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Glória Maria vai conviver com índios no Alto Xingu
Terça, 27 de novembro de 2007, 12h38 – O Dia Online
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Glória Maria vai passar uma semana convivendo com índios da aldeia dos Kamaiurás, no Alto Xingu, para uma série de reportagens que prepara para o programa Fantástico, da TV Globo.
No lugar dos hotéis cinco estrelas a que está habituada, a apresentadora dormirá numa oca. Uma coisa deve fazer sucesso entre as índias: a mala de viagens da visitante, onde figuram nada menos que 50 potes de cremes de beleza.
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Já se passou uma semana e eu fico aqui me remoendo de preocupação. Não tenho notícias de Glória Maria. Nenhum telefonema, nenhum correio eletrônico, SMS ou telegrama cantado. Nada. Mal consigo manter uma postagem regular aqui de tanta aflição. A pobre velhinha, coitada, numa aventura antropológica em nome do trabalho que não nos transmite nenhuma sensação além de ansiedade e consternação diante do perigo de sua empreitada.
Os índios são uma praga. Um povo perigoso que não só atentam contra a segurança da nossa querida e longeva repórter, mas contra o caráter biológico social do povo brasileiro. Não é possível que no século XXI, o Brasil que essa semana foi elevado para sua há muito merecida categoria de país desenvolvido, ainda possa ter esse mal que alastra suas partes remotas, como uma espécie de fungo ou frieira que nunca cessa.
Esses selvagens são exatamente isso: selvagens. Quando não matam, roubam ou parasitam em nossas cidades, são motivos de terríveis fotografias posadas ao lado de um avião e vestindo uma camisa do Flamengo. O horror! O horror!
Carlos Drummond de Andrade certa vez, em um dos seus desatinos, rabiscou: “Homens esquecidos do arco-e-flecha deixam-se consumir em nome da integração que desintegra a raiz do ser e do viver.“. Mas o que poderia se esperar de um farmaceuta? A integração do índio é o que poderia ter-se de melhor para esse pseudo-povo no Brasil. A FUNAI, em toda sua sabedoria, já registrava em seus primeiros boletins que “Índio integrado é aquele que se converte em mão-de-obra”.
Se essa integração realmente tivesse acontecido, esse país provavelmente teria seu lugar entre as nações desenvolvidas muito mais cedo. Talvez até mês passado. Corretíssimo estava o General Bandeira de Mello, presidente da FUNAI durante o ínicio dos anos 70, quando expôs as diretrizes da Funai para 1972: “O índio não pode deter o desenvolvimento do país” [Estado de São Paulo (26/10/1971)]
É preciso entender o quadro da época. Pesquisei então uma série de recortes para ilustrar aos meus queridos patriotas uma realidade não tão distante:
“O índio foi e continua sendo sempre a vítima indefesa. Suas terras são invadidas, suas reservas roubadas, suas mulheres ultrajadas. A polícia de Boa Vista sabe disso… A Funai também o sabe…. ; só nós não sabemos porque o índio deve continuar a ser exterminado sob o olhar tutelar da FUNAI…” [A Noticia - Manaus - (10/01/71)]
“Passam o dia mendigando, dormindo sob as pontes e bebendo a cachaça que podem comprar ou que os moradores de outros barracos lhes oferecem. Vestem-se de farrapos…” [O Estado de São Paulo (19/04/1971)]
E mesmo com todo o louvável esforço da FUNAI, a situação não melhorou. Essa nota é do ano seguinte:
“Bêbados, maltrapilhos e famintos, escondidos no mato ou vagando pelas estradas a esmolar, os poucos milhares de índios das reservas do Rio Grande do Sul, passam quase ignorados durante os últimos meses…” [O Estado de São Paulo (28/03/1972)]
O que se vê hoje, ainda por todo o país, é um retrato ainda pior. Em Brasília, capital das decisões oficiais que regem nosso povo, tentaram anos atrás trabalhar individualmente essa questão com soluções pirotécnicas para o problema. Infelizmente tal exemplo foi logo cercado de polêmica pela mídia não especializada e pelo povo humilde e cercado de culpa cristã. Nada contra os cristãos diretamente, eles são uma parte importante da cultura religiosa brasileira, mas o cristianismo em si apenas é uma religião suspeitíssima devido ao seu poder e passado. O vaticano mesmo comentou no célebre Osservatore della Domenica que “esse progresso (do Brasil) no entanto tem um preço ecológico: a extinção dos índios“.
