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Date: Saturday, 31 Jan 2009 18:34
Quero saber o que você acha de relacionamento com amigos. Comecei com aquela coisa de sair sempre junto, contar segredos...De repente, a convivência falou mais alto e rolou o beijo. Era bem legal e os [leia mais]

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Date: Saturday, 31 Jan 2009 18:34
Recebo vários (ia dizer milhares, mas achei melhor ser honesto e humilde) e-mails por semana de mulheres que querem ajuda para saber o que os homens estão pensando e entender a cabeça deles. A resposta [leia mais]

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Date: Saturday, 31 Jan 2009 18:34
(...) Ainda não entendo o que leva um homem adulto a comprar revista de mulher nua, quando está em plena atividade sexual e tem ao seu lado uma mulher atraente física e intelectualmente, que é ardente [leia mais]

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Date: Saturday, 31 Jan 2009 18:34
Ninguém chega perto da minha filhinha!! "Gostaria de saber o que nós mulher devemos fazer se nossos pais não aceitam de jeito nenhum nosso namorado? [leia mais]

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Date: Saturday, 31 Jan 2009 18:34
”Saio de vez em quando com um cara que considero "meu petisco". Simplesmente nos conhecemos e nos identificamos e partimos pra o ‘vem cá minha nega’. A primeira vez foi na minha casa. A segunda vez que [leia mais]

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Date: Saturday, 31 Jan 2009 18:34
Sobre os comentários: Camille perguntou quando é que eu digo eu te amo. É uma coisa bem difícil de ser dita. Acho que quando todos os adjetivos já [leia mais]

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Date: Saturday, 31 Jan 2009 18:34
“Gostaria de saber por que o homem, mesmo amando uma pessoa, consegue traí-la com outras? E consegue olhar para a pessoa que ama e dizer ‘eu te amo’, como se nada tivesse [leia mais]

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Date: Saturday, 31 Jan 2009 18:34
De volta, agora para ficar e sem muitas amarras! Próxima pergunta, por favor: Olá! Namoro há cinco anos e quatro meses, estamos para morarmos juntos pela 2º vez. Eu o amo, conheço todos os seus defeitos [leia mais]

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Date: Saturday, 31 Jan 2009 18:34
Depois de um “long cold lonely winter” nesse blog, uma junção de excesso de trabalho, férias, festas de final de ano e Carnaval, volto para inaugurar o ano de 2008! Vamos de cara com uma pergunta que envolve [leia mais]

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Date: Saturday, 31 Jan 2009 18:34
Passamos por uma maré alta de matérias essa semana que falavam sobre a “família do século 21” e a “mulher moderna”, que, por mais lutas e conquistas que tenha, continua querendo casar. Talvez por causa [leia mais]

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Date: Monday, 19 May 2008 16:56


Ninguém chega perto da minha filhinha!!

“Gostaria de saber o que nós mulher devemos fazer se nossos pais não aceitam de jeito nenhum nosso namorado?
Lora

Lora, sabe quando sua mãe diz “leva um casaco que vai esfriar”? Normalmente esfria, e muito. Não interessa se estava um sol de rachar e a previsão era de calor e tempo seco. Os pais têm uma coisa, quase uma praga, uma mania de profetizar a nossa vida só para depois soltar um sorrisinho e dizer “não falei?” (e eles fazem isso para o nosso bem, claro). Portanto, é melhor checar as referências, confirmar a procedência do produto e ver se o seu namorado não é um traste.

Se ele passar pelo teste e for um bom moço, aí começa uma batalha de trincheira. Não adianta bater de frente com os seus pais, porque, normalmente, eles mandam mais e podem fazer da sua vida uma coisa bem chata. Então, tente enumerar, de vez em quando, sempre que houver um gancho, as qualidades do rapaz e como ele te faz bem.

Não insista em querer levá-lo para sua casa e coisas assim. Diga que vai sair com ele, e volte sempre sóbria, sem escoriações e feliz. Evite ao máximo mentir, pois isso pode dar ainda mais argumentos para seus pais. Cumpra suas obrigações em casa, siga sua rotina, trate bem sua família e deixe fluir. Uma hora, vendo que você está feliz, saudável e que o rapaz te faz bem e parece ser boa pessoa, são pais vão começar a ficar curiosos para conhecê-lo.

Depois, é só causar uma boa impressão no primeiro (ou no próximo) encontro e tudo vai fluir. Evitar assuntos constrangedores, não cair em provocações e, ao mesmo tempo, marcar seu espaço e o espaço dele, sem aceitar desaforos gratuitos, tudo sempre com muita elegância.

