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Date: Thursday, 24 Apr 2014 11:02

estado corporativo


Filed under: Diversos
Author: "Miguel Noronha" Tags: "Diversos"
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Date: Wednesday, 23 Apr 2014 16:44
Author: "ruicarmo" Tags: "Agenda, Ambiente, Cartoons, Cultura, Des..."
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Date: Wednesday, 23 Apr 2014 15:55

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No seguimento da Assembleia Popular que se irá reunir no largo do Carmo no dia 25 de Abril, sob a égide dos capitães de Abril e de outras forças vivas da Sociedade Portuguesa, há 3 hipóteses imaginárias, para o processo de decisão do que fazer a este país nos próximos 40 anos .

O primeiro, e o mais corrente em 1975 entre os membros da Intersindical, seria o do “braço no ar”, um processo altamente democrático em que se pergunta quem é que concorda com a proposta do proponente de “derrubar o governo, politicamente ilegítimo, ainda que democraticamente eleito”, seja lá o que isso quer dizer.

O segundo método possível será o do uso de comando da hierarquia militar em que se mandam às urtigas as liberdades civis, algo em o Copcom se especializou também há cerca de 39 anos, criando muita comichão e urticária junto de certas populações. Neste caso, seguindo o conselho de 74 iluminados, os militares decidem que o que é melhor para o país , é entregarem a Madeira aos credores, a troco da quitação da dívida do Continente. Os Açores ficam de reserva para a próxima reestruturação. O TC aprova porque obviamente não está ferido nenhum direito fundamental da cidadania, e as reformas e aposentações serão aumentadas no próximo ano.

O terceiro, será o de uma votação online através de um site criado pelos indefectíveis das redes sociais, com o uso dos ipads, iphones, samsumgs, HTCs e nokias, que os milhares de presentes no largo estarão a usar, colocando “selfies” no Facebook. Assim poderão mostrar daqui a 40 anos aos seus netinhos uma recordação do 25 de Abril que eles viveram usando alta tecnologia, produzida através da exploração do proletariado chinês e adquiridos através de crédito forçado pelas forças maléficas do “crédito ao consumo ” instaladas pelas forças reaccionárias do 25 de novembro. Nesta votação será perguntado: o próximo PM deverá ser o Camarada Vasco, o camarada Mario , o camarada Freitas, ou o camarada Louçã? Caso seja este o processo escolhido, antevejo uma votação online muito renhida em que uns sopapos (no Largo do Carmo em vez da Marinha Grande) mudarão para sempre um cartão de milhas da TAP !

Qual acham que será o método escolhido?


Filed under: Diversos, Insurgentologia, Política, Portugal, Socialismo
Author: "Manuel Puerta da Costa" Tags: "Diversos, Insurgentologia, Política, Po..."
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Date: Wednesday, 23 Apr 2014 14:36

audi-a4-15

Após quatro meses de experimentação, é agora possível efectuar uma análise preliminar aos resultados das novas medidas de incitação ao reporte fiscal, a dedução de até 15% do IVA em sede de IRS e o sorteio dos Audis, assim como quantificar alguns dos seus efeitos directos.

Segundo o noticiado no Jornal de Notícias, a medida conduziu a um aumento de 39% nas entidades que passaram a reportar actividade. A somar a isto, expôs 176 mil empresas que não declaravam as facturas, retendo assim o IVA pago pelo cliente e omitindo dos proveitos para abate no IRC. O número de facturas aumentou 43% em dois meses, um aumento muito significativo.

Um trabalho mais abrangente efectuado em São Paulo com a nota fiscal paulista, reportado aqui pelo economista Ricardo Reis, confirma a eficácia destes dados preliminares: a receita fiscal aumentou 23% (ajustada ao crescimento económico e à inflação) nos quatro anos após a implementação da medida e teve um impacto de aproximadamente zero no encerramento de restaurantes e nos despedimentos.

Existe toda uma questão moral que pode e deverá ser debatida — a invasão de privacidade que encetam os novos incentivos ao reporte fiscal, a sempre questionável transferência de rendimentos do privado para o anafado e ineficiente Estado, entre outras. Contudo, colocando de lado a perspectiva moral, a medida está a ter um inegável sucesso que evita, entre outras maleitas, novos aumentos de outras fontes de receita fiscal, embora não exonere da necessidade de continuar a reduzir despesa. Hoje, ao contrário de ontem, já não há bisca feita com o NIF de Passos Coelho. Pelo sim, pelo não, alguns dos que ontem criticavam, hoje pedem factura. É que o Audi sempre anda mais que o idealismo.


