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Date: Tuesday, 09 Mar 2010 09:07

Fui convidado ontem para organizar o Curitiba Twestival 2010. Será no dia 25 de março.

Um evento beneficente global, o Twestival acontece em diversos lugares do mundo simultaneamente, quando usuários do Twitter se reunem em suas respectivas cidades para confraternizar e conhecer amigos que muitas vezes conheciam apenas por avatar. O valor do ingresso – e demais formas de arrecadação e doação – é encaminhado a uma entidade.

Este ano o tema é Educação e a entidade escolhida para receber os valores auferidos durante o Twestival foi a Concern WorldWide.

Mais à frente, durante o ano, cada cidade participante realiza outro evento para beneficiar uma entidade local.

  • Já estou em contato com uma importante casa noturna da cidade de Curitiba, mas esse local ainda não está confirmado. Assim, se você é proprietário de um local que possa receber esse evento, entre em contato pois você pode  ser o escolhido para recebê-lo, aparecer como apoiador Será no On Lounge Café Rua Duque de Caxias, 255 (veja no mapa) a partir das 21 horas. Siga o @onloungecafe no Twitter; adicione o blog do On Lounge Café aos favoritos.
  • Você tem uma empresa e gostaria de fazer doações de brindes para o evento? Entre em contato também.

Veja como foi a edição local no ano passado:

Se você é de Curitiba, fique de olho pois em breve estarei divulgando o local e o horário do evento. O dia já temos: 25 de março. Só a sua presença no evento já vai ajudar bastante.

Estamos há 16 dias do Twestival, em cima do laço, mas com seu apoio faremos a arrecadação recorde de Curitiba.

Para saber de tudo o que acontece sobre o Twestival siga:

Caso queira me seguir no Twitter também: @alessandro_m.



#Twestival: usando o Twitter para melhorar o mundo

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Date: Monday, 08 Mar 2010 12:13

O blog NokiaBR está fora do ar há dois meses. Na ocasião em que o site saiu do ar, o editor do blog José Antonio Oliveira, explicou a situação:

Como muitos de vocês repararam, o blog NokiaBR saiu do ar desde o dia 05/01/2010, dia em que recebi uma notificação extrajudicial do escritório de advocacia responsável por defender as marcas da Nokia.

A notificação exigia, dentre outras coisas, que eu cancelasse imediatamente o domínio do blog. Ora, o simples fato de cancelar um domínio sem poder nem apontar para outro lugar, ainda que temporariamente, enterra qualquer site ou blog. E, infelizmente, assim foi feito no mesmo dia da notificação.

Isso por conta de o domínio do blog usar a marca Nokia.

No dia seguinte, um comunicado da assessoria de imprensa da empresa tenta colocar panos quentes sobre o assunto, dizendo que tudo não passou de um mal entendido.

Passados dois meses, o blog está ainda fora do ar e, segundo o editor do blog, a empresa está há 46 dias sem se comunicar oficialmente com ele.



Nokia comendo bola

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Date: Monday, 08 Mar 2010 12:00



Dicas de 2.3.2010 a 8.3.2010

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Date: Monday, 01 Mar 2010 02:00



Dicas de 18.2.2010 a 1.3.2010

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Date: Wednesday, 24 Feb 2010 11:24

O 6º Encontro de Twitteiros Culturais de Curitiba (@ETC_Curitiba) acontece neste sábado, dia 27 de fevereiro, na Livraria Saraiva do Shopping Crystal, às 16h30.

Você não é de Curitiba? Não tem problema: ele acontece simultaneamente em outras 10 cidades do Brasil: São Paulo (SP), Manaus (AM), Belo Horizonte (MG), Rio Branco (AC), Fortaleza (CE), Porto Velho (RO), Goiânia (GO), Recife (PE), Uberlândia (MG) e João Pessoa (PA).

Sua cidade não tem um Encontro de Twitteiros Culturais? Fale com a Fernanda Musardo para saber como organizar um.

O tema desta edição será Livros e Literatura, além de Inclusão Digital e ainda outro que será definido com a ajuda das sugestões que chegarem através do Twitter.

Todas as 10 cidades participantes formarão um poderosíssimo círculo de informação rápida e dinâmica em um debate sobre temas similares, mas condicionados a cada realidade geográfica distinta.

