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Jesse James Garrett and “The State Of User Experience”
Depois daquele post sobre o dotSUB, era minha obrigação postar o link do TED Open Translation Project, lançado recentemente.
Pra mim, uma bela oportunidade de treinar a compreensão em inglês com um conteúdo relevante e enxuto.
Acabei de ver essa apresentação do UX Designer Stephen Anderson.
Ele fala um pouco sobre o processo de engagamento na experiência do usuário, motivações e como alavancar isso nas soluções de projeto. Baseado na psicologia humana, ele mostra um conceito que desconstrói as experiências, questionando o porquê delas funcionarem nos produtos.
The Art & Science of Seductive Interactions Veja outras apresentações de Stephen Anderson.

- Do post “Pair Design - Less Wireframes, More Collaboration” de Anders Ramsay, que explica um pouco do conceito de ‘design em pares’ em times Agile.
dotSUB levará legendas às conferências do TED.com
dotSUB é um projeto que possibilita a aplicação de legendas em qualquer vídeo, e que começará a ser incorporado às TEDTalks em breve. O usuário poderá acrescentar as legendas de sua língua nativa através do próprio dotSUB.com, exportá-la para diversos formatos de ‘subtitles’ ou importar legendas criadas previamente para vídeos.
O uso do serviço não é restrito às conferências TED, você pode fazer upload de vídeos para traduzir ou até mesmo utilizar vídeos disponíveis na web (youtube, por exemplo). No caso específico das TEDTalks, o serviço estará incorporado ao player do TED.com e os vídeos do site já virão com a tradução para o Inglês.
- Do post More than just watching TV, via UX Team da BBC que apresenta resultados de uma pesquisa sobre o comportamento do consumidor com produtos on-demand.

Desde que cheguei na Globo.com ainda não havia escrito nada sobre o trabalho em si, as coisas que faço ou deixo de fazer. Vou abrir uma exceção pra contar um pouco de como é estar envolvido na produção do Big Brother Brasil.
* Se você acha o BBB uma grande besteira, considere que é um post que apresenta o caráter profissional e a responsabilidade em projetar um website que recebe milhões de acessos diários.
Aqui na Globo.com, como muitos sabem, utilizamos uma metodologia agile, o Scrum. Confesso que, quando estive aqui pra fazer a entrevista com o Tristão e ele ‘passeou’ comigo pela empresa, fiquei impressionado com os quadros cheios de post-its e gráficos, sketchs colados nas paredes e equipes multidisciplinares trabalhando fisicamente próximas. Fiquei pensando se tudo aquilo realmente funcionava…
Trabalho em um dos times de entretenimento aqui da Globo.com. Em meados de outubro assumimos o projeto BBB9 com um desafio: fazer o site entrar no ar impreterivelmente até dia 13/01 e ajustá-lo aos padrões Globo.com. Começamos imediatamente a mapear o projeto e estruturar os sprints apertados até a data de lançamento. A intenção do time era fazer todo o projeto no tempo disponível, e também aproveitar o recesso (10 dias) de fim de ano (coisa que seria inédita em uma equipe que produz o BBB).
O time também entendeu que era hora de dar “outra cara” para o BBB: aproveitar a adequação ao grid de padrões, e trazer um novo layout para todo o site. Não deixar nenhuma seção para trás, evitar inconsistências no layout e falhas na experiência, etc. Essa ideia requeria um projeto novo, do zero. Em praticamente 3 meses. E com backoffice, treinamento de editores e uma instalação no Projac incluídos.
Fizemos uma grande avaliação das necessidades do projeto, dividimos os vários sprints (5 ou 6 se não me engano) e começamos a trabalhar. Avaliamos os portais anteriores e aprendemos algumas coisas com eles. Levantamos as métricas do BBB8 e focamos a atenção em áreas muito acessadas ou com bom potencial de acessos. Fizemos páginas mais “espertas” e “quentes” para os participantes, e que demandassem pouco esforço editorial - utilizando o tagueamento de matérias e vídeos pra facilitar. Melhoramos o SEO, criamos um catálogo exclusivo de vídeos e ousamos um cabeçalho que não apresenta de cara o nome dos participantes (afinal, daqui a duas semanas todo o Brasil vai saber quem é quem).