Filed under: Economia, Política, Política Fiscal, Portugal
Author: "Mário Amorim Lopes" Tags: "Economia, Política, Política Fiscal, P..."
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Date: Wednesday, 23 Apr 2014 13:40

Maluco

Exmo Senhor Primeiro-Ministro,

Como comentador moderado, fiquei bastante desapontado ao tomar conhecimento de que pretende fechar metade das repartições de finanças. Nunca suspeitei que a passagem de tantos serviços para a plataforma online tivesse sido feita com estas intenções. Eu bem sei que agora preciso de ir à repartição muito menos vezes, mas isso não é desculpa para, mais uma vez, cortar nas pessoas. Eu até sou a favor do equilíbrio das contas públicas, mas não é assim que chegamos lá. O que o país precisa mesmo é da verdadeira reforma do estado!

O país não precisa que se fechem repartições das finanças, que se fundam hospitais ou que fechem escolas vazias. O que é preciso é a verdadeira reforma do estado!

Nós não precisamos de alterações da carreira docente ou de reequilibrar os salários entre público e privado. O que é preciso é a verdadeira reforma do estado!

Não precisamos de reorganizar o sistema hospitalar ou cortar nos custos com medicamentos. O que é preciso é a verdadeira reforma do estado!

Parem de mexer nas pensões, na idade da reforma ou nas reformas antecipadas. O que é preciso é a verdadeira reforma do estado!

Não mexam nas empresas públicas de transportes, não privatizem empresas públicas e não vendam os Mirós! O que é preciso é a verdadeira reforma do estado!

Em suma, parem de mexer nas funções essenciais do estado e reformem o estado, porra!

Assinado: um qualquer comentador “moderado”


Filed under: Política
Author: "Carlos Guimarães Pinto" Tags: "Política"
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Date: Wednesday, 23 Apr 2014 12:48

Diário Económico

A economia portuguesa deverá crescer 1,2% este ano e 1,4% no próximo, mas este perfil de recuperação está sujeito a riscos e não dispensa a redução do endividamento, nem a continuação das reformas estruturais, alerta o Banco de Portugal.

“A recuperação da economia portuguesa apresenta fragilidades”, aponta a instituição liderada por Carlos Costa no boletim económico da Primavera, hoje publicado. “É imprescindível continuar a redução do nível de endividamento e aprofundar o programa de reformas estruturais, em particular para permitir a redução do desemprego”, acrescenta

LEITURA COMPLEMENTAR: “Emissão de dívida a 10 anos, com taxa de juro em 3,575%…magnífico, mas cuidado…” de Tavares Moreira (Quarta República)


Filed under: Diversos
Author: "Miguel Noronha" Tags: "Diversos"
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Date: Wednesday, 23 Apr 2014 12:26

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Tenho gostado de ler A Batalha, que nos dá informações do que por aí se passa em tom de blogue bem conseguido (dois exemplos). Mas hoje dei com um texto hilariante sobre a Índia (ou sobre Goa, ou o que o autor acha que é e deveria ser Goa, ou sobre as várias supostas traições dos portugueses a Goa, é escolher).

O texto tem tanto de caricato que, por economia de post, não posso ir a todas. Começo por fazer uma declaração de interesses sobre a Índia. Estive lá umas tantas vezes em trabalho, uma dessas vezes fiquei lá (incluindo em Goa) mais umas duas semanas de férias. (Não sou, portanto, uma grande conhecedora da Índia; mas, neste caso, sou quanto baste). Rio às garagalhadas sempre que oiço alguém referir-se à Índia como ‘a maior democracia mundial’, agonia-me a forma como as mulheres são (mal)tratadas por lá, a pobreza da Índia é algo brutal e abjeto e antipatizo com o hinduísmo (que sustenta coisas como as castas e os abusos às mulheres). Considero que os meus amigos que vêem da Índia com conversas sobre a felicidade geral da população para além dos bens materiais, as cores dos saris e tretas semelhantes, uns alucinados. (Qualquer boa pessoa que vai à Índia só pode sair de lá com uma depressão). Detestava ter de fazer a profilaxia da malária e, de cada vez que lá ia (e ficava apenas um dia e meio) tinha como momento redentor da viagem aquele em que entrava no avião da Lufthansa, companhia com a qual, devido a tirar-me da Índia, desenvolvi uma relação muito afetuosa. Podia continuar, mas parece-me que já está claro que nada do que vou escrever é uma defesa da Índia. (Que sim, tem o Taj Mahal e outros edifícios lindos de morrer, e adoro os tecidos indianos, os móveis indianos, as jóias de prata com pedras coloridas, e a generalidade dos artesanatos indianos. Além de que gosto muito de alguns indianos.)