No encontro deste sábado estarão à mesa Denilso de Lima, Edmilson J Silva, Guga Azevedo, Maria Rafart, Ney Queiroz, Rodrigo Fornos, Ricardo Macari e eu.



Encontro de Twitteiros Culturais: em Curitiba e em outras 10 cidades brasileiras

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Date: Tuesday, 23 Feb 2010 15:57

A tradutora Denise Bottmann, que em seu blog faz denúncias de plágios de traduções, tem muito a ensinar aos blogueiros que ficam de #mimimi diante de uma mera notificação extrajudicial.

Ela está enfrentando efetivamente e com coragem um processo movido pela editora Martin Claret e, agora, outro, movido pela editora Landmark.

Este mais recente pede a retirada do blog do ar (como de costume), o pagamento de uma indenização de alguns muitos milhares de reais por calúnia e tem duas particularidades interessante.

A primeira: a Landmark pediu antecipação de tutela. Ou seja, que o juiz determinasse a retirada do blog do ar antes mesmo de julgar o mérito das alegações sobre as pretensas calúnias. E aí vem a coisa interessante: o juiz negou, alegando, segundo Denise, que a questão é complexa, envolve discussão sobre liberdade de expressão e crítica na internet e por tratar-se de matéria não pacificada.

O segundo aspecto: a Landmark também pediu “publicidade restrita” da ação, para que não se divulgue nenhuma notícia em lugar algum sobre a ação, invocando o “direito de esquecimento”.

Assunto sobre o qual o juiz não se manifestou.

Nas palavras de Denise:

Aparentemente, o problema principal dos reclamantes é o fato de que se publiquem notícias, que elas circulem e não caiam no esquecimento com a volatilidade que ocorria na era pré-digital. Devo concordar que, realmente, quando as notícias antigamente saíam num jornal, meses depois a tendência era que o público esquecesse as informações (a velha piadinha que dizia “brasileiro tem memória curta”). Concordo também que a internet propicia maior velocidade no fluxo de informações e facilita consultas de tipo documental e arquivístico. Ao contrário dos reclamantes, porém, considero que tais avanços tecnológicos são muito positivos para as sociedades democráticas, e favorecem uma maior transparência das relações sociais – neste sentido, hoje em dia seria muito mais difícil destruir documentos e “reescrever arquivos” como se fazia em regimes totalitários, pois torna-se mais fácil preservar os arquivos das informações graças aos meios digitais.

Se, como cidadã, louvo e utilizo os novos meios propiciados por tais avanços tecnológicos, não vejo por que devo ser processada por tal fato. A Internet é um fenômeno global de gigantesco alcance e envergadura, gerando sistemas de arquivamento e compartilhamento de informações a um grau inédito, e sabidamente trata-se de um processo irreversível em escala mundial. Quanto aos marcos regulatórios para disciplinar a matéria no Brasil, encontram-se em fase final de elaboração no Ministério da Justiça, prevendo dispositivos não só para a devida tutela de todos os direitos humanos e sociais envolvidos, mas também para tolher tentativas arbitrárias de censura e amordaçamento, garantindo a preservação do estado de direito.

Seja você representante de uma empresa, de uma entidade ou tão somente de você mesmo, lembre-se disso. Pois a internet não esquece.



A internet não esquece

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Date: Thursday, 18 Feb 2010 12:00



Dicas de 12.2.2010 a 18.2.2010

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Date: Wednesday, 17 Feb 2010 14:02

(eu já compartilhei este texto no Google Buzz, mas agora dei uma editada e acrescentei algumas coisas para publicar no QueroTerUmBlog)

Sabe por que vou continuar compartilhando tudo o que compartilho no Twitter também no Google Buzz?

Porque a maioria dos grandes amigos com quem gostaria de compartilhar as coisas que compartilho no Twitter não tem Twitter.

Ou, então, eles tem Twitter mas não o usam suficientemente para que eu saiba o que eles estão pensando em determinado instante – embora fisicamente distantes – ou para que eles saibam o que estou pensando.

Basicamente por isso.

Por outro lado, boa parte deles usa Gmail.

