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RIO — A Warner divulgou, nesta segunda-feira, o primeiro trailer oficial do game “Batman: Arkham Origins”. O vídeo, de quase cinco minutos, tem pegada cinematográfica e ostenta efeitos especiais em computação gráfica, sem gameplay. A animação apresenta alguns elementos da trama, como o vilão Máscara Negra.
O terceiro game da franquia “Arkham” traz um novo dublador para Batman. No lugar de Kevin Conroy, o homem-morcego ganhará vida na voz de Roger Craig Smith, conhecido por dublar Ezio, de “Assassin’s Creed”. O novo título será protagonizado por um Batman mais jovem, ainda em ascensão, já que o game se passa antes dos acontecimentos dos jogos lançados anteriormente, “Arkham Asylum” e “Arkham City”.
“Batman: Arkham Origins” será lançado em 25 de outubro, para Playstation 3, Xbox 360, Wii, PC, PS Vita e Nintendo 3DS.
NOVA YORK — Após anunciar a compra do serviço de blogs Tumblr, a Yahoo lançou, na tarde desta segunda-feira, uma versão remodelada do Flickr. Agora, os usuários da plataforma têm direito a 1 terabyte de espaço para armazenar fotos em alta resolução. Além disso, a interface foi remodelada, para dar mais destaques às fotografias.
Comprado em 2005 pela empresa da Califórnia, o serviço perdeu relevância diante da ascensão de concorrentes como o Instagram e de redes sociais como Facebook e Google+. A situação do serviço é um dos principais motivos para a má fama de “estragadora” de startups atribuída à Yahoo.
— Queremos fazer o Flickr ser incrível novamente — afirmou Marissa Mayer, diretora executiva da Yahoo.
O vice-presidente de novos produtos Adam Caham provocou indiretamente a Google, que aumentou recentemente o espaço para armazenamento de fotos para 15 GB.
— Recentemente, alguns sites resolveram oferecer 15 GB de fotos. Vamos oferecer 70 vezes mais que isso. Dá para armazenar 537.731 imagens em alta qualidade — disse Caham.
A atualização do serviço também chega ao aplicativo para Android, sendo equiparado à versão para iOS, já atualizada.
A nova versão da plataforma já está no ar, com o feed remodelado, menos palavras e mais espaço para as fotos, que aparecem sem cortes.
Com o lançamento do armazenamento de 1 terabyte para todos os usuários, a empresa tira do ar o Flickr Pro, plano premium que oferecia um upgrade de espaço, antes da atualização. A partir desta segunda-feira, clientes poderão comprar versões AdFree por US$ 49,99 ao ano ou dobrar o espaço de armazenamento para 2 terabytes, por US$ 499,99 ao ano. Os upgrades, no entanto, não estão disponíveis no Brasil.
WASHINGTON — Uma investigação conduzida pelo Senado americano aponta que a Apple montou uma teia de subsidiárias espalhadas pelo mundo para evitar o pagamento de bilhões de dólares em impostos nos EUA. A empresa de tecnologia possui US$ 102 bilhões em caixa no exterior, mas algumas filiais não possuem empregados e são dirigidas por altos funcionários da própria companhia.
O relatório montado pelo Subcomitê Permanente de Investigações do Senado mostra, por exemplo, que a Apple Operations International, filial que registrou lucro líquido de US$ 30 bilhões entre 2009 e 2012, não declarou residência fiscal. Em outro caso, a Apple Sales International, baseada na Irlanda, não possui funcionários e as reuniões do conselho entre maio de 2006 e março de 2012 foram realizadas em Cupertino, na Califórnia. A subsidiária compra produtos fabricados na China e revende para outros afiliados. Em 2011, o faturamento da divisão foi de US$ 22 bilhões, mas foram pagos apenas US$ 10 milhões em taxas.
“A Apple não estava satisfeita com a mudança dos lucros para um paraíso fiscal com impostos baixos”, afirma no documento o senador Carl Levin, democrata de Michigan que preside a comissão. “Ela buscou o santo graal para evitar o pagamento de impostos, criando entidades no exterior com dezenas de bilhões de dólares, mas sem residência fiscal”.
As práticas da Apple retiraram ao menos US$ 74 bilhões do alcance do fisco americano entre 2009 e 2012, aponta o relatório. O dinheiro continua no exterior, mas a empresa ainda pode ser taxada caso o montante retorne aos EUA.
Em sua defesa, a Apple afirma ser a maior contribuinte dos EUA, com recolhimento de US$ 6 bilhões em impostos no ano fiscal de 2012. A empresa também defende suas práticas e nega envolvimento em truques fiscais, como o empréstimo entre subsidiárias. Nesta terça-feira, o diretor executivo da companhia, Tim Cook, será recebido pela comissão.
— A Apple alega ser o maior contribuinte corporativo dos EUA, mas por tamanho e escala, também está entre os que mais evitam o pagamento de impostos — afirmou John McCain, republicano do Arizona.
Os investigadores não acusam a Apple de violar a legislação e ela não é a única empresa a ser questionada por práticas fiscais. Recentemente, autoridades europeias revelaram estruturas complexas usadas por Google, Starbucks e Amazon.
— Há um termo técnico que economistas usam para descrever comportamento como este: ousadia inacreditável — disse Edward Kleinbard, professor da Universidade do Sul da Califórnia.
HELSINQUE — A Jolla, empresa formada por ex-funcionários da Nokia, apresentou nesta segunda-feira um smartphone com um novo sistema operacional, o Sailfish. O software foi construído em cima do MeeGo, projeto abandonado em 2011 pela fabricante finlandesa em favor do Windows Phone.
O aparelho com tela de 4,5 polegadas, câmera de oito megapixels e 16GB de espaço interno é compatível com aplicativos Android. Ele chega ao mercado europeu no quarto trimestre por US$ 510. A grande novidade, que é tratada como “revolucionária” pela empresa, é a traseira cambiável, que muda não apenas o visual do aparelho, mas a interface do sistema operacional.