Em nenhum momento deixamos de utilizar o Scrum: a cada sprint havia uma parte entregue, testada e funcional do projeto. Percebi que a metodologia funciona e que os post-its e quadros com gráficos ajudam e muito a ter mais clareza do que está acontecendo, dos impedimentos existentes e da velocidade de produção do time. Com os sprints, muita coisa foi ficando pronta no tempo planejado e incentivando o time a manter o ritmo (no pior cenário, já há partes prontas que podem ser colocadas no ar).
O resultado desse esforço está no ar desde terça (subida simultânea com a estreia do programa), ainda com novidades diárias devido à dinâmica do programa. :-)
* Os créditos são dos times de entretenimento da Globo.com, não apenas o meu - responsável pelo projeto - mas também dos outros que nos auxiliaram com duas histórias.
“History of the Internet” is an animated documentary explaining the inventions from time-sharing to filesharing, from Arpanet to Internet.
“História da Internet” é um documentário em animação gráfica que apresenta as invenções do ‘compartilhamento de tempo’ (time-sharing) ao compartilhamento de arquivos, e da Arpanet à Internet.
* Vídeo por PICOL com direção e animação de Melih Bilgil
Nos últimos dias de 2008 aproveitei o tempo-livre e pensei sobre algumas coisas que aconteceram comigo naquele ano. Uma espécie de retrospectiva pessoal. Acho que todos nós, uma hora, fazemos esse tipo de coisa.
O que reparei é que, todas aquelas coisas que não estavam originalmente planejadas, pareceram ser as mais instigantes e interessantes que aconteceram.
Desafios e oportunidades geralmente são coisas não-planejadas. O que conseguimos “antever” é o nosso envolvimento em meios sociais que nos proporcionem tais coisas. Ao que parece, as oportunidades que você quer pra sua carreira/vida, só acontecerão se você estiver envolvido com pessoas, empresas ou projetos que potencializem-as.
E essas coisas dificilmente irão aparecer nessas listas de resoluções de ano-novo. Não tenho nada contra as listas: acredito que as pessoas tem que ter objetivos a alcançar, e listá-los pode tornar isso ‘palpável’. Mas ao mesmo tempo, é necessário estar preparado para a mudança, para o novo, para o desafiador. Abrir os caminhos pra que isso seja possível.
Espero que em 2009 todos consigamos exercitar essa capacidade de estarmos abertos ao novo, original, diferente, desafiador. Que busquemos o que é verdadeiramente relevante, seja no conhecimento adquirido, seja nas relações sociais.
Pra quem quiser entender um pouco do Scrum aqui na Globo.com:
Falando em Agile 2008 : Scrum na Globo - Derrubando mitos
Palestra de Danilo Bardusco.
Recebi hoje pela manhã, e ecoou pelo twitter a notícia de que o Pownce (serviço que misturava microblogging com envio de arquivos para sua rede de amigos) será descontinuado.

A decisão se dá pela aquisição do Pownce pela SixApart (dona do MovableType, Vox, TypePad). Pelo que entendi, a SixApart resolveu acabar com o projeto do Pownce, focando esforços na divulgação do Vox, e usuários Pownce agora tem contas free do vox e uma ferramenta pra exportação/importação entre os dois serviços.
O que observei de interessante é que, a base de usuários do Pownce (que eu não sei se efetivamente utilizavam o serviço) sequer foi consultada sobre essa negociação. Deveria? Não sei, mas isso só mostra que é bom sempre ter um pé atrás com serviços free/beta que, de uma hora pra outra, podem sofrer alterações/descontinuações. Um dos pensamentos que ronda a cabeça daqueles que constroem um serviço beta - geralmente - é obter uma valorização do produto e uma possível venda no futuro pra algum grande player (Google, Yahoo, SixApart…).

Rio de Janeiro.
Já se passaram 15 dias desde a minha chegada à cidade maravilhosa, e eu ainda não tinha comentado nada por aqui. Nem sei se precisava.
Mas taí: pra quem não sabia, saí da AG2 no mês passado e agora sou um dos arquitetos de informação da Globo.com. Então vem aí uma série de experiências e conhecimentos novos - como toda mudança traz.
E também a oportunidade de morar com uma vista legal assim pro mar.
(tirando o pó…)
E de repente, em dois parágrafos do livro Cultura da Interface (JOHNSON, Steven, 2001), o cara dá a letra de ferramentas que não existiam naquele ano, e que hoje são massivamente utilizadas: Wikipedia e Delicious.