Assim, se você já me segue no Twitter e prefere parar de me seguir no Google Buzz, fique à vontade para parar de me acompanhar no Buzz. Não vejo problema nisso e nem ficarei melindrado. Estaremos próximos por lá, no Twitter, ainda.

Considero que uma parte importante das mídias sociais, nos anos que virão sobretudo (mas de certo modo, agora mesmo), é o quanto nos consideram relevantes, em um sentido amplo e profundo, aqueles que estão próximos a nós (gente que não usa o twitter e outras mídias) mas a quem damos bom dia e vemos diariamente na panificadora ou mesmo no trabalho. O quanto eles consideram importante o que temos a dizer e, sobretudo, a compartilhar.

O Google Buzz tem apenas alguns dias e já vi gente que eu de maneira alguma  esperava envolvida com as mídias sociais dizer coisas como: “nossa, que legal aquilo que você colocou lá no Gmail“.

Além disso, também quero MUITO ouvir o que essas pessoas tem a dizer.

Um artigo de uma pessoa que – por contingências geográficas e temporais eu nunca vi pessoalmente ou com quem eu não convivo -, por mais bem escrito que seja, não é mais relevante que um pão com manteiga e café com leite quando estou com fome aqui e agora.

Ou mais relevante que um abraço de minha mãe ou um beijo de minha namorada. Falo de proximidade.

E olha que um artigo bem escrito é sempre relevante.

Aliás, minha mãe, uma completa iniciante na internet, entendeu rapidamente o conceito do Google Buzz e ao que parece vai usar o serviço. Já fez até algumas atualizações com alguns pensamentos seus sobre a vida que, embora para você talvez não sejam tão importantes, para mim são relevantíssimos.

Uma boa parte dessas pessoas de que sou próximo já está aqui no Buzz. E, no momento, também quero dizer coisas a elas da maneira mais fácil e rápida possével. Ainda que, para alguns usuários do Twitter isso fique um pouquinho redundante.

Novamente, digo: não precisa me seguir no Buzz. E, mesmo no Twitter, não me chateia se você deixar de me seguir. A questão da relevância é muito mais sutil do que pode explicar qualquer manual de mídias sociais.

Estou vendo um futuro em que cada vez menos importam os “sites” – esses lugares virtuais da internet – e importam mais os indivíduos e o papel que eles desempenham em certas comunidades que se entrelaçam com outras comunidades da internet e fora dela. Principalmente fora dela. Menos o lugar, mais a pessoa.

É por isso que vou continuar a compartilhar meu Twitter no Buzz.

Abaixo os comentários que algumas pessoas que ainda me seguem no Buzz fizeram na ocasião em que este texto foi publicado:

Thiago Bomfim dos Santos - Eu parei de compartilhar os meus updates do twitter aqui, mas estou pensando em reconsiderar…14 fev
Thiago Bomfim dos Santos - O melhor de tudo: quem nunca deu atenção para Google Reader, Friendfeed e Twitter agora tá conseguindo acompanhar o webstream que era exclusividade do mundo dos nerds.14 fev
Carlos Filho - eu parei de compartilhar o que escrevo no twitter aqui, porque imagino que deve ser muito chato para algumas pessoas, aquelas que seguimos e nos seguem em mais de uma mídia, ter que ler e reler os mesmos assuntos, isso sem contar aqueles que usam – neste caso – o twitter como um simples alto-falante de suas ideias mais absortas.

Neste ponto de vista, considero irrelevante duplicar as informações.

Por outro lado, o que o Alê escreveu é totalmente válido e deve ser considerado para aqueles que desejam manter esta ou aquela mídia compartilhada aqui.

A forma como nos comunicamos, aquela fórmula clássica de emissor-mensagem-receptor está mudando, isso é óbvio. Resta saber se estamos preparados para essa mudança e mais importante, como queremos que ela seja daqui pra frente.14 fev

Thiago Bomfim dos Santos - Agora algumas dúvidas me visitam: É realmente importante o que eu tenho a dizer? E se é, isso significa que todo o meu círculo de relacionamentos precisa ouvir? E além do incômodo da minha incoveniência, será que não há um monte de gente evitando justamente o bombardeio de informação? Será que coisas como o Google Buzz não são um cerco que se fecha para que todos, mesmo contra a vontade ou até mesmo de modo imperceptível, coloquem sua rotina num lifestream?14 fev
Thiago Bomfim dos Santos - Mais uma dúvida: compatilho o Twitter no Buzz ou não? rs14 fev
Carlos Filho - @thiago a questão que acho, tem a ver com o mesmo conceito por trás da Google: relevância e autoridade.

