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Date: Tuesday, 18 Jun 2013 21:24

BRASÍLIA - O vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, lamentou nesta terça-feira o desfecho violento do protesto de ontem no centro do Rio, quando um grupo minoritário de manifestantes depredou prédios e atacou policiais militares. Pezão disse não saber por que motivo policiais fizeram disparos de fuzil para o alto, afirmando que os policiais já foram identificados e chamados, pelo comando da PM, a explicar sua atitude.

- Vi que o coronel Erir, comandante da PM, estava chamando aqueles policiais, já tinham sido identificados. Ali, não sei, às vezes estava colocando (atirando) para assustar, porque tinha uns carros que poderiam ser queimados e tinha um policial que estava sendo espancado no chão, que foi muito ferido e se machucou muito. Eu não sei porque eles fizeram aquilo, mas deve ter tido uma justificativa de atirar para o alto, não sei, em um momento daquele difícil - disse Pezão.

O vice-governador falou sobre o assunto em Brasília, ao deixar a 5.ª Reunião do Conselho de Competitividade do Complexo da Saúde, na sede da Confederação Nacional da Indústria.

- É da democracia. A gente lutou para vivenciar esses momentos. A cobrança é natural, é do regime democrático- disse Pezão. - Estava correndo tudo tranquilo, superpacífico. O Rio prima pela democracia. As grandes manifestações do país sempre começaram pelo Rio de Janeiro, as maiores. Então, só lamentar o final muito triste: a depredação do paço, da Assembleia Legislativa, prédios históricos. O centro da cidade que está sendo recuperado. Um grande esforço, gastos de recursos para recuperar e a gente ver aqueles atos de vandalismo.

Quanto à postura dos policiais que, em número reduzido, não conseguiram conter os manifestantes na Assembleia Legislativa, Pezão disse que a polícia trabalhava com a informação de que o protesto seria pacífico:

- Eles ficaram acuados. Tinha 80 ali, depois é que chegou o reforço do choque. Tinha sido falado que era uma manifestação pacífica. A polícia só acompanhou com os carros e não foi tendo nenhum problema, só no final da manifestação, que foram ali para a Assembleia. Aí nós nos mobilizamos e o choque foi para ali.

Indagado se houve demora da tropa de choque para chegar ao local, o vice-governador respondeu:

- Se vai também e acontece algum confronto mais violento, acho que a força de segurança ficou ali pesando o que poderia ocorrer. As pessoas estavam muito exaltadas. Então, chegou, deu tempo ainda de apagar o incêndio que estavam colocando. O carro de bombeiros também chegou antes do policiamento. É lamentar um movimento que estava indo muito bem, um protesto pacífico, democrático, onde as pessoas colocam as suas reivindicações.

Indagado se é favorável a uma punição aos policiais que dispararam para o alto, o vice-governador disse que o secretário de Segurança Pública tem autonomia:

- Não sei. Aí é com o coronel da PM, com o secretário de Segurança. O governador dá autonomia total ao secretário, que é o segredo do Rio de Janeiro. Depois de 30, 40 anos, o secretário tem autonomia nessa área de segurança. Então, é melhor ele se pronunciar.

Author: "Demétrio Weber"
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Date: Tuesday, 18 Jun 2013 21:19

RIO - Vestidos de preto e com narizes pintados de vermelho, um grupo de cerca de cem estudantes da unidade da Barra da Tijuca da Escola Parque realizou um protesto na Avenida das Américas, na altura do condomínio Pedra de Itaúna, no fim da manhã desta terça-feira. Os jovens aproveitaram o período do recreio e também cerca de meia hora após o fim do período da manhã e ocuparam a via apenas enquanto o sinal estava fechado. Eles traziam cartazes com dizeres como “afasta de mim esse cale-se”, em apoio à manifestação que tomou o Centro do Rio nesta segunda-feira.

Vanessa Moreira, de 16 anos, que estudava na unidade até o ano passado e também participou do protesto, lembrou que a escola possui um grupo de discussão, chamado Trombone, que se reúne uma vez por semana para discutir os principais temas da atualidade. Com o crescimento do movimento que começou com a reivindicação em torno do aumento da passagem de ônibus, os alunos resolveram aderir.

— Cerca de 20 estudantes do ensino médio foram à passeata ontem (segunda). Como muitos não puderam ir, resolvemos organizar essa manifestação de apoio em frente à escola. Optamos pela caracterização com nariz de palhaço porque sentimos que estamos sendo feito de palhaços pelas autoridades — comentou Vanessa, que acrescentou: — O protesto de ontem foi lindo. Estavam todos pacíficos. A confusão feita por um grupo de baderneiros não tem como apagar o que foi feito.

Durante as manifestações, os alunos foram acompanhados por representantes da coordenação da escola. Não houve problemas no trânsito já que a via foi ocupada apenas nos períodos de sinal vermelho.

Author: "Ruben Berta"
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Date: Tuesday, 18 Jun 2013 21:03

RIO - Cerca de cinco mil manifestantes fazem um protesto, nesta terça-feira, contra o aumento das passagens de ônibus em São Gonçalo, segundo a GloboNews TV. Uma comissão da OAB acompanha a manifestação para ver se haverá excessos por parte da PM ou atos de vandalismo dos manifestantes. Os particpantes iniciaram o protesto com gritos como "Olê, olê, olá, se a passagem não abaixar, São Gonça vai parar". Eles estão em frente à sede da prefeitura. Cerca de 200 homens da Polícia Militar acompanham o protesto, que transcorre em clima de tranquilidade.

De acordo com o subcomandante do 7º BPM, major Jefferson Bartalo, informou ao site G1 que cerca de70 PMS do Batalhão de Choque estão aquartelados e serão acionados apenas se houver depreciação de patrimônio público. O major disse que, segundo o serviço de inteligência da PM, cerca de 11 mil pessoas confirmaram participação na manifestação através do Facebook. No entanto, a PM prevê um número menor de participantes.

- A nossa vinda é pacifica. Não queremos entrar em confronto, queremos que seja exercido o direito constitucional dos cidadãos - disse o subcomandante ao G1.

A maioria dos manifestantes que aguarda o início do protesto é formada por estudantes.

- O aumento dos 20 centavos foi o maior absurdo. Quero que a Copa seja cancelada - disse a estudante do 3º ano do ensino médio Kamile Rodrigues.

A prefeitura de São Gonçalo reforçou o efetivo de guardas municipais para acompanhar a manifestação.O expediente foi encerrado às 14h30m e duas escolas municipais tiveram aulas suspensas.

Algumas lojas na Rua Francisco Portela fecharam as portas com medo de depredação e atos de vandalismo na manifestação.

