, a telemedicina será tema de palestras que vão mostrar como, por exemplo, um robô comandado remotamente por um especialista pode checar sinais vitais de pacientes e percorrer corredores do hospital, no papel de uma espécie de avatar médico.

O evento será realizado no próximo dia 15, quarta-feira, às 17h, na Casa do Saber O GLOBO, na Lagoa, e contará com as palestras do cardiologistas Marcos de Souza e Evandro Tinoco. De uma instalação chamada de sala híbrida, no Hospital Pró-Cardíaco, o cardiologista Eduardo Saad fará uma exibição de um procedimento de telemedicina para a plateia. Mais longe ainda estará Antonio Marttos Jr, diretor de telemedicina de Trauma do Hospital da Universidade de Miami, que fará outra apresentação desde a cidade americana. A mediação será da jornalista Ana Lucia Azevedo, editora de Ciência e Saúde do jornal O GLOBO, e a coordenação, do cardiologista Cláudio Domênico, da Sociedade Europeia de Cardiologia.

— A médio e a longo prazo, com o barateamento da tecnologia, a telemedicina no Brasil se fará ainda mais presente, possibilitando mais segurança para pacientes, sobretudo de regiões mais afastadas. Para os médicos, haverá a chance de decisões mais acertadas, com o compartilhamento de informações — prevê Domênico.

Diagnóstico à distância

Nas Olimpíadas de Londres, a ginasta Laís Souza teve uma fratura na mão dias antes de sua estreia nos Jogos. A equipe médica do time brasileiro, por meio da telemedicina, discutiu o diagnóstico com um especialista em lesões de mão da Universidade de Miami, o que resultou, infelizmente, no corte da atleta.

Fora do mundo dos superatletas, se um paciente com sintomas de derrame cerebral chega a uma emergência sem um neurologista de plantão, o acesso virtual a um especialista pode significar a indicação do tratamento certo dentro das quatro horas críticas para evitar sequelas permanentes.

— Nos EUA, a telemedicina já é uma grande realidade. Imagino que, com a evolução tecnológica, será possível ter um apoio especializado inclusive para operar um paciente, por exemplo, no interior do Amazonas, em regiões onde há menos médicos — explica o cardiologista Eduardo Saad, da Sociedade Brasileira de Arritmia Cardíaca.

Já Marcos de Sousa explica o que difere a telemedicina de uma simples conferência entre internautas em banda larga:

— Por meio de um robô, é possível circular dentro de um hospital, visitar pacientes e ter acesso a exames como se o médico estivesse ali presente. É mais que um Skype, pois o robô oferece um ambiente de transmissão de dados mais seguro e estável, pois estamos tratando de informações médicas.

Para o futuro, Tinoco estima uma medicina cada vez mais integrada:

— A tendência é que a telemedicina evolua a ponto de ser possível, progressivamente, conectar qualquer centro de medicina no mundo, o que ajuda o médico na tomada de decisão clínica.

Author: "O Globo"
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Date: Thursday, 09 May 2013 17:37

CAMBRIDGE, EUA- Pesquisadores de Harvard descobriram a ação de um hormônio, em ratos, que consegue retardar o envelhecimento do coração e os riscos de insuficiência cardíaca. Os resultados da pesquisa sugerem que a reposição deste hormônio, o GDF11, pode ser uma nova estratégia para reduzir a incidência da doença em humanos.

Os cientistas injetaram a substância orgânica em ratos de laboratório em idade avançada e observaram que os sinais de envelhecimento cardíaco se reverteram.

- Havia evidência de que substâncias em circulação na corrente sanguínea de mamíferos podem rejuvenescer tecidos, mas eles não haviam sido identificados. Este estudo encontrou a primeira substância com tais características - disse o líder da pesquisa, Richard Lee, do Instituto de Células Tronco de Harvard e do Hospital da Mulher de Brigham, em comunicado divulgado pela universidade.

A insuficiência cardíaca é uma doença em que o coração não consegue bombear sangue o suficiente para satisfazer as necessidades do corpo, causando falta de ar e fadiga, e está se tornando cada vez mais prevalente em idosos. A forma mais comum de insuficiência cardíaca relacionada com a idade envolve o espessamento do tecido do músculo do coração.

