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cadernodocluracao.wordpress.com
Atualizem seus blogrolls.
p.s. feedback sobre o novo blog e sobre o novo template são muito bem vindos. Abraços do Cluracão.
Por hora, tenho parados 3 contos, que sabe-se lá se e quando serão retomados.
Vivo sem pressa.
A vida vai do jeito que vai, e vai tranquila.
Já há outra narrativa me perseguindo desde ontem, que tem chances moderadas de chegar a ser escrita.
E assim seguem os dias.
A anotação é uma das milhares de notas que me seriam preciosas se eu as reencontrasse, feitas no meu velho blogue Alriada Express. O que é mais curioso é que neste exato momento eu estava debruçado sobre um "mito" que me veio à cabeça agora mesmo enquanto comia um hamburguer ali no Steve*. Logo que estiver colocado em palavras escritas, publico aqui o mito de Ingatú-sem-corpo.
As palavras tem poder, e aquelas que a gente escolhe em nossa fala não apenas falam muito mais sobre nós, mas também moldam o nosso mundo. E o mundo em que vivemos cada dia mais parece estar virando pelo avesso... e as nossas escolhas de palavras tem um papel fundamental nisso.
Tudo isso, e tão pouca gente pensa no que fala. Mais do que isso, tem gente que deve achar que estou falando besteira, ou apenas ficando maluco de vez. Mas isso também é só uma questão de escolha de palavras.
É perigoso deixar as palavras tão soltas. Elas tem um poder que é só delas. Deveríamos ser mais responsáveis pelas palavras que empunhamos. Elas mudam o mundo.
Quando se escreve a história do metareciclagem, tenham em mente que estão escrevendo uma lenda. Quando se estrutura a forma de pensar, fazer e multiplicar a ação metarecicleira, está se tecendo uma construção sensível e prática que se assemelha à iniciação dos shamans e guerreiros-sagrados de outrora. Algo que leva a pessoa além de sua vivência comum, apresenta a ela visões e dimensões que estão além daquilo que está em seus cotidianos, apresenta a ela conhecimentos novos, quase esotéricos, e tudo isso se transforma em um poder e uma percepção do próprio poder que é completamente nova para para a pessoa. E então ela é instada pelo grupo a colocar em prática este conhecimento… (Daniel Duende Carvalho)
Muito obrigado, meu amigo Orlando, por me ajudar mais uma vez a lembrar de mim...
E me faço sempre a mesma pergunta, cuja resposta sempre esqueço junto com minha própria história: por quê!?

"Existem caminhos para quem quer caminhar.
Existem caminhos para qualquer lugar.
Caminhos escuros, perigosos, trilhas estranhas,
e estradas largas cruzando planícies tamanhas
Que nunca se sonhou poder atravessar.
Existem caminhos verdejantes e belos
que nos levam de castelo em castelo,
de covil em covil, através dos bosques
cheios de fadas e feras, terras das hostes
das pessoas feitas de sonhos, imaginárias...
Existem caminhos sempre
Basta persistir e seguir.
Os Deuses da estrada abençoam
aquele que não se deixa cair.
Eu só quero encontrar o jardim
no qual eu possa me deitar e sonhar..."
-=-
A poesia é de outros tempos, reencontrada por meio do blogue de alguém que a encontrou, ou que nela se encontrou, em algum momento entre lá e cá.
E de lá para cá, foram muitos os caminhos que andei. Alguns me levaram para longe. Em outros me perdi. Em todas estas caminhadas, encontrei e aprendi muita coisa, e perdi tantas outras coisas, de mim e do que era de meu haver, esquecidas em algum pouso ou roubadas pelos perigos da estrada.
E em todos estes caminhos que trilhei, é certo de que havia sempre a vontade de encontrar os melhores caminhos. Mas hoje me pergunto se fiz mesmo as melhores escolhas. Acho que algumas, aquelas que me levaram mais e mais para longe de mim mesmo, por qualquer motivo que fosse, foram terríveis.
Agora me vejo no difícil momento de descobrir onde estou, para então descobrir qual é o caminho de volta. É certo que o primeiro passo é abandonar a estrada e reencontrar as minhas trilhas. Só elas me levam através da muralha...
Estou cansado destas terras. Quero voltar para casa.
p.s. e por falar em casa, acho irônico que a foto que ilustrou esta poesia desde o princípio seja do Parque Olhos D'Água, que agora posso ver pela janela. Por vezes, ao entardecer, fico olhando para o parque, como se esperasse me ver passar por lá, para ver se me encontro...
Bem... ao menos eu dou risada.
No fim das contas, o que não faz sentido é a própria pergunta. Somos todos feitos de sentido. A consonância harmônica ou desarmônica destes nossos sentidos constituintes é que determina o mundo em que vivemos. No fundo só nos sabe o que sabemos, e só fazemos sentido daquilo que sentimos.
É por isso que é natural que vivamos a eterna dúvida entre o que deve ser dito e o que deve ser calado. Porque a dúvida é tão humana e premente quanto é absurda.
disse baixinho o peixe da torre.
enquanto isso, em meio ao caos, na noite escura que amanhece pálida, e assim como ela, L. encontrou uma paz triste que era tão e somente sua, e voltou a viver.
Tudo flui, e um dia tudo muda.