Bem, eu acho um preço justo. Se já tivessemos pagado tal dívida para conosco, esse NOSSO país maravilhoso estaria quase completamente povoado por brasileiros de verdade e, hoje, esse brasileiro que vos escreve não estaria roendo as unhas de preocupação. Imagine só! No meio de maliciosos selvagens e apenas munida de 50 potes de creme de beleza! Tão corajosamente ingênua e perto desses maliciosos selvagens…
Ordem e Progresso… Não esqueçamos… “Ordem e Progresso”!
“Tenha em mente que ‘o mar chora por não banhar Goiás’
e faça algo a respeito. Acho justo.” – Comentário de Amilton
para a 1ª Reforma Territorial
Não só justo, como uma excelente sugestão. Nossos cartógrafos patriotas já se encarregaram de calcular a quantidade de área que Minas Gerais adquiriu na1ª Reforma e planejaram um caudaloso e imponente rio navegável com a mesma área (só que esticadim, né?. Dessa forma Minas Gerais não provoca inveja nos estados vizinhos e ainda ganha uma nova rota de comércio fluvial, portos e milhares de oportunidades de trabalho (assim como também a Bahia e o não tão mais choroso Goiás).

Goiás será extremamente beneficiado e ganhará poderio econômico suficiente para que nas próximas reformas possa fazer o impensával: expelir Brasília, esse corpo estranho em forma de Vaticano herege, e recobrar o território de Tocantins, que como todo mundo sabe, nunca foi realmente um estado.
Obrigado, Amilton! O senhor inegavelmente é um patriota!
Ora, se um prefeito desvairado de uma cidadezinha pode, porque eu também não?
Levando em consideração a liberdade artística sugerida pelo Senhor Prefeito de Araçariguama, eu também me sinto apto à sugerir as minhas próprias mudanças ao Hino. A começar pela música.
Convenhamos que nosso Hino Nacional não é lá grandes coisas em termos de representação musical do nosso povo, não é mesmo? Ouça aí uma mostra. Parece uma marcha de guerra onde os soldados retornam para suas casas vitoriosos. Brasileiros não vão pra guerra e abandonam o Brasil! Brasileiros levam o Brasil sempre consigo, não importa aonde vão. Somos um povo conhecido por nosso alegre, porém recatadíssimo, comportamento no exterior e como um povo alegre, pacífico e acima de tudo educado.
Deveríamos levar nós mesmos à Casa Civil a sugestão da música do hino (afinal outra qualidade do brasileiro é o exercício da cidadania, onde esse povo bronzeado e ativista está sempre pronto e disposto para lutar pelo que é seu junto às autoridades). Minha primeira sugestão seria algo em ritmo de bossa-nova, mas como a bossa tem origem no jazz norte-americano, achei pouco patriota. Funk carioca também foi excluído por ter raíz do Miami-beat. Acredito que o Maracatu seria uma escolha muito decente. De preferência atômico porque somos um país moderno. Outras sugestões são bem-vindas.

Vamos à letra agora. O Senhor Prefeito Carlos Aimar, como o músico escolado que provavelmente é, em sua sugestão de mudança, comprometeu por completo a métrica do verso, mas tanto quanto eu, o Senhor Prefeito Carlos Aimar deve estar também ciente dos meandros da liberdade artística e dos movimentos pós-modernos nas composições poéticas. Assim estabelecido esse parâmetro, sinto-me mui apto e disposto para sugerir essas mudanças:
“De um povo heróico o brado retumbante” para “O grito da galera”
“Brilhou no céu da pátria nesse instante.” para “Faz sol agora no Brasil”
“De amor e de esperança à terra desce, se em teu formoso céu, risonho e límpido,A imagem do Cruzeiro resplandece”
A idéia da terra descendo e os mares adentrando no território nacional, transformando o Brasil em uma nova Atlântida não é do meu agrado. Como isso não aconteceu ainda (mas quem sabe poderia acontecer com o Espírito Santo), podemos presumir que esse verso é uma profecia terrível e que devemos ficar atento a qualquer hora pelo Cruzeiro (a constelação e não a moeda) resplandecer em um formoso céu, risonho e límpido. Habitantes de cidades grandes e com um nível decente de poluição não precisam se preocupar. Na dúvida eu cortaria o verso inteiro para que a próxima geração de brasileiros não seja afligida pelo pânico dessa maldição. Não queremos o mesmo horror para os nossos filhos.
“Terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil, ó Pátria amada!”
Esse refrão me faz feliz porque traz mais vírgulas do que meus textos, mas “entre outras mil”? Considerando que o Brasil é um país e atualmente temos 194 países no mundo, que outras 805 terras seriam essas? Eu tentei pensar em algumas não catalogadas no Atlas Mundial: Terra do Nunca, Terra de Marlboro, Terra do Sol, Terra em Transe… mas não consigo chegar em 805.
“Deitado Eternamente em Berço Esplêndido”
Não me agrada mudar o ‘deitado’ para ‘abençoado’ porque seria uma redundância. Qualquer um eternamente em berço esplêndido já é um abençoado. Minha sugestão aqui é a inserção do termo ‘quase’ antes do ‘eternamente’. Assim evocamos a idéia recorrente (mas dessa vez em caráter internacional) de que o Brasil é um gigante adormecido.
“Fulguras, ó Brasil, florão da América,”
Esse eu deixaria para representar a classe gay cosmopolita brasileira.
“Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;”
Idem. Dessa vez para os homossexuais campestres.
“Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- ‘Paz no futuro e glória no passado.’ “
Esse verso é no mínimo confuso e só se justifica se o compositor, Francisco Manuel da Silva, fosse daltônico, míope e muito mal informado. O verde de nossa bandeira (‘flâmula’) não é verde-louro, é verde-bandeira. Eu achei que isso fosse óbvio. Verde-louro é roupa para gringo (“…E o verde louro chama-se costume” – W. B. Yeats em ‘Uma Prece Pela Minha Filha”). E onde está esse ‘Paz no futuro e glória no passado‘ na bandeira? Da última vez que eu li era ‘Ordem e Progresso‘. Preciso baixar uma nova versão?
Então acho que a nova versão do Hino (em Maracatu ou até Côco) poderia ser assim:
Novo Hino Nacional (ainda em beta)
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
o grito da galera!
Faz sol no Brasil agora.
(…)Terra adorada, entre outras 193, És tu, Brasil, Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!
Deitado quase eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
“Nossos bosques têm mais vida”,
“Nossa vida” no teu seio “mais amores.”
Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-bandeira dessa flâmula
- “Ordem e Progresso.“
(…)
‘O prefeito de Araçariguama (50 km de São Paulo), iniciou uma campanha para mudar a letra do Hino Nacional. A idéia do prefeito é trocar a palavra “deitado” –que inicia o verso “Deitado eternamente em berço esplêndido”– por “abençoado”. Com a mudança, a redação do hino ficaria “Abençoado eternamente em berço esplêndido”.’ – Folha de São Paul0 (22/11/2007)
Em tempos de reestruturação da identidade dos novos símbolos nacionais brasileiros, o prefeito Carlos Aimar (PRB) decidiu iniciar uma campanha para a reciclagem de um dos nossos antigos símbolos, trocando a palavra ‘deitado’ por ‘abençoado’.

Esse blog desaprova por completo esse tipo de ação comandada pelo Sr. Prefeito de Araçariguama! Fica óbvio para nós e qualquer um dos nossos leitores patriotas que tal iniciativa não passa de uma tentatívia pífia de conseguir mais visitações para o site do prefeito se aproveitando muito malandramente de uma iniciativa criada por esse blog: o teste do símbolo nacional. O Sr. Prefeito de Araçariguama quer ‘pegar carona’ no sucesso absurdo e astronômico desse blog da mesma forma que ‘Os Carrinhos‘ pegou carona no desenho ‘Cars‘ da Disney.
O Sr. Carlos Aimar não merece seu cargo nem tampouco maiores atenções. Já estou de olho no patife há mais de um ano (e antes de trocar a casaca do PFL pelo PRB). Esse ‘prefeito’ é conhecido do blog por ser mentiroso, sensacionalista e péssimo ator de improviso, como o vídeo abaixo pode provar:
Viram só que papelão dos dois? O Sr. Prefeito Carlos Aimar suplicando pela segurança de sua cidade que, segundo ele, está em frangalhos e o Sr. Alckmin tentanto afastar aquele corpo estranho dali e poder comer seu churrasquinho em paz na lanchonete. Até aí tudo bem. Nada passaria de uma súplica ignorada por uma autoridade maior. O problema é que poucos meses depois o Sr. Prefeito Carlos Aimar aparece no programa televisivo “Fantástico” (o show da vida), em uma matéria de extrema relevância: Araçariguana seria a primeira cidade brasileira a utilizar tasers (armas de choque) na força policial.