— Por alguns anos não vimos nada realmente interessante no mercado de celular — disse Antii Saarnio, presidente e cofundador da Jolla. — É diferente, mas é propositalmente diferente.
As modificações podem incluir, por exemplo, as cores de um time. Ou configurações automáticas para trabalho e lazer.
— Você conecta ao telefone e a interface reflete jogadores e cores do time. É uma forma interessante de mostrar pertencimento — disse Saarnio, em entrevista à BBC.
Saarnio deixou a Nokia em 2011, junto com outros funcionários que trabalhavam no desenvolvimento de um sistema operacional que pudesse rivalizar com iOS e Android. Apenas um aparelho foi lançado com o sistema MeeGo, o N9.
— O time sentiu que era um dos melhores smartphones do mercado. Tanto que eles quiseram continuar — afirmou Saarnio.
RIO — Na véspera do evento em que a Microsoft vai apresentar sua nova geração de consoles, a rival Sony publicou vídeo nesta segunda-feira do concorrente PlayStation 4.
O filmete de 36 segundos é um teaser para a apresentação que a firma japonesa fará em junho, na feira E3. Pouco se pode ver do console no vídeo, uma montagem acelerada de vários closes sobre as silhuetas do aparelho.
Em fevereiro, a companhia japonesa já havia tornado públicos detalhes da configuração do PS4, mas apenas o joystick do console foi mostrado na ocasião. Baseado na tradicional arquitetura x86 de computadores pessoais, o aparelho, com 8GB de memória, quer tornar o console mais palatável aos desenvolvedores de games, que antes se queixavam da complexidade da programação da geração anterior.
O PS4 também terá uma placa de vídeo “incrementada” e um joystick diferente, com touchpad semelhante ao do PlayStation Vita. Uma barra de luz no joystick se comunica com uma câmera 3D separada capaz de detectar seus movimentos, aproximando o gadget das funções do Kinect, do Xbox.
WASHINGTON — O diretor executivo da Apple, Tim Cook, é esperado nesta terça-feira pelo Subcomitê Permanente de Investigação do Senado americano para explicar a política fiscal adotada pela empresa em subsidiárias fora dos EUA. O senador Carl Levin, que preside a comissão, acredita que brechas fiscais permitem que companhias “evitem o pagamento de impostos que legalmente devem”.
A comissão já ouviu representantes de outras gigantes da tecnologia, como Microsoft e Hewlett-Packard, mas a presença de um alto executivo é rara no Senado. Na sessão, Cook deve fazer propostas de mudanças na legislação tributária e responder a perguntas dos senadores.
A Apple afirma que está trabalhando para responder aos questionamentos do subcomitê e diz ser “uma das maiores contribuintes dos EUA, com pagamento de US$ 6 bilhões em impostos no ano fiscal de 2012”.
A empresa afirma que paga todos os impostos que deve, mas os senadores estão preocupados com uma possível evasão fiscal permitida pela legislação. De acordo com a firma de análise Audit Analytics, companhias americanas possuem US$ 1,9 trilhão em subsidiárias fora do país e esses fundos só ficam ao alcance do fisco americano quando ingressam nos EUA.
A acumulação de recursos em subsidiárias se deve em parte à expansão dos negócios em outros países, mas também à cobrança de 35% em impostos sobre os lucros no momento da repatriação.
— É o pior de todos os mundos. Estamos executando um sistema fiscal a nível mundial, mas de forma que incentiva as pessoas a manter o dinheiro no exterior — disse Mihir Desai, professor da Universidade de Harvard, em entrevista ao WSJ.
De acordo com uma fonte próxima à administração da Apple, a empresa não se envolve em truques fiscais, como o empréstimo entre subsidiárias. No ano fiscal de 2013, a companhia espera pagar em torno de US$ 7 bilhões em impostos ao governo americano.
De acordo com o balanço da companhia, cerca de 66% do faturamento no primeiro trimestre de 2012 foi realizado fora dos EUA. Dos US$ 145 bilhões em caixa, US$ 102 bilhões estão no exterior.
— Eles estão fazendo o que é certo para o negócio baseado na legislação atual — disse Gerald Granovsky, vice-presidente da Moody's.
LONDRES - A britânica Vodafone se retirou da disputa para fornecer serviço móvel para a operadora de telefonia fixa BT (British Telecom), afirmaram duas fontes da indústria à Reuters, pondo fim a uma parceria de nove anos.
A Vodafone era a conhecida operadora de rede móvel virtual da BT, fornecendo serviços de telefonia móvel para os funcionários, pequenas empresas e corporações multinacionais que eram clientes da divisão de Serviços Globais da BT.
O acordo entre as empresas foi cancelado uma vez que a Vodafone adquiriu a rival de negócios de linha fixa Cable & Wireless Worldwide, mas ela estava na disputa para ganhar um novo contrato com a empresa britânica.
Sua retirada deve deixar a O2 da Telefónica e a EE na corrida pelo negócio da BT. A EE é a maior operadora de telefonia móvel do país e pertence à France Telecom e à Deutsche Telekom.
As fontes reiteraram, porém, que qualquer oferta levaria algum tempo e dependeriam de uma parceria com um operador existente.
“Podemos confirmar que estamos fazendo um bom progresso com a nossa proposta para um parceria de telefonia móvel”, afirmou um porta-voz da BT.
Uma fonte da indústria que não quis ser identificada disse que a Vodafone tinha entrado no processo para garantir um novo contrato com a BT, mas tinha se retirado recentemente após reconsiderar suas opções. A Vodafone não quis comentar.
RIO — Apesar da promessa da diretora executiva do Yahoo!, Marissa Mayer, de “não estragar” o Tumblr, alguns usuários conhecedores do histórico das aquisições da companhia estão reticentes quanto ao futuro do serviço. Com humor, logo após o anúncio do negócio foi criada a página “O Yahoo! já estragou o Tumblr?”. No domingo, após a confirmação dos rumores, 72 mil posts migraram do Tumblr para o WordPress.