Quero dizer que o que tem a dizer, até mesmo uma frase do tamanho de um SMS, pode ter sua importância à alguém, fazendo com que naquele momento, seja útil e necessária.

Quanto mais ‘alguéns’ você conseguir somar pelas suas ideias, considerando a informação e conteúdo que pode dar, é de se supor que eles sejam pessoas diferentes.

Digo no sentido dialético da coisa, onde não existe apenas uma ideia e/ou uma contrária, mas a partir daí, começam a existir sínteses.14 fev

Thiago Bomfim dos Santos - Carlos, vê se eu viajei no que você disse: o número de pessoas que me seguem indicam a relevância do meu conteúdo (de acordo com as leis da internet “pós-googliana”)? E quando aqui discutimos “relevância” nos referimos ao termo que se opõe a “banalidade”?14 fev
Carlos Filho - Em termos, porque você deve levar em conta o que você quer, o seu interesse próprio. Senão, eu poderia desenvolver um programa que faria todos os usuários do gmail me seguirem e daí eu seria o rei.

Mas é de se pensar o que levam as pessoas a terem vontade de ler o que eu escrevo? Qual seria essa ‘fórmula mágica’?

Relevância neste caso, nada mais é do que a soma dos votos de confiança que as pessoas dão para o seu conteúdo, te seguindo é justo, mas também interagindo com ele e utilizando-o como fonte de informações próprias.

Dessa forma, você passaria a ser um agente multiplicador. Perceba que quanto mais relevância, maior será a sua autoridade dentro deste contexto.

Pessoas com autoridade maior, por intuição, têm um peso maior no compartilhamento de informações.

Por exemplo, é diferente eu te indicar um smartphone, e a Garota sem Fio fazer isso.14 fev

Thiago Bomfim dos Santos - Entendi :) É a velha ideia do formador de opinião, só que atrás de um teclado. Embora pareça, Carlos, não estou levando a discussão de modo jocoso, na verdade estou achando interessante.

Preciso melhorar meu estilo…14 fev

Lady Rasta - Eu não compartilho e acho que flooda a timeline – eu detesto tweets repetidos no facebook, por exempo. E mesmo que vários amigos não tenham twitter, acho que o tipo de coisa que tuitamos não é do mesmo tipo que jogamos aqui…14 fev
Lunna Guedes - Eu ainda tenho twitter, mas sinceramente não tenho paciência com ele. E vamos ver se terei com o “buzzuzo” novo. rs
Mas eu te acompanho por aí (sempre). bjs14 fev
Ruleandson do Carmo Cruz - Concordo, moço. A maioria de meus amigos não tem Twitter, e poderão acompanhar o que posto lá por aqui. Além disso não faz sentido eu ficar falando sobre meu dia-a-dia e/ou compartilhar pensamentos, links etc aqui de modo diferente do que faço lá. Integrar os serviços acho que é o melhor e mais funcional também…15 fev



Por que vou continuar a direcionar meu Twitter para o Buzz: uma reflexão que vai além disso

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Date: Friday, 12 Feb 2010 11:41

O livro Terra Papagalli, de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta, traz, entremeados à narrativa, os 10 mandamentos para a sobrevivência na Terra dos Papagaios, que é como então o personagem principal chama o Brasil recém descoberto.

Ele descobre que, para sobreviver naquela terra de ninguém onde foi condenado a morar, deveria seguir algumas regras básicas e com elas instrui a um certo nobre a quem deve obrigações e satisfações.

Por algum motivo, decidi listar aqui, um blog sobre blogs, os tais mandamentos.

Talvez porque papagaios sejam bichos que repetem o que os outros dizem sem refletir o significado do que dizem, com a velocidade de quem dá um RT tão banal – ou control c e control v – sem sequer verificar o que há por trás de um link ou inquirir-se se tal informação é verdadeira ou não.