Ah, o truque de conquistar a sogra com miminhos para que ela faça o lobby com o sogrão também pode funcionar. O inverso é mais difícil, mas não custa tentar em casos de famílias matriarcais.

Um último palpite: acho sempre bom ter alguns meses de namoro e uma coisa já consolidada antes de apresentar para a família. Nada de ficar levando todo caso ou flerte para o almoço de domingo!

Abraço!

Author: "adigital@ig.com.br" Tags: "Sem categoria"
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Date: Sunday, 18 May 2008 18:22

De volta, agora para ficar e sem muitas amarras! Próxima pergunta, por favor:

Olá! Namoro há cinco anos e quatro meses, estamos para morarmos juntos pela 2º vez. Eu o amo, conheço todos os seus defeitos e qualidades… Recentemente terminamos por dois meses e ele saiu com outra menina. Apenas saiu com ela, conversou, mas não fez nada. Daí eu já superei isso tudo e tal, mas as vezes ele fica me falando algumas coisas tipo: “ai, me identifiquei (quando vê alguma cena de filme)” ou “ai, ela era diferente”. Isso pra mim é terrível! O que você acha?! Ele apenas acha ela diferente mesmo em todo sentido amplo da palavra, ou ele acha ela melhor que eu?! Será que ele sente falta do jeito dela? Isso não chega a afetar nosso relacionamento, por que eu amo ele, já vivemos muita coisa juntos, mas me faz sentir vontade de sair com outros, para ter a mesma experiência que ele.

Quando a gente projeta muita segurança antes de contar um problema, algo vai mal. Essa postura defensiva, “eu superei”, “eu sei tudo dele” normalmente é conversa mole. Mais fácil tratar esses assuntos quando a gente se assume falível, ciumento, frágil e competitivo. Ao cabo de tudo, todos somos, não?

Se ele saiu com outra menina, diz que não fez nada, mas fica sempre achando uma brecha para falar, parece que ele vive na idéia de “o que poderia ter sido”, naquela curiosidade da conquista. Sabe o filme Um Beijo a Mais?

E se vocês já falaram a respeito desse assunto e você aceitou tranqüila, ele não tem que ficar retomando! Coisa chata! Tem que falar de vida, de mundo, de vocês, mas não de outra mulher, ainda mais em bases de comparação. Do outro lado, você tem que se posicionar e deixar bem claro que não quer ficar ouvindo essas coisas e ponto. Dá aquela apelada e manda um “e se fosse o contrário”, sabe? Que essas coisas só a incitam a pensar numa possibilidade de tentar também.

Por fim, é complexo quando houve uma separação, depois o casal reata e só um teve uma nova experiência. É bastante difícil conseguir encontrar um equilíbrio. Sempre vai haver uma pulga atrás da orelha, aquela desconfiança, curiosidade, vontade de igualar a situação, de vingança… Tudo, no fundo, vontade de se valorizar, de segurança, de não parecer que ficou para trás. O melhor, já que estão voltando a dividir o mesmo espaço, é ter aquela conversa chata e sincera, para não deixar lacunas que podem virar uma cratera depois, e ver as reais vontades de tentar algo novo ou seguir nesse relacionamento. Começar do zero, mudados, com respeito, franqueza e vontade. Boa sorte!

A imagem é do filme Um Beijo a Mais (The Last Kiss).

Abraço!

Author: "adigital@ig.com.br" Tags: "Sem categoria"
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Date: Thursday, 07 Feb 2008 03:03

Depois de um “long cold lonely winter” nesse blog, uma junção de excesso de trabalho, férias, festas de final de ano e Carnaval, volto para inaugurar o ano de 2008!

Vamos de cara com uma pergunta que envolve internet e é de um homem:

“Procurando na caixa de e-mails da minha namorada um e-mail que eu havia enviado a ela, achei uma mensagem anônima que ela recebeu na qual a pessoa se declarava. Pelo e-mail, diz que são amigos e que já tentou várias vezes se declarar pessoalmente, mas não o fez por medo. Estou achando que pode ser vírus, pois no fim tem um link do Orkut onde a pessoa diz que é uma foto que tirou da minha namorada. A foto não abre nunca, não tem nada. O que quero saber de você é o seguinte: você acha que devo conversar com ela sobre esse e-mail? Porque aí, ela vai saber que entrei na caixa de e-mails dela. O que devo fazer?