O mais legal de tudo é perceber que o pensamento dele tem origens lá no Vannevar Bush, que na década de 30 pensou o Memex, e um esquema de organização de informação não hierárquico (que não chegou a ser aplicado em escala, mas que tem tudo a ver com a luta que travamos hoje pra organizar a informação).
Reprodução do artigo publicado no Webinsider, em 07/07/08:
- - - -
Quando você vai se apresentar a um novo cliente, geralmente entre os dados de contato, indica também o seu endereço na web. Mesmo que você ainda não o faça, talvez seu novo cliente ou prospect já possa “fazer idéia” de onde encontrá-lo na internet, e uma das maneiras mais simples de verificar isso é o ato de digitar na barra de endereços do navegador o nome da sua empresa seguido do sufixo “.com.br”. Há uma relação direta estabelecida - talvez um dos maiores modelos mentais da atualidade - da ligação de um nome com a sua terminação em domínios que estão “na cabeça” das pessoas (inclusive daquelas que sequer utilizam a web, como a minha mãe).
No Brasil, os websites com terminação “.com.br” representam mais de 90% dos registros existentes, mesmo que haja mais de cinqüenta outras terminações permitidas pelo Registro.br - o órgão que gerencia o registro de domínios no país. Entre tantas, há as também conhecidas “.org.br” e outras nem tanto como a “.slg.br” (destinada a sociólogos, com atualmente 21 registros).
No último dia 26 de junho, o ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), que é a organização mundial que regula e organiza a concessão de domínios, divulgou a notícia de que está preparando a liberação de centenas de domínios para utilização e amplificação do uso da internet. Entre as características previstas nessa liberação, está a permissão de registro de domínios “.qualquercoisa” (como o nome de uma cidade, uma marca, ou qualquer coisa mesmo) e a aplicação de caracteres “não-inglês” na criação de domínios, o que facilitaria a expansão da internet na ásia e oriente médio.
Restrita aos vinte e um ‘top-domains’ que têm aprovação atualmente, a ICANN parece estar disposta a flexibilizar bastante a criação destes novos domínios. Apesar de ser um plano que só será efetivamente aplicado a partir de 2009, já é certo que haverá uma espécie de submissão dos novos domínios (que poderão ser submetidos por qualquer entidade, em qualquer lugar do mundo), para uma candidatura que será “aprovada” pela entidade.
Entretanto, como a própria ICANN já adiantou, não haverá nenhum tipo de reserva de domínios para marcas. Mesmo que admitam que domínios de grandes marcas - como “.disney” - prevaleçam para seus reais proprietários, outros domínios podem abrir uma enorme discussão (o “.apple” dará uma bela briga da empresa de Steve Jobs com associações de produtores de maçãs que falam inglês, por exemplo).
Além disso, há a ruptura com padrões já mundialmente conhecidos, que é o caso do “.com.br” aqui no Brasil. Visto a quantidade de informações que geramos diariamente, “desorganizar” a web parece, ao mesmo tempo, necessário e arriscado.
A flexibilização poderá diminuir a atual dificuldade no registro de um domínio novo, e permitir que as próprias empresas ou governos passem a gerenciar a estruturação dos seus conteúdos na rede - a Coca-Cola, por exemplo, seria beneficiada por um domínio próprio para agregar o conteúdo produzido no mundo inteiro pela empresa. Ao invés de utilizar o “cocacola.com” pra centralizar a informação da marca, seria factível um domínio de melhor assimilação, como o “world.cocacola”.
Por outro lado, há um risco em modificarmos os modelos mentais aplicados à sociedade, que geralmente são conceitos resistentes. Mas não só nesse sentido: também crescerá a necessidade de registros de uma marca, para que não fiquem “brechas” passíveis de má utilização. Utilizando a Coca como exemplo, para atender às diversas línguas seriam necessários registros como “mundo.cocacola”, “mondo.cocacola”, “welt.cocacola” e até um “svijet.cocacola” para os croatas.
Na argumentação da ICANN, esse é o caminho para integrar mais a internet à necessidade das pessoas de diferentes culturas a longo prazo. Será mesmo?

Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre - RS.
Já ouvi bastante sobre isso. Já li posts sobre o assunto de gente bem legal. Já acessei iniciativas para Grid Systems que auxiliem quem quer aprender. Já vi livros (1, 2, 3…) ensinando sobre o assunto, na faculdade.