‘(…) A arma, que já foi usada em 45 países, chegou a Araçariguama. Só que a cidade tem 20 mil habitantes. Segundo prefeito, não há presos. O índice de criminalidade é quase zero. “Nós não temos cadeia pública”, diz o prefeito.’

Olá, senhoras e senhores. Meu nome é Davi Ferreira, e é com prazer que venho aqui falar com vocês sobre drogas. É desnecessário falar que não vou falar desse último cd do Jorge Ben Jor (tinha uma música chamada “Emo”, sobre os vizinhos adolescentes dele. Isso explica tudo.) nem daquele Manhattan Conection. O bagulho – a coisa – aqui é sobre entorpecente e alucinógenos! E sobre como o brasileiro precisa e pode se drogar. Vou acompanhar aqui com os senhores tudo que anda rolando na mídia sobre esse mundinho de pulmão enfumaçado.
Ó só os estudantes de publicidade abrindo um sorrisinho sacana. “Ele veio para me defender! Deve ser o arqui-inimigo do Capitão Nascimento!” Mas podem parar por aí, porque eu odeio vocês, e faço até o favor de ir pegar o cabo de vassoura. Se bem que vocês fumam para ficarem criativos, o que eu considero bacana.
Não acredito no lance da criatividade, porque não vejo vocês fazerem nada de decente, além de descolar uma boa desculpa para fumar. Acho que toda profissão devia ter uma desculpa padrão. Eu já trabalhei numa agência de publicidade e era lindo, porque essa é tipo a desculpa padrão para fumar maconha. Mas quando você sai de lá, ao menos que vá tocar numa banda de rock, a coisa complica. Aos 21 anos, eu trabalhei 3 semanas como motorista de ônibus. Quer profissão mais brasileira que motorista de ônibus? A gente tem um monte de ônibus nas ruas brasileiras, e o motorista de ônbius é o brasileiro típico. Mas tem seus problemas para puxar unzito. Que desculpa você pode dar para fumar maconha quando se é um motorista de ônibus? Eu falava que era para desestressar, porque era um trabalho que acumulava muita pressão. Veja bem, eu passava em frente às melhores favelas da cidade e nunca podia descer do ônibus para ir lá dentro comprar um de 5. Isso é muita pressão.
Ironia sempre cola, e esse papo de querer fumar por não poder fumar acabou sendo aceito pela minha supervisora. Além disso, o fato dela fumar e vender contribuíram. Se eu soubesse que ela vendia, provavelmente nem inventaria o caô.
Então eu fumava um – apenas um, porque eu não sou irresponsável – e ia dirigindo. Eu era um excelente motorista chapado, provavelmente reflexo da minha adolescência em Niterói, jogando ‘Gran Turismo’ no PlayStation e fumando um bagulho que o Tio Wagner – um pescador hippie muito gente boa – trazia. Teria tudo para dar certo, se uma das paradas do ônibus não fosse exatamente em frente a um McDonald’s. Todos conhecemos a larica.
Fui demitido e passei a me preocupar com esse terrível problema: uma desculpinha para fumar. Aliás, é bom já deixar claro que essa é uma das minhas – poucas – metas: achar a desculpa para todo trabalhador brasileiro poder tomar sua droguinha. Não luto pela legalização. Não quero que legalize, porque se isso acontecer, meus pais vão querer fumar. Imagina eu chegando em casa e tão lá os velhos assistindo Domingão do Faustão e rindo pra cacete – o que eu já fiz, e não recomendo. É desperdício de erva.
- Mãe!
- Davi! – rindo loucamente.
- Vem aqui, filho, dá um puxão. – diria meu pai, enquanto mete a mão no saco de Doritos.
- Pára! Isso é ridículo! É mais ridículo do que o fato d’eu ainda morar com vocês!
Fora que não acredito no processo jurídico da legalização. Quem fuma maconha, não tem lá esse gás para enfrentar tanta burocracia. Vai ver aquele monte de papel pela frente, e só vai pensar em arrumar uma ervinha para usar aquilo tudo de seda mesmo.