Nem sei por qual parte começar! Se pela defesa da privacidade e da sinceridade ou pelos conselhos de segurança na web! Rs

Acho que roupas íntimas, escovas de dente e senhas de e-mail e messengers são “pessoais e intransferíveis”, não devem ser compartilhadas e nem adivinhadas. Se você entra nos e-mails dela escondido, é sinal de muita insegurança e falta de respeito com o espaço de sua namorada.

Todos temos nossos espaços, nossos mundos, nossas coisas que gostamos de manter longe da vista e do alcance dos outros, e isso é ainda mais importante e saudável quando dividimos a vida e a casa com alguém. As bases de um namoro/casamento são o amor e confiança, que eu acho que devem sempre ser mantidos com muita calma, conversa e sinceridade. Quer ver os e-mails dela, dê um bom motivo, sente com ela no computador e deixe que ela te mostre, que ela caminhe com você por esse espaço particular.

De outro modo, você pode dar de cara com algo e ficar paranóico, como está. Muitas vezes as coisas fora do contexto acabam parecendo escabrosas, e na verdade não o são. Ou, se forem, não é por aí que você vai descobrir. É por algo no cotidiano, pela mudança no comportamento, pelo esfriamento da relação, coisas assim.

Eu não sou o cara mais correto do mundo, o contrário, mas sempre busquei respeitar essas coisas, vendo apenas o que está ao alcance dos meus olhos ou do clique do mouse (scraps, perguntando que acabou de ligar, fotos e afins), sem necessidade de senhas ou mentiras (talvez seja o meu único ponto forte, porque no resto eu já escorreguei algumas vezes)…

Sobre o caso em si, pela sua descrição, me parece evidente que é um e-mail com vírus, e ao tentar abrir a foto você pode ter instalado milhares de coisas que estão destroçando sua máquina (ou dela, o que seria pior!) nesse momento. E-mails com declarações amorosas ou de traições nunca são assim indiretos, muito menos com fotos! E a declaração é de outra pessoa!

Já que fuçou, acho que deve ter hombridade suficiente para assumir, dizer que entrou, esclarecer o caso com muito tato e jogo de cintura (já que essa história de “um e-mail que eu havia enviado a ela” é muito da fraquinha) e ficar mais tranqüilo. Porque, até agora, quem traiu a confiança dela foi você… Ou desencanar e seguir com a vida.

Author: "adigital@ig.com.br" Tags: "Sem categoria"
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Date: Friday, 09 Nov 2007 18:44

Recebo vários (ia dizer milhares, mas achei melhor ser honesto e humilde) e-mails por semana de mulheres que querem ajuda para saber o que os homens estão pensando e entender a cabeça deles.

A resposta mais sincera, direta e real é: se nem a gente mesmo consegue entender, que dirá explicar! Ela funciona assim, ponto. Nós é que não conseguimos entender como é que as mulheres não conseguem sacar coisas tão óbvias e nos acompanhar na linha de raciocínio (por mais absurda que ela possa parecer).

Mas, como a proposta do blog é palpitar e tentar elucidar algumas questões, pedi para alguns amigos responderem por e-mail a seguinte pergunta: o que as mulheres ainda não sabem (ou fingem não saber) sobre nós?

Leia abaixo quais foram algumas das respostas:

* Que a gente não sabe dizer se é bom ou ruim quando elas “liberam” no primeiro encontro.

* Que temos dificuldade para nos entender com a melhor amiga delas. Às vezes nós odiamos aquela vaca que telefona na hora H, se oferece para acompanhar no programa e rouba nosso espaço. Por outro lado, precisamos dessas amigas para ocupar a namorada enquanto fazemos programas de homem.

* Que quando elas vão ao banheiro juntas numa balada, depois de tomar todas, fantasiamos o que elas estariam fazendo naquele local fechado e intimista (essa é clássica)!

* A gente pode até ser amigo de uma mulher com facilidade, desde que ela não provoque muito e não fique muito íntima, nem achando que somos invisíveis e que ela se pode trocar na nossa frente à vontade. Sempre quis saber, aliás, se elas falam sério quando acham que tem amigo que nunca pensou em ir um pouco além com elas ou se é joguinho para deixar com mais vontade…

* Só falamos de nossa vida sexual com os amigos quando somos solteiros. Mas quando estamos solteiros, detestamos que nossas amigas gatinhas e comprometidas falem de sua vida sexual.

* Que nunca usamos mictórios com outros homens ao lado. E quando sobra apenas um mictório, você espera alguém sair de um banheiro “comum” olhando para o espelho, ou arranjando qualquer outra coisa pra fazer.