Talvez por outros motivos também e que peço a você, leitor-blogueiro, me diga nos comentários. Respeitosamente, por favor.

Divirta-se ou contorça-se com os 10 mandamentos da Terra dos Papagaios:

  1. É preciso saber dar presentes com generosidade e sem parcimônia, porque os gentios que lá vivem encantam-se com qualquer coisa, trocando sua amizade por um guizo e sua alma por umas contas.
  2. Quando aparecer alguma dificuldade, mesmo que seja de simples solução, é preciso fazer alarde, espetáculo e pompa, pois nesta terra mais vale o colorido do vidro que a virtude do remédio.
  3. As gentes da Terra dos Papagaios são muito crentes e de fácil convencimento. Por isso, têm em alta conta os feiticeiros, os falsos profetas e vai a coisa a tanto que não há patranheiro que lá não enriqueça e prospere. E assim é, senhor, que por serem tão crédulos aqueles gentios, pode-se-lhes mentir sem parcimônia nem medo de castigo.
  4. É aquela terra onde tudo está à venda e não há nada que não se possa comprar, seja água ou madeira, cocos ou macacos. Mas o que mais lá se vende são homens, que trocam-se por qualquer mercadoria e são comprados com as mais diversas moedas.
  5. Desde o primeiro, são os funcionários daquela terra um tanto madraços e preguiçosos, e, se na frente de seus superiores parecem retos, quando esses lhes dão as costas, revelam-se muito astutos e só nos atendem se lhes damos algo em troca. Portanto, senhor conde, se fordes para lá não se esqueça de ser generoso com eles, pois lá as portas não são abertas com chaves de ferro, mas com moedas de prata.
  6. Naquela terra de barganhas fazem muito sucesso e não há quem resista a um pequeno regalo. Por isso, é preciso dar sempre um afago aos que podem comprar, pois entre dois mercadores, naquela terra não se escolhe o mais honesto, mas o que oferece mais mimos.
  7. Naquele pedaço de mundo, senhor conde, não se deve confiar em ninguém, pois se no sábado nos juram eterna fidelidade, no domingo nos enfiam uma espada pela garganta. A verdade é que lá tudo se rege pela conveniência, e sendo preciso, troca-se de bandeira como as mulheres trocam de pano em dia de regra.
  8. Na terra que se chama dos Papagaios, cada um cuida de si e Deus que cuide de todos, pois pouco se faz por um irmão, nada por um primo e menos coisa nenhuma por um amigo, de modo que cada um só quer saber do seu nariz e, se alguém faz algo por outrem, é a troco de paga ou medo.
  9. Naquelas paragens, quando se alevantam alguns, o melhor modo de quietá-los é dar-lhes emprego ou título, porque os daquela terra muito prezam serem chamados de senhores e não há um que troque honradez por honraria.
  10. E o resumo de meu entendimento é que naquela terra de fomes tantas e lei tão pouca, quem não come é comido.

(via eu mesmo)



10 mandamentos da papagaiosfera

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Date: Thursday, 11 Feb 2010 13:00



Dicas de 2.2.2010 a 11.2.2010

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Date: Tuesday, 02 Feb 2010 14:00



Dicas de 30.1.2010 a 2.2.2010

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Date: Friday, 29 Jan 2010 21:00



Dicas de 25.1.2010 a 29.1.2010

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Date: Monday, 25 Jan 2010 21:00



Dicas de 22.1.2010 a 25.1.2010

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Date: Monday, 25 Jan 2010 14:49

Este post é um esboço da minha contribuição à carta/documento a que nos propusemos juntos escrever.

Sugeri que esse documento fosse dividido em (1) deveres, (2) direitos, (3) leis essenciais que todo o blogueiro deve conhecer, (4) procedimentos para evitar processos e, em caso de processos, garantir ampla defesa e (5) o que fazer em caso de notificações extrajudiciais ou um processo propriamente dito.

O que escrevo a seguir, diz respeito ao item 4, não é definitivo e está sujeito a críticas e observações.

Talvez a lista pareça excessivamente cuidadosa, mas se os editores quiserem deixar de ser considerados os “participantes de uma conversa na mesa de bar” e serem encarados com a mesma seriedade com que é encarada a “velha mídia” (debate que preponderou em 2008), precisam ver a si mesmos e agir com essa mesma seriedade e capacidade de influência. Precisam assumir isso. Assumir também as responsabilidades.

