Date: Wed, 19 Jun 2013 17:37:57 +0200
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- Manual do cafajeste (para mulheres)
Casar ou morar junto?
http://www.manualdocafajeste.com/2012/08/22/morar-junto-ou-casar/
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Casar não é fácil. Rotina, papéis, religião (ou ausência), contas a serem divididas, tampas de privada levantadas, pastas de dente amassadas no meio…
Diante das dificuldades (egoístas ou não) e da probabilidade cada vez maior de divórcio, surge em nossa sociedade a versão “demo” do casamento.
Se o namoro corre bem, frequentemente um dorme na casa do outro, por que não morar junto?
Muitos namorados tomam essa decisão crendo que morar junto é como um atalho menos burocrático, um verdadeiro test drive do casamento. Mas será que isso funciona? Será que dá pra viver 50% de um casamento?
A princípio, a ideia pode até parecer prática e eficaz, e, teoricamente, nem exige uma maturidade do relacionamento ou mesmo grandes reflexões. Planejamento zero. Se qualquer coisa der errado, é só se mandar. Pura ilusão.
Acontece que viver debaixo do mesmo teto é algo completamente diferente do namoro. Completamente diferente de passar o final de semana juntos. Bem diferente de passar 15 dias juntos sob o mesmo teto, de hotel, em uma viagem, em Paris.
Na verdade, se fizermos um quadro comparativo, não são tantos aspectos que diferem o “morar junto” do casamento, principalmente quando se fala em maturidade, liberdade e privacidade.
Tanto em uma situação como em outra, é imprescindível que se saiba dividir o espaço (casa, cama, banheiro, pia, prateleira…) com o outro. Não vai dar mais pra sair a qualquer hora e voltar só pela manhã, levar gente para o apartamento sem avisar, arrumar a bagunça só quando quiser… Além disso tudo, mais importante ainda, não dá pra dividir responsabilidade e problemas sem ter um relacionamento consistente.
Sob esse ponto de vista, morar junto não seria a simples troca da pergunta “o que você achar de levar suas coisas para minha casa” ao invés de “quer casar comigo”? Será que as diferenças entre um e outro não são meramente imaginárias? Muitas vezes sim.
Inevitavelmente, a sua vida não será mais a mesma morando junto do seu namorado. O mais importante é: Você está pronto(a) para isso? Você quer isso?
O maior problema é quando apenas um dos dois crê que essa mudança é um estreitamento da relação que indica um casamento próximo. Aí o tempo passa, passa, e nada de pedido… será que ele quer o mesmo que você? Será que morar junto significa a mesma coisa para vocês dois?
Pelo que noto, o “morar junto” tem significados bem diversos na cabeça de cada indivíduo, de cada sexo. Entre os homens, por exemplo, acaba funcionando como um método de burlar a tensão causada pelo “até que a morte os separe”. Esse raciocínio é falho e bem diferente do feminino.
Não importa a opção, casando ou morando junto, no papel ou não, o passo é grande e o seu sucesso depende do empenho de cada um, além de expectativas reais. As duas opções exigem esforços bem equivalentes. É um erro pensar que há uma alternativa bem mais fácil.
Se ambos querem morar no mesmo espaço, que assim seja por um ideal em comum e se sintam mutualmente prontos para tanto, não dispostos à uma experiência.
Que fique claro o que cada um pretende morando junto do outro, para que não haja frustrações a ponto de enterrar uma relação que, quem sabe, poderia ter dar certo, se não fosse pelo passo maior que as pernas.
Nem se iludam, o “sair de casa” nessas circunstâncias teria o mesmo gosto de um divórcio, ao menos interno.
Não sou contra nenhuma das duas opções. Até porque, da mesma forma, nada garante que namorar por 8 anos, sem ter divido o mesmo teto, faça o casamento melhor.
Não existe fórmula perfeita. O amor não deve ser pré-definido, é algo a ser inventado por quem o vive. No caso, pelos dois. Juntos, por favor.
Por via das dúvidas, se estiver difícil pagar o aluguel, primeiro convide uma amiga.
Praieiro
Via FeedShow.com