* Que não mandar flores ou não dar presentinhos toda semana não é sinal de desatenção “com a mesma”. Apenas preferimos usar o dinheirinho que sobra para algo mais produtivo, como beber cerveja com os amigos ou comprar ingressos para o futebol (e o salário não é lá essas coisas).

* Que pensamos que flor uma vez, duas, ok. Mas é possível comprar tantos outros presentes com o dinheiro, coisas que vão durar para sempre, e não apenas dois dias!

* A gente nunca, nunca, NUNCA vai perceber com qual sapato, sandália, tênis ou o que quer que seja ela está. Elas não precisam demorar pra escolher sapato, pois a gente não olha mesmo. Quando muito o cabelo.

* Odiamos quando temos que dar a direção do carro zerinho para a namorada. É preferível deixar um amigo dirigi-lo.

* Depois do sexo, a última coisa que queremos fazer é conversar. E como o iBoy já comentou, a gente tem vontade de dormir por uma questão biológica, não por grosseria.

* Que o fato de olharmos para outra e logo imaginarmos sem roupa, não quer dizer que não as amamos.

* Que odiamos ganhar camisas cor de rosa. Todas acham lindo, mas a verdade é que poucos homens aceitam usar.

* Por mais que um homem diga que não olha pra outra, ele sempre olha.

* Somos a favor da poligamia (mesmo sendo casados e fieis).

* Que achamos que deixar a calcinha secando dentro do box é total anti-sexy.

Depois dessas dicas fortes, o que as mulheres têm a dizer?

Abraço!

Author: "adigital@ig.com.br" Tags: "Sem categoria"
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Date: Saturday, 08 Sep 2007 15:53

Sobre os comentários:
Camille perguntou quando é que eu digo eu te amo. É uma coisa bem difícil de ser dita.

Acho que quando todos os adjetivos já não bastam mais para expressar sua alegria e o quanto você gosta de estar e compartilhar com uma outra (e uma só!) pessoa, é a hora certa de dizer.

Mas não sai fácil…rola uma gaguejada, um medo, aquela coisa toda. E vocês, quando dizem “eu te amo”?

Momento cartinha do leitor:

“Caro homem do lado,

Fui casada com um cara por quem era super apaixonada, mas depois de 12 anos sendo mal tratada, explorada e, provavelmente, traída, tomei coragem, me separei e fui morar com uma amiga. A novidade é que me apaixonei por ela e hoje estamos juntas, casadíssimas e felizes, há quatro anos. Está tudo bem comigo?
M.F.”

O mais fácil seria eu declarar falência das competências masculinas e dizer que você está certa, mas vou palpitar um pouco além.

Por ser apaixonada pelo cara, acabava se sujeitando a coisas que não gostava e a faziam sofrer. Depois de tanto tempo engolindo a seco, junta forças, rompe e se vê carente, hospedada por uma amiga.

Deve ter rolado aquele medo de sair, uma sensação de derrota, uma vontade imensa de colo, que você encontrou na pessoa mais próxima. Ela te fazia bem naquele momento, você a ela, e, de certa forma, essa parecia uma vingança justa com os homens, esses crápulas insensíveis.

Só é preciso ponderar se você está feliz mesmo e se sentindo completa com sua companheira, ou se é uma coisa de momento e ocasião. Se no fundo ainda sente um vazio, falta alguma coisa, tente procurar uma terapia e ver se essa novidade não é apenas uma defesa ou fuga de um trauma que você embrulhou e guardou escondido.

Mas se ainda convive com outros homens, mas nenhum a atrai e notou que é disso mesmo que gosta, nada poderá impedi-la! Pode mudar o status do Orkut para “committed” sem medo e sorrir por aí com cara de “just married” ao som de latinhas sendo arrastadas.

Afinal, como canta Milton Nascimento, “qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor valerá“.

Abraço!