Mas agora, e com uma presença cada vez maior, a aplicação de malhas filosofais e estruturais, grid systems e a tão falada “Divina Proporção” (retângulo áureo) tem chegado ao design pra web. Nem preciso dizer que é uma evolução clara da forma de fazer web, mais responsável e alinhada com preceitos centenários de composições gráficas.
As boas práticas para composição de layouts estão mais fáceis de serem encontradas. Junto a elas, as boas práticas de usabilidade, e outras séries de recomendações mundo afora que auxiliam - e muito - aqueles que estão começando ou que já estão ativos nas profissões correlatas (já nem dá pra dizer que esses preceitos são necessários apenas a designers).
Hoje me deparei com o post do sempre recomendável Smashing Magazine, detalhando alguns métodos, ferramentas e exemplos de aplicação do retângulo áureo. São dicas, não regras - vale lembrar.
Já ouvi bastante sobre isso. Já li posts sobre o assunto de gente bem legal. Já acessei iniciativas para Grid Systems que auxiliem quem quer aprender. Já vi livros (1, 2, 3…) ensinando sobre o assunto, na faculdade.
Mas agora, e com uma presença cada vez maior, a aplicação de malhas filosofais e estruturais, grid systems e a tão falada “Divina Proporção” (retângulo áureo) tem chegado ao design pra web. Nem preciso dizer que é uma evolução clara da forma de fazer web, mais responsável e alinhada com preceitos centenários de composições gráficas.
As boas práticas para composição de layouts estão mais fáceis de serem encontradas. Junto a elas, as boas práticas de usabilidade, e outras séries de recomendações mundo afora que auxiliam - e muito - aqueles que estão começando ou que já estão ativos nas profissões correlatas (já nem dá pra dizer que esses preceitos são necessários apenas a designers).
Hoje me deparei com o post do sempre recomendável Smashing Magazine, detalhando alguns métodos, ferramentas e exemplos de aplicação do retângulo áureo. São dicas, não regras - vale lembrar.
Na última semana saiu no A List Apart um post da Jessica Enders, questionando se as “zebras” (a intercalação entre cores de fundo) que normalmente utilizamos em tabelas são realmente úteis pra quem as lê.
Desde muito tempo o recurso é utilizado - como sabemos - e sempre muito recomendado por especialistas, professores e profissionais de design mundo afora. Ao meu ver, ajuda sensivelmente a encontrar dados e realizar uma leitura mais confortável de tabelas extensas.
O estudo da Jessica concluiu poucas coisas (na verdade, ela aponta que a diferença entre ter ou não as listras é mínima). O que mais me chamou a atenção foi o fato de que, mesmo quando os usuários estavam sendo testados sem a “zebragem”, eles recorreram a algum recurso para facilitar o cruzamento de informações: ou o dedo percorria a tabela, ou o mouse selecionava a linha.
Também foi interessante notar que 46% das pessoas gostam das “zebras” e entendem que esteticamente as tabelas ficam mais bonitas com elas. Outros 33% não estão nem aí pra isso.
Como ela mesmo afirmou no post, se não faz mal aos usuários e eles gostam, porquê não usá-las?
Na última semana saiu no A List Apart um post da Jessica Enders, questionando se as “zebras” (a intercalação entre cores de fundo) que normalmente utilizamos em tabelas são realmente úteis pra quem as lê.
Desde muito tempo o recurso é utilizado - como sabemos - e sempre muito recomendado por especialistas, professores e profissionais de design mundo afora. Ao meu ver, ajuda sensivelmente a encontrar dados e realizar uma leitura mais confortável de tabelas extensas.
O estudo da Jessica concluiu poucas coisas (na verdade, ela aponta que a diferença entre ter ou não as listras é mínima). O que mais me chamou a atenção foi o fato de que, mesmo quando os usuários estavam sendo testados sem a “zebragem”, eles recorreram a algum recurso para facilitar o cruzamento de informações: ou o dedo percorria a tabela, ou o mouse selecionava a linha.
Também foi interessante notar que 46% das pessoas gostam das “zebras” e entendem que esteticamente as tabelas ficam mais bonitas com elas. Outros 33% não estão nem aí pra isso.
Como ela mesmo afirmou no post, se não faz mal aos usuários e eles gostam, porquê não usá-las?