“Estou curioso para ver o que as pessoas criativas por trás do Tumblr vão fazer com os novos recursos, tanto pessoais como corporativos, mas eu estou mais interessado em saber o que eles teriam feito ao longo de 5 a 10 anos como uma empresa independente”, escreveu Matt Mullenweg, diretor executivo do WordPress, que disse não acreditar em um êxodo de usuários.
A lista de serviços “estragados” pelo Yahoo! é longa. O caso mais recente é o Flickr, comprado em 2005 por valor estimado em US$ 30 milhões. Na época, o site era sinônimo de compartilhamento de imagens na internet, com ferramentas que permitiam a troca de mensagens e a marcação de pessoas em fotos. Na época, o Facebook tinha apenas a imagem do perfil.
Em entrevista ao Gizmodo, um ex-funcionário do Flickr explica que, após a aquisição o Yahoo! focou apenas na integração da ferramenta aos outros serviços oferecidos, abandonando os investimentos em inovação. Hoje, o Flickr continua sendo uma marca relevante na web, mas que perdeu o papel de protagonista. Se o usuário quer compartilhar uma imagem, usa o Facebook, Twitter ou Google +. Para armazenar, busca as nuvens, como Dropbox, Google Drive ou iCloud. Sem contar os filtros do Instagram e outras ferramentas similares.
Del.icio.us, Upcoming e Konfabulator
No mesmo ano, a empresa comprou o Del.icio.us por US$ 20 milhões. O site de compartilhamento de favoritos, percursor do Pinterest, se tornou mais um caso de insucesso dentro do Yahoo!. Após anos de abandono, a ferramenta foi vendida em 2011 aos fundadores do YouTube, que ainda tentam ressuscitar o produto.
Em 2005, o Yahoo! também investiu na compra do Konfabulator, um repositório de add-ons para páginas web, com um fórum de desenvolvedores ativo. O serviço continua no ar, mas o último código foi publicado em novembro de 2007. O Upcoming, serviço de alertas adquirido no mesmo ano, será fechado em breve.
Em 1999, o Yahoo! colocou quase US$ 3 bilhões na compra do Geocities, então o terceiro maior site do mundo em número de acessos. A conta era simples: juntar duas das maiores marcas da internet e formar uma gigante, mas não foi o que aconteceu.
O Geocities foi um dos pioneiros a oferecer um serviço de comunidade. A ideia era que cada internauta tivesse uma página pessoal, que eram agrupadas em “cidades”. Sem investimentos, o Geocities apenas observou as redes sociais surgirem, sem dar ao usuário melhorias significativas. Em 2009, o site foi fechado.
CIDADE DO MÉXICO - A Tracfone Wireless, unidade americana da América Móvil, acertou acordo para comprar ativos da operadora virtual de telefonia celular Start Wireless Group dos Estados Unidos.
A América Móvil informou em comunicado que a Start Wireless tem cerca de 1,4 milhão de usuários e oferece planos pré-pagos de voz, mensagens e serviços de dados, entre outros. A companhia não informou o valor a ser pago pela Start Wireless.
No Brasil, a América Móvil detém ativos de telecomunicações, entre os quais a operadora celular Claro.
RIO — O aplicativo “Bang with friends”, que promove sexo casual entre amigos do Facebook, foi retirado da App Store na última sexta-feira, apenas oito dias após estrear no sistema operacional da Apple. A versão para Android continua no ar.
Os desenvolvedores esperam que o aplicativo retorne à loja da Apple em breve. Na página do programa, uma mensagem diz: “Voltamos logo. Estamos trabalhando com a Apple para levar o BWF à App Store rapidamente”.
Em entrevista ao Gawker, o diretor-executivo da empresa que administra o programa, Colin Hodge, confirmou que o aplicativo foi retirado pela Apple e disse esperar pelo breve retorno à App Store.
— Estamos esperando mais explicações da Apple — disse.
O controverso aplicativo funciona conectado ao Facebook. Ao assinar o serviço, o usuário escolher pessoas do seu contato com quem gostaria de manter relações sexuais. Se um dos indicados também o escolher, o sistema envia uma mensagem para os dois.
Recentemente, uma falha permitiu que usuários do Facebook identificassem quais amigos da rede social estavam usando o aplicativo.
RIO – A maior rede social on-line está revigorando sua oferta “Facebook para Qualquer Telefone”, uma iniciativa lançada em 2011 que promove a versão feita para aparelhos mais simples, que funcionam com a tecnologia Java.
— É possível ter acesso a praticamente todas as funções que o Facebook oferece, como publicar fotos, atualizar status, fazer check-in, além de conversar com os amigos pelo Messenger — explica Ricardo Sangion, diretor de parcerias e mobilidade do Facebook Brasil. — Estamos expandindo a estratégia de mobilidade do Facebook e, nesse contexto se inserem o serviço “Facebook para Qualquer Telefone” e o Facebook Home, este último direcionado a aparelhos que utilizam o sistema Android.
Em dezembro de 2012 o serviço teve 67 milhões de usuários ativos mensais, mais que o dobro do que o número registrado em dezembro de 2011, quando foi lançado. Atualmente, cerca de 1/3 da base total de usuários Facebook no Brasil já acessa o site pelas plataformas móveis, e a empresa espera assistir a um crescimento progressivo desse número.
Segundo Sangion, o primeiro bilhão de usuários do Face veio principalmente de computadores desktop, mas essa realidade deve mudar para o próximo bilhão de usuários.
— Essa mudança se dará principalmente porque boa parte de quem está chegando à rede vem dos países emergentes. Por diversos fatores, como maior facilidade de acesso aos dispositivos móveis e disponibilidade de rede sem fio, a aposta entre os principais especialistas mundiais é que essa conexão será feita pelo celular — prevê.
Alguns usuários, no entanto, se iludem com o nome da oferta, imaginando que literalmente qualquer celular é contemplado. Não é bem assim. Muitas pessoas confundem o “feature phone” (traduzido como “telefone com recursos”) com o chamado “dumb phone” (telefone burro), que só faz mesmo ligar e mandar SMS.
