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Date: Tuesday, 15 Jul 2014 22:48

Syed Kamall debate on Jean-Claude Juncker

Leitura complementar: Um começo auspicioso.


Filed under: Política, Socialismo, União Europeia, Videos Tagged: Jean Claude Juncker, Syed Kamall
Author: "André Azevedo Alves" Tags: "Política, Socialismo, União Europeia, ..."
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Date: Tuesday, 15 Jul 2014 22:45

o “mamading” é que está a dar. Por Rui A.

Em vão procurei (e não encontrei), nos jornais diários “de referência”, de ontem e de hoje, notícias sobre o acidente ocorrido durante o vôo Lisboa-São Paulo, de sábado, da TAP. (…) Acerca do que terá originado a quase desintegração de um dos motores da aeronave, que poderia ter vitimado 260 pessoas, e as eventuais responsabilidades da transportadora aérea, nada. Deveremos, por isso, concluir que o jornalismo português de investigação anda por baixo? Nem por isso: para além da já referida profunda análise sobre o Bloco, o Público consegue redimir-se mais ainda trazendo-nos, na última página da edição de domingo, a empolgante notícia sobre o novo jogo da moda, o “mamading”, no qual os intervenientes trocam bebidas alcoólicas por sexo oral. Quem sabe a TAP o venha a acrescentar ao portfolio dos seus jogos virtuais nas viagens de longo curso. Isso sim seria notícia!

Leitura complementar: Problemas com os aviões da TAP.


Filed under: Justiça, Media, Política, Portugal, Socialismo Tagged: TAP
Author: "André Azevedo Alves" Tags: "Justiça, Media, Política, Portugal, So..."
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Date: Tuesday, 15 Jul 2014 16:30

Este artigo do ForexLive sobre o caso BES/GES (via Fernando Melro Santos)

Este post do Pedro Romano (Desvio Colossal) sobre o plano de reestruturação de Louçã et al.


Filed under: Diversos
Author: "Miguel Noronha" Tags: "Diversos"
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Date: Tuesday, 15 Jul 2014 10:57

O meu artigo no ‘i’ sobre a ecologia que serve para aumentar impostos.

Impostos Verdes

Em Janeiro o governo nomeou uma Comissão da Reforma da Fiscalidade Verde, que apresentou por estes dias 40 propostas de alterações ao sistema fiscal do país. E o que propõe a referida comissão?

Naturalmente, a subida de impostos e taxas. Entre estas salienta-se a criação de uma taxa de carbono, que aumentará o preço dos combustíveis entre 1% e 6,75%, um imposto de 10 cêntimos sobre o saco de plástico e uma taxa de 3 euros sobre os bilhetes de avião.

Se a ideia do imposto sobre os sacos de plástico ainda se pode explicar com vista à redução da sua utilização, já quanto à taxa do carbono e dos bilhetes de avião não creio que a ideia seja a diminuição do uso do automóvel e dos voos. Na verdade, tal teria sérias consequências económicas, o que seria prejudicial para o Estado, que é a única medida tida em conta pela maioria dos governantes.
Decisões deste género só se compreendem pela necessidade que os cofres públicos têm de dinheiro. Essa tem sido, há décadas, a principal preocupação dos governos: aumentar a receita para pagar a despesa. A diferença é que, se antes o nosso dinheiro servia para pagar obras públicas, agora limita-se a pagar dívida  pública.
O interessante nisto é o seguinte: da mesma maneira que os governos liquidaram, com capitalismo de Estado e pondo a política à frente da economia, a solvência do Estado social, vão também, com os impostos, dar cabo do discurso ecologista. É que não se aguenta tanta hipocrisia.

Filed under: Comentário, Insurgentes nos media, Política, Portugal
Author: "André Abrantes Amaral" Tags: "Comentário, Insurgentes nos media, Pol..."
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Date: Tuesday, 15 Jul 2014 07:36

Estão abertas as inscrições para os simpatizantes do PS participarem nas eleições internas do partido para escolherem o candidato a primeiro-ministro.