Para identificar moléculas no sangue responsáveis pela insuficiência cardíaca relacionada à idade os pesquisadores usaram uma técnica experimental já testada outras vezes: eles juntaram cirurgicamente pares de camundongos jovens e velhos de modo que o sistema circulatório dos dois se comunicassem, como se fosse um só. Após ser exposto ao sangue de ratos jovens, os ratos velhos passaram a reduzir o tal espessamento do músculo do coração.

A equipe de Harvard passaram então a rastrear as moléculas do sangue que mudavam de quantidade com o passar da idade e descobriram que os níveis do hormônio GDF11 foram menores nos ratos mais velhos, de acordo com o trabalho publicado na revista “Cell”.

Bingo. Os cientistas resolveram então tratar os ratos idosos com um suplemento deste hormônio. O resultado foi que as células do músculo do coração ficarem menos espessas, assim como a parede das células, que passaram a ter a aparência de um coração mais jovem.

- Se algumas doenças relacionadas à idade ocorrem por causa da perda natural de um hormônio, então é possível que restaurar os níveis desse hormônio seja benéfico", disse Amy Wagers, uma das autoras do estudo. - Estamos esperando que, algum dia, a insuficiência cardíaca humana relacionada com a idade possa ser tratada dessa maneira.

Em abril, um estudo publicado na “Nature” por uma equipe da Universidade de Texas havia encontrado um outro caminho para a regeneração do tecido cardíaco. Numa experiência feita com camundongos, um gene, chamado Meis1, foi "desligado", permitindo que as células cardíacas de filhotes recém-nascidos continuassem se dividindo por mais tempo. Usando a mesma técnica, eles também conseguiram reativar o processo de regeneração em animais adultos, sem que isso interferisse no funcionamento normal do coração. O estudo sugere que desativar o gene em humanos pode ser um tratamento eficiente para pessoas com problemas cardíacos e uma alternativa às terapias com células-tronco que estão em desenvolvimento.

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Date: Thursday, 09 May 2013 14:07

SÃO PAULO - Um suplemento alimentar líquido promete ajudar a manter a memória de pacientes que sofrem de doença de Alzheimer em fase leve. O estudo de um novo composto nutricional que beneficiasse esses pacientes começou há 10 anos, no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA. O professor do Cérebro e Ciências Cognitivas Richard Wurtman desenvolveu um mix de nutrientes e passou a pesquisar o uso desse composto com foco em reconstituir a perda da comunicação química entre os neurônios em Alzheimer.

Testes feitos com 225 pacientes com Alzheimer leve mostraram que 40% que ingeriram o suplemento diariamente melhoraram a memória, após 12 semanas. Outra pesquisa, realizada em países europeus com 259 pessoas, durante 6 meses, também tiveram o mesmo resultado.

Os estudo foram patrocinados pela Divisão de Nutrição Especializada da Danone, que agora detém a licença da patente registrada pelo professor do MIT. Os resultados do ensaio clínico, realizado na Europa, foram publicados no ano passado na "Journal of Alzheimer´s Disease". Outro estudo, no entanto, mostrou que a bebida não tem efeito em pacientes com a doença em estágio mais avançado.

- Tem muita gente com Alzheimer. Poucos recebem diagnóstico e muito menos doentes são tratados. O óbito vem em cerca de 12 anos - explica o neurologista Paulo Bertolucci, da Unifesp.

O produto entrou no Brasil em setembro do ano passado e já vem sendo usado por mais de duas mil pessoas. A fórmula, entre outros componentes, traz vitaminas do complexo B, fosfolipídios, antioxidantes e colina. O Souvenaid acaba de ser lançado no Brasil e cada frasco de 125ml da bebida custa cerca de R$ 10 a unidade.

O suplemento não substitui medicamentos, alerta Cláudio Sturion, diretor médico da Divisão de Nutrição da Danone.

Author: "Jaqueline Falcão"
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