Sangion explica que o aplicativo do “Facebook Para Qualquer Telefone” funciona em todos os “feature phones” com tecnologia Java, sendo que nem é necessário que o celular tenha câmera ou GPS. Se seu dispositivo não tiver Java, o usuário pode usar o site móvel da rede social <m.facebook.com>, que pode ser acessado por qualquer aparelho com um navegador internet.
Doi mais no bolso?
Com relação ao gasto com plano de dados, o “Facebook Para Qualquer Telefone” faz uma compressão de dados do lado do servidor, otimizando o consumo de banda e reduzindo o tráfego de dados. O app pode ser encontrado em lojas como Loja de Serviços da Vivo, Getjar, Nokia Store, no Brasil, ou também no link <m.facebook.com/install> diretamente do navegador do celular. O acesso ao aplicativo é gratuito. O usuário só deve ficar atento aos custos de tráfego de dados de seu plano contratado com a operadora, podendo se acessar o sistema identificando-se com seu endereço de e-mail ou com seu número de celular.
— É possível acessar normalmente a conta com base no nome de usuário e com a senha já em uso no desktop, ou então criar a sua conta diretamente pelo aplicativo. Não precisa nem ter e-mail, é possível se cadastrar usando apenas o número do celular. Em termos de perfil, não há diferenciação aparente entre os dois tipos de cadastro — esclarece Sangion. — Hoje temos no mundo mais de 750 milhões de usuários que já acessam o Facebook em terminais móveis. No Brasil, esse número está crescendo cada vez mais.
Novo visual
O Facebook anunciou recentemente uma atualização nos aplicativos da rede social para iPhone e iPad, com novas funções de mensagens e interface. Os ícones de bate-papo permitem ao usuário continuar conversando enquanto acompanha o Feed de Notícias. Basta tocar nos ícones de bate-papo para responder mensagens. Quando quiser fechá-las é só arrastá-las para o lado inferior da tela. A outra novidade são as Figurinhas, que podem ser inseridas nas mensagens apenas tocando no emoticon. Na Loja de Figurinhas o usuário tem tem acesso a mais modelos clicando na cesta.
As funções de grupos de conversas e clipe de voz, no entanto, só estão disponíveis no aplicativo Facebook Messenger. Mas não existe, na integração de conversas entre celular e desktop, nenhum passo de verificação do usuário em cada telefone. Essa checagem, em outros aplicativos, impedem que um usuário esteja logado ao mesmo tempo num PC, num celular iPhone, num Android e num Simbian, por exemplo. Já no “Facebook Para Qualquer Telefone” as pessoas podem se manter conectados em vários dispositivos ao mesmo tempo, sendo possível também fazer logout remoto.
Facebook por SMS
Também visando a atender usuários de celulares mais simples, a líder nas redes sociais também oferece o serviço “Facebook por SMS”, lançada no Brasil em 2009 e já com alguns milhões de usuários no mundo todo. As operadoras TIM, Oi e Nextel já oferecem localmente o serviço.
— Nós estamos sempre conversando com operadoras para que tenhamos o Facebook disponível em diferentes interfaces e para todos os tipos de aparelhos celulares. Teremos novidades em breve — respondeu Sangion, ao ser indagado se Claro e Vivo também ofereceriam o serviço. — Com relação a pacotes especiais de SMS para quem quiser usar mensagens de texto para desfrutar do Facebook, vale lembrar que ofertas assim são feitas diretamente pelas operadoras, ou seja, cada uma delas tem sua própria estratégia em termos de precificação e empacotamento.
A função “Check In” do Facebook móvel, em que o usuário indica que está num momento em um dado estabelecimento, surgiu mais ou menos na mesma época da moda do Foursquare — que deu uma amainada nos últimos meses. Mas o Face não revela se a tal função tem sido muito ou pouco utilizada pelos frequentadores do site.
— Infelizmente não divulgamos números por operação. A função de check-in está disponível tanto para smartphones quanto para os celulares mais simples. Já quem usa aparelhos com Android, iPhone ou da BlackBerry e têm o aplicativo do Facebook instalado, pode também usar o recurso “Imediações”, que fica do lado esquerdo da tela e permite ao usuário visualizar categorias de locais nas proximidades de onde ele está e as recomendações feitas por amigos, para restaurantes e lojas, por exemplo — conta o executivo.
RIO — O físico britânico Tim Berners-Lee — o “pai” da web — declarou, nesta quinta-feira, apoio ao Marco Civil da internet brasileira. O cientista está no Rio de Janeiro, participando do evento WWW 2013, dedicado a discutir a internet, e concedeu entrevista coletiva ao lado do deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do Marco Civil. Berners-Lee destacou a importância de defender princípios como a neutralidade da rede e a proteção da privacidade, como formas de garantir a liberdade na web.
Segundo o especialista, caso aprove a nova lei, o Brasil desempenhará papel de liderança, estabelecendo regras claras para o uso da internet. O físico, que liderou o time de cientistas que construiu a World Wide Web no início dos anos 1990, lembrou que a legislação sobre internet é muito fragmentada ao redor do mundo, mas que a iniciativa do Brasil pode representar um passo importante.
— O cerne da questão é que a neutralidade é importante e o Brasil está numa posição de liderança, partindo na direção certa, levando em consideração os direitos humanos — afirmou Berners-Lee, diretor da World Wide Web Consortium (W3C).
Para Molon, o apoio do cientista é fundamental para que o Congresso finalmente coloque o projeto de lei em pauta. Segundo o relator, o texto ainda enfrenta resistência dos provedores de internet, que se sentem prejudicados, principalmente pelos artigos que tratam da neutralidade da rede e da privacidade dos dados dos usuários, os pontos mais polêmicos. O armazenamento de dados de usuários, que já é feito atualmente por esses serviços, seria proibido, caso a lei entre em vigor. Em relação à neutralidade, as empresas alegam que não está claro como a lei regulamentará isso. O texto impede que um provedor dê mais largura de banda a determinado conteúdo, mediante pagamento de uma taxa extra, por exemplo.