PrimariasPS

Além do grande dilema existencial que envolve a escolha entre Seguro e Costa que certamente fará os simpatizantes passarem muitas noites em claro, estes simpatizantes devem ainda concordar integralmente com a declaração de princípios do partido. Na linha de grandes filósofos e poetas, esta declaração rege-se pelos valores da liberdade, igualdade e solidariedade… se bem que quem os redigiu deveria explicar melhor o que significa igualdade (perante a lei? igualdade de oportunidades? igualdade de resultados?, outro?) e também deveria saber que solidariedade coerciva não é solidariedade; e que a coercão é incompatível com a liberdade.


Filed under: Diversos
Author: "João Cortez" Tags: "Diversos"
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Date: Monday, 14 Jul 2014 13:30

Foi erguido na Polónia o Manneken Pis de Lenine que representa, de forma bastante realista, a esquerda actual: muito pequena (só 68 cm de altura) e com um fluxo (também de ideias) fraquíssimo.

lenine 2

 

Mais sobre esta obra-prima aqui.


Filed under: Diversos
Author: "gracacantomoniz" Tags: "Diversos"
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Date: Monday, 14 Jul 2014 13:28

Miguel Madeira sobre a cisão do “Fórum Manifesto”

Bem, e após esta longa introdução, o que tenho eu a dizer da nova cisão? Pelo menos uma coisa – que no caso da Ana Drago, se ela realmente sair do Bloco, não percebo muito bem como, em seis meses, alguém passa de membro da direção de um partido a ex-aderente do partido (sem sequer passar pela posição intermédia, de se candidatar contra a atual direção); isto é, se alguém se manteve anos na direcção e a apoiar a lista maioritária, parte-se do principio que não tinha diferenças significativas com a direção e as que tinha achava possivel tentar mudar as coisas a partir de dentro, em vez de apoiar uma candidatura alternativa; de repente (ou em seis meses) chega à conclusão que, não só as suas divergências com a direção são muito grandes, como até as divergências com o conjunto do aderentes do partido serão tão grandes que nem sequer vale a pena apresentar uma moção e listas oposicionistas (ainda mais que vai haver uma convenção daqui a quatro meses)? Sinceramente, parece-me a atitude de alguém que está à espera que as coisas lhe caiam no colo já feitas (“Se os órgãos dirigentes não concordam com as minhas ideias, não tento mudar as coisas, vou-me embora”), ou de quem vê a política mais como acordos e negociações de bastidores de que como uma luta aberta pelas suas ideias (o que, confesso, não era nada a ideia que eu tinha da Ana Drago), e portanto acha que, se não consegue convencer a “elite” do partido, então não há nada a fazer… (para falar a verdade, até ontem eu estava convencido que muito provavelmente a Ana Drago iria derrotar a atual direção na próxima convenção do BE).


Filed under: Diversos
Author: "Miguel Noronha" Tags: "Diversos"
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Date: Monday, 14 Jul 2014 13:27