Author: "adigital@ig.com.br" Tags: "Sem categoria"
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Date: Tuesday, 30 Nov 1999 00:00

(…) Ainda não entendo o que leva um homem adulto a comprar revista de mulher nua, quando está em plena atividade sexual e tem ao seu lado uma mulher atraente física e intelectualmente, que é ardente por sexo, com a imaginação repleta de fantasias. Meu namorado dizia que não comprava revistas de mulher nua, mas eu o peguei na mentira há duas semanas. (…) Penso que se fosse ao contrário, eu com a revista do Goleiro do Bahia nu, isso o incomodaria. Será que caímos na rotina e ele precisa de um estímulo exterior? Perguntei por que ele tinha comprado a determinada revista (da bandeirinha Ana Paula Oliveira) e ele disse: “É uma mulher em um meio masculino – o futebol -, você sabe, ela ali no campo apitando o jogo de saínha, rola um fetiche, uma vontade de ver como é“. Não, eu não sei como é e me incomoda muito essa sensação de ter sido enganada. Exclamei e perguntei: “Por que você não pediu para que eu me vestisse de bandeirinha?!”. Na minha concepção um casal sexualmente ativo pode realizar as fantasias um do outro, se ambos concordarem. A resposta (com ar de profunda indignação): “Ah! Para com isso, não se compare, que absurdo isso que você está falando”. (…)
A.

Momento resposta da cartinha do leitor:

Todo homem lê/vê/manuseia/admira/usa revistas de mulher pelada. Mas poucos assumem, fato. É vergonha, em alguns casos, porque para os que têm algum relacionamento isso soa como errado, como traição (vide a sua raiva). E é melhor fazer escondido mesmo, com sabor de traição, mas sem tanta culpa ou problemas acarretados.

Uma traição de gaveta, comprada nas bancas, com a mulher dos sonhos: sem marcas, sem estrias, sem defeitos, gostosa demais e muda! Pode-se fazer qualquer coisa com ela – até uma dobradura ou tangram – que ela não reclama. Depois é correr, contar e comentar com os amigos sobre a edição do mês, assim como vocês comentam sobre os “guias lacrados de sexo” e afins.

Acho que o motivo maior nem é imaginar uma traição, mas sim fantasiar situações impossíveis, com pessoas irreais. Variar, em pensamento. Você é a mulher real, e por mais bonita e simpática que seja, nunca vai ser igual a da foto. Sem defeitos, sem manutenção diária, sem o ônus de um relacionamento.

Sinceramente, como alguém que também “consulta(ou)” revistas (ou sites), acho que essa prática não tem problema algum, desde que o relacionamento entre o casal seja saudável, gostoso e sincero. Deixa ele ler escondido, finge que não sabe e mata seu ciúmes com o Brad Pitt na capa de sua revista feminina predileta, sonhando que um dia ele poderia ser seu, mas bem feliz com o cara meio mal acabado que tem ao seu lado. Só não vale comparar um com o outro e dizer isso para a outra pessoa!

Quanto a você propor realizar fantasias, é outro assunto. Todo homem diz que gosta dessas coisas, que pegaria duas mulheres ao mesmo tempo, que isso, que aquilo, mas que é difícil achar uma que tope. O difícil é que, quando uma topa, grande parte dos homens corre, vem com um discurso moralista e acha que “a” mulher dele, com a qual ele casou ou namora, deve levar uma conduta séria, que isso é coisa de quem não presta. “Uma coisa é fantasiar, outra é a futura mãe dos meus filhos”.

Quem foi que disse isso?! Tanto melhor poder fazer coisas picantes com quem a gente gosta muito, se reinventar sempre, saber e poder conquistar o outro todo dia e manter o pique sexual.

E o futebol já está perdendo a alcunha de “meio masculino”. Com jogadores cada vez mais molengas – e não me refiro à sexualidade, mas sim ao péssimo futebol – e torcedoras inflamadas, esse espaço está sendo invadido pelas mulheres. Dá para tirar muita fantasia daí, heim! Por que não levar isso para casa e deixar você comandar e apitar um bate-bola inteirinho com seu namorado? Uuhhhh…

PS: Como esse post ficou longo, deixo para falar sobre os comentários do post anterior, que não podem ser deixados de lado em hipótese alguma, no próximo.

Abraço!

Author: "adigital@ig.com.br" Tags: "Sem categoria"
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Date: Tuesday, 30 Nov 1999 00:00

Quero saber o que você acha de relacionamento com amigos. Comecei com aquela coisa de sair sempre junto, contar segredos…De repente, a convivência falou mais alto e rolou o beijo. Era bem legal e os dois estavam curtindo. Percebi que ele não queria nada sério quando apareceu com outra. Andando de mãos dadas e mostrando para quem quisesse ver. Mesmo não tendo nada sério, achei desnecessário e deu uma estragada na amizade. Enfim, acho que deveria rolar um respeito, somos “amigos” em primeiro lugar. Uma boa conversa teria evitado.

A.G.