Author: "O Globo, com G1 e GloboNews TV"
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Date: Tuesday, 18 Jun 2013 19:47

RIO — O porta-voz da Polícia Militar, coronel Frederico Caldas, disse, em entrevista coletiva nesta terça-feira, que a corporação vai atuar com 1,2 mil homens na manifestação marcada para esta quinta-feira no Centro do Rio. O efetivo é quase cinco vezes maior que o utilizado no ato desta segunda-feira, que reuniu 100 mil pessoas. Na ocasião, segundo Caldas, cerca de 250 homens trabalharam no policiamento da região. O coronel afirmou que o número era suficiente, já que a proposta era de um ato pacífico.

Caldas explicou que a decisão de chamar o Batalhão de Choque no momento em que um grupo se destoou do ato e começou a depredar prédios e monumentos no entorno da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) partiu do comandante-geral da PM, coronel Erir Ribeiro. Caldas disse ainda que, no próximo ato, o Batalhão de Choque ficará de prontidão mais próximo ao local da manifestação. Segundo o porta-voz, a atuação no protesto desta segunda foi planejada com base na manifestação na quinta-feira da semana passada, que também foi realizado no Centro.

— Tudo estava planejado para a presença de uma grande quantidade de pessoas. O Batalhão de Choque só foi acionado porque o risco era iminente. Estávamos monitorando a Alerj — disse o coronel.

De acordo com o porta-voz da PM, o efetivo policial estava dividido: 150 homens atuavam diretamente na passeata, enquanto aproximadamente 100 policiais tentavam garantir a segurança de quem circulava pela região. Caldas explicou que, quando a situação se agravou, parte dos 100 PMs que estavam no entorno foram deslocados para a Alerj.

— Não é uma matemática exata. O efetivo de 150 homens que atuavam na passeata era suficiente para uma manifestação pacífica. Mas houve um comportamento bárbaro, criminoso. A gente sabe que uma característica desse movimento é não ter característica, mas não esperávamos por isso. Há muitos anos não se observava um comportamento assim — disse.

O porta-voz explicou ainda que a PM estava em contato constante com a presidência da Alerj durante a manifestação, já que havia a possibilidade de tumulto devido ao grande número de pessoas. No entanto, segundo ele, não havia necessidade de ter a presença do Batalhão de Choque. Somente quando um grupo composto pela minoria começou a incendiar carros e depredar o patrimônio público é que a PM decidiu acionar a tropa.

— Não houve entendimento de que seria preciso acionar o Batalhão de Choque, já que a proposta era uma manifestação pacífica. Na quinta-feira, o batalhão só foi chamado porque houve uma tentativa de fechamento da Avenida Presidente Vargas — afirmou.

Frederico Caldas disse também que a ação, apesar de não ter sido decidida pelo governador Sérgio Cabral, foi aprovada pelo mesmo. No tumulto ocorrido na Alerj, 14 policiais militares ficaram feridos. Segundo o coronel, eles tiveram ferimentos leves e passam bem.

Author: "O Globo"
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Date: Tuesday, 18 Jun 2013 18:05

NITERÓI - A partir desta terça-feira, o motorista que sair de Icaraí em direção ao Centro poderá virar à esquerda na Avenida Amaral Peixoto por cima da obra do mergulhão da Avenida Marquês do Paraná. Assim, começará a chegar ao fim uma novela que se arrasta há mais de três anos e que piorou sensivelmente o trânsito na cidade. A medida, segundo a Niterói Transporte e Trânsito (Nittrans), deve reduzir o peso do trânsito pelo interior do Bairro de Fátima, por onde os veículos que se dirigiam em direção ao Centro tinham de fazer o retorno.

— Os técnicos da Emop (Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro) viram que era necessário reforçar as estacas do mergulhão. Por isso, agora já é permitido passar por cima do mergulhão — afirma o prefeito de Niterói Rodrigo Neves, que acompanhou a reabertura da via e adiantou que já foram cavados 100 metros de túnel do mergulhão, previsto para ser concluído em novembro.

O panorama do trânsito não muda para o fluxo de quem vem da Ponte Rio-Niterói e da Avenida do Contorno em direção ao Centro, já que as obras continuam até novembro no subsolo da Avenida Marquês de Paraná. Para esses motoristas, o acesso a Avenida Amaral Peixoto, ainda será antecedido de uma manobra à direita na Rua Coronel Gomes Machado.

O mergulhão é apontado com uma das soluções viárias para os gargalos no caótico trânsito de Niterói. Depois de concluído, o motorista que sair da Avenida do Contorno e da Ponte Rio-Niterói pela Avenida Jansen de Melo não precisará mais passar pelo Centro para acessar a Avenida Roberto Silveira e a Rua Miguel de Frias, principais vias de ligação com a Zona Sul da cidade.

De solução para a chegada e saída da cidade, o mergulhão da Marquês do Paraná virou uma das grandes dores de cabeça da última administração municipal. O prefeito Rodrigo Neves atacou duramente o antigo governo, chegando a falar que as estruturas de ferro e concreto colocadas pela gestão anterior corriam o risco de desabar.

Reversível - O prefeito Rodrigo Neves prometeu ainda inicia no dia 27 de junho o tão anunciada abertura de uma faixa reversível de trânsito na avenida Roberto Silveira, no sentido túnel Raul Veiga. O objetivo, segundo o prefeito, é dar mais fluidez ao trânsito.

Author: "Luiz Gustavo Schmitt"
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Date: Tuesday, 18 Jun 2013 17:00

RIO - Os eventos que já movimentam a cidade fizeram aumentar a procura por hospedagem na Barra e região, principalmente as opções mais em conta, já que a maior parte do público é de jovens. Que o digam João Matheus Ferreira e Lúcia Ferreira, donos de três pousadas, duas no entorno do Riocentro e uma no Recreio. Eles registraram bom movimento para a Copa das Confederações e já têm os quartos lotados para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

— Planejamos investir o lucro na ampliação e no aperfeiçoamento do negócio — diz Ferreira.

A vizinha pousada Serra Mar, de Laurentino dos Santos Gonçalves, também já não tem vagas para a JMJ. O local pode acomodar até 60 pessoas, e Gonçalves investiu na contratação de funcionários bilíngues e de uma pessoa extra para a recepção.

— Um empresário alugou todos os quartos — alegra-se.

Por outro lado, o movimento tem sido pequeno nos hotéis de alto padrão. Segundo Alfredo Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Indústria de Hotéis (ABIH) do Rio, a ocupação média prevista para ambos os eventos está em 56,86% até agora. A Barra, especificamente, teve pouco mais de 40% dos quartos vendidos.

— Os números comprovam o que a associação de hotéis já esperava. A maior parte do público da jornada procura hospedagens alternativas e econômicas, e não a hotelaria padrão de 3 a 5 estrelas localizada no corredor turístico — diz Lopes.

Hotéis de alto padrão miram na Copa e nas Olimpíadas

Se a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude não elevaram o lucro dos hotéis de grande porte, seus proprietários estão confiantes no potencial da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. O setor está em franca expansão. O Sheraton, na Praia da Barra, planeja modernizar as áreas comuns, como a recepção, e reforma apartamentos para oferecer maior conforto aos visitantes. Segundo a gerente-geral, Sintia Gomes, a expectativa é lotar o estabelecimento:

— Como o Rio terá destaque em nível mundial, isto certamente beneficiará a hotelaria. Durante o período em que acontecem grandes eventos, temos a oportunidade de otimizar as vendas e, consequentemente, aumentar o lucro.

