Date: Thu, 20 Jun 2013 05:58:54 +0200
Quote:
- Manual do cafajeste (para mulheres)
Ignorar o passado ou mandar pastar?
http://www.manualdocafajeste.com/2012/08/14/ignorar-o-passado-ou-mandar-pastar/
Text:
Há algumas semanas estava com mais um amigo no Libanus, um barzinho aqui de Brasília, tomando uma gelada e jogando conversa fora. Conversávamos sobre a vida, mulheres, festas, concursos, dinheiro e, essencialmente, putaria. No meio da noite o meu telefone toca, e era outro amigo, perguntando onde estava. Informei o lugar e ele disse que iria dar um pulo lá com a namorada, que ainda não conhecíamos, por sinal. Ele já havia falado bastante sobre essa menina, dizendo que era muito bonita, gente boa e bem bacana. Algum tempo depois, eis que chegam de mãos dadas meu amigo e uma menina que, se não estava ficando louco, era velha conhecida da putaria. Mais um olhar e não tinha dúvida. A bicha era bandida de outros carnavais. Ela também me reconheceu, obviamente, e o clima meio estranho ficou na mesa. Tentando disfarçar, continuei tomando a cerveja e batendo papo.
O tempo passava e o constrangimento aumentava. Em certo momento, ela pediu para ele levá-la em casa. Ele nos disse que a deixaria e voltaria para continuarmos a gelada, pois ainda estava cedo. Após saírem, lembro a primeira frase que comentei com o outro amigo: “Caralho, meu irmão, essa mina do Marcelin não vale uma balinha.” Contei algumas histórias da moça de família e disse que há vários mandamentos na amizade masculina. Um dos principais é:
TENTE SEMPRE LIVRAR SEU AMIGO DE ENVOLVIMENTO AFETIVO COM PIRIGUETES
Ao chegar de volta à mesa, com olhar apaixonado, Marcelin comenta que estava se amarrando na menina. Perguntei se ele realmente estava gostando dela. Com a resposta positiva, fui obrigado a contar uma linda história. ” Era uma vez uma turma de direito. Galera animada, primeiro semestre, cervejada no barzinho ao lado da faculdade, truco rolando na mesa e algumas meninas. Entre elas havia uma loira e junto com ela havia, também, uma aliança de compromisso na mão direita. Havia um namorado apaixonado, que a levava na faculdade diariamente. Naquela maravilhosa turma de futuros brilhantes profissionais do direito, estudavam alguns vagabundos, que gostavam de putaria e, sem dúvidas, penduravam a conta no bar. Em uma linda sexta-feira estrelada em Brasília, dois dos vagabundos, pouco antes do fechamento do bar, convidam duas colegas de classe para um estudo mais aprofundado na casa de um deles. Elas prontamente aceitam….
No caminho, loira lindinha, futura namorada de Marcelin, com a boca ocupada chupando um futuro vulgo Campeiro, recebe uma ligação. Era seu namorado, e ela, com uma das mãos, mantendo a outra ocupada trabalhando, avisa, entre uma e outra lambida, que estava no ônibus indo para casa, que a aula havia sido boa, entre outros temas clássicos de ligação de final do dia para os namorados. Para finalizar com chave de ouro, solta um Também te amo. Para continuação dos trabalhos, ela volta a chupar um amigo muito íntimo meu, que ao final, tremendo de empolgação, solta lágrimas de emoção e alegria em seu rosto. O final da noite, em quádrupla companhia, é apenas um detalhe. Ínfimo detalha diante da situação relatada para o namorado atual.”
Ao passo que o amigo futuro corno ficou sem palavras, o amigo ouvinte só conseguiu rir. Após segundos de silêncio, o futuro corno disse que aquilo era passado, que ela era mais nova e hoje em dia certamente era outra mulher. Olhei para a cara dele, dei um gole na cerveja, acendi um cigarro e fiz um único comentário: “Você que sabe, bicho. Cada qual com o seu James Brown.”
Campeiro
Via FeedShow.com