Creio que o momento é de decidir se, afinal, blogs e demais meios de expressão na internet (Orkut, fóruns, Facebook, Twitter) são espaços individuais ou públicos, definindo-se condutas éticas, morais e legais nesta ordem. Da mais restrita a mais abrangente.

Como evitar processos e, se preciso, garantir ampla defesa

  • Primeiro: vale a pena? Vale a pena escrever sobre o assunto? É algo pelo que você lutaria? Tente deixar a emoção de lado e pese a importância de seus atos e palavras. Às vezes é o caso de deixar para lá. Às vezes não. Lembre-se de que quanto mais se bate em um sino rachado, mais ele soa: ou seja, você poderá estar dando cartaz a uma empresa, pessoa ou entidade – que não merece – por conta de um tema que pode ser abordado mais efetivamente de maneira genérica.
  • A abordagem direta ou a abordagem indireta? Em alguns casos você presta um melhor serviço à comunidade abordando o tema de um modo genérico, sem dar nomes aos bois. Eventualmente, se for o caso tente resolver seus problemas com a outra parte pelos modos legais ou pelo diálogo sem expô-la diretamente enquanto, por outro lado, escreve sobre o tema em seu blog: certamente os seus leitores identificarão o problema e você estará fomentando o debate sem se arriscar editorialmente.
  • Busque a conciliação: nós blogueiros cobramos essa postura das empresas e outras entidades ou pessoas envolvidas por nossos posts depois de eles estarem publicados, não poucas vezes de forma agressiva. Em um conflito, a iniciativa conciliatória parte sempre do lado mais consciente. Decida antes de escrever qual lado você é. Se uma saída conciliatória for encontrada antes de você escrever seu post, você poderá preparar outro post contando uma história com um outro final para seu leitor sem, no entanto, se omitir. Se não for encontrada uma saída, você terá mais elementos para um artigo mais arrazoado. Lembre-se que ser conciliatório, no entanto, não é abrir mão de seus direitos. Documente todo esse procedimento.
  • Avise. Dentro do possível, avise as partes envolvidas que você está escrevendo um artigo sobre o tema e que quer ouvi-las.
  • Documente: quanto mais forte e contundente uma crítica ou denúncia é, melhor ela precisa ser documentada. Se for um produto, faça fotografias, guarde a nota fiscal, anote o protocolo de atendimentos por telefone (se possível, até mesmo grave as conversas).
  • Ouça o outro lado: nem sempre é possível ouvir o outro lado antes de publicar um texto. Mas ao menos tente. Registre, se possível, até mesmo essa tentativa
  • Ouça outros envolvidos: ouça outras pessoas que tenham passado por situações similares e publique suas declarações.
  • Ouça especialistas: se você não é um especialista da área sobre a qual está escrevendo, procure ouvir e usar a opinião de um ou mais
  • Não ataque pessoas. Ataque idéias e comportamentos: ataque direto a pessoas tem grande chance de render processos por calúnia, injúria e/ou difamação. Por exemplo: não diga que um médico é irresponsável. Diga que o procedimento de receitar açúcar a um diabético seria irresponsável.
  • Suspeito, acusado e futuro do pretérito: não diga que alguém é acusado de algum crime antes que a acusação seja legalmente feita. Diga que ele é suspeito. Não diga que alguém é efetivamente criminoso antes da condenação. Diga que ele é acusado de determinado crime. Finalmente, se não há comprovação de que algo realmente aconteceu, use os verbos no futuro do pretérito: “Fulano teria entrado na casa pouco antes dos dólares sumirem”.
  • Sigilo das fontes: se você fizer uma denúncia mediante uma fonte, você tem o sigilo resguardado. Dispõe o art. 5º, inciso XIV, da Constituição, que “é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”. Atualmente, o exercício do jornalismo no Brasil dispensa o diploma
  • Buscar as vias legais: nem sempre publicar um texto sobre determinado tema é o caminho mais correto. Busque antes uma saída legal: Procon e entidades profissionais (CRM, CREA, etc), se for o caso. Em alguns casos, o próprio desenrolar desse procediemento pode render um post com mais bases e mais amparo documental e informações mais úteis para seus leitores caso eles venham a sofrer de problemas similares.
  • Deixe a emoção de lado: escreva sobre fatos tanto quando se tratar de críticas a serviços e produtos como quando se tratar de denúncias
  • Não use linguagem chula: se você tem a liberdade de se expressar como bem entende por um lado, por outro lado linguagem de baixo calão não conquista a simpatia de ninguém, sobretudo a de um sisudo juiz, no caso de um julgamento
  • Cuidado com uso de imagens e logos: publicação de fotos e vídeos de pessoas sem a autorização pode dar problema e invalidar um artigo legítimo. Uso de logos e marcas também merecem cuidado. Em caso de críticas negativas e denúncias não use de jeito nenhum.
  • Tenha provas: se vai fazer denúncias e acusações – embora isso tenha ficado evidente em outros tópicos – tenha provas e baseie suas palavras nelas e somente nelas