Momento resposta da cartinha do leitor:

Podem querer me matar, escachar, gritar, espernear, retrucar nos comentários, mas na minha leiga opinião não existe amizade sincera entre um homem e uma mulher – a menos que um dos dois seja feio demais e não desperte absolutamente nenhuma ponta de interesse na outra parte envolvida.

A convivência entre amigos gera uma intimidade muito grande, e acabamos querendo cada vez mais, já que faz tão bem e não entendemos direito porque. Quando você percebe que confia demais naquela pessoa, que ela sabe da sua vida e parece ser tão cúmplice, o cérebro ativa o modo “sinceridade sexual” e alerta para a vontade de “sapecar” o outro ser, já que não há mais para onde expandir essa coisa boa senão para esse segmento das relações interpessoais.

Mas sem compromisso, claro! Só um beijo, uma coisinha de nada, um complemente da amizade. Ta legal… O ser humano é possessivo e vaidoso! Você mesma está se roendo porque ele andou de mãos dadas com ela, não com você! Se é tão amiga, deveria estar feliz por ele, não com ciúmes. Aí mora o perigo dessa linha – tão clichê – tão tênue que sapara amizade de um relacionamento homem X mulher.

Para se ter um amigo homem, há que se fazer uma escolha: deixar rolar para ver se termina num relacionamento ou não beijar jamais, para não correr o risco de colocar a amizade em cheque.

Falando com uma amiga sobre isso, ela logo soltou: “Eu achava que existia, mas na verdade só existia da minha parte. No final, eu sempre era agarrada!”. Sim, ela é linda e vale correr o risco da perda da amizade! Rs

Caso o beijo role, é legal ter uma conversa sincera. Somos só amigos mesmo? Rola um sentimento a mais? Queremos ter algum envolvimento maior? Se ficarmos com outras pessoas, isso irá nos machucar? E não ir empurrando e postergando essas coisas, como se tudo estivesse normal, igual antes, nada de mais…*assobio dissimulado*

É mesmo muito difícil saber separar alguns sentimentos, ponderar limites, vontades, desejos e hormônios. Por isso, deixo um lema um pouco grosseiro para encerrar: amigo bom e sincero, sem perigo, é feio(a) ou homossexual! No mais, é sempre uma chance de trocar os pés pelas mãos e tentar dar aquele próximo passo, que sabe-se lá onde vai parar ou que marcas irá deixar. Fato é que a amizade dificilmente, para não dizer nunca mais, será a mesma.

Abraço!

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Date: Tuesday, 30 Nov 1999 00:00

Passamos por uma maré alta de matérias essa semana que falavam sobre a “família do século 21” e a “mulher moderna“, que, por mais lutas e conquistas que tenha, continua querendo casar.

Talvez por causa disso, houve um aumento no número de e-mails para O Lado Homem com dúvidas sobre casamento (e olha que eles já eram freqüentes!). É vontade de casar, de separar, de trair o marido, de roubar o marido da próxima, de reavivar aquele fogo que apagou, de saber se ele está traindo… Um sem fim de questões.

Sendo filho de pais separados, nascidos na “geração divórcio” (aquela, da adolescência tardia ou não vivida), tendo lido recentemente o livro “Amor Líquido”, de Zygmunt Bauman, que fala “sobre a fragilidade dos laços humanos“, acredito que não esteja no momento mais otimista para falar sobre isso. Mas, como a vontade é latente, vamos lá! Agüentem baboseira!

Há quem insista que não somos monogâmicos. Eu não discordo, mas acho que de vez em quando cruzamos (com o perdão do trocadilho) com pessoas que fazem valer a pena quebrar essa idéia. Um desafio à lógica é sempre bom.

Minha chefe (uma das muitas) é jovem e casada. O que faz funcionar, segundo ela, é ter os dias para sair só com as amigas, sem maridos, sem crises histéricas de ciúmes também. E um marido que acompanha o ritmo, claro. São jovens, são saudáveis, são felizes e sabem que é preciso ter um tempo para respirar, o que não significa a perda do respeito ou traição.

Por outro lado, tenho um amigo que diz, convicto, que “todo mundo cansa de um sorvete de um sabor só e que depois que o filme termina no happy ending, vem o divorcio mais pra frente”.

Acho que nunca teremos certeza ou confirmação. Casamento é mais no esquema tentativa e erro do que uma boa noitada em um cassino. A idéia que mais sintetiza a minha opinião é do Kurt Vonnegut, no livro “Deus o abençoe, Dr. Kevorkian”:

(…) Mas, hoje em dia, geralmente, quando nos casamos somos somente uma pessoa a mais para o outro. O noivo ganha mais um amigo, mas é uma mulher. A mulher ganha mais uma pessoa com quem falar sobre todos os assuntos, mas é um homem.