Visando ao crescimento do mercado hoteleiro até 2016, a Hilton Worldwide assinou contrato com a Carvalho Hosken Hotelaria Ltda. para a construção do Hilton Barra, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno. Com 298 apartamentos, o hotel será o primeiro Hilton Worldwide na cidade. A inauguração está prevista para 2014, e o foco será atender à demanda das Olimpíadas do Rio. Já a construtora Calper lançará, até 2015, um hotel com 279 unidades no Recreio, a oito quilômetros do Parque Olímpico. Que vem para suprir uma demanda reprimida por hospedagem na região, segundo Ricardo Ranauro, diretor-presidente da Calper:

— Investimentos em projetos de desenvolvimento de novos hotéis no Rio de Janeiro são raros e oferecem oportunidades de mercado muito atraentes. Diante da demanda crescente e da oferta insuficiente e ultrapassada, investir em hotelaria pode gerar grandes resultados.

Author: "Sarah Monteiro"
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Date: Tuesday, 18 Jun 2013 16:51

RIO - O operador de áudio Fabrício Ferreira, de 41 anos, que teve o carro incendiado nas proximidades da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), contou nesta terça-feira que viu toda a cena de violência da janela da rádio onde trabalha à noite, que fica no 34º andar da Rua da Assembleia 10. Há uma semana ele deixava o veículo — um Ford Versailles ano 93 — parado na vizinhança da Alerj.

— Eu estava trabalhando e comecei a ouvir as explosões. No 34º andar, tem um janelão que dá para ver tudo. Quando olhei, estavam circulando em volta do carro, e comecei a torcer para não acontecer nada. Pensei em descer, mas achei que seria pior. Aí, fiquei assistindo. Eles viraram o carro de ponta cabeça e depois incendiaram — disse Fabrício.

A mulher do operador de áudio, Lenice, viu o carro sendo destruído ao vivo, pela TV.

— Minha mulher estava vendo pela televisão e identificou o carro pela TV. Ela sabia que eu estava ali e me ligou. É a parte ruim disso tudo, porque ela estava chorando, e minha filha também. A família sabe a dificuldade da gente para conseguir as coisas. Mas, mesmo na hora do desespero, tem que procurar palavras para confortar quem está em casa. Deve ser chocante ver pela televisão ver algo seu sendo destruído — afirmou o operador de áudio, pai de três filhos.

O valor de mercado do veículo, que não tinha seguro, seria de R$ 6 mil. Mas ele calcula ainda uma perda de R$ 1.500 em roupas vendidas pela mulher e que estavam no veículo. Eram duas sacolas cheias de peças de lingerie. Hoje, sem carro, ele teve que pegar um ônibus e metrô para ir de casa, em São João de Meriti, até a Rádio Tupi, no Centro, onde trabalha a partir das 9h. Ele também dependerá de transporte público na volta para casa, já que sai depois da meia-noite da Rádio Manchete, que fica na Rua da Assembleia.

Amigos e colegas de profissão se mobilizam agora para levar Fabrício — chamado de Fafê — ao programa do apresentador Luciano Huck, na TV Globo, e para comprar outro carro. Pelo site http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=203380, é possível ajudar Fabrício.

— Esse é o lado bom da história, porque a gente vê que os amigos realmente se importam. Não imaginava que era tão querido dentro da empresa e até fora — contou Fabrício, que é favor da manifestação. — Acho que tem que reivindicar, o povo tem que ir para rua mesmo.

Ele, no entanto, gostaria de ver os responsáveis pela depredação presos e critica a ausência do Batalhão de Choque no momento da confusão.

Author: "Ludmilla de Lima"
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Date: Tuesday, 18 Jun 2013 16:46

RIO — Três dos 29 detidos por participação nos atos de vandalismo no fim da manifestação que reuniu cerca de 100 mil pessoas no Centro do Rio nesta segunda-feira foram levadas para o Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste da Rio, nesta terça-feira. Dois homens foram encaminhados para Bangu 2 e uma estudante da Universidade Federal Fluminense (UFF), para Bangu 8. Os três vão responder por furto. O protesto terminou em pancadaria depois que um grupo se dispersou e começou a depredar prédios e estabelecimentos comerciais na região da Rua Primeiro de Março e Avenida Presidente Antônio Carlos, onde fica o Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

No momento em que os estudantes Caio Brasil Rocha e Wagner Ferreira da Silva estavam sendo levados para Bangu 2, no início da tarde desta terça-feira, integrantes de diretórios acadêmicos que estavam na porta da 5ª DP aplaudiram os presos e gritaram palavras de ordem contra o governador Sérgio Cabral. No Facebook, milhares de pessoas já compartilham, indignadas, a prisão da estudante da UFF Juliana Campos Vianna, de 20 anos.

Segundo relatos na rede social, Juliana estava andando pacificamente com um grupo de amigos em direção à Lapa quando todos foram abordados por policiais. De acordo com os amigos, muitos continuaram andando, mas Juliana e o namorado, de 23 anos, foram parados. Horas depois, eles souberam que a jovem tinha sido levada para a delegacia e, por não ter dinheiro para pagar a fiança de R$ 2 mil, foi mantida presa, assim como seu namorado.

A polícia, porém, tem outra versão para a história: Juliana teria sido presa junto com o namorado por furto. De acordo com os policiais, eles foram presos em flagrante, e Juliana carregava duas bolsas da loja Le Postiche. Por conta disso, encaminharam a jovem para Bangu 8.

Dos 29 detidos durante o ato, nove foram autuados por formação de quadrilha, pagaram fiança e foram liberados. Catorze foram encaminhadas à 5ª DP (Mem de Sá) e liberadas após prestarem depoimento. Dois menores foram apreendidos, um por fato análogo a furto e outro por fato análogo à formação de quadrilha, e encaminhados para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Ainda está preso na delegacia por formação de quadrilha Darney Santos Diógenes, de 33 anos, que diz ser funcionário do Departamento de Sistema Penal (Desipe).

Segundo o delegado Antônio Bonfim, da 5ª DP (Mem de Sá), a polícia está analisando imagens de câmeras de segurança e da imprensa para tentar identificar integrantes do grupo que depredou lojas, carros e prédios públicos na manifestação. Imagens da CET-Rio e da própria Alerj também já foram solicitadas pela delegacia. A polícia também vai tentar identificar os responsáveis pelos atos de vandalismo por meio de impressões digitais. Perícias foram realizadas no locais depredados.

O que começou como um protesto pacífico e organizado terminou com cenas de violência e depredação provocados por um grupo que destoou do ato. O protesto contra o aumento nas passagens de ônibus, que saiu da Candelária e foi até a Cinelândia, levou milhares de pessoas à Avenida Rio Branco, mas acabou com um confronto entre PMs e manifestantes.