— Certamente é uma força muito grande no projeto nacional. Ouvir de alguém como ele que o projeto do Brasil ocupa papel de liderança no mundo é um incentivo para avançar nessa direção — afirmou o parlamentar, acrescentando que o texto não deve sofrer mais alterações. — O projeto está pronto para ser votado em plenário, mas enfrenta resistência por setores que não se sentem contemplados no projeto. Parlamentares querem construir o maior consenso, mas em alguns momentos é necessário decidir por A ou B. Nesse momento, ou se decide pela neutralidade, privacidade e, portanto, pelo internauta e pelo cidadão, ou se decide pelos interesses dos provedores. Minha esperança é que a pressão social leve o congresso a votar.
Alessandro Molon prevê que o texto entre em votação ainda neste semestre.
A discussão sobre o Marco Civil volta à tona em um momento chave para o amadurecimento da internet no Brasil. Nesta quinta-feira, o IBGE revelou que o acesso à web pelas camadas de menor renda da população cresceu significativamente. Para Tim Berners-Lee, um sinal bastante positivo. O estudo do IBGE, concluído em 2011, não considerou os dados dos acessos por dispositivos móveis, como tablets e smartphones, canal pelo qual Berners-Lee acredita que será feita a inclusão digital.
— Ainda não vi o estudo, portanto não posso comentar, mas é óbvio que é muitp positivo. Quando iniciamos a Web Foundation (em 1998) só 20% das pessoas dessas classes sociais tinham acesso à internet. É animador que mais pessoas tenham acesso. Isso vem crescendo nos países em desenvolvimento e, por causa dos custos, acredito que será feito por dispositivos móveis — avaliou Berners-Lee.
FUTURO DA COMPUTAÇÃO E DA REDE
Em tempos de gadgets feitos para vestir, o físico britânico Tim Berners-Lee, o "pai da web", já pensa no passo seguinte da internet. O cientista disse que ainda não experimentou os óculos inteligentes, mas disse que a tecnologia pode ser a ponte para outro nível de relação com dispositivos.
Durante o WWW 2013, no Rio, Berners-Lee elogiou o trabalho do cientista brasileiro Miguel Nicolelis, que participou da abertura do seminário.
- Ainda não experimentei o Google Glass. Acredito que esses óculos sejam um passo para uma interface cerebral - afirmou.
Berners-Lee fez referência ao projeto de Nicolelis, que apresentou uma experiência que demonstrava uma conexão entre o cérebro de um macaco e comandos de computador.
O Google Glass tem causado controvérsia, já que exige a reinvenção de normas de etiqueta, uma vez que é possível tirar fotos, fazer vídeos e acessar a internet sem que ninguém ao redor saiba.
RIO — A aumento do acesso à internet no Brasil, que atinge agora 46,5% da população, não foi acompanhado de um salto na qualidade de conexão e uso da rede, criticam especialistas em inclusão digital.
— O crescimento é muito importante, mas o dado não mensura o que o brasileiro acessa. Só daremos um salto mesmo quando os internautas começarem a usar o meio para disseminar conteúdo relevante — avalia Rodrigo Baggio, presidente Comitê para Democratização da Informática (CDI), organização sem fins lucrativos.
O alto preço e a má qualidade do serviço de internet no país são fatores determinantes para o “uso primário” da rede pelos brasileiros, analisa José Carlos Cavalcanti, professor do Departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
— Acesso à internet é uma coisa, qualidade é outra. As empresas de telecomunicações oferecem às vezes apenas 20% da banda larga que o cliente contrata, o que impede o brasileiro de fazer um uso melhor da rede. Fica difícil, por exemplo, frequentar cursos à distância e acessar conteúdos mais sofisticados — comentou Cavalcanti, que integrou o Comitê Gestor da Internet (CGI) em seus primórdios e é um dos criadores do Porto Digital de Recife.
Para Baggio, do CDI, o Brasil ainda não possui políticas públicas estruturadas em prol da inclusão digital:
— Os governos estão um pouco perdidos.Suas ações concentram-se na abertura de telecentros e de laboratórios de informática nas escolas, mas não investem em capacitação permanente de instrutores e em programas pedagógicos digitais.
BRASÍLIA - Os aparelhos de telefones fixos poderão ter novos tipos de teclados, diferentes dos modelos usados até agora. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) modificou o “Regulamento da da Interface Usuário - Rede e de Terminais do Serviço Telefônico Fixo Comutado”, de acordo com norma publicada nesta quinta-feira.
Porém, foi mantida a exigência de que o teclado seja acessível aos deficientes visuais e afirma que as teclas numéricas devem estar “dispostas de forma sequencial e uniforme possibilitando a sua identificação por deficientes visuais a partir da tecla 5”.
Os terminais sensível ao toque (touchscreen), do tipo usado usado nos celulares e smartphones, estão dispensados dessa obrigação.
LONDRES - O Google enfrentou, nesta quinta-feira, perguntas enfurecidas de parlamentares britânicos que investigam seus assuntos fiscais, sobre se tinha enganado o Parlamento em um depoimento no ano passado.
O chefe do Google para o Norte da Europa, Matt Brittin, foi reconvocado para testemunhar diante da Comissão de Contas Públicas (PAC, em inglês) do Parlamento, após uma investigação da Reuters mostrar que a empresa contratava funcionários em funções de vendas em Londres, apesar de ele ter dito ao comitê em novembro que sua equipe britânica não fazia vendas para clientes do Reino Unido.
Brittin disse que a empresa já estava sendo investigada pela autoridade fiscal do Reino Unido em relação a transferência de preços dos serviços comercializados entre o Google Reino Unido e outras empresas do Google, mas acrescentou que ele acreditava que o Google cumpria plenamente com a legislação fiscal do Reino Unido. Ele também negou repetidamente ter enganado o Parlamento em novembro, mas acrescentou que o Google Reino Unido estava envolvido em mais atividades de vendas do que havia revelado.
Em novembro, ele disse que "ninguém (no Reino Unido) está vendendo", e que o Google Irlanda era a contratada para as vendas no Reino Unido. A equipe no Reino Unido estava envolvida apenas em atividades promocionais, disse ele. Esse arranjo permite que o Google proteja a maior parte da receita com vendas no Reino Unido de tributação, uma vez que o Google Irlanda envia a maior parte de seu faturamento para uma filial em Bermuda.