Venho aqui dar o meu apoio público à direção do BE, que apesar de tudo tenta prestar o melhor serviço ao país que consegue, mesmo pagando o preço de purgas, deserções e afins. (Haver purgas e deserções, na verdade, é apenas um caso de respeitar a tradição dos partidos extremistas de esquerda, pelo que os tradicionalistas ficam certamente embevecidos com esta coerência bloquista.) É mesmo um caso claro de no good deed goes unpunished. Fações e pessoas conhecidas – Daniel Oliveira, Rui Tavares, Ana Drago – têm saído do BE, em discordância com a política das direções de não participação em governos e de não se aliarem ao PS. (Reprimam os apupos por ideias tão aberrantes, sff.) Como qualquer pessoa com juízo entende, de facto quando se têm as ideias políticas com o potencial destrutivo da economia, dos mais basilares direitos dos cidadãos (o direito à propriedade privada, desde logo e como se viu na bomba atómica disfarçada de proposta de reestruturação da dívida que Louçã patrocinou), da confiança que os cidadãos podem ter uns nos outros e nas instituições, enfim, de tudo – nestes casos, a única posição decente que os portadores destas ideias podem ter é mesmo ficarem o mais longe possível de um governo. Devemos, portanto, agradecer à direção do BE e pedir-lhe que se mantenha inflexível nesse ponto. Entre o BE e as cabecinhas de Oliveira, Tavares e Drago – que não se distanciam do caos e destruição que o BE propõe, a única diferença é que querem mesmo implementá-lo em vez de apenas brincarem com a ideia – não hesitemos em elogiar a auto-exclusão do BE. O partido está a dizer-nos que o melhor que pode suceder ao país é não governar e eu não vejo motivo nenhum para não acreditar nisso. Além de que aprecio sempre que as pessoas sejam sinceras sobre as suas próprias limitações.


Filed under: Política, Portugal, Socialismo
Author: "Maria João Marques" Tags: "Política, Portugal, Socialismo"
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Date: Monday, 14 Jul 2014 11:42
Author: "André Azevedo Alves" Tags: "Comentário, Media, Política, Portugal,..."
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Date: Sunday, 13 Jul 2014 23:16
Author: "André Azevedo Alves" Tags: "Ambiente, Desporto, Double standards, In..."
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Date: Sunday, 13 Jul 2014 22:30

Nem sempre concordo com António Pires de Lima, mas neste caso toca num ponto essencial – o problema constitucional português não pode continuar a ser ignorado: Constituição – Ministro da Economia: futuro Governo não aceitará a atual “submissão aos tribunais”

“Vamos ter de ter um Governo de maioria depois das eleições. E não acredito que nenhum aceite governar no estado de submissão aos tribunais que este aceitou”, embora admita que a coligação PSD e CDS “não tinha alternativa”. O ministro da Economia disse que, “se o pais achar que não é possível cumprir os compromissos com esta Constituição, sujeito à incerteza constitucional, o que tem de ser tem muita força”, lembrando as mudanças feitas à Constituição em 1989, depois da adesão à Comunidade Económica Europeia.

Leitura complementar: O enquadramento constitucional e a falência do país; Uma tragicomédia constitucional (rumo ao paraíso socialista); De como as constituições liquidam os regimes; Constitucionalmente falidos.


Filed under: Justiça, Media, Política, Portugal, Socialismo
Author: "André Azevedo Alves" Tags: "Justiça, Media, Política, Portugal, So..."
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Date: Sunday, 13 Jul 2014 18:29
Author: "André Azevedo Alves" Tags: "Media, Política, Portugal, Socialismo, ..."
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Date: Sunday, 13 Jul 2014 18:22

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Eça de Queirós escreveu-o, como mais nenhum escritor português excepto Pessoa voltou a escrever. Foi escrito no século XIX, em 1866, mas podia ter sido escrito hoje. Por um outro escritor, cuja escrita dificilmente almejará a que um dia Eça, pois bem, escreveu. Nem Nobels, nem laureados, nem nenhum outro português voltou a escrever com a acutilância e primor que Eça — ora essa, a símploce até se justificava — nos deu.


“O que verdadeiramente nos mata, o que torna esta conjuntura inquietadora, cheia de angústia, estrelada de luzes negras, quase lutuosa, é a desconfiança. O povo, simples e bom, não confia nos homens que hoje tão espectaculosamente estão meneando a púrpura de ministros; os ministros não confiam no parlamento, apesar de o trazerem amaciado, acalentado com todas as doces cantigas de empregos, rendosas conezias, pingues sinecuras; os eleitores não confiam nos seus mandatários, porque lhes bradam em vão: «Sede honrados», e vêem-nos apesar disso adormecidos no seio ministerial; os homens da oposição não confiam uns nos outros e vão para o ataque, deitando uns aos outros, combatentes amigos, um turvo olhar de ameaça. Esta desconfiança perpétua leva à confusão e à indiferença. O estado de expectativa e de demora cansa os espíritos. Não se pressentem soluções nem resultados definitivos: grandes torneios de palavras, discussões aparatosas e sonoras; o país, vendo os mesmos homens pisarem o solo político, os mesmos ameaços de fisco, a mesma gradativa decadência. A política, sem actos, sem factos, sem resultados, é estéril e adormecedora.