De acordo com a representante do DCE da Unisuam Katerine Oliveira, de 23 anos, a manifestação desta segunda-feira estava pacífica até o momento em que as lideranças estudantis que estavam à frente do movimento perderam o controle sobre um grupo que se denomina “anarcopunk“ e está presente em todas as passeatas. Segundo ela, foram eles que se destacaram do grupo e enfrentaram os policiais que estavam em frente à Alerj.

Já o diretor de Assistência Estudantil da UNE, o estudante de física Esteban Crescente, avaliou que houve dificuldade na coordenação de um movimento grande porque a previsão era de um ato organizado pacífico e não de enfrentamento. Ele repudiou a depredação do patrimônio público.

Alerj calcula prejuízo de até R$ 2 milhões

A Assembleia Legislativa amanheceu com janelas quebradas e cacos de vidro pelos corredores. Por volta de 20h30m, os manifestantes atacaram o prédio com pedras e até placas de sinalização. Cerca de 70 policiais militares do 5º BPM (Praça da Harmonia) e 45 funcionários ficaram presos, tentando se defender dos ataques. O Paço Imperial também foi atacado, tendo janelas quebradas e os muros pichados.

Do lado de fora da Assembleia, é possível ver pedras portuguesas soltas, garrafas pelo chão e pedaços de madeira. No entorno, estabelecimentos comerciais e agências bancárias totalmente destruídos, prédios públicos depredados e carros incendiados.

De acordo com Paulo Melo (PMDB/RJ), presidente da Alerj, disse que os prejuízos causados ao prédio da assembleia são calculados entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões. Segundo o deputado, 30% dos vidros e vitrais franceses do segundo andar foram destruídos. Melo informou que o policiamento da Casa foi feito por 75 policiais militares do 5ª BPM (Praça da República) e que o momento da intervenção da polícia foi decidido por ele, em conjunto com o governador Sérgio Cabral. Ainda segundo Melo, a Alerj não tem seguranças armados.

— O policiamento agiu dentro do controle e no momento determinado. O protesto foi feito na Avenida Rio Branco. Na Alerj, o que ocorreu foi vandalismo — disse o deputado.

O diretor do Paço Cultural, Lauro Cavalcanti, estima que vai precisar gastar cerca de R$ 15 mil para pintar a fachada e consertar as 18 janelas que tiveram os vidros quebrados. Não houve danos no interior do centro cultural, que funciona normalmente nesta terça-feira.

Pela manhã, funcionários da Comlurb limparam as pichações feitas na fachada, mas será preciso esperar que as paredes sequem para fazer a pintura. Segundo Lauro Cavalcanti, seguranças do centro cultural estavam dentro do prédio no momento que os manifestantes tentaram entrar, mas não conseguiram.

— Quando vi na televisão que a depredação estava próxima ao Paço, entrei em contato imediatamente com o pessoal da segurança e a minha assistente — disse Lauro.

Ele ressaltou que é a primeira vez que o Paço Imperial é atingido por uma manifestação.

— Foi uma infelicidade episódica. Uma manifestação que começou pacífica terminar daquele jeito — acrescentou o diretor do Paço.

Mas bem ao lado do centro cultural, o Arlequim, que é integrado ao prédio, teve prejuízo maior. Várias vidros foram quebrados e CDs raros e importados foram furtados. O vendedor Luiz Fernando Cavalcante Silva lamentou o ocorrido.

— Ainda vou fazer o inventário para saber o que foi roubado. Agora (na manhã desta terça-feira) estamos tentando limpar a loja para que possamos receber o público — disse o vendedor.

‘A gente está fazendo história no Brasil’, diz líder

Paulo Henrique Lima, de 24 anos, um dos organizadores da onda de protestos no Rio, avaliou a depredação do prédio da Assembleia Legislativa:

— Eu acho que o que está acontecendo hoje no Brasil e no Rio é o resultado de muitos anos de intolerância dos governos. Quando as pessoas vão às ruas são duramente reprimidas. No domingo, mil manifestantes foram duramente reprimidos no Maracanã. A gente está fazendo história no Brasil. Fomos completamente apoiados pelo pessoal dos prédios (da Avenida Rio Branco), que jogaram papel e piscaram as luzes em apoio.

Mesmo criticando a ação da Polícia Militar, Paulo Henrique diz que a culpa da truculência não é dos policiais, e sim do Estado, que treina os PMs para serem violentos:

— A culpa não é do policial. A culpa é do governo, que joga a população contra ela mesma, que tem uma polícia treinada para gerar conflito com a própria população.

O estudante disse que espera receber pelo menos cinco mil pessoas na manifestação que será realizada nesta terça-feira em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Aluno de Segurança Pública na Universidade Federal Fluminense (UFF) e de Direito na Universidade Estácio de Sá, ele diz que, além das tarifas de ônibus, quer derrubar os governos corruptos.

— A nossa luta se mantém. A gente tem que derrubar a tarifa, mas também várias outras coisas, como os governos corruptos. A nossa pauta é muito ampla — afirmou ele.

Author: "Ana Claudia Costa"
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Date: Tuesday, 18 Jun 2013 15:38

RIO - Em meio ao caos provocado por um grupo de cerca de 200 pessoas na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e em ruas próximas, estudantes de medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF) socorriam os feridos durante os confrontos. Sob os olhares de curiosos, os acadêmicos Ruan Médici de Oliveira, de 27 anos, e Mariana Ferreira, de 20, corriam de um lado para o outro tentando ajudar quem passava mal ou saía sangrando do confronto. No total, a equipe era formada por um socorrista e 12 acadêmicos que cuidaram de oito feridos, prestando os primeiros-socorros e os encaminhando ao Hospital municipal Souza Aguiar.

- Queríamos ajudar nas manifestações pacíficas, mas imaginando que pudesse haver confrontos. Achamos que seríamos mais úteis dando assistência médica, mas não tínhamos ideia que seríamos poucos para tantos casos - comentou Ruan.

O socorrista Marcos Paulo coordenava o grupo e tomou a iniciativa de atender o ferido mais grave:

- À primeira vista, parecia que era tiro, em decorrência da perfuração profunda, mas o jovem foi ferido por estilhaços - disse Marcos Paulo, por volta das 23h.

Meia hora depois, com a chegada em massa do Batalhão de Choque da PM, os jovens de branco eram revistados pelos policiais. Deitados no chão e com a mão na cabeça, eles só se livraram da dura da polícia, quando o fotógrafo do GLOBO, reconhecendo o grupo deu o salvo conduto:

- Policial, eu conheço estes jovens. São estudantes de medicina. Eles estão aqui para ajudar.

A PM liberou o grupo.

Author: "Vera Araújo"
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Date: Tuesday, 18 Jun 2013 14:40

RIO — Depois de edifícios e monumentos importantes no Centro do Rio terem sido pichados nesta segunda-feira por uma minoria que destoou da manifestação, um grupo se mobilizou na internet para um mutirão de limpeza de construções históricas como o Paço Imperial, na Praça Quinze. Até as 10h desta terça-feira, mais de 2,6 mil pessoas já haviam demonstrado interesse em participar e buscar informações com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre como podem contribuir com a limpeza.