Quando um casal discute, pode-se pensar que o motivo é dinheiro, ou poder, ou sexo, ou a educação dos filhos, ou qualquer outra coisa. Na verdade, o que estão dizendo um ao outro, sem perceber, é o seguinte:

- Você não é o suficiente! (…)

E não é mesmo! Por isso é preciso correr de casamentos ensimesmados, nos quais um vive e respira o outro 24 horas por dia. Cada um com seu tempo e particularidades, mas complementares. E muito diálogo, sem deixar bolos de má resolução se formarem. No mais, sorte!

O segredo maior é saber reconquistar sempre, manter o clima de namoro, de paixão, de surpresa. Conseguir fazer brotar no maridão aquele frio na barriga que temos nos primeiros tempos da união. E ter a convicção de que aquela pessoa que está conosco vale a pena, nos completa e faz com que qualquer aventura possa ser desprezada, porque logo depois da vontade – que todos têm – de fazer uma loucurinha vem aquele pensamento de que mais vale o investimento na manutenção da união. Porque até aquela jovenzinha linda e cheia de vivacidade que apareceu de repente, cheia de charme, também vai envelhecer, também vai ser chata algumas horas, vai ter ciúmes e a rotina também baterá nessa porta…

PS: Falei em casamento pensando em duas pessoas vivendo juntas. Não me interessa de qual religião, sexo, altura, peso, vontade, leis…

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Author: "adigital@ig.com.br" Tags: "Sem categoria"
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Date: Tuesday, 30 Nov 1999 00:00

“Saio de vez em quando com um cara que considero “meu petisco”. Simplesmente nos conhecemos e nos identificamos e partimos pra o “vem cá minha nega”. A primeira vez foi na minha casa. A segunda vez que saímos ele me levou num drive in. Pensei que fosse por causa da pressa e do pouco tempo que tínhamos. Que nada. Já sugeri irmos a um motel pra nos curtirmos mais, mas ele desconversa.Ele me chama pra sair praticamente todos os dias, então não devo ser tão ruim assim de cama. O que leva um homem a não levar uma mulher num motel?”
Shine

Mas que pergunta mais focada e segmentada, hein! Fiquei um tempão pensando e falando com alguns amigos para tentar achar uma resposta plausível, mas só o que consegui foram algumas teorias.

Não sei há quanto tempo você e seu “petisco” estão se “degustando”, mas talvez ele esteja querendo deixar o motel, aquele espaço destinado ao sexo – só que mais aconchegante que um drive – para um momento de mais intimidade, mais especial, o êxtase dos canapés!

Ou porque ele vai se sentir pressionado. Algumas pessoas acham que toda aquela ambientação, que aquele lugar estranho pode acabar gerando ansiedade, quebrando o clima do relacionamento. Afinal, o carro é quase uma extensão de nossa casa, né?

Uma terceira hipótese é que motel é para onde ele leva os outros petiscos e demais fast-foods, então não quer misturar as coisas. Essa é a menos possível, vamos admitir.

A última, minha preferida, é porque motéis são caros demais! A casa dele deve ser um mafuá, ou ele mora com outras pessoas, e o que sobra – já que normalmente é o homem quem paga – é o drive. Você pode convidá-lo para ir mais à sua casa (caso o conheça bem e saiba que ele não é um psicopata), ou sugerir um desses hotéis que têm uma diária acessível, mais ou menos o equivalente a duas idas ao drive.

Ou abre o jogo e pergunta a real…Depois corre aqui e conta a resposta!

Abraço!

Author: "adigital@ig.com.br" Tags: "Sem categoria"
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Date: Tuesday, 30 Nov 1999 00:00

“Gostaria de saber por que o homem, mesmo amando uma pessoa, consegue traí-la com outras? E consegue olhar para a pessoa que ama e dizer “eu te amo”, como se nada tivesse acontecido? Conheço um rapaz há dois anos e meio, no começo éramos amigos até eu me envolver com ele. Depois fui descobrir que ele tinha um caso com outra mulher, que estavam juntos fazia quatro anos, ele morando com ela, e eu achando que ele me amava, porque ele sempre dizia que não tinha ninguém, afinal, quem ficava no meu pé era sempre ele. Hoje sofro muito porque eu amo, e ele sempre vem me procurar mesmo estando com sua mulher. O que leva um homem a fazer isso?”
A.A.