Na quinta-feira, Brittin disse, "a equipe do Reino Unido está vendendo, mas não está fechando."
A presidente do Comitê, Margaret Hodge, disse que o Google não estava fazendo jus ao seu lema original de "não seja mau".
"Você faz mal, sim", ao blindar a receita gerada no Reino Unido de ser taxada, afirmou.
De 2006 a 2011, o Google gerou US$ 18 bilhões em receitas do Reino Unido, de acordo com documentos estatutários, e pagou apenas 16 milhões em impostos.
RIO — Claro, Embratel e NET lançaram nesta quinta-feira seu serviço de Wi-Fi no país. O produto é reflexo da integração das três empresas, comandadas pela América Móvil, do bilionário mexicano Carlos Slim. As companhias estão investindo cerca de R$ 100 milhões no projeto.
O serviço conta com mais de seis mil hotspots (pontos de acesso), disponível em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife e Salvador.
— O objetivo a rede wi-fi é complementar a cobertura recém-lançada da rede 4GMax. Só no Rio são mais 1.000 pontos de rede wi-fi em 77 bairros — disse Carlos Zenteno, presidente da Claro.
José Antônio Félix, presidente da Net, destacou ainda que a companhia vai incluir novas cidades dentro do projeto de Wi-Fi, como Fortaleza, Cuiabá e Manaus.
— Vamos lançar o serviço nessas novas cidades — disse Félix.
Os executivos afirmaram ainda que as três empresas vão formar uma só companhia no Brasil. Por isso, pediram no mês passado anuência prévia à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo Félix, esse processo deve levar de um a dois anos. Mas ele destacou que as três marcas serão mantidas:
— As três marcas estão entre as mais valiosas do país. E cada uma tem um foco. A Embratel é voltada para o mercado corporativo; a Claro, em mobilidade; e a Net, em residencial. A Net Fone é da Embratel. Agora, vamos fazer a mesma coisa com a Claro. O desafio que estamos tendo com isso é a integração, como a de rede e a de processos. Você não vai precisar de três call centers ou de três equipes de vendas — disse Félix.
Zenteno afirmou ainda que é preciso diferenciar um processo formal de fusão e um de integração:
— Societariamente vamos chegar a ser a mesma companhia, mas no dia a dia as companhias continuarão com suas estruturas.
As três empresas vão investir R$ 10 bilhões em 2013 no Brasil, mesmo patamar do ano passado. Em relação à implantação da rede 4G no Rio, Gabriela Derenne, diretora do Rio e do Espírito Santo da Claro, afirmou que o Rio já conta com 180 sites de 4G e que vai chegar até o fim do ano com 240 sites.
— Esse é um exemplo do foco da Claro em gastar energia no Rio — disse ela.
RIO — O avanço da renda e do mercado de trabalho nos últimos anos proporcionou um salto no acesso à internet entre os brasileiros mais pobres. Habitantes de estados de Norte e Nordeste e famílias com renda inferior a um quarto de salário mínimo per capita experimentaram processo acelerado de inclusão digital entre 2005 e 2011, mostram dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE como parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). O número de estudantes de escola pública com acesso à rede aumentou 156% no período, atingindo dois terços desse grupo. Essa mesma população, no entanto, continua sendo maioria entre os quase 90 milhões de brasileiros com dez anos ou mais que jamais travaram contato com a rede.
No Brasil como um todo, a inclusão digital mais do que dobrou no período pesquisado, subindo de 20,9% a 46,5%. Mas foi nas regiões Norte e Nordeste que houve maior avanço, superando um terço dos habitantes pela primeira vez. Na primeira, apenas 11,7% da população era internauta há oito anos; em 2011, a fatia subiu para 35,4%, chegando a 4,7 milhões de pessoas com mais de dez anos. Entre os nordestinos, a proporção de internautas cresceu de 11,9% para 34%, somando 15,4 milhões.
Alagoas quintuplica acesso e saiu da lanterna
São dessas regiões os dez estados onde a população de conectados mais se expandiu. O maior destaque foi Alagoas, que quintuplicou seu contingente de internautas em seis anos, para 903 mil. Com isso, a penetração da rede entre os alagoanos aumentou de 7,6% para 34,3%, tirando o estado da lanterna no ranking. Mas é lá que fica a quinta pior taxa de acesso no país. Outro destaque foi Roraima, que aumentou sua população de internautas em 346%, saindo da 20ª para a nona posição. É o único estado das regiões Norte e Nordeste com taxa de acesso maior que a média brasileira, alcançando 48,1% em 2011.
Apesar dos avanços, estados nordestinos e do Norte continuam ocupando os dez últimos lugares da lista, com a penetração da rede não atingindo um terço da população em três deles: Pará (30,7%), Piauí (24,2%) e Maranhão (24,1%). Lidera o ranking o Distrito Federal (71,1%), puxado pelos indicadores de renda e trabalho favoráveis de Brasília. Depois vêm São Paulo (59,9%) e Rio, cuja população internauta cresceu de 26,5% para 54,5%.
— Em 2005 a gente estava começando a sair daquela recessão de 2003, e, em 2008, estávamos naquele momento de aumento do emprego formal e da renda. A população que passou a ganhar mais e foi beneficiada pelo maior acesso a crédito nesse período passou a usar a rede, ou porque comprou um computador ou porque começou a trabalhar — avaliou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.
Dados não podem ser comparados com os de outros países
A Pnad é uma pesquisa por amostragem que, em 2011, visitou mais de 146 mil domicílios em todo o Brasil. No estudo, são considerados internautas aqueles que acessaram a internet, por computador desktop ou laptop, pelo menos uma vez nos três meses anteriores às entrevistas. Como as pesquisas internacionais investigam o acesso nos últimos 12 meses, os dados do IBGE não podem ser comparados com os de outros países. O instituto planeja ajustar sua metodologia ao padrão internacional na próxima edição da Pnad, que será divulgada no fim deste ano, quando também deve considerar o acesso à internet por celular e tablet.