“O importante aqui é deixar clara a mensagem: queremos construir, e não destruir”, diz a mensagem no evento criado com o nome de “Declaração de Amor ao Paço Imperial”.

Além do Paço Imperial, o prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a Igreja São José, além de estabelecimentos comerciais e agências bancárias foram depredados. Pelo menos 100 mil pessoas participaram do ato, que foi pacífico na maior parte do tempo.

Gustavo Nascimento Amaral, de 19 anos, estudante de eletrotécnica, era um dos voluntários para começar a limpeza da Igreja São José. O prédio, que fica na Avenida Presidente Antônio Carlos, foi pichado na manifestação. Enrolado em uma bandeira do Brasil e com vários vidros de detergente nas mãos, o estudante disse que combinou a faxina com amigos pelas redes sociais.

— A passeata foi pacífica e isso (o vandalismo) não poderia acontecer. Isso não representa o nosso movimento. Nós não aprovamos esse tipo de comportamento — disse o estudante.

O professor Rafael Araruna, de 34 anos, disse ter ficado nas redes sociais até as 2h desta terça-feira para combinar a faxina:

— Esta atitude não nos representa. Queremos ajudar na limpeza porque tentaram tirar o mérito de uma passeata que reuniu mais de 100 mil pessoas, com total tranquilidade e com a presença de famílias.

O professor conta que estava na Cinelândia, já no final da passeata, quando começaram a chegar informações sobre o tumulto na Alerj. Segundo o professor, um grupo seguiu para a Alerj para tentar impedir o tumulto mas não conseguiu. A engenheira Paula Chalhoub, de 30 anos, conta que o namorado fazia parte desse grupo:

— Mas os vândalos, todos mascarados, eram homens fortes e ameaçaram bater no meu namorado. Ele foi obrigado a recuar — contou ela.

Há 40 anos funcionando na esquina da Rua São José com a Avenida Presidente Antônio Carlos, o Bar e Restaurante Ao Vivo amanheceu com as portas fechadas nesta terça-feira. O estabelecimento foi um dos que foram destruídos durante a manifestação. Gerente do local, Nataniel da Silva, de 59 anos, contou que por volta das 22h um grupo de cerca de cem pessoas invadiu o local. Armados com paus e pedras, eles começaram a quebrar tudo o que viam pela frente. Extintores foram retirados da parede para servir como instrumentos do quebra-quebra.

— Não deixaram ninguém sair. Ameaçaram os funcionários, dizendo: “Sem reagir, será pior”. Destruíram tudo. Foi perda total. Um prejuízo incalculável — disse Nataniel.

Ele passou a noite no bar, foi para casa durante algumas horas e voltou pela manhã.

— Vim rezando para ter sido um pesadelo. Infelizmente não foi. É duro voltar à realidade. Apoio a manifestação, todos têm o direito de reivindicar. Mas não de destruir a propriedade alheia — disse Nataniel.

O gerente contou que registrará queixa na polícia e também que não sabe quando o bar reabrirá as postas. Funcionários que chegaram para trabalhar nesta terça sentaram-se desolados em frente ao comércio depredado.

Mais adiante na Rua São José, mais sinais do rastro de destruição: bombeiros ainda trabalham em duas lojas que foram incendiadas durante o protesto. Mesmo depois de tantas horas, ainda há fumaça saindo dos estabelecimentos — um especializados em sandálias e outro, em chocolates.

Durante o protesto, um manifestante encapuzado usou um skate para depredar dois carros estacionados em frente à Alerj. Em uma ação violenta, ele amassou a lataria dos veículos e quebrou vidros. O protesto chamou atenção de outros manifestantes, que xingaram o rapaz e tentaram impedi-lo. Tranquilamente, o homem se misturou à multidão e deixou o local, após os ataques.

Também próximo a Alerj, dois policiais deram tiros de fuzil para o alto, na tentativa de afastar e dispersar os manifestantes que tentavam invadir prédio. O incidente aconteceu próximo ao prédio anexo da Assembleia, na esquina das ruas São José com Dom Manoel. Após usar os fuzis, um dos agentes ainda sacou uma pistola. Sem munição, os agentes fugiram deixando para trás uma viatura, que acabou depredada.

A secretaria municipal de Conservação divulgou na tarde desta terça-feira um balanço do quebra-quebra no Centro. Ao todo, 19 cestas de lixo foram destruídas sendo que seis delas apenas na Rua São José. Houve destruição de cestas também na Rua da Assembleia, Praça 15, Avenida Presidente Antônio Carlos e Rua Araújo Porto Alegre. Pedras portuguesas foram arrancadas nas ruas São José e Erasmo Braga. Ao todo, 33 luminárias no pátio do Palácio Tiradentes foram danificadas. Duas carcaças de veículos também foram retiradas. Ao todo, 110 garis foram mobilizados dos quais apenas 12 para remover pichações.

Na semana passada, 193 mobiliários urbanos já haviam sido depredados, entre os quais abrigos e peças de vidro de pontos de ônibus, totens de publicidade, relógios eletrônico, placas com nomes de logradouros e banheiro público. O prazo para a reposição das peças é de 45 dias.

Author: "Célia Costa"
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Date: Monday, 17 Jun 2013 13:50

RIO - O ritual já dura oito anos. Às segundas-feiras, O Samba do Trabalhador, comandado por Moacyr Luz, reúne músicos no Clube Renascença, em Vila Isabel. O dia foi escolhido justamente por ser um dos poucos livres na agenda de quem trabalha à noite. Mas, esta semana, será diferente. O Samba do Trabalhador fará jornada dupla, com repeteco no Studio RJ, no Arpoador.

A mudança de cenário não vai alterar o repertório que terá composições próprias de Moacyr Luz e parcerias como "Cabô, Meu Pai", com Aldir Blanc e Luiz Carlos da Vila; "Saudades da Guanabara", com Aldir e Paulo Cesar Pinheiro; "Pra que Pedir Perdão?", com Aldir Blanc; e mais músicas de Zeca Pagodinho, Cartola, João Nogueira, Paulinho da Viola, Cartola, Candeia, Elton Medeiros, Bezerra da Silva e João Nogueira.

Gabriel Cavalcante e Alexandre Nunes, no cavaquinho e voz, Nilson Visual, no surdo, Daniel Neves, no violão 7 cordas, e Álvaro Santos, Thiago da Serrinha, Luiz Augusto e Junior de Oliveira na percussão, acompanham Moacyr Luz no show.