Quando numa crise se protraem as discussões, as análises reflectidas, as lentas cogitações, o povo não tem garantias de melhoramento nem o país esperanças de salvação. Nós não somos impacientes. Sabemos que o nosso estado financeiro não se resolve em bem da pátria no espaço de quarenta horas. Sabemos que um deficit arreigado, inoculado, que é um vício nacional, que foi criado em muitos anos, só em muitos anos será destruído.

O que nos magoa é ver que só há energia e actividade para aqueles actos que nos vão empobrecer e aniquilar; que só há repouso, moleza, sono beatífico, para aquelas medidas fecundas que podiam vir adoçar a aspereza do caminho. 
Trata-se de votar impostos? Todo o mundo se agita, os governos preparam relatórios longos, eruditos e de aprimorada forma; os seus áulicos afiam a lâmina reluzente da sua argumentação para cortar os obstáculos eriçados: as maiorias dispõem-se em concílios para jurar a uniformidade servil do voto. Trata-se dum projecto de reforma económica, duma despesa a eliminar, dum bom melhoramento a consolidar? Começam as discussões, crescendo em sonoridade e em lentidão, começam as argumentações arrastadas, frouxas, que se estendem por meses, que se prendem a todo o incidente e a toda a sorte de explicação frívola, e duram assim uma eternidade ministerial, imensas e diáfanas.

O país, que tem visto mil vezes a repetição desta dolorosa comédia, está cansado: o poder anda num certo grupo de homens privilegiados, que investiram aquele sacerdócio e que a ninguém mais cedem as insígnias e o segredo dos oráculos. Repetimos as palavras que há pouco Ricasoli dizia no parlamento italiano: «A pátria está fatigada de discussões estéreis, da fraqueza dos governos, da perpétua mudança de pessoas e de programas novos.»

Eça de Queirós, in ‘Distrito de Évora’


Filed under: Política, Portugal, Socialismo
Author: "Mário Amorim Lopes" Tags: "Política, Portugal, Socialismo"
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Date: Sunday, 13 Jul 2014 17:56

Excelente discurso de Pedro Passos Coelho: BES: Passos Coelho diz que cada um deve pagar pelos seus erros

“Cada vez mais os bancos olham ao mérito dos projetos e aqueles que não olham pagam um preço por isso. As empresas que olham mais aos amigos do que à competência pagam um preço por isso, mas esse preço não pode ser imposto à sociedade como um todo e muito menos aos contribuintes”, disse o líder do PSD nas comemorações dos 40 anos da Juventude Social Democrata.

Sem nunca se referir à situação do Grupo Espírito Santo, o primeiro-ministro avisou que “aqueles que têm problemas, não porque estamos a passar tempos difíceis, mas porque decidiram mal, deram crédito a quem não deviam, trabalharam com quem não era competente, esses têm que resolver os seus problemas”.