Regressando ao texto, não vou debater se a presença portuguesa na Índia foi colonialismo ou não, nem o facto de não se perceber o que reclama Luís Pistola ou o que tem a ver com as frases que cozinhou a exposição no Museu Nacional de Arte Antiga. Menos ainda o caso BNU ou se há ou não em Goa um sentimento generalizado de procura da independência face à União Indiana ou as causas da riqueza relativa goesa.

Diz o autor do texto coisas fabulosas. Por exemplo, pergunta: ‘De que tem medo o gigante indiano quando ainda hoje, volvidos mais de 50 anos da ocupação, teme e treme a cultura goesa, procurando indianizá-la a todo o custo, dificultando a difusão do português e do modo singular de viver lusitanamente na Índia?’ Eu, quando estive em Goa devo ter tido azar, porque não encontrei – e até tentei – uma única alma que proferisse a vontade de ‘viver lusitanamente’ (e que raio quer dizer isto?) ou de aprender português (e para que quereriam os goeses aprender português, a língua de um país com que nada têm a ver, quando há tantas outras línguas mais úteis para aprenderem?). O azar foi tanto que nem sequer houve quem se entusiasmasse (já nem se pedia que mostrasse saudades ou evidenciasse o amor que os goeses ‘sempre nos tiveram’) pelo facto de eu me identificar como portuguesa. E se em Goa os miúdos jogam futebol (em vez de críquete, como no resto da Índia), há muitas mulheres que se vestem com os vestidos que se usavam em Portugal há 50 anos, em vez de com saris, e a pobreza não é tão opressiva, se há coisa que se percebe é que aquela terra é infinitamente mais indiana do que portuguesa e só quem lá vai com palas carregadas de preconceitos não o vê. Quanto aos monumentos que a presença portuguesa por lá deixou, o que achei mais curioso foi o desapego que os goeses lhes tinham – ao contrário do que se passa no resto da Índia, onde os monumentos costumam estar apinhados de indianos (os bilhetes para nacionais que são para aí um décimo do valor do cobrado aos estrangeiros).

No texto também se compara a atitude da União Indiana para com Goa com a da China com os macaenses. Aqui estranho que não tenha havido também comparação com a relação de Portugal com a cidade de Santarém, já que entre Goa e Macau, e a forma da presença portuguesa em ambas, são tantas as diferenças que só por ignorância se pode estabelecer comparação. (Digo também que sou muito parcial para com a China e que a ‘ditatorial’ China tem liberdades de que eu gosto – poder andar de minissaia e alcinhas na rua, poder namorar na rua,… – que a ‘democrática’ Índia nem está perto de ter.)

A minha parte preferida é esta: a da ‘Índia hindu unificada politicamente pelos ingleses’ (interrupção para nova gargalhada). Bom, por partes. 1) A Índia não é hindú. 15% da população é muçulmana (mais de 150 milhões de almas), uns 30 milhões são cristãos (mais do que os portugueses, sejam cristão, agnósticos, ateus, protestantes, new age, whatever), há para lá jainas, sikhs e uma panóplia de religiões tribais. A fricção religiosa é um assunto sério do país e, para quem se quiser lembrar, levou até à partição entre Índia e Paquistão e, mais tarde, à criação do Bangladesh. 2) A Índia não foi unificada politicamente pelos ingleses. Durante a época colonial britânica continuaram a existir, nuns casos apenas mais formalmente, noutros menos, os reinos dos famosos rajas e maharajas. Apenas em 1947, com a criação da União Indiana, estes reinos foram integrados no país (os monarcas negociaram a entrega da soberania dos seus territórios contra o pagamento de uma subvenção anual pelo estado indiano, que depois Indira Gandhi extinguiu). 3) A Índia é tudo menos unificada. Na verdade, na Índia o insólito é o que é normal e há uma infindade de crenças, castas, costumes locais, linguagens, atividades económicas que tornam a Índia porventura no país mais diverso e menos unificado do planeta – neste caso, a Terra. Daí que a especificidade goesa seja tudo menos extraordinária na Índia.