E fora que minha ‘correria’ é por todas as drogas. Se eu fosse ficar só na maconha, poderia até pensar em toda a parada da lei, mas nem é assim que a parada funciona. Aqui não. Se você fuma, injeta, cheira ou e que mais for; você precisa duma boa desculpa para fazer isso. Você é meu parceiro, você é meu irmão, você é meu brasileiro! Porque o brasileiro pode tomar droga, mais do que qualquer outro terráqueo.
Agora que eu acho que a polícia podia ser mais gentil com o usuário, isso é. Ninguém toma dura quando volta do ponto de jogo-de-bicho com uma aposta na mão. OU TOMA HEIN?
E sobre o direito do brasileiro de tomar drogas, explicarei a coisa com exemplos. Porque exemplos falam mais que mil imagens:
Zico - Tricampeão brasileiro, o segundo melhor jogador do Brasil (logo do mundo) podia ser craque, mas jamais seria infame. Quando quebraram a patinha do galinho, ele ficou viciadão em morfina, e não em crack, como seria o trocadilho ideal.
Tim Maia – Fez o geniais “Racional vol. 1” e “vol. 2“, álbuns que entram em qualquer lista dos melhores discos da música brasileira. Nunca ouvi nenhum dos 2, mas eu tinha que citar um exemplo menos óbvio que Marcelo D2. E todos sabemos da simpatia do Tim por Atchim. Sniff, sniff. Exato. O gozado é que sempre lembro do meu pai falando que o que matou Tim Maia não foi a cocaína, mas as duas travessas de pudim-de-leite que o cara comia todo dia. Bom, tendo em vista as formas do cantor, é uma boa teoria também…

Marcello Anthony – Grande ator brasileiro. Bom pai, adotou um moleque. E curte dar seus puxõezinhos – na erva, não na orelha do moleque, como muito pai bêbado por aí. Já rodou (foi preso, para os incautos) e tudo, há 3 anos no Rio Grande do Sul. Na época, Marcello disse que estava sozinho na cidade, tinha havido um problema na produção do filme que ele estava gravando, e por isso quis fumar um cigarro. “Porra,um Marlboro não custa mais do que 3 reias, cara!” – grita Eric Franco, 23 anos, usuário de analgésicos opióides, conseguidos somente com receita médica.
Beto Bruno – Curte puxar seu baseadão. Dá entrevistas aonde não vê o mico que está pagando e lidera a Cachorro Grande. Mau exemplo, ok.
Garrincha - Esse sim, o melhor jogador do mundo. Esse bebia o rabo para fora. Como fumava tabaco o Mané! E tudo legalizado, veja bem. Nem precisa de prescrição do doutor.
Entenderam? O brasileiro, o bom brasileiro, o melhor brasileiro, ele curte ficar doidão. E eu vou voltar aqui mais vezes, para conversar sobre vocês sobre ficar doidão sendo um brasileiro de respeito – e existe outro tipo (fora o Beto Bruno)?
Para finalizar: fiquem longe do crack. Não porque ele vicia rápido, nem porque é caro, muito menos por fazer você esquecer da sua vida apenas para obter mais e mais; mas sim porque seu efeito colateral mais avassalador é uma violentíssima diarréia.
E esse é Davi Ferreira. E corta.
Denunciei irregularidades da Vai-vai e sou acusado de racismo pelo presidente da escola de samba

“(…) Amigos leitores, hoje escrevo por ter me tornado uma pseudocelebridade e um possível candidato ao IML. Ao abrir o jornal O Estado de São Paulo de 09/11/2007, percebo que minha luta pelo cumprimento das leis está tomando as proporções devidas. O Jornal da Tarde publicou a mesma matéria, porém mais completa. O Portal da Oi também publicou na íntegra, leia aqui.
Ao contrário do que se alardeia, não estou em uma cruzada contra as culturas populares, o samba, as etnias, ou sei lá o que mais quiserem me acusar. O que quero é que cessem os ensaios ao ar livre, que próximos ao Carnaval, chegam a ser três na mesma semana. Sugiro que os ensaios sejam realizados no sambódromo até que a escola construa um galpão com estrutura para realizar seus “eventos”.
Sou ameaçado categoricamente por uma acusação de racismo e crime de preconceito por ter feito um videodenúncia (você também pode ver clicando aqui, aqui ou aqui) com quase todas as irregularidades que a “escola” de samba Vai-vai, cujo porta-voz é seu presidente Tobias da Vai-Vai, incorre repetidamente todos os domingos em via pública.” – Marcelo, do Blog do Insight.