Claro que empresas e profissionais do direito, incluindo juízes, também precisam se adequar à nova realidade da comunicação. Mas infelizmente eles não são necessariamente meu público e não é a eles que falo neste instante.



Blogs: como evitar processos e, se preciso, garantir ampla defesa

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Date: Thursday, 21 Jan 2010 13:00
  • Anunciando o “Technology for Transparency Network” – Nos próximos três meses, oito pesquisadores e oito avaliadores documentarão pelo menos 32 estudos de caso dos projetos de tecnologia para transparência mais inovadores fora da América do Norte e Europa Ocidental. Documentando e avaliando minuciosamente cada projeto com uma metodologia padrão, buscamos chegar a um entendimento melhor de quais táticas, ferramentas e dicas são mais efetivas em 1) tornar a informação do governo acessível ao público geral de maneira significativa, 2) manter a prestação de contas de líderes políticos e corporativos no âmbito da lei e de suas promessas de campanha, e 3) promover o engajamento civil para que uma porção mais ampla e representativa de cidadãos se envolvam na criação de políticas e no processo político
  • SOS liberdade de expressão – Um espectro assombra o país: o espectro da relativização da liberdade de expressão e informação. Não se trata, no entanto, de um espírito novo, mas de uma assombração antiga, quase um membro da família, o nosso fantasma de Canterville particular
  • Blog sobre eBook Reader – Um blog só sobre essa novidade e a maneira como ela envolve o mercado editorial
  • O que levar (e o que deixar em casa) para a Campus Party Brasil 2010 – Passar alguns dias longe de casa implica na sempre tortuosa tarefa de fazer mala – é necessário escolher o que levar, o que deixar e o que comprar para encarar a semana no Centro de Exposições Imigrantes
  • Misture o Twitter com o Google Maps – Geolocalização é o futuro. Saiba o que está acontecendo aqui e agora



Dicas de 18.1.2010 a 21.1.2010

Author: "Alessandro Martins" Tags: "Inspiração para seu blog, blog, campus..."
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Date: Sunday, 17 Jan 2010 18:00



Dicas de 15.1.2010 a 17.1.2010

Author: "Alessandro Martins" Tags: "Inspiração para seu blog, acentos, blo..."
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Date: Wednesday, 13 Jan 2010 19:00



Dicas de 12.1.2010 a 13.1.2010

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Date: Tuesday, 12 Jan 2010 20:41

Altamente recomendável o artigo escrito pelo Marcel Leonardi, advogado brasileiro que trabalhou durante três meses, no ano passado, na Electronic Frontier Foundation.

Ele explica o funcionamento dessa entidade – voltada para a defesa de liberdades civis em questões relacionadas à tecnologia e à internet – e aponta caminhos para o surgimento de uma entidade brasileira similar.

Destaco apenas um trecho embora o artigo inteiro mereça destaque por ser técnico, didático, pé no chão e inspirador a um só tempo.

É preciso estabelecer, logo de início, se o papel da entidade seria fornecer apoio apenas a seus membros, em um modelo similar a uma associação, ou aplicar o modelo de “impact litigation” adotado pela EFF.