Para ir terminando, vou a estas frases (que ou pretendem ser enigmáticas ou estão num português pouco valorizado): ‘O mais incrível de tudo isto é que andamos continuamente a reproduzir aculturamentos estrangeirados cuja história não chega para contar um terço da nossa: Goa foi construída ao longo de quase 460 anos de cultura comum. Tomara os Estados Unidos da América poderem gabar-se de metade disso.’ Passe-se ao lado da bazófia com a longevidade da nossa história face a esses selvagens que são os norte-americanos – que é algo que, estou certa, tira o sono aos selvagens – para me questionar quem são os estrangeiros sem história que se veja que condicionam o nosso conhecimento sobre a Índia e a presença portuguesa. Os americanos não condicionam nada, e os indianos têm uma história que remonta à civilização do Vale do Indo, milénios antes da era cristã. Além de que – refira-se – a Índia era, à data em que os portugueses lá chegaram (e foi até à revolução industrial), bastante mais rica do que os países europeus.

Termino dizendo que a História portuguesa, incluindo as suas aventuras marítimas, é assombrosa. (Incluindo também os projetos que falhámos, que, como diriam os selvagens americanos que não têm história e não percebem patavina, desonra é não tentar, não é falhar.) Não merece as tonterias ‘nós somos os melhores do mundo e todos os povos que governámos nos amam’. Os indianos divinizaram as personagens do Mahabharata e do Ramayana; há quem queira divinizar os portugueses dos tempos dos descobrimentos. Mas fazem mal: como deuses seriam medíocres, como homens poderão ter sido admiráveis.

???????????????????????????????(As imagens foram escolhidas para dar ideia de como a arte indo-portuguesa é muito mais sumptuosa do que a arte indiana – num exemplo de arte particularmente hindu de um império que mais hindu não podia ser. De facto não se entende como os artífices indianos escolhem dedicar-se à arte indiana em vez de à arte produzida em Goa.)


Filed under: Cultura, Internacional, Media
Author: "Maria João Marques" Tags: "Cultura, Internacional, Media"
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Date: Wednesday, 23 Apr 2014 09:46

“Uma história exemplar da parolice nacional” de José Manuel Fernandes sobre a “inconseguida” casa-museu Manoel de Oliveira.


Filed under: Diversos
Author: "Miguel Noronha" Tags: "Diversos"
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Date: Wednesday, 23 Apr 2014 09:24

“(…) numa altura em que o orgulho nacional já conheceu melhores dias, a maior homenagem à efeméride de Abril consiste precisamente em não perder de vista o que de bom se fez desde então. Deste modo, em alternativa aos sentimentos de desilusão, é antes altura de homenagear a elite portuguesa, e alguns dos homens e mulheres que nas últimas quatro décadas, nos seus respectivos campos de intervenção, contribuíram e lideraram para fazer de Portugal um país melhor. Esta crónica é sobre economia política, e portanto, é da elite no campo da economia política, em particular dos ministros das Finanças que desde 1974 ocuparam a pasta, que escreverei (…) como figura de Abril, e da elite que mais tem contribuído para o avanço de Portugal, eu gostaria de destacar o dr. Miguel Cadilhe”, no meu artigo de hoje no Diário Económico.


Filed under: Diversos
Author: "Ricardo Arroja" Tags: "Diversos"
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Date: Wednesday, 23 Apr 2014 08:41

EU Observer

Greek leftist Syriza party on Monday announced it has removed Roma activist from its list of candidates for the European Parliament following intense internal criticism. An NGO set up by Suleiman encourages local Roma children to attend Greek-speaking schools instead of the minority schools for Turkish speaking Muslims

Parece que mais que a representação das minorias interessava captar o voto “turco”


Filed under: Diversos
Author: "Miguel Noronha" Tags: "Diversos"
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Date: Tuesday, 22 Apr 2014 13:50

As redes sociais não funcionam sem o excepcional Putin e a liberdade perde a graça sem o Snowden.

Russia’s largest social network is under the control of Putin’s allies

Earlier this month, Durov claimed that Russia’s intelligence agency, the Federal Security Service (FSB), had pressured him to hand over personal data on VK users involved in anti-government protests in Ukraine. Durov said he refused to do so, though he’s gradually ceded control of the company in recent months and has long butted heads with government authorities. Experts have speculated that the Kremlin is looking to tighten its grip over VK and other social networks in the same way it controls print and TV media. Many Russians used VK to organize widespread anti-Putin demonstrations in 2011 and 2012, when thousands took to the streets to protest allegedly rigged elections.