A imagem era enevoada a princípio, mas depois ficou melhor... ao menos um pouco. Não sabia onde estava. Não sabia, nem precisava saber nem ao certo quem era. Estava sonhando. E em seus sonhos, eles estavam lá. Coloridos... ao menos um pouco. Alguns olhavam para ele. Outros estavam ocupados demais sendo eles mesmos... como ele.
Eles estavam lá. Ele é que não os havia olhado por todo o tempo. Ele que não se via mais. Não se encontrava mais no endereço daquele ser.
Ele estava lá com eles...
7:53 PM 1: you've got the poing :)point8:00 PM 2: the poing toohe8:02 PM 1: of course. it's of foremost importance to have the poing! :D8:03 PM 2: the poing is the essence of lifeand propper communication of course8:04 PM 1: of course! that's why every bard, blogger and tongue-bearing being must visit the Oracle of Poing at least once in their lives! :)8:05 PM 2: the oracle of poing, two right corners beyond the Temple of Ping8:07 PM 1: Yes! You know the way! You must be one of the 47 Chosen Beings of Poing!!!8:08 PM (45 on sundays, when 2 of them become lightposts)8:12 PM 2: Yes, I am one of those lucky bastards, and also a priest of the magical and ludicrous Real of Ping, aming for the perfection of Ping Poing Chi Wisdom8:13 PM 1: Aaargh! Blessed be thy spleen!!!8:14 PM 2: Oh, my apleen actually got a cold this afternoon, it went off on vacation for a fortnight, you know?But I´ll leave it a note on your behalf, thank you very much!1: It's so kind of you. It would be most saddening to have my blessings misgiven...8:15 PM 2: or misleaded, i dread say

Sioxsie Sioux e seus Banshees guardam, sem saber, a minha memória de quem eu fui há 10 anos...
"You buried it so deep
So safe in hidden sleep
But like a tell-tale corpse
Rises to the surface
Over-ripe and bloated
In naked time-lapsed truth
Thought it was lost forever
Remember this
How long has it been
Or have you forgotten
When you first forgot?
Now resurrection the phoenix
Aflame with pride and conceit
Remembers this..."
Meus pensamentos param no ar. Sigo sem pensar.
Reconheço uma paz que há muito não tinha lugar.
Acho que finalmente esta noite vou dormir...
...e sonhar.
As verduras dos vales de A Tir Feu dançam
logo além dos olhos, onde só podiam ser encontradas
quando se deixa de procurá-las.
Liberto do pensar, ir incessante ir e vir,
consigo finalmente apenas ficar comigo mesmo...
...e sonhar.
É preciso também não ter filosofia nenhuma. (...)
(...) Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito.
É preciso também que haja silêncio dentro da alma. (...)
- Esta é uma história triste, L'th.
- Não. Esta é apenas uma história. Nem sempre me recordo dela como deveria.
- Você...!?
- Vamos tomar uma cerveja, cluracão.
- Humm... tá bom. Você não quer falar sobre isso...
- Já falei.
- Você paga?
- Como sempre...