O grupo de estudantes de escolas públicas é outro cuja inclusão digital deu saltos nos últimos anos. Em 2005, menos de um quarto (24,1%) dos alunos da rede era de internautas — que não necessariamente acessaram a rede na escola. Em 2011, a fatia aumentou para 65,8%, representando a inclusão de 11,7 milhões de estudantes. Na região metropolitana do Rio, a internet já está disponível para 78,7% dos alunos de escolas municipais, estaduais e federais; a maior taxa é na Grande São Paulo, com proporção de 87,8%. Por outro lado, no Maranhão, menos de um terço dos estudantes da rede pública (30,7%) é internauta.
Prova de que a inclusão digital acompanha a renda, entre os estudantes da rede privada o acesso à rede é praticamente universalizado, atingindo 96,2%. No Paraná, a penetração chega a 99%. Mais uma vez, Maranhão está na lanterna, com 14,8% de alunos de escolas particulares ainda sem acesso.
1/3 dos que cursam nível médio ainda excluído digital
Mas a inclusão cresce com força mesmo entre aqueles com pouca instrução. De 2005 a 2011, a penetração da internet entre os com menos de quatro anos de estudo subiu de 2,5% para 11,8%. No mesmo período, a fatia aumentou de 76,1% para 90,2% no grupo com ao menos ensino médio completo. Apesar disso, quase um terço (28,5%) daqueles que estão no ensino médio ou o deixaram incompleto não navegam na rede — embora, em 2005, o passivo fosse o dobro (57,3%).
— Jovens do ensino médio são os que mais acessam a rede, por conta das exigências do estudo e das redes sociais. Mas um terço dessa população ainda está fora da internet, o que diz muito sobre a qualidade do ensino — afirmou Azeredo.
As pessoas com menor renda continuam sendo aquelas com menor fatia de internautas. Mas também é nesses grupos que o acesso mais cresce. Entre as pessoas que vivem em domicílios com renda mensal per capita abaixo de um quarto do salário mínimo, por exemplo, a disponibilidade da rede cresceu de 3,8%, em 2005, para 21,4%, em 2011. Nas regiões mais ricas — Sudeste, Sul e Centro-Oeste — essa fatia ultrapassa metade da população com essa renda.
Idosos cada vez mais conectados
Mas não é apenas a renda que determina o acesso à internet: 62,6% da população com renda domiciliar per capita entre três e cinco salários é internauta, fatia maior do que os 57,5% no grupo com mais de cinco salários. Isso acontece porque essa população mais abastada é mais velha, e a idade está bastante associada à inclusão digital.
— É o efeito geração: gente que passou pela vida estudantil quando ainda não havia internet e talvez jamais seja incluída — avaliou o coordenador do IBGE. — Mas a população mais velha está acessando a internet cada vez mais. São pessoas que hoje precisam, por exemplo, enviar a declaração do Imposto de Renda e o banco pelo computador.
De fato, o acesso à rede entre aqueles com 50 anos ou mais saltou de 7,3% para 18,4%. O número de internautas nesse grupo pulou para 8,1 milhões em 2011, um aumento de 222% na comparação com 2005. Mas os jovens ainda dominam, é claro: os grupos com maior inserção digital são os de 15 a 17 anos (74,1%) e de 18 ou 19 anos (71,8%).
70% das mulheres têm celular
A Pnad também investigou a posse de celulares pelos brasileiros. O estudo descobriu que, em 2011, pela primeira vez o percentual de mulheres que tinham celular ultrapassou o de homens: 69,5% das mulheres (60,3 milhões) possuíam o aparelho, contra 68,7% dos homens (55,2 milhões).
O aparelinho se disseminou durante os anos pesquisados, sua posse crescendo 107,2%, contra expansão de 9,7% na população brasileira. Em 2011, 115,4 milhões de brasileiros, ou 69,1% da população com dez anos ou mais, tinham celular. Em 2005, a proporção era de apenas 36,6%.
O desenvolvimento social não é tão determinante para a posse do celular quanto é para o acesso à internet. Estados como Goiás (77,7%) e Mato Grosso do Sul (77,2%) têm maior penetração de telefones celulares do que Rio (74%) e São Paulo (76%). Segundo o IBGE, isso reflete a dificuldade de acesso à telefonia fixa nesses locais, o que obriga a população a adotar a tecnologia móvel.
A metodologia do IBGE não é capaz de abranger o fenômeno das crianças que já estreiam na escola com seu próprio smartphone, mas mostra que 41,9% dos pré-adolescentes (de 10 a 14 anos) já têm celular. Há oito anos, a fatia era inferior à metade disso, 19,2%.
SAN FRANCISCO - O CEO do Google Larry Page forneceu os primeiros detalhes públicos da doença de voz que o afastou de palestras no verão passado, explicando que ele tem movimento limitado em suas cordas vocais esquerda e direita.
Aos 40 anos, o cofundador do mais afamado mecanismo de busca na web disse que os médicos foram incapazes de identificar uma causa para os problemas nervosos “muito raros” que afetam suas cordas vocais, mas afirmou que vem se recuperando e que é “totalmente capaz de fazer tudo o que preciso em casa e no trabalho”, escreveu Page em um post no Google+ na terça-feira.
Page também disse que sua voz está agora mais “suave” do que antes, o que dificulta longos monólogos. Além disso, considerando que as condições nervosas das cordas vocais também podem afetar a respiração, sua capacidade de se exercitar no “pico da capacidade aeróbica” também se reduziu, embora afirme que continua a praticar kitesurf.
Ele contou que havia sido diagnosticado em 2003 com tireoidite de Hashimoto, “uma condição inflamatória bastante comum da tireóide que não me causa nenhum problema”. Afirmou também que não estava claro se este é um fator que contribui para sua atual condição de cordas vocais ou se ambas as condições foram provocadas por um vírus.