Filed under: Economia, Política, Portugal
Author: "André Azevedo Alves" Tags: "Economia, Política, Portugal"
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Date: Sunday, 13 Jul 2014 15:19

José Pedro Aguiar Branco, de quem ninguém se lembrava ser ainda Ministro da Defesa, apareceu há dias a lamentar a atenção que tem sido dada aos que chamou de “candidatos messiânicos”, na sua sempre preocupada mas pouco ajuizada cabeça portadores de uma “instabilidade política” que só prejudica o país e os seus esforços para sair da crise. Aguiar Branco não nomeou os ditos “candidatos messiânicos”, mas a coisa tem sido, sem grande esforço, interpretada como tendo António Costa e Rui Rio como alvos. Tendo em conta que Aguiar Branco faz parte do Governo que os tais “candidatos” pretendem remover, compreende-se a sua preocupação. Mas o Ministro da Defesa deveria também compreender que, para lá Conselho de Ministros ou do Largo do Rato, poucos sejam os que a partilham.

Longe do que Aguiar Branco parece crer, o problema do país não está nos “candidatos messiânicos”, mas precisamente naqueles que eles se propõem substituir. Não ocorre a Aguiar Branco que António Costa e Rui Rio surgem – e surgem como messiânicos – precisamente porque os que eles pretendem substituir deixaram de ser solução. Não ocorre a Aguiar Branco que os candidatos messiânicos sejam, não a causa, mas um produto da “instabilidade política”, e que esta seja causada precisamente pela falência e descredibilização simultânea do Governo PSD/CDS e da liderança do PS.

Não sei se Costa e Rio estarão ou não à altura dessas esperanças que neles são depositadas (tenho as maiores dúvidas quanto a António Costa, e acho que Rui Rio terá de enfrentar enormes dificuldades para o conseguir), mas só um cego ou alguém comprometido com as respectivas causas é que não percebe que é o facto de tanto o Governo PSD/CDS como a actual liderança do PS não motivarem qualquer confiança nos eleitores de que poderão inverter o estado de coisas do país que faz com que estes depositem as suas esperanças em possíveis alternativas, como as simbolizadas por Costa e Rio.

É fácil de perceber a razão pela qual o PS não inspira a confiança dos portugueses. O governo de Sócrates pôs-nos no bonito estado em que estamos, e a actual liderança nunca viu grande mal nessa política. Agora que diz ter “saído da gaiola”, Seguro encena uma ruptura, mas a política que propõe em nada se distingue da que o “engenheiro” entendeu por bem seguir. Acresce que existe na generalidade da população a percepção – certa ou errada, suficiente para que ninguém preste grande atenção ao que diz e muito menos confie nas suas palavras – de que por muito que Seguro critique o Governo e prometa gritar com a “sra. Merkel” para que a Alemanha nos subsidie, não irá, caso receba as chaves de São Bento e do governo do país, conduzir uma política muito diferente da “austeridade” que Passos Coelho tem seguido.

A desconfiança dos portugueses no actual Governo, por sua vez, não é menos compreensível. Este bem pode ter conseguido evitar a bancarrota do país, mas não conseguiu evitar a sua própria falência. De resto, a única coisa que a coligação conseguiu foi mesmo desagradar aos eleitores, sem mudar grande coisa. O que se prepara para deixar é o exacto estatismo que encontrou em 2011, mais “austero” por força das circunstâncias, mas igualmente irreformado por falta de vontade ou capacidade. Com a “reforma do Estado” entre a gaveta e o documento rabiscado por Portas, a coligação conseguiu apenas o extraordinário feito de atrair para si o descontentamento popular que as reformas costumam atrair sem que tivesse tentado sequer fazê-las. Consegue garantir que entregará de volta o poder ao PS, sem ter mudado nada do que este lhe havia deixado.