Moacyr Luz e Samba do Trabalhador

Studio RJ

Av. Vieira Souto 110, Arpoador

Telefone: 2523-1204

Data: 19/06 (quarta-feira)

Horário: 21h30

Preço: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia entrada, lista amiga pelo site www.studiorj.org, ou com 1 quilo de alimento não perecível)

Author: "--"
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Date: Monday, 17 Jun 2013 13:35

RIO - Depois de realizar o sonho da casa própria, alguns brasileiros expandindo seus horizontes e procurando um lugar para chamar de seu no exterior. Até o dia 18 de junho, o Grupo Goldman Imóveis e a Elite International promovem no Sheraton Rio um evento com ofertas imobiliárias no exterior.

Os destinos mais procurados são Miami, Flórida e New York, seja para investimento ou casa de veraneio. De acordo com os organizadores do evento, os preços que variam entre U$450 mil a U$3.500 milhões. Valores que, de acordo com a Associação de Corretores de Imóveis dos Estados Unidos, os brasileiros foram os campeões na compra de imóveis com o valor acima de um milhão de dólares na Flórida.

Segundo Mendel Goldman Birman, o principal fator que leva os brasileiros a comprar imóveis no exterior é o valor. “Os preços dos imóveis nos Estados Unidos já estiveram 40% mais baratos do que no Brasil. Hoje eles já subiram um pouco, mas ainda é possível encontrar imóveis com preços 20% a 25% menores do que no Brasil”, afirma.

Sheraton Rio

Av. Niemeyer 121, Leblon

Author: "--"
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Date: Monday, 17 Jun 2013 13:28

RIO — Um grande vazamento de gás em uma obra da Transcarioca prejudica o trânsito na Zona Oeste da cidade na manhã desta segunda-feira. Segundo o Centro de Operações da prefeitura, o sentido Recreio da via está fechado na altura da Estrada Arroio Pavuna. Mais cedo, os dois sentidos haviam sido interditados. A pista para a Linha Amarela foi liberada por volta de 10h30m. Bombeiros e equipes da CEG estão no local. O tráfego no sentido Recreio é desviado pela própria Estrada Arroio Pavuna.

Como o trânsito está congestionado em toda a via, a opção para quem sai da Linha Amarela é seguir pela Cidade de Deus e em seguida acessar a Estrada dos Bandeirantes e de lá para a Avenida Salvador Alende. Quem sai do Recreio deve seguir pela Avenida Ayrton Senna.

Dois vazamentos na semana passada

Na sexta-feira, um vazamento de gás chegou a interditar parte da Avenida Vicente de Carvalho, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio. O tráfego de veículos só foi totalmente restabelecido no fim da tarde. Cerca de 800 metros da via ficaram bloqueados nos dois sentidos. O trecho ia da altura do Carioca Shopping à Rua Carlos Chamberland. Bombeiros chegaram a ser acionados. Em nota, a CEG informou que a rede de gás foi atingida acidentalmente durante obras realizadas na altura do número 1.159.

Na quinta-feira, uma tubulação da CEG foi atingida por uma retroescavadeira numa obra da Linha 4 do metrô no Leblon, na Zona Sul do Rio. O acidente ocorreu por volta das 8h no canteiro da Estação Jardim de Alah, no cruzamento entre as avenidas Ataulfo de Paiva e Epitácio Pessoa. Houve vazamento de gás no local. Devido ao problema, o quarteirão entre as avenidas teve de ser isolado.

Author: "Pedro Mansur"
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Date: Monday, 17 Jun 2013 12:46

RIO — A Polícia Civil investiga uma denúncia de estupro no Hospital municipal Barata Ribeiro, na Mangueira, na Zona Norte do Rio. A vítima seria uma mulher de 50 anos, que trabalha como copeira na unidade. Segundo a corporação, ela procurou a 17ª DP (São Cristóvão) dizendo ter sido agredida e abusada sexualmente, por volta das 5h de sábado (dia 15), por um homem que teria entrado por uma janela da cozinha.

A vítima foi ouvida e encaminhada para um exame de corpo de delito. As imagens das câmeras de segurança do hospital e da região onde está localizado foram solicitadas pela polícia, com o objetivo de descobrir quem teria estuprado a copeira. Por meio de uma nota, a Secretaria municipal de Saúde informou que vai colaborar com as investigações policiais sobre o caso.

Este foi o segundo caso de estupro em hospital registrado este mês. No último dia 6, o técnico de enfermagem Brivaldo Francisco Xavier Júnior, acusado de violentar pelo menos duas pacientes do Quinta D’Or, em São Cristóvão, na Zona Norte, se entregou à polícia.

A primeira denúncia contra Brivaldo foi feita por uma paciente de 36 anos, que disse ter sido abusada sexualmente no CTI, onde se recuperava de uma cirurgia. Uma idosa de 66 anos, que faz tratamento contra um câncer, também teria sido abusada pelo mesmo funcionário, em fevereiro.

Author: "O Globo, com Extra"
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Date: Monday, 17 Jun 2013 12:35

RIO — O comércio do Morro de São Carlos, no Estácio, Zona Norte da cidade, amanheceu fechado nesta segunda-feira. Segundo moradores da comunidade, que conta com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde maio de 2011, homens que estavam em motocicletas desceram a comunidade no início da manhã mandaram que comerciantes fechassem as portas. No fim de semana, um traficante morreu em confronto com PMs.

A troca de tiros aconteceu na noite de sábado. Policiais militares da UPP do São Carlos faziam um patrulhamento no Querosene, comunidade vizinha ao São Carlos, quando foram surpreendidos por bandidos armados. Na troca de tiros, um homem identificado como Anderson dos Santos Moura, de 29 anos, conhecido como Brinquinho, morreu.

Anderson Moura, segundo a polícia, teria ligações com o traficante Nem da Rocinha. O suspeito chegou a ser levado ao Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, mas não resistiu aos ferimentos. Com ele, policiais encontraram uma pistola calibre 9 mm.

Comércio fechado também em São Gonçalo

Em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, o comércio também amanheceu fechado. Lojas em vários pontos do bairro Mutuapira não abriram as portas. O motivo, segundo a polícia, foi a morte do chefe do tráfico no local, conhecido como Finho. Ele foi baleado durante uma troca de tiros com policiais militares do 7º BPM (Alcântara), que haviam ido ao local checar uma denúncia de um baile funk.

Segundo a PM, dois suspeitos foram presos na ação. Um deles é considerado o braço direito de Finho. Com eles, foram apreendidos 810 cápsulas de cocaína, uma munição, dois rádios transmissores, uma pedra de 30 gramas de crack e material para endolar drogas. Dois carros roubados foram recuperados. O caso foi registrado na 72ª DP (São Gonçalo).

Author: "Célia Costa, com Extra"
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Date: Monday, 17 Jun 2013 12:13

RIO — É grave o estado de saúde do professor de química Ítalo Souza Gatto, de 37 anos, atingido por uma bala perdida na testa, na manhã deste domingo, quando retirava o filho de 9 meses da cadeirinha de seu carro em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ítalo Gatto está em coma induzido e respira por aparelhos. O professor, que precisou percorrer três hospitais para conseguir atendimento, foi submetido a uma cirurgia na noite de domingo no Hospital Mário Lioni, em Caxias. O procedimento foi realizado para diminuir a pressão intracraniana, mas o projétil que atingiu a testa do professor ainda não pôde ser retirado, segundo os médicos.