As notícias da condição de voz de Page causaram alguma consternação entre os investidores quando foram divulgadas no ano passado, principalmente porque a empresa forneceu poucos detalhes sobre seu estado de saúde, declarando apenas que ele “tinha perdido a voz”. Porém, mesmo sendo Page considerado uam peça chave para o sucesso do Google, sua saúde não parece ter se tornado uma questão de preocupação generalizada em Wall Street.
Page, que cofundou o Google com Sergey Brin em 1998, recuperou o título de CEO em abril de 2011, depois de uma década da empresa sob o comando de Eric Schmidt. As ações da Google subiram cerca de 50% desde que Page retomou as rédeas, em comparação com um aumento de 23%, em média, do índice Dow Jones no mesmo período.
Não está claro se Page falará no Google I/O, conferência que começa nesta quarta-feira em San Francisco. Na edição de 2012 do evento ele não profeiriu palestra em função de sua condição de voz.
Seus problemas de voz começaram cerca de 14 anos atrás, Page explicou na terça-feira em seu post. Na época, depois de sofrer um forte resfriado, ele foi diagnosticado com paralisia de corda vocal esquerda.
“No verão passado, o mesmo padrão se repetiu: um resfriado seguido por uma voz rouca”, disse Page. “Mais uma vez, as coisas não se resolveram. Então fui fazer um check-up e foi-me dito que a minha segunda corda vocal agora tinha movimentos limitados também”, explicou.
Page disse que providenciou financiamento para um significativo programa de pesquisa, através do Voice Health Institute, que será liderado por um dos médicos que ele consultou para sua condição.
As ações da Google, que têm sido negociadas a máximos históricos nas últimas semanas, fecharam na terça-feira a US$ 887,10, registrando alta de 0,98%.
SAN FRANCISCO — A conferência Google I/O começa nesta quarta-feira e, como de costume, o evento mais importante da gigante de Mountain View está cercada por rumores. No entanto, ao contrário dos anos anteriores, as apresentações deste ano devem ser menos empolgantes. Com uma grade de programação repleta de temas voltados para a comunidade de desenvolvedores, os executivos afirmam que o público comum não deve esperar nada tão espetacular como o streaming ao vivo da apresentação do protótipo do Google Glass no ano passado ou um lançamento de um sistema completamente novo, como o Android Ice Cream Sandwich, revelado na conferência de 2011.
Então, o que esperar dos próximos três dias? O GLOBO reuniu as expectativas que estão circulando na mídia especializada ao redor do mundo.
Android: atualização sutil
A aguardada versão 5.0 (codinome “Key Lime Pie”) deve ficar para depois. Segundo fontes ouvidas pelo site “Gadgetronica”, a Google decidiu atrasar o lançamento da nova iteração do sistema para dar um tempo para as fabricantes parceiras. Desde o início do desenvolvimento do Android, a atualização do sistema tem sido uma dor de cabeça constante para fabricantes e usuários. Com exceção dos aparelhos Nexus (que carregam a marca de “Google Phone”), a variação de liberação da atualização varia bastante entre as marcas. A maioria das apostas fala em um Android 4.3 (a versão mais recente é a 4.2.2), ainda com o codinome “Jelly Bean”.
Novos Nexus
Em entrevista à “Wired”, o novo gerente do Android, Sundar Pichai, afirmou que o Google I/O será “diferente”. Segundo o executivo, não haverá lançamento de novos produtos. Portanto, é remota a possibilidade de novidades radicais em hardware. No entanto, o analista Ming-Chi Kuo, da KGI Securities, aposta em um novo Nexus 7, com resolução de tela melhor (1920x1200 contra 800x1280), bordas mais finas e Android 4.3 sob o capô.
Na linha de smartphones, os rumores também dão conta de um upgrade, em vez de uma atualização completa. O próximo “Google Phone” seria mais parecido com um Nexus 4 com recursos extras, porém não radicais o suficiente para ganhar o título de Nexus 5. Segundo o site “Droid-Life”, é possível esperar por um Nexus 4 de 32 Gb e com suporte a LTE (não disponível na versão atual).
Google Maps remodelado
Na semana passada, o blog não-oficial Google Operating System divulgou imagens do que pode ser o novo visual do Google Maps. A remodelagem da plataforma seria não só estética, mas também funcional. Além de alterar as cores de alguns elementos no mapa e apresentar a interface em tela cheia, a nova versão do serviço teria integração com a rede social Google+, integrando sugestões de amigos aos resultados de rotas e indicações de lugares.
Central de games
O “Android Police” teve acesso a um suposto serviço “Play Games”, que seria uma central de jogos à la Xbox Live. A novidade seria parte da remodelação do Google Play, que já começou a chegar em alguns dispositivos e contaria com sistema de conquistas, badges e todo um pacote de funcionalidades voltada para a experiência de games no Android.
Mensagens unificadas
O suposto Google Babble (ou Babel) também é uma das possíveis estrelas da conferência em San Francisco. A nova plataforma deve integrar todos os outros serviços semelhantes da empresa, como o chat do Google+, Hangout, e Gtalk. As conversas seriam unificadas em diversas plataformas, como telefone, tablet e PC. A iniciativa pode ser uma resposta ao crescimento de diversos apps de mensagens, como Whatsapp e Viber, superando inclusive o SMS.
SÃO PAULO - A Itautec, empresa do segmento de tecnologia da holding Itaúsa, firmou um acordo para vender 70% de participação em suas atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços para a japonesa Oki Electric Industry, por cerca de R$ 100 milhões.
Segundo comunicado, o acordo foi feito para a formação de uma “parceria estratégica” nessas atividades. A operação deve ser concluída em dezembro de 2013 e está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), segundo informou a Itaúsa, que também controla o banco Itaú.
“O resultado estimado da operação na Itaúsa é imaterial, considerando o resultado negativo de equivalência patrimonial da Itautec e a apropriação dos lucros não realizados das operações da Itautec com outras empresas do conglomerado. A unidade de computação da Itautec será paulatinamente desativada sem qualquer prejuízo ao cumprimento integral de todos os contratos e obrigações”, informou a holding.
O valor da operação será ajustado pela posição de caixa e dívida e pela variação nos saldos de ativos e passivos, informou a Itautec.