Leituras complementares: Isto deve dar um prémioDa série “os russos estão a ficar muito americanos” III.


Filed under: Agenda, Ambiente, Blogosfera, Cultura, Desporto, Double standards, Economia, Educação, Energia, Internacional, Media, Nanny State Watch, Política, Saúde
Author: "ruicarmo" Tags: "Agenda, Ambiente, Blogosfera, Cultura, D..."
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Date: Tuesday, 22 Apr 2014 13:33

O meu texto de hoje no Diário Económico, à volta da última ideia da luminária António Costa, nosso estimado presidente de câmara, que quer tornar a vida em Lisboa – para os residentes e para os que cá têm de trabalhar – muito mais penosa. (O que, em boa verdade, tem sido o seu programa municipal). E alguém me explica a que propósito o CDS sanciona esta ideia de municipalizar a gestão dos transportes públicos em vez de a privatizar?

«António Costa é presidente (há seis anos) da câmara municipal mais endividada do país, notabilizando-se Lisboa por buracos não tapados, alterações de trânsito que visam infernizar a vida a quem tem de andar de carro, obras intermináveis (Ribeira das Naus) temporariamente dadas como terminadas por altura das eleições – e, ultimamente, montes de lixo não recolhido, devido à incapacidade de Costa em resolver as greves frequentes na empresa que tem a cargo a recolha e queima do lixo lisboeta.

Foi, ainda, ministro de um sector cujo funcionamento é unanimemente considerado um factor de atraso do país: a Justiça. É, também, alguém que profissionalmente sempre gravitou na esfera política e que, se um dia deixar esta actividade, irá para uma grande empresa que necessite de quem tenha os conhecimentos certos nos partidos de governo. Há quem considere este CV desejável num pm ou até num presidente. Eu discordo. E tremo de pavor sempre que me apercebo que Costa foi iluminado por nova ideia. Desta vez é a ideia da CML concorrer às concessões a privados da gestão da Carris e do Metro de Lisboa, e é uma ideia calamitosa.

A entrega da gestão destes transportes públicos a privados tem como vantagem a gestão mais eficiente (como em todas as empresas que foram privatizadas), controle de custos mais racional, gestores nomeados por mérito em vez de por proximidade política e impraticabilidade das greves quase contínuas que se têm visto nos transportes públicos lisboetas. A entrega das duas concessões à CML garante que nenhuma das vantagens se verifique.

Mas o pior da ideia de Costa não é, sequer, isso.»

O ‘pior’ – e é um pior catastrófico – está explicado aqui.


Filed under: Economia, Insurgentes nos media, Media, Política, Portugal, Socialismo
Author: "Maria João Marques" Tags: "Economia, Insurgentes nos media, Media, ..."
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Date: Tuesday, 22 Apr 2014 12:46

Para os eventuais interessados, fica aqui o vídeo da minha participação no Assembleia Geral da ETV de ontem.


Filed under: Diversos
Author: "Bruno Alves" Tags: "Diversos"
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Date: Tuesday, 22 Apr 2014 11:46

A política portuguesa tem umas personalidades que quando (ainda?) participam no debate público me lembram as partidinhas do “Fantasma de Canterville”, do O. Wilde:  ambos, ainda que destituídos pelas circunstâncias (etárias, sociais, históricas, and so on), das suas funções (inquestionavelmente importantes no seu tempo), continuam, desastradamente, a assombrar. A diferença é que os primeiros não são obras-primas da literatura e não há uma bela Virgínia que (n)os  salve.o fantasma


Filed under: Diversos Tagged: espectros, Fantasma de Canterville, Oscar Wilde, política portuguesa
Author: "gracacantomoniz" Tags: "Diversos, espectros, Fantasma de Canterv..."
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Date: Tuesday, 22 Apr 2014 11:27
Author: "Miguel Noronha" Tags: "Diversos"
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Date: Tuesday, 22 Apr 2014 10:12

“Quatro portugueses entre os 30 maiores credores da Telexfree”, na edição de hoje do Diário Económico (página 5).