“Sou casada há 18 anos e recentemente descobri que meu marido me traia com prostitutas. Depois que descobri um caso, ele mesmo me confessou os outros, diz que são sempre garotas diferentes, sem vínculos, que para ele isto significa uma tara, pois o satisfaço muito na cama. Agora a pergunta que não cala, quem ama trai? E porque a traição com este tipo de pessoa? Se é uma tara, isso passa ou ele pode ter uma recaída? E ainda por cima me convida para fazer sexo com outro homem, que é uma fantasia dele. Como descrever uma pessoa assim? Louca, dissimulada ou psicopata?”
C.

Uh lá lá! Pensar nesses casos vai ser trabalhoso… Selecionei os dois casos porque falam da mesma coisa, mas cada um tem sua particularidade a ser abordada depois que eu falar do geral, a traição.

Como homem, não sei se defendo a classe até o fim e nego com veemência que todos sigam essa lógica ou se tento pensar em “porquês”. Quando discuto sobre traição com amigos, sempre rodamos em torno de algumas justificativas, que são a vaidade, a dificuldade em aceitar o passar do tempo e a idéia de se sentir uma “posse”, um bem imóvel.

E, depois do livro “O mito da monogamia“, a justificativa maior foi reafirmada com louvor. Segundo os autores, monogamia é regra imposta, mas não é a prática mais aplicada na sociedade. A poligamia é da natureza animal. Ou, como bem traduziu Vange Leonel, “a natureza é promíscua e a monogamia é uma invenção dos ciumentos“.

Ok, pode ser que isso seja natural, mas insisto, como disse no post sobre casamentos, que há pessoas que valem a pena driblar esse “instinto”. Bem como penso que ninguém é obrigado a assumir um relacionamento, por isso acho errada a traição. Quer ficar com várias pessoas, vai lá, sucesso, o mundo é seu. Mas se assumiu um compromisso, cumpra. Se não dá mais, rompa. Simples assim, sincero.

Voltando ao foco, até a mais pudica e recatada das pessoas consegue contar uma mentirinha com a cara lavada. Todo mundo consegue trair, chegar em casa, tomar um banho e soltar um “eu te amo”. Ainda mais depois que isso fica automático.

Minha opinião é que os humanos até podem ser monogâmicos, mas sempre serão vaidosos e inseguros. Por isso essa vontade de conquistar cada vez mais pessoas, de seduzir, de ganhar, de se provar um cara desejado, de aumentar o leque de possibilidades e bradar independência. Parece que isso é mais acentuado na adolescência e depois dos 45, quando as rugas começam a bater e a pouca segurança que resta vai saindo pela porta dos fundos.

Como evitar uma traição? Impossível… Mas um relacionamento dinâmico, diverso, saudável, com bom ritmo e que sempre se renova – evitar a rotina, sempre! – é um passo largo para isso. Não trocar, mas renovar.

Uma vez que haja traição, aí é melhor cair fora. Não acredito que um relacionamento possa ser retomado de maneira salutar depois que um dos dois traiu. Confiança que vai pro espaço nunca mais volta.

Sobre cada caso, no primeiro a pessoa que me escreveu é “a outra”. Por isso o cara ficava no seu pé e ainda corre atrás, porque você é a novidade que ele não conseguiu embutir no casamento e nem ter peito para assumir. É a auto-afirmação, a conquista, o “desejo proibido”, a novidade. Traída foi a outra, na verdade. Você foi enganada.

No segundo, louco e psicopata ele não é, mas dissimulado talvez seja. As prostitutas entram na história porque são mais fáceis do que conquistar uma mulher qualquer e dificilmente vão ligar em sua casa atrás dele ou fazer um escândalo porque ele sumiu. Pode ser uma nova a cada vez, realizando as vontades e fantasias dele. Pelo que me escreveu, ele tem algumas vontades e fetiches. Talvez fosse salutar tentarem alguns entre o casal, até o limite que cada um consiga e esteja gostando e sentindo prazer. Mas, como eu já disse, uma vez que houve a traição é difícil se recompor.

*O título, em Latim: vaidade das vaidades, tudo é vaidade.
*Na foto, o ex-presidente norte-americano Bill Clinton, que confirmou uma “relação inapropriada” com Monica Lewinsky e ter fumado sem tragar. Uhum.

Abraço!

Author: "adigital@ig.com.br" Tags: "Sem categoria"
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