E por aí vai(vai) o texto que é muito pertinente e merece uma leitura. Não me contive e decidi comentar aqui também:
Como brasileiro que sou, tenho de concordar que essa manifestação é algo tipicamente nacional e por isso traz todo o meu apoio. É necessário gritar e fazer barulho quando a ocasião assim se mostra necessária.
Se o próximo não mostrar-se compreensivo e resignar-se a aceitar os eventuais choques culturais e sociais, é preciso lembrar que tal manifestação não é oriunda de apenas uma questão individual, mas de uma representação em prol do coletivo que tem como função manter (da melhor maneira possível) um nível de organização e comunhão com sua sociedade.
Se o conflito é inevitável, fiquemos do lado daquele que melhor representa as qualidades que muitos brasileiros precisam.
Entendam como quiser.

Categoria: Posts mais quente do dia escritos em português do Brasil.
Acho muito bonito, mas não me conformo de não estarmos no topo da lista dos blogs mais vistos do dia:

Sétimo, patriotas? Sétimo não dá! Sétimo não sobe nem ao pódio! É uma vergonha para o país isso!
Mas nem tudo está perdido e nunca é tarde para ajudar. Divulguem esse blog como puderem e ajudem O Brasileiro (como você) ver e ser visto no topo dessa e de outras listas. É um direito e um dever cívico ajudar o país.
É hora do Brasil mostrar que além da bandeira, do hino e do brasão, é um país que detém símbolos modernos e reconhecidos não só em sua unidade, mas como em todo globo! Símbolos que representam o melhor do Brasil e o melhor do brasileiro.
Eis aqui a chance de descobrir qual símbolo nacional possui a maior relação com a sua pessoa, com a sua condição pessoal de brasileiro patriota. Faça o teste! Descubra que símbolo nacional é você!
“Temos que lidar ainda com o problema cultural do brasileiro, que prefere ter as coisas de graça” - Andréa Fornes, produtora executiva do MSN em entrevista para a Rolling Stone de novembro de 2007.
Somente uma revista estrangeira que tenta corromper a cultura nacional poderia entrevistar uma funcionária brasileira (tamém vendida para o estrangeiro) que tem o despeito de fazer críticas negativas ao próprio país. Onde já se viu tamanho atrevimento em dizer que o Brasil tem um problema cultural?!
Primeiramente não existe ‘problema cultural’. Existe ‘característica cultural’. Se a senhora Andréa tivesse cursado pelo menos um período de antropologia na faculdade (se é que ela cursou a faculdade), saberia que a análise de uma cultura deve ser desprovida de parcialidade e preconceitos. A politização da relação observador-observado na pesquisa antropológica é um conceito que qualquer criança de hoje conhece! Que vergonha, senhora Andréa!
Segundo a análise da produtora executiva do MSN, preferir coisas de graça é uma característica brasileira. Concordo e é com muito prazer que constato que a influência da nossa cultura é tão forte, que ultrapassou nossas fronteiras geográficas e se alastrou pelo mundo inteiro com uma força muito maior do que o nosso pau-brasil, futebol ou o Cansei de Ser Sexy. É o Brasil abrindo o caminho para uma novíssima tendência nunca vista antes em nenhuma parte do mundo e em nenhum momento da história: preferir ter coisas de graça!
“Aquém do além adonde que veve os mortos” - O Vampiro Brasileiro
Presidente Prudente, cidade com menos de 250.000 habitantes e amaldiçoada por seus constantes rodeios e eventos relacionados ao gado, chamou atenção essa semana graças à Vandeir Máximo da Silva. Vandeir (que tem um sobrenome brasileiro cheio de orgulho) é, de acordo com a lei, um psicopata praticante do vampirismo, ocultismo e outros ‘ismos‘ satânicos que devem ser expurgados da sociedade.
Mesmo negando tais atividades e condições nefastas, Vandeir foi acusado de ter mordido o pescoço e bebido o sangue de dezesseis jovens que fazem parte de uma seita (ou comunidade) chamada Anjos Rebeldes, da qual é o líder.
“Os moleques já tinham marcas, e se eu tivesse mordido teria arrancado uma parte do pescoço de alguém“, explicou Silva, chamado de Vlad. Quanto a chupar o sangue dos menores, o ajudante disse que isso é mentira e que prefere suco de uva e vinho.