Há uns meses, por altura das férias do Natal, fui questionado na Madeira sobre um fenómeno que até então desconhecia: o Telexfree. Rapidamente desconfiei tratar-se de um esquema de Ponzi, igual a tantos outros que volta-não-volta aparecem em Portugal. E da desconfiança passei a uma quase certeza, depois de tentar perceber os “mechanics” e os “economics” da coisa, e sobretudo depois de ouvir repetidamente daqueles que me questionavam a mesma expressão de sempre: “isto é diferente”. Ora, como se sabe, (quase) nunca é.

Desde então, foram-me chegando aos ouvidos mais relatos que fui registando com pontos de interrogação e cepticismo. Sem surpresa, soube na semana passada que a alegada bolha terá rebentado na sequência da acusação de fraude movida pela SEC norte-americana, e segundo li algures na net só na ilha da Madeira existirão cerca de 40 mil aderentes! O número é impressionante, porquanto representa 15% da população madeirense, mas a avaliar pela loucura do “Telexfree” que lá vislumbrei em Dezembro não me surpreenderia se fosse mais ou menos real. Seria sobretudo um caso de estudo.


Filed under: Diversos
Author: "Ricardo Arroja" Tags: "Diversos"
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Date: Tuesday, 22 Apr 2014 10:00

social_benefits_2012

Mesmo após alguns anos de ajustamento e de “austeridade”, o Estado em Portugal continua com um nível insustentável de despesa, em particular no que diz respeito ao chamado “Estado Social”. Daí que, como referi recentemente em entrevista à Rádio Renascença, a via para a sustentabilidade passa por fazer com que o Estado gaste menos – e preferencialmente também bastante melhor e permitindo maior liberdade de escolha – nos sectores da Educação, Saúde e Segurança Social. Qualquer programa político que ignore esta realidade não deve ser considerado credível. Poderá até ser um popular, mas será um programa para levar o país rumo ao abismo.

Alguns gráficos interessantes da 11ª avaliação do FMI. Por José Manuel Fernandes.

Em 2012 Portugal gastava 22% do PIB com o chamado “estado social”. Isso compara com os 20,4% de média da Zona Euro e com os 18% da União Europeia como um todo. Não está mal como resultado depois do “maior retrocesso social de sempre”, ou do famoso “recuo civilizacional”, ou de tantas outras barbaridades que por aí se proclamaram.

Como se escreve no relatório:

Public pension expenditure in Portugal more than doubled relative to national income over the last 20 years, with changes only in part justified by demographic developments.1 In 2012, social benefit spending—of which pensions account for over 80 percent—stood well above European and euro area averages.


Filed under: Comentário, Economia, Política, Portugal, Socialismo
Author: "André Azevedo Alves" Tags: "Comentário, Economia, Política, Portug..."
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Date: Tuesday, 22 Apr 2014 09:56

O meu artigo desta semana no jornal, sobre o 25 de Abril.

Há liberdade no socialismo?

Francisco Pinto Balsemão organizou na Gulbenkian uma conferência, “25 de Abril, 40 Anos depois”, para analisar se estes anos terão valido a pena. O objectivo não era voltar a discutir as questões quentes de outrora, mas proceder a um exame mais abrangente do regime. 40 anos depois da Revolução, onde estamos?

O leitor já terá consultado no Portal das Finanças o site “e-factura”. Através desse sistema, o Estado tem acesso às suas despesas de que tenha factura e, naturalmente, fica a saber aquilo em que, oficialmente, não gasta dinheiro. O estado sabe se cortou o cabelo e em que dia. Se jantou fora, e onde. Se vai ao médico, e a que tipo de consulta. Mas também fica a saber que, ou não costuma cortar o cabelo, jantar fora, ou, quando vai, não pede factura.

Tenha consciência do seguinte: a sua privacidade acabou. Mais: o Estado tem na posse meios para perguntar, caso precise de saber, porque não gasta dinheiro em certo tipo de bens e serviços. Esta realidade não tem a ver com este governo, nem com as novas tecnologias. Resulta do enorme endividamento do Estado, que precisa desesperadamente do nosso dinheiro.

É o desenrolar natural do socialismo, que pressupõe um desenvolvimento feito com consumo e investimento público que põe em causa a privacidade e a liberdade. 40 anos depois, em vez da crença num destino colectivo que leva ao descontrolo do Estado, cabe-nos perceber que a liberdade passa mais por nós que pelo poder político.


Filed under: Comentário, Insurgentes nos media, Política, Portugal, Socialismo
Author: "André Abrantes Amaral" Tags: "Comentário, Insurgentes nos media, Pol..."
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