Segundo a família, o professor saía de casa, perto de um acesso à favela da Mangueirinha, no bairro Parque Centenário, quando foi baleado. A mulher de Gatto, Cristiane Barros, de 36 anos, também estava no local. O professor foi socorrido por um policial reformado amigo da família, mas precisou peregrinar por três hospitais até conseguir atendimento.

O primeiro lugar em que se tentou o socorro foi o Hospital Municipal Moacyr do Carmo, em Caxias. Não havia tomógrafo disponível. Sedado, o professor foi, então, transferido para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, onde não havia equipamento para o exame. Ele só conseguiu atendimento no Hospital Mário Lioni, um hospital particular.

A prefeitura de Caxias informou que, na semana passada, houve uma reunião com a empresa fabricante do tomógrafo e que, “no prazo máximo de um mês”, o equipamento será consertado no Moacyr do Carmo.

Já a Secretaria estadual de Saúde disse que a direção do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes havia negado que o tomógrafo da unidade esteja quebrado. Em nota, a secretaria alegou que um problema de energia registrado na região, neste domingo, restringiu o funcionamento do aparelho e que a situação “já foi normalizada”.

Carro da PM estaria passando no local

Cristiane contou que viu um carro da PM passando pela região no momento em que o marido retirava o filho da cadeirinha. Depois, ainda segundo ela, apareceram duas motos e atiraram contra o veículo oficial.

— Eu não aguento mais tanta impunidade. Isso não vai ficar assim. Eu vou mover Deus e o mundo atrás de justiça — protestou.

Em nota, a Polícia Militar alegou que os disparos “foram feitos por bandidos” e garantiu não ter havido troca de tiros entre traficantes e policiais. A assessoria de imprensa da corporação informou que o subcomandante do 15º BPM (Duque de Caxias), identificado apenas como major Mescolin, foi ao hospital e conversou com a mulher da vítima.

A PM informou ainda que, de acordo com monitoramento de GPS do batalhão, aparecem duas patrulhas com as características descritas por Cristiane. Os ocupantes desses carros, quatro policiais ao todo, serão ouvidos pelo comandante. Depois do ocorrido, o patrulhamento foi reforçado na localidade, que é conhecida pela intensa venda de drogas.

Author: "Célia Costa"
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Date: Monday, 17 Jun 2013 11:00

RIO - Acordar de madrugada para fazer prova de roupa, aguentar firme e forte os puxões de cabelos e os quilos de maquiagem e se equilibrar com graça num salto 15 não é nada fácil. Imagine seguir este ritual 11 vezes, num período de cinco dias? Nascida e criada em Jacarepaguá, a modelo Karen Rodrigues foi a recordista de desfiles entre as new faces da última edição do Fashion Rio. Longe de estar traumatizada, a menina de 18 anos quer mais.

Modesta, Karen justifica o sucesso dizendo que, em toda temporada, há sempre uma menina que cai nas graças dos responsáveis pela seleção das modelos:

— Era algo que eu queria há tempos. Nos primeiros desfiles, via as meninas correndo desesperadas de um lado para o outro e sentia que era isso o que queria para mim. Perdi três quilos numa semana, mas adorei e quero repetir a dose na edição de novembro.

Entre os desfiles, eram pelo menos cinco pessoas fazendo cabelo e maquiagem da modelo simultaneamente. Como as provas de roupa depois da passarela são necessárias e se arrastavam até as 3h, Karen também foi obrigada a dormir num hotel para não perder tempo transitando pela cidade. Às 7h, já estava prontinha para fazer tudo de novo.

Joan Smalls como inspiração

A agência de Karen, a Mega Models, também tem grandes planos para seu futuro. Em setembro, a modelo deve embarcar para Nova York e conferir a temporada mais importante dos Estados Unidos. Durante dois meses, fará alguns trabalhos e conhecerá bookers.

— Estou nervosa porque não falo uma palavra de inglês, mas este é um passo importante. Sonho um dia morar fora do país, porque o mercado brasileiro não é tão bom quanto o americano e o europeu. Gostaria de conhecer Milão e desfilar pela Victoria’s Secret, mas isso acho que todo mundo quer, né? — diverte-se.

Além do curso de inglês, a modelo planeja fazer musculação, um pedido de sua agência. Com 1,78 de altura e 49 quilos, Karen não faz dieta e não recusa um prato de arroz com feijão. Segundo ela, desde pequena foi magrinha. Foi por causa de seu porte que uma amiga pegou um panfleto que anunciava um curso de manequim no Tanque e entregou-o à família de Karen quando ela tinha 9 anos.

De origem humilde, a mãe de Karen também não deixava a menina ficar parada. Depois de desistir da vida de bailarina, porque o curso era caro, a modelo fez diversas figurações em programas de TV, como “Linha direta”, “Sítio do Picapau Amarelo” e “Gente inocente”.

— Já fiz muito esforço. Quando tinha uns 11 anos, acordava às 4h30m para ir a Niterói fazer um curso de passarela. Já estava desistindo da carreira e pensando em cursar Nutrição quando um representante de uma agência me abordou, em 2010. Hoje tento me espelhar na modelo porto-riquenha Joan Smalls. Ela é muito bem-sucedida, e muita gente diz que eu me pareço com ela.

Author: "Natasha Mazzacaro"
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Date: Monday, 17 Jun 2013 11:00

Há 20 anos, a vida de Márcio Alcântara mudou completamente. Depois de beber durante toda a noite em uma festa, ele pegou sua moto e foi direto para o trabalho. No caminho, sofreu um acidente a 120 km/h.

— Quebrei o pescoço e tive traumatismo craniano. Perdi os movimentos das pernas e parcialmente o dos braços na hora — conta ele.

Depois do acidente e da confirmação de que estava tetraplégico, Alcântara ficou 15 anos sem sair de casa:

— Passava o tempo todo deitado na cama. Quando essas coisas acontecem, os amigos se afastam e as namoradas vão embora. A única pessoa que ficou ao meu lado foi a minha mãe.

Em 2007, a vida de Alcântara sofreu outra mudança radical. O Rio recebia os jogos Parapan-Americanos e ele resolveu sair de casa para assistir a uma partida de rúgbi em cadeira de rodas:

— Ali eu me apaixonei pelo jogo. Procurei uma ONG que organizava um time e comecei a jogar também. Ver aquilo me estimulou não só para o esporte: fiz um concurso público, passei e voltei a trabalhar. Assim consegui minha liberdade de volta.

Hoje, ele faz parte do Santer, um time de rúgbi em cadeira de rodas que treina todas as segundas e sábados no clube Arouca, na Barra.

No jogo, ele divide a quadra com outros portadores de necessidades especiais que passaram por dificuldades semelhantes e que, por amor ao esporte, ainda enfrentam muitos desafios juntos.