Particularmente, penso que há enormes riscos no modelo de associação que atua apenas em defesa dos interesses de seus membros. Uma “ONG pró-blogueiros”, como tem sido cogitado na imprensa, pode rapidamente se transformar em um meio de captação de clientes para escritórios de advocacia se as devidas cautelas não forem adotadas, assim como ocorreu com diversas entidades de defesa de consumidores que eram apenas uma fachada para direcionar pessoas para certos advogados.

Para evitar isso, penso que deve ser adotado o modelo de impact litigation, ou seja, dedicação apenas às causas que possam gerar ou derrubar precedentes importantes. Para o leigo, tudo pode parecer importante ou capaz de gerar ou derrubar precedentes; para quem atua nessa área há muito tempo, é bem mais simples reconhecer o que é realmente novo e o que é mera repetição de questões já pacificadas.

Seja qual for o modelo adotado, insisto que, no início, os advogados envolvidos nessas ações judiciais devem atuar gratuitamente, trabalhando pro bono, até que seja possível à entidade contratar advogados próprios ou pagar os serviços de escritórios ou profissionais terceirizados especializados nessas questões.



A experiência de um brasileiro que trabalhou na Electronic Frontier Foundation

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Date: Tuesday, 12 Jan 2010 13:03

A LVBA, assessoria de comunicação da Nokia, enviou a mim (e provavelmente a outros blogueiros) este comunicado:

Reconhecemos e respeitamos o valor e legitimidade do trabalho de José Antônio Oliveira no blog NokiaBR. Como é de conhecimento público, a marca e o nome Nokia representam importantes patrimônios para a empresa e temos a responsabilidade de garantir que sejam devidamente utilizados. Como parte deste esforço, há um time globalmente responsável  pela revisão de centenas de websites por mês, em todo o mundo, para garantir que a integridade da marca Nokia seja mantida.

No decorrer de um processo de monitoramento rotineiro, o blog NokiaBR foi identificado e, inadvertidamente, uma notificação extrajudicial foi emitida sem revisão interna apropriada do caso. Compreendemos que algumas modificações no blog são pertinentes no sentido de evitar eventuais confusões para o consumidor – no entanto, o blogueiro José Antonio de Oliveira deveria ter sido procurado pessoalmente por um representante da Nokia para discutir o tema, e não ter recebido uma notificação legal.

Lamentamos profundamente os transtornos causados a José Antônio Oliveira e seus leitores. Estamos em contato com o blogueiro e trabalhando arduamente em busca de uma solução amigável para o caso, conciliatória para as partes, de modo a permitir que ele continue fornecendo informações úteis aos seus seguidores por meio de seu blog o mais rápido possível. Manteremos todos atualizados.

Resta saber se a empresa terá alguma atitude que amenize o fato de o blogueiro ter tirado o blog do ar ao se sentir equivocadamente ameaçado.



Comunicado Nokia sobre a notificação extrajudicial do blog NokiaBR

Author: "Alessandro Martins" Tags: "Debates sobre blogs, direito, extra-judi..."
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Date: Tuesday, 12 Jan 2010 12:12

A Lucia Freitas teve a iniciativa de propor. Eu e ela (e quem mais quiser) vamos nos dedicar nos próximos dias a editar um documento para apresentar durante o Campus Party, no dia 28 de janeiro, aos editores de blogs presentes.

Gostaria que você nos ajudasse, dizendo o que considera importante estar presente nesse material. Ele poderá ser o documento inicial de fundação de uma Rede de Proteção aos Blogs (ou seja lá que nome ou características formais ou informais venha a ter).

Coisas que podem estar nele:

  • Direitos
  • Deveres
  • Leis: as essenciais que um editor de blog deve conhecer
  • Procedimentos: procedimentos de apuração, documentação, redação e edição para evitar entreveros jurídicos e, se for o caso, para ampliar as chances de sucesso em uma defesa
  • Como agir: em caso de notificação extra-judicial ou de um processo

Ainda não estou certo de que formato esse material terá, mas penso que não deve ser muito extenso, ser claro e de fácil assimilação.

O que você gostaria de ver escrito nesse documento?



Ajude-me a escrever uma carta de direitos, deveres e princípios dos editores de blog

Author: "Alessandro Martins" Tags: "Uncategorized, blogs, direito, documento..."
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