A verdadeira “instabilidade política” nasce desta simultânea fraqueza do actual governo e do principal partido da oposição. Como escrevi após às europeias, a única solução política que poderia sair deste relativo impasse seria aquilo a que noutros tempos se chamava de uma “fusão”, ou com menor benevolência, de “pastel”, a chamada à governação em simultâneo do poder decrépito e da alternativa ainda em gestação. Embora aparentemente engenhosa – e atractiva para quem queira aparecer como sua eminência parda e superficialmente neutral – a “solução” não solucionaria grande coisa. Em vez de produzir um poder forte, conseguiria apenas trazer duas fraquezas para a sua sede, que não juntariam outra coisa além do desprezo generalizado de uma população que já o nutre por ambas as partes, e que tenderia a acentuá-lo se fizessem um cozinhado deste género. Além de que, o que não é irrelevante, traria para dentro do governo um conflito político que deveria estar fora dele, no parlamento e na sociedade em geral. Esta “solução” seria assim apenas provisória, e com a agravante de degradar as já de si muito precárias condições de exercício do poder num país com cada vez maior desconfiança na classe política. O “Bloco Central” pode ter servido em 83/85, mas convém não esquecer que a seguir veio a adesão à CEE e os seus abençoados fundos, um verdadeiro maná caído dos céus berlinenses que permitiu camuflar os nossos males internos e as querelas insanáveis que eles tendem a produzir. Mas em 2016 ou 2017 não virão fundos, antes exigências de “austeridade” e de medidas impopulares.

É por isto que uma mudança de liderança tanto no PS como no PSD (e já agora, no CDS) seria bem vinda, e é dessa forma aparentemente encarada pela generalidade das pessoas. O “messianismo” de que Aguiar Branco se queixa é apenas a consequência inevitável do facto dos portugueses não verem poder sair daqui qualquer solução para os seus problemas. O “messianismo” de Rui Rio e António Costa é um produto de eles serem alguém que não Passos Coelho e Seguro. Destes últimos, já nenhum português suspeita que possam ser solução para o que quer que seja. Em alguém que não eles, ainda poderão ter alguma esperança. Rio e Costa poderão frustrar essas esperanças, mas por enquanto, ainda é possível tê-las. Quem alguma vez as depositou no actual Governo ou na actual oposição certamente já as perdeu por completo.


Filed under: Comentário, Política, Portugal
Author: "Bruno Alves" Tags: "Comentário, Política, Portugal"
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Date: Sunday, 13 Jul 2014 08:40
Author: "Miguel Noronha" Tags: "Diversos"
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Date: Sunday, 13 Jul 2014 08:37

No Público

Luís Fazenda, líder de outra das três correntes iniciais do BE, a UDP, criou uma nova corrente, a Esquerda Alternativa, a que aderiram também o líder parlamentar, duas deputadas e uma dirigente nacional.(…) Fonte próxima da direcção do BE explica ao PÚBLICO que “há agora duas UDP’s, estão divididas”. E que “Luís Fazenda, que sempre teve uma posição interna forte, percebendo a polémica, tentou esvaziá-la e criar outra”. Mas que polémica? “Luís Fazenda quis libertar-se dos seus velhos camaradas que acusa de serem adeptos de uma aliança com o PS”, diz um dirigente que pede para não ser identificado


Filed under: Diversos
Author: "Miguel Noronha" Tags: "Diversos"
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Date: Saturday, 12 Jul 2014 22:00

O meu artigo desta semana no Observador: O próximo aumento de impostos será verde.

No documento são elencadas várias prioridades nacionais, como a reforma do tratamento fiscal dado às bicicletas já que “não vigora no sistema (…) português qualquer incentivo fiscal à aquisição de bicicletas, quer em sede de tributação do rendimento quer de tributação do consumo” (salvaguardando no entanto que deverá ser fiscalmente distinguido o uso de bicicletas como meio de transporte “diário” dos usos realizados “com intuito de lazer ou desportivo, sendo neste segundo caso menos intensas as vantagens ambientais gerais geradas pelo comportamento do indivíduo”).

Mas o que mais se destaca nas conclusões da Comissão são mesmo as várias propostas de aumento de impostos.

O resto do artigo pode ser lido aqui.


Filed under: Ambiente, Economia, Energia, Política, Política Fiscal, Portugal, Socialismo Tagged: Comissão para a Reforma da Fiscalidade Verde
Author: "André Azevedo Alves" Tags: "Ambiente, Economia, Energia, Política, ..."
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