Sem apoio financeiro, o time segue da maneira que pode, com a ajuda de voluntários como o treinador David Chagas e a enfermeira Dorothy Figueiredo.

Como em qualquer modalidade, porém, é preciso ter equipamentos específicos. Para jogar, os atletas precisam de uma cadeira especial, que custa em média R$ 6 mil, e nem todos têm condições financeiras para comprá-la.

— Não tenho como dizer para um jogador que ele só pode treinar com a própria cadeira, mas, por outro lado, temos um número muito limitado delas — conta o treinador David Chagas.

A falta de investimentos, no entanto, não é nada perto do que eles já enfrentaram e dos desafios que ainda precisam encarar para chegar ao local dos treinos.

André Castro, de 30 anos, entrou na equipe há cerca de dois meses. Antes disso, passou sete anos sofrendo de depressão, após sofrer um acidente de moto e ficar tetraplégico. Durante este tempo, pouco saía de casa.

Hoje, com a ajuda da irmã, enfrenta o metrô e três ônibus para ir de Colégio, bairro onde mora, na Zona Norte do Rio, até o clube Arouca.

— Não me importo com a distância, porque meu grande sonho agora é ganhar uma medalha como atleta paralímpico — diz Castro.

Um sonho que ele compartilha com todo o time.

Entenda o jogo

Uma partida de rúgbi em cadeira de rodas é disputada por oito jogadores, divididos em dois times.

A bola é conduzida no colo dos atletas. A cada dez segundos, o jogador que estiver com ela é obrigado a passá-la a um companheiro ou quicá-la no chão.

O time que está com a bola precisa levá-la ao campo do adversário em no máximo 12 segundos. Uma vez ultrapassado o meio da quadra, não é permitido recuar.

Cada jogada de ataque pode durar até 40 segundos. Caso a equipe não marque pontos, perde a posse de bola.

Os pontos são marcados quando um jogador atravessa a linha do gol com o controle da bola. O gol oficial mede 8m de largura e 1,75m de comprimento. As partidas duram 32 minutos, divididos em quatro tempos.

Todo choque entre cadeiras é permitido, mas qualquer contato corporal entre adversários é considerado falta. Segundo os jogadores do Santer, o rúgbi em cadeira de cadeiras é mais parecido com o basquete em cadeira de rodas do que com o rúgbi tradicional.

Author: "--"
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Date: Monday, 17 Jun 2013 11:00

Alan Nascimento traficou drogas em Vigário Geral dos 14 aos 23 anos. Chegou a ser gerente do tráfico e a ter que ficar recluso por um mês dentro da favela de Vigário para não ser encontrado.

Hoje, ele bate ponto das 7h às 17h como ajudante de saneamento na Desentop, de Inhaúma, que faz limpeza industrial. A empresa integra o projeto Empregabilidade, do AfroReggae, que insere no mercado de trabalho ex-detentos, parentes deles e moradores de comunidades.

— Os outros funcionários sabem do meu passado e me incentivam aqui — diz Alan.

Desde 2008, quando foi criado, o projeto já inseriu 4 mil pessoas. Só na Zona Norte, 17 empresas participam.

— Alan já está conosco há um ano e meio. Deu certo — diz o diretor da Desentop, Jorge Noronha.

A coordenadora do projeto, Daniela Pereira, também esteve na prisão, por três anos.

— Se você conta, é discriminado. Se não conta, e descobrem, não te querem mais. Vamos ajudar os que passam por isso — afirma.

Author: "Clarissa Pains"
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Date: Monday, 17 Jun 2013 11:00

TERESÓPOLIS - Dois anos depois da tragédia que castigou a Região Serrana, a comunidade do Rosário, em Teresópolis, continua vivendo em suas casas interditadas. Os riscos estão por toda parte, e mesmo a estiagem não é garantia de segurança. As casas estão cercadas por montanhas e próximas a um córrego, e é comum rolarem grandes pedras

.

Segundo o presidente da associação de moradores, Valdeci Paim Alves, o número de imóveis interditados chega a três mil, sendo que apenas cerca de cem famílias foram beneficiadas pelo aluguel social, do governo do estado.

— Muitas deixaram suas casas e foram viver com parentes ou alugaram um imóvel por conta própria em outro lugar. Mas cerca de 150 famílias que não têm para onde ir continuam aqui na área de risco — diz.

Esse é o caso da dona de casa Deise Lúcia dos Santos, que mora com o marido e os seis filhos na casa interditada desde 2011. Ela diz que esteve na prefeitura, onde foi informada de que já estaria sendo beneficiada pelo aluguel social desde maio de 2012, apesar de não ter recebido um centavo sequer.

— Não tenho para onde ir e nunca recebi dinheiro algum. Até o conselho tutelar já esteve na minha casa ameaçando tirar os meus filhos — conta Deise.

Outra reclamação dos moradores é que a prefeitura demoliu 12 casas há cerca de três meses e não retirou o entulho gerado, que acabou se transformando em ninho para ratos, baratas e animais peçonhentos.

A Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, responsável pelo aluguel social, informa que 1.842 famílias já recebem o benefício em Teresópolis. Sobre o caso da moradora Deise Lúcia dos Santos, o órgão afirma que ela foi incluída no programa em maio de 2012, mas, até o mês passado, não havia informado uma conta corrente onde o dinheiro pudesse ser depositado. Para que o pagamento seja feito, ela precisa apresentar, na Secretaria municipal de Desenvolvimento Social, um extrato de sua conta na Caixa Econômica Federal.

Sobre o entulho das casas demolidas, a prefeitura explica que ele não foi removido para que funcione como barreira, impedindo que as casas próximas sejam atingidas em caso de deslizamentos. Além disso, segundo a prefeitura, o entulho impede que o local seja ocupado novamente. De acordo com a avaliação do Departamento de Recursos Minerais, ele não oferece risco.

Outros 22 imóveis estão demarcados para demolição, que será feita assim que as famílias forem integradas ao aluguel social.

Em Friburgo, Conjunto Habitacional recém-inaugurado já tem problemas

Cinquenta famílias do Conjunto Habitacional Parque das Flores, no Bairro Conselheiro Paulino, em Nova Friburgo, enfrentam problemas desde que receberam suas casas do governo do estado, no final do mês passado.

A maior queixa entre os moradores é com relação à falta de iluminação, a vazamentos de água nas casas, aos horários restritos dos ônibus e à parada distante.

A prefeitura afirma que 16 novos postes de luz já estão sendo instalados. Com relação aos vazamentos, a concessionária Águas de Nova Friburgo acrescenta que está identificando os pontos danificados e fazendo os reparos. E acrescenta que o problema foi causado por obras de outras empresas que acabaram atingindo a tubulação.

A viação Faol esclarece que os horários ainda não estão totalmente definidos, podendo haver alterações de acordo com a necessidade dos moradores. Em relação à distância do ponto, acrescentou que as obras precisam ser totalmente concluídas para que os ônibus possam entrar e manobrar com segurança.

Author: "Gabriel Menezes"
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