“Era um 1/3 do copo com sangue. Isso vicia.” (…) “Não sei o quanto de sangue que ele bebeu. Os meninos não querem falar muito, dizem que ele é do bem. O que sei é que as vítimas são da tribo Emo (fã de hardcore com letra romântica, com visual andrógino, que usa maquiagem e gosta de chorar)” contou o delegado Dirceu Gravina, da 4DP de Presidente Prudente, que interrogou cinco adolescentes. O delegado acha também que o ‘vampiro’ usou uma prótese dentária com dois caninos que deve estar escondida na casa do acusado.
Eu juro por tudo que é mais sagrado que não inventei nada no texto acima escrito na cor preta. Apenas editei duas matérias, cortando o reduntante e o supérfulo. E por falar em supérfulo, vamos à análise:
Não sei quanto à vocês, mas o hábito de chupar pescocinhos de jovens do sexo oposto para mim é algo muito natural e não constitui crime de maneira alguma. Crime, ao meu ver, é quem não gosta de chupar ou ter o pescoço chupado. Se o rapaz conseguiu que o delegado Dirceu Gravina investigasse e listasse sua façanha, é sinal que as jovens devem ser todas maravilhosas e que tudo não deve passar apenas de ciúmes desse oficial que deveria cuidar de crimes reais entre os peões de rodeio e proteger os cidadãos de bem dos touros raivosos.
A descrição do delegado Dirceu Gravina sobre a medida de sangue necessária para viciar uma pessoa me chamou bastante atenção. Tenho de anotar isso aqui para não esquecer: um terço de um copo de sangue….
Tal dado acurado e (com certeza) muito edificante, só não ofuscou a sua mais ainda revelação sobre os hábitos dos índios ‘Emo‘, tribo que eu desconhecia completamente. Preciso ficar de olho na região.
Para completar o delegado revela que detectará sua única evidência material (os caninos postiços de Wlad) utilizando-se de uma das maiores armas da polícia brasileira: o achismo.
Maravilhoso isso!
O repórter Cícero Affonso, de Presidente Prudente, ainda revela mais sobre as ações de Vandir:
“Depois ele convence os jovens acompanhá-lo no período da noite, até um sítio onde ele demonstra agilidades físicas em uma espécie de luta, mostra suas asas e inicia os menores mordendo-os na região do pescoço.”
Espere um pouco… ‘asas’?
“O suspeito Silva não tem antecedentes criminais e trabalha em uma indústria de papel. Segundo as vítimas, ele se veste sempre de preto, tem “asas e olhos coloridos“.
‘ASAS COLORIDAS‘? Quem se importa se ele tem antecedentes criminais, tem olhos ou trabalha numa indústria de papel? O sujeito tem ASAS COLORIDAS!
Faço agora uma súplica aos nossos brilhantes cientistas que trabalham no Projeto Genoma: mapeiem o DNA dessa criatura e vendam sua patente para o dono da BRA anteontem! Valdir pode ser a salvação da nossa crise aérea e o homem está aí em São Paulo! Vivo e à cores!
Valdir, abra as suas asas! Solte suas feras! Você pode ser o novo pai da aviação! O último era meio estranho mesmo…
Fontes de respeito utilizadas aqui: Globo Online; por Gabriel Batista, Diário de S.Paulo - Agência Estado, por Sandro Villar - Terra, Cícero Affonso
Com freqüência alarmante publicarei aqui vários textos contendo matérias, reportagens ou textos de outras fontes para auxiliar o leitor e situá-lo de forma que possa melhor compreender meus comentários e visão particular das notícias, que é também a visão compartilhada por todo patriota brasileiro ciente de suas responsabilidades e deveres.
Para ajudar ainda mais os aforntunados leitores desse blog, decidi utilizar um simples esquema de cores para esses casos:
Letras negras (como essa) => Informação retirada de alguma fonte.
Letras verdes => Meus comentários
Letras cinzas => Links (com exceção desse exemplo, ok?)
Há ainda a questão das aspas, do negrito e do itálico. Fica combinado então que itálico será utilizado para estrangeirismos e citações. Os depoimentos e citações das pessoas estarão entre aspas como essas: ” “.
Já ênfase em palavras chaves, títulos etc. terão essas sarcásticas aspas: ‘ ‘ ou cínicos negritos.
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Obrigado pela sua atenção